Jornal Paroquial

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Esta página serve como espaço de reflexão e de informação das actividades realizadas no Espaço Pastoral das Paróquias de Fornelos, Moimenta e Travanca, na Zona Pastoral de Cinfães, Diocese de Lamego.

No início  de mais um ano de Catequese talvez seja importante fazer uma reflexão séria e verdadeira do tempo em que vive...
21/09/2026

No início de mais um ano de Catequese talvez seja importante fazer uma reflexão séria e verdadeira do tempo em que vivemos...

FILHOS CRISTÃOS. PAIS ATEUS.

A catequese não pode substituir o testemunho dos pais

Vivemos tempos curiosos na vida da Igreja. Há crianças inscritas na catequese, com cadernetas preenchidas, encontros semanais e celebrações marcadas no calendário. Aprendem as orações, conhecem algumas passagens da Bíblia, preparam-se para a Primeira Comunhão e, mais tarde, para o Crisma.

Mas há uma pergunta que não podemos continuar a evitar: que lugar ocupa a fé dentro das próprias famílias?

É cada vez mais frequente encontrarmos crianças que frequentam a catequese, enquanto os pais raramente participam na Eucaristia. Crianças que sabem que é domingo e que há catequese, mas que não experimentam em casa o significado de celebrar a fé em comunidade.

E aqui surge uma questão incómoda, mas necessária: poderemos exigir das crianças aquilo que os adultos que as educam não praticam?

A catequese é fundamental. Mas a catequese não faz milagres sozinha.

Um catequista pode ensinar uma criança a rezar. Pode explicar-lhe quem é Jesus. Pode falar-lhe do Evangelho, dos sacramentos, da Igreja e da importância da Eucaristia. Pode acolhê-la, escutá-la e ajudá-la a descobrir a beleza da fé.

Mas não pode substituir o pai e a mãe.

A criança aprende sobretudo através do exemplo. Aprende aquilo que vê, aquilo que vive, aquilo que se repete em casa. Se lhe dizemos que a Eucaristia é o centro da vida cristã, mas depois, ao domingo, a própria família não vai à Missa, a mensagem transmitida à criança torna-se contraditória.

Não podemos pedir aos filhos que levem a sério aquilo que os pais tratam como secundário.

Não se trata de condenar quem não tem fé. Cada pessoa é livre e deve ser respeitada nas suas convicções. Também não se trata de obrigar ninguém a acreditar.

Mas há uma responsabilidade que não podemos ignorar: quando os pais decidem inscrever os filhos na catequese, estão a pedir à Igreja que participe na educação cristã dessas crianças. E essa educação pressupõe alguma coerência entre a catequese e a vida familiar.

Não faz sentido ensinar uma criança que a Missa dominical é importante e, ao mesmo tempo, transmitir-lhe, através das atitudes, que há sempre outras coisas mais importantes.

Não faz sentido falar de oração se em casa nunca se reza.

Não faz sentido falar da comunidade cristã se a família aparece na Igreja apenas nas grandes festas.

Não faz sentido preparar uma criança para receber um sacramento e desaparecer depois da celebração.

A fé não é um conjunto de festas, fotografias e cerimónias.

A fé é uma forma de viver.

É por isso que precisamos de passar de uma catequese centrada apenas na criança para uma verdadeira catequese familiar.

Os pais não precisam de ser especialistas em teologia. Não precisam de conhecer toda a Bíblia. Não precisam de saber responder a todas as perguntas dos filhos.

Precisam, antes de mais, de dar testemunho.

Uma criança que vê o pai e a mãe a entrar na igreja, a participar na Eucaristia, a rezar, a procurar viver o Evangelho, a ajudar quem precisa e a falar de Deus com naturalidade, recebe uma mensagem muito mais forte do que aquela que qualquer catequista consegue transmitir numa hora semanal.

O testemunho educa mais do que muitas palavras.

É também necessário dizer uma coisa aos pais: a catequese não é um serviço de ocupação das crianças.

A paróquia não é uma espécie de “escola religiosa” onde se deixa a criança durante uma hora por semana para aprender algumas coisas sobre Deus.

A catequese é um caminho de fé.

E esse caminho começa em casa.

Quando uma criança falta à catequese repetidamente porque existem outras atividades, quando não participa na Eucaristia porque a família tem outros compromissos, quando os sacramentos são encarados apenas como etapas obrigatórias da infância, estamos a transmitir-lhe, ainda que sem intenção, uma determinada ideia sobre Deus: Deus é importante, mas não demasiado importante.

E talvez seja precisamente aqui que esteja um dos grandes desafios da Igreja nos dias de hoje.

Não precisamos apenas de crianças na catequese.

Precisamos de famílias a caminhar na fé.

