21/09/2026
21 de setembro: São Mateus, rogai por nós! 🙏😇
Apóstolo e Evangelista
Mateus é um dos apóstolos, homem decidido e generoso, desde o primeiro momento da sua vocação. É também evangelista, o primeiro que, por inspiração divina, pôs por escrito a Mensagem Messiânica de Jesus. Foi, ainda, fervoroso pregador da Boa Nova, que veio a selar com o seu sangue, como testemunha da Verdade e Divindade de Cristo.
Mateus foi judeu, como indica o nome de seu pai, Alfeu, e mesmo o seu, que na nossa língua é o mesmo que «dom de Deus». Exercia em Cafarnaum, lugar fronteiriço e porto de grande movimento, o ofício de cobrador dos direitos de portagem, como chefe subalterno, ao serviço de Herodes Antipas.
Um dia em que Jesus saía da cidade de Cafarnaum em direcção ao lago, fixou o Seu olhar em Mateus, sentado no seu mocho, diante da mesa da contribuição. Foi um fixar-Se próprio de Jesus; olhou para ele com atenção e sobretudo com Amor. O olhar equivalia já a um convite carinhoso. Seguiu-se logo a Palavra, que fala ao ouvido e ao coração: «Mateus, segue-Me».
Não foi preciso mais. Mateus devia saber Quem era aquele Mestre, que seguiam muito de perto outros discípulos e muita gente. Levantou-se sem hesitar um instante, obedeceu ao convite, ao chamamento de Jesus, à vocação; deixou o serviço do rei Herodes, o negócio terreno, e pôs-se às ordens de Jesus, ao serviço do Reino dos céus.
Não se sabe que admirar mais na vocação de S. Mateus, se a bondade do Mestre que Se fixa num publicano, homem de negócios e pecador - segundo a voz do vulgo - para o fazer coluna da Sua Igreja; a autoridade e energia doce com que o chama; ou a generosidade pronta e decidida do agraciado. A voz da graça é forte e misericordiosa, e a correspondência humana, um mistério também.
Mateus foi generoso em seguir o chamamento e agradecido ao mesmo tempo. Deu-se conta, desde o primeiro instante, de que tinha recebido um benefício e quis corresponder e agradecê-lo. Deu um banquete em sua casa, para o qual convidou Jesus e os Seus discípulos, e muitos colegas seus, «publicanos e pecadores», como disseram os Escribas e os Fariseus.
O Novo Testamento não torna a falar de S. Mateus, a não ser na lista dos Doze apóstolos. Como todos eles, acompanhou o Salvador durante o ministério público; foi testemunha da Ressurreição e de diversas aparições; e, por último, assistiu à Ascensão e recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes, para tomar parte na fundação da Igreja-Mãe de Jerusalém.
Os dados que acrescenta a tradição, não nos fornecem plena segurança sobre o apostolado concreto de S. Mateus e sobre o seu fim glorioso. É certo que a sua primeira pregação foi na Palestina, aos judeus. Clemente de Alexandria diz-nos, no século III, que o seu apostolado palestinense durou quinze anos. As outras regiões evangelizadas pelo primeiro evangelista não podemos determiná-las com certeza, porque os testemunhos são já tardios e não concordam plenamente entre si. S. Gregório Magno fala-nos da Etiópia e Santo Isidoro da Macedónia.
Parece certo que morreu mártir, pois assim o acreditou sempre a Igreja do Oriente e Ocidente, mas não podemos determinar nem o ano, nem o lugar, nem a espécie de martírio.
A glória principal e importantíssima de S. Mateus é o seu Evangelho, escrito, primeiro em aramaico para os judeus convertidos, e traduzido pouco depois para grego. O seu livro é conhecido e utilizado por todos os autores cristãos do século I e nomeado expressamente como obra do Apóstolo pelos principais historiadores dos séculos II e III.
Nele revela-se S. Mateus como grande organizador de materiais dispersos, profundo conhecedor da riqueza da doutrina cristã e dos livros sagrados dos Judeus.
Fonte:
Santos de Cada Dia, Editorial Apostolado da Oração