Ilê Asé Acara Isu Odara

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Ilê Asé Acara Isu Odara Terreiro de candomblé onde as pessoas que precisam encontram ajuda espiritual
Dando orientações para que você encontre sempre apoio nas horas difíceis

Terreiro de candomblé da nação ketu
´Sempre ajudar o próximo que estiver precisando de uma palavra amiga ou de ajuda espiritual. Todos serão acolhidos desde que venha com fé e em busca do bem

27/08/2020

O ATO DE "BAFORAR" (AULINHA)

Geralmente feito com gin, para envocar-invocar orisás e espíritos. Ao colocar o gin na boca e baforar ativa-se a força da palavra, aquele ibá recebe a saliva, potencializando as palavras. Ato esse usado também nos rituais de borí e para aféfé ( direto no vento ).
Esse ato pode ser fortalecido em junção com atarês e(ou) obí, orogbo, entres outros afosés...

OBS: Atos como esse, entre outros...proporcionam a realização das palavras, seja para qualquer objetivo, um dos motivos para lembrarmos que todo poder oculto, sempre tem à cobrança equivalente !!

OFÓ:

Asé orisá lenu mí o
Asé orisá lenu mí
Gbogbo ohun mo tí wi
Níki irun imonlé obá o
Asé orisá lenu mi.

Força do orixá na minha boca
Toda minha voz é entendida
e sentida pelos 400 espíritos reais
Força do orixá na minha boca

NÃNÃ
11/08/2020

NÃNÃ

NANÃ... Engana-se quem acha que Nanã é uma senhorinha velha e que só anda devagar!

Esse estereótipo de velhinha a gente deixa para quem não conhece a religião, aqui falaremos da Nanã forte e guerreira que consegue tudo o que quer. Como consta nos itãns, Nanã está longe de ser uma mãe zelosa e acolhedora como Yemanjá. Nanã está mais ligada ao poder e aos seus objetivos.
Nanã tem uma participação fundamental na criação de nós, seres humanos. É com a lama de Nanã que Ajalá moldou nossos corpos e nossos orí. Quando uma pessoa desencarna, Nanã pede a Ikú para que ele traga a sua lama de volta para seu reino.

Nanã também é conhecida por não abaixar sua cabeça para ninguém, e principalmente para os homens.

Quando endeusaram Ogum por causa de sua forja, Nanã mostrou que ela não seria necessária em seu culto e que ela não usaria nenhuma lâmina feita por um homem. Nanã faz suas navalhas, facas e outros materias cortantes com madeira, pedra e outros elementos básicos que se encontram na natureza.

Nanã é Yalodê. Uma mãe ancestral que é conhecida pelos seus mistérios e magias. Nanã é conhecida pelos seus grandes feitos, por reinar sozinha a cidade de Save.

Nanã é forte guerreira, que não se submete a ordens, Nanã é a força feminina que busca o crescimento e a independência.

Uns a chamam de ranzinza, outros de turrona, mas eu prefiro dizer que Nanã é;
Obstinada,
Soberana,
Benevolente e
Majestosa!
Consegue tudo o que quer e não mede esforços para isso.

Respeite Nanã que você estará respeitando toda a ancestralidade que existe no mundo.
Afinal, sem Nanã não há vida e não há vida sem Nanã...
Salubá Iyami Agba !
Por povo da floresta
( texto de autoria desconhecida, porém, sabendo-se favor colocar nos comentários) Contudo pensamos da mesma ideologia.

ABIAN
21/07/2020

ABIAN

O Abyan

A começar, Abyan sem humildade não está apto para o recolhimento.
Abyan é o início, sendo assim ele deve entender que servir a casa de Orixá é seu dever. Nesse período, começa-se a entender sobre hierarquia.
É o namoro com a religião, casa e Orixás.
Via de regra, o sacerdote deve avaliar se aquela pessoa está preparada para ser iniciado dentro da liturgia, e o abyan deve avaliar se está preparado para adentrar no vasto mundo de ordens hierárquicas, regras a moda antiga e submissão perante os Orixás e o zelador(a).
Ele está limitado a realizar ap***s algumas funções como ajudar nos serviços braçais/domésticos, em sua maioria não participa de Oros (imolação), Boris de já iniciados (ritual para alimentar a divindade individual do ser), Ebós ( rituais de limpeza e apaziguamento energético) entre outros ritos reservados ap***s aos iniciados.
Há uma grande controvérsia na frase “Abyan não tem santo”, eu enxergo diferente. Para mim, o abyan não foi conectado a energia de seu Orisa, mas ancestralidade já é definida e isso não se muda através de iniciação.
Nesse período o ouvido deve ser atento, e a boca sempre fechada.
Algumas casas ainda mantém o ritual de lavagem de contas, onde faz-se um preparado com ervas específ**as daquele “asé” e banham-se os fios de conta, que geralmente são os fios de Oxalá e Yemanja(variando de casa para casa), Orixás pai e mãe de todos. Após realiza-se ritual do Obi d’água, onde é oferecido um Obi ao Ori do Abyan.
Esses rituais são a primeira ligação feita entre Ilê-asé e abyan.
Entender o candomblé requer retidão e resiliência. Quanto mais tempo durar o “abianato” mais certeza o candidato a Yawo terá sobre sua iniciação.
Assim como tudo na vida, é necessário um começo. E essa é a função do abyan: Começar!
Nós, os já iniciado devemos zelar e ensinar o que for possível a eles, assim garantimos a continuidade da religião.
Contam os antigos que antigamente os Abyans eram escolhidos a dedo para serem recolhidos. Outros contam que só se recolhia o Abyan após ele “bolar” no santo, ou seja, quando ele era tomado pelo Orisa em alguma ocasião. Isso indicava a vontade do Deus para com a iniciação daquela pessoa.
Hoje em dia muitos zeladores(as) olham primeiro para o bolso do abyan, depois decidem se ele deve ou não ser recolhido.
Alguns abyans já chegam nos Ilês com Orisa, Juntó e qualidades definidas. Estes não deveriam sequer procurar uma casa de candomblé, afinal com tanto conhecimento podem se virar sozinhos.
Um adendo para os que pretendem entrar para o Candomblé e se tornar Abyan: Bori não inicia ninguém, e nem dá direitos de Yawo a ninguém. Fiquem espertos, tem muitos charlatões querendo arrancar seu dinheiro.
Por fim, a base do Candomble é o Abyan, entretanto uma boa base deve ser sólida e forte.