Precisamos de pais que compreendam que levar um filho à catequese não significa entregar a responsabilidade da sua formação cristã ao catequista.

O catequista acompanha. A comunidade acolhe. O sacerdote orienta. Mas a família continua a ser o primeiro lugar onde a criança aprende o que significa acreditar.

Por isso, talvez seja tempo de inverter a pergunta.

Em vez de perguntarmos apenas: “Quantas crianças temos na catequese?”, deveríamos perguntar também:

Quantas famílias estão verdadeiramente a caminhar com os seus filhos?

Porque uma criança pode aprender todas as orações e, mesmo assim, não descobrir a beleza da oração.

Pode saber responder às perguntas do catecismo e não conhecer Jesus.

Pode fazer a Primeira Comunhão e afastar-se da Igreja pouco tempo depois.

Pode receber o Crisma e nunca mais voltar.

Não porque a catequese tenha falhado necessariamente, mas porque nenhuma hora semanal de catequese consegue substituir aquilo que a criança vê e vive durante os restantes dias da semana.

A solução não está em afastar as crianças da catequese. Pelo contrário.

Está em chamar também os pais.

Está em acolhê-los, escutá-los e ajudá-los a reencontrar, se necessário, o caminho da fé.

Porque talvez por detrás de muitos “filhos cristãos” existam pais que um dia foram educados na fé, mas que se afastaram. Pais que ainda têm perguntas. Pais que têm dúvidas. Pais que carregam feridas. Pais que simplesmente deixaram de praticar.

A Igreja não deve apenas exigir.

Deve também acompanhar.

Mas acompanhar não significa deixar de dizer a verdade.

E a verdade é simples:

Não podemos exigir das crianças uma vivência cristã que os adultos não estão dispostos a testemunhar.

Se queremos crianças que rezem, precisamos de famílias que rezem.

Se queremos crianças que participem na Eucaristia, precisamos de pais que valorizem a Eucaristia.

Se queremos crianças que amem a Igreja, precisamos de comunidades que saibam acolher as famílias.

Se queremos cristãos para amanhã, precisamos de testemunhas cristãs hoje.

A catequese pode acender uma luz.

Mas é a família que deve ajudar a mantê-la acesa.

Filhos cristãos. Pais ateus?

Talvez esta pergunta seja demasiado dura para alguns. Mas pode ser uma pergunta necessária.

Não para julgar.

Não para condenar.

Mas para nos fazer pensar.

Porque educar na fé não é simplesmente mandar os filhos à catequese.

É, sobretudo, caminhar com eles ao encontro de Cristo.

O Gabinete de Escuta e Oração é um espaço de acolhimento, escuta e acompanhamento, criado para todos aqueles que sentem ...
20/09/2026

O Gabinete de Escuta e Oração é um espaço de acolhimento, escuta e acompanhamento, criado para todos aqueles que sentem necessidade de conversar, partilhar uma preocupação, procurar orientação ou simplesmente encontrar alguém que os escute com atenção e respeito.

Num ambiente de confiança, discrição e confidencialidade, pretende ser um lugar onde cada pessoa possa sentir-se acolhida e acompanhada, especialmente nos momentos mais difíceis da vida.

O Gabinete disponibiliza:

🤝 Escuta pessoal e confidencial

🙏 Oração e acompanhamento espiritual

💬 Espaço para conversar e partilhar

❤️ Acolhimento sem julgamentos

🕊️ Apoio nos momentos de maior dificuldade

✝️ Orientação espiritual e cristã
Atendimento

De segunda a sexta-feira
Mediante agendamento, de preferência por SMS

“Há momentos em que tudo o que precisamos é de alguém que nos escute, de um coração que nos acolha e de uma oração que nos acompanhe.”

✝️ FALECEU CARLOS PINTO DA ROCHA Sentidas condolências a todos os familiares e amigos.
20/09/2026

✝️ FALECEU

CARLOS PINTO DA ROCHA

Sentidas condolências a todos os familiares e amigos.

✝️  FALECEU - ILHA DA MADEIRAREZEMOS pela alma JOSÉ DE SOUSA SOARESFilho da Dna. Maria José Soares, residente no lugar d...
18/09/2026

✝️ FALECEU - ILHA DA MADEIRA

REZEMOS pela alma JOSÉ DE SOUSA SOARES

Filho da Dna. Maria José Soares, residente no lugar da Cal, Moimenta.

Sentidas condolências a todos os familiares e amigos.

Será celebrada missa de 7° Dia, na Igreja Paroquial de Moimenta, dia 23 de setembro pelas 18h00.

Início do Ano Catequético 2026/2027
12/09/2026

Início do Ano Catequético 2026/2027

✝️ FALECEUCARLOS PEREIRA Sentidas condolências a todos os familiares e amigos.
06/09/2026

✝️ FALECEU

CARLOS PEREIRA

Sentidas condolências a todos os familiares e amigos.

