12/09/2026
Amanhã dia 13 Set
GOZA A PAISAGEM FRESCA DA MINHA FERIDA
o novo espectáculo de Tiago Vieira
na Latoaria
20h
Lugares limitados
Reservas: 937 389 915
Encenação, Coreografia, visiongraphy, Figurinos, paisagem cinematográfica, construção sonora: Tiago Vieira.
Paisagem de luz e sombras: Manuel Duarte e Tiago Vieira.
Performers: Bruno Santos, Caeiro, Leonor Pereira, Manuel Duarte, Teresa Machado, Tiago Vieira.
Paisagem sonora:
Vozes: Manuel Duarte, Teresa Machado, Tiago Vieira.
Sintetizadores: Teresa Machado, Tiago Vieira.
Guitarras eléctricas: Caeiro, Teresa Machado, Tiago Vieira.
Captação de paisagens: Tiago Vieira.
GOZA A PAISAGEM FRESCA DA MINHA FERIDA tem como ponto de partida os sonetos de Federico Garcia Lorca que formam o livro AMOR OBSCURO, últimos poemas escritos pelo poeta e dedicados a um grande amor.
No dia 18 de Agosto deste ano, li no jornal:
O POETA FEDERICO GARCIA LORCA FOI FUZILADO POR TROPAS NACIONALISTAS, HÁ 90 ANOS. OS VERDADEIROS MOTIVOS DO CRIME E O LOCAL DA SEPULTURA SÃO AINDA UM MISTÉRIO.
Perante a violência destas palavras, decidi celebrar a poesia de Garcia Lorca através da subversão do Amor como um gesto de Resistência, cada vez mais urgente e absolutamente necessário perante o aniquilamento das paisagens íntimas e obscuras dos corpos livres que os sistemas fascistas insistem em condenar.
Este novo espectáculo terá como novidade a paisagem sonora original, uma espécie de ópera-maquete de paisagens, anjos e fantasmas. Improvisações e captações de paisagens sonoras: Pássaros de Atenas, Madrugada de Natal em Fátima, Lisboa, Bruxelas, sons de anúncios avariados em Madrid, ensaios de orquestra em Barril de Alva, caminhadas na aldeia a tentar encontrar o lugar da Rave, rio em Lisboa, guitarras eléctricas e improvisações-sample nos ensaios no Fórum Dança, aplausos num espectáculo da Pina Bausch em Bruxelas, manifestações em Lisboa, festas na Cova da Moura.
Tudo isto irá acompanhar uma coreografia de espectros que tentam se despedir do corpo ausente do poeta.
As lantejoulas surgem mais uma vez para anunciar estados melancólicos, esse direito ao Luto e à Revolta.