Passeio Anual Sénior reúne cerca de 1700 participantes num dia de convívio, fé e alegriaO Município promoveu, no passado...
04/09/2026

Passeio Anual Sénior reúne cerca de 1700 participantes num dia de convívio, fé e alegria

O Município promoveu, no passado dia 3 de setembro, mais uma edição do tradicional Passeio Anual Sénior, uma iniciativa que voltou a reunir cerca de 1700 participantes provenientes das 14 freguesias do concelho, proporcionando um dia especialmente dedicado ao convívio, à amizade, à partilha e ao bem-estar da população sénior.

Este encontro anual constitui já um momento muito aguardado por muitos dos participantes, representando uma oportunidade privilegiada para sair da rotina, reencontrar amigos, estabelecer novas relações e viver um dia diferente, marcado pela alegria e pelo espírito de comunidade.

O programa iniciou-se com a celebração da Eucaristia, Presidida pelo Pe. Fabrício Pinheiro e concelebrada pelos Pe. José Augusto, Pe. Morgado, Pe. Luís Pedro e Pe. Duarte Lara, representando também os restantes colegas da Zona Pastoral que por motivos pessoais e pastorais não puderam estar presentes, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, em Viana do Castelo. Num ambiente de recolhimento e profunda vivência espiritual, os participantes tiveram oportunidade de agradecer a Deus o dom da vida, recordar aqueles que já partiram e colocar nas mãos do Senhor as suas famílias, preocupações e esperanças.

A celebração da Santa Missa assumiu, assim, um significado especial neste dia de encontro, recordando que a dimensão espiritual continua a ocupar um lugar fundamental na vida de tantas pessoas seniores, sendo fonte de esperança, conforto e força para enfrentar os desafios próprios de cada etapa da vida.

Depois do momento de oração e celebração, o passeio prosseguiu até à Quinta da Malafaia, onde decorreu o almoço-convívio. Num ambiente de festa e boa disposição, não faltaram os momentos de animação, música, convívio e alegria, proporcionando a todos os participantes uma jornada verdadeiramente inesquecível.

Ao longo do dia foi evidente a satisfação de quantos participaram nesta iniciativa. Para muitos seniores, estas ocasiões representam momentos particularmente importantes de encontro e participação social, ajudando a combater a solidão e o isolamento e promovendo uma vivência mais ativa e integrada na comunidade.

O Presidente da Câmara Municipal acompanhou a iniciativa, reforçando a proximidade do Município com a população sénior e sublinhando a importância de continuar a desenvolver políticas e iniciativas que promovam o bem-estar, a participação e a qualidade de vida dos cidadãos mais velhos.

Num concelho onde a população sénior assume uma presença significativa e desempenha um papel fundamental na transmissão de valores, tradições e memórias, iniciativas desta natureza constituem também uma forma de reconhecimento e gratidão por tudo aquilo que estas gerações deram e continuam a dar às suas famílias e comunidades.

Mais do que um simples passeio, este dia foi uma verdadeira celebração da vida, da amizade e da convivência entre gerações. Foi também uma oportunidade para valorizar aqueles que, ao longo de décadas, ajudaram a construir o concelho e continuam a ser parte essencial da sua identidade coletiva.

A participação de cerca de 1700 pessoas demonstra bem a importância e o alcance desta iniciativa, que ano após ano se afirma como um dos momentos mais significativos do calendário municipal dedicado à população sénior.

Entre momentos de oração, partilha, confraternização e alegria, viveu-se um dia que ficará certamente guardado na memória e no coração de todos os participantes.

Um dia de encontro e proximidade, onde se voltou a confirmar que cuidar dos mais velhos, valorizar a sua presença e criar oportunidades de participação é também construir uma comunidade mais humana, mais solidária e mais fraterna.

✝️ FALECEU ACÍLIO MARQUES DE ALMEIDAEMARIA DA CONCEIÇÃO DA FONSECA Sentidas condolências a todos os familiares e amigos.
04/09/2026

✝️ FALECEU

ACÍLIO MARQUES DE ALMEIDA

E

MARIA DA CONCEIÇÃO DA FONSECA

Sentidas condolências a todos os familiares e amigos.

✝️ FALECEUMARIA CELESTE PEREIRA DA ROCHA Sentidas condolências a todos os familiares e amigos.
01/09/2026

✝️ FALECEU

MARIA CELESTE PEREIRA DA ROCHA

Sentidas condolências a todos os familiares e amigos.

ComunicadoSentidas condolências a todos os familiares e amigos.
20/08/2026

Comunicado

Sentidas condolências a todos os familiares e amigos.

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Fornelos, Moimenta, Travanca
Cinfães

Telefone

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