- Danilo Vieira
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30/06/2020

OLOKUN

Olokun é uma das mais importantes deidades dentre os 401 imole que vieram do orun. Ela é seguramente uma das mais antigas divindades que estão na terra desde os tempos da criação. O Odu Ifa que conta a chegada de Olokun a terra é o odu Ifa “Ogberete”
Olokun é uma das mais belas e poderosas divindades seja qual for o angulo de visão analisado. O local onde se deu sua chegada do Orun ficou conhecido por “Igbo Olokun” em Ile Ifé.
Ela é uma deusa de riquezas abundantes que estão guardadas em seu palácio no fundo do mar.
Em alguns lugares Olokun é tida como orisa Aburo e em outras regiões é orisa Yagba como podemos citar a cidade de Lagos onde é considerada Orisa masculino e em Ile Ifé é orisa feminino assim como em todo Ekiti. Sendo considerada feminino em todo o Ekiti é obvio que os terreiros de Efon do Brasil a cultuem como orisa feminino uma vez que Efon f**a no Ekiti.
Para o povo de Ekiti Efon, é de fundamental importância, pois desposou Oloroke e desta união nasceu Yagba Omi Efon, a primeira Osun, que é o orisa real em Ekiti Efon e daí tal importância. Um outro orisa de Efon que nasceu de uma segunda união deste mesmo casal foi Otin.
No terreiro do Oloroke de Bauru, Olokun é festejada durante os ritos do Odun Yagba, juntamente com Yemoja a qual em alguns mitos é considerada sua filha. O festejo é muito belo e cheio de detalhes, uma filha de Olokun vem trazendo em seu ori ao som dos cânticos de da deusa o Igba Olokun que vem para o barracão embrulhado em um lindo pano estampado todo adornado na parte de cima com 256 p***s de Odide e Olokun vem trazendo para o barracão seguidas pelas outras Olokun assim como por todas as Yemoja da casa em um cortejop belíssimo. Um grande sire lhe é entonado sendo que o Igba é colocado ao centro do barracão em um lugar de destaque e muito seguro e a dança de Olkun é desenvolvida e por fim o Igba é recolhido e tudo retorna ao ile axé.
Entre os cânticos de Olokun podemos apreciar também alguns cânticos do orisa Aje Saluga, uma filha de Olokun e considerada o orisa da riqueza.
É dito por Ifa, que de todas as deidades enviadas a terra para auxiliar na criação do mesmo, Olokun inicialmente era a que tinha o menor numero de seguidores.
Olokun não tolera pessoas hipócritas e nem tão pouco mentiras, pois Olokun é uma deusa honrada que presa pela verdade, doa a quem doer. Olokun detesta a sujeira e é por isto que o mar joga para fora nas praias toda sujeira.
Olokun foi muito invejada e detestada por sua sabedoria.
Ela é dona das contas e jóias, pois em um dia deparou em seus limites com pequenas contas azuladas. Começou então a estudar como poderia por em uso sua descoberta. Varios dias depois após muito pensar, Olokun decidiu que iria produzir fios de contas e fazer belos ornamentos, e Olokun muito prosperou tudo que havia perdido inclusive seus seguidores começaram a voltar rapidamente e ela os aceitou novamente demonstrando sua natureza amável e de bom coração.
Olokun com tudo isto ainda não estava contente, pois ela ainda não tinha um marido para que procriasse e tivesse farta descendência.
Ela foi consultar Ifa e o odu que surgiu foi Ogbefun. Ifa contou para Olokun que ela primeiramente teria que fazer um grande Ebó para acabar com sua esterilidade e foi o que Olokun fez e teria que fazer ainda um outro ebo para conseguir um marido a sua altura. Olokun concordou e fez os ebós.
Oloroke, o morador do topo da montanha já ouvira falar muito dela e estava muito interessado no amor da deusa. Começou a negociar com ela as contas de metais preciosos e ornamentais e em pouco tempo estava intimo e galante para cima de Olokun.
Oloroke também procurou Orunmila para se aconselhar e orunmila aconselhou-o que procurasse Olokun e pedisse a ela que o aceitasse como marido e ela o aceitaria. Porem Oloroke teria que fazer ebo para assegurar a união e teria que fazer um sacrifício de muitas crianças. Oloroke realizou rapidamente o sacrifício e para sua grande alegria e surpresa Olokun aceitou prontamente o pedido e Oloroke realizou o mesmo sacrifio em forma de agradecimento como determinou o odu Ogbefun.

Texto do Instituto Cultural Oloroke
Fotos sacerdotes de Olokun

30/06/2020

Devido a pandemia nossos atendimentos quinzenais estão suspenso se precisar entre em contato conosco

AS FOLHAS
28/06/2020

AS FOLHAS

Sasányìn – O culto as folhas sagradas.

Em uma casa de candomblé, um dos elementos principais e que requer grande sabedoria são as folhas. Sem esse entendimento não haverá a presença do Orixá, o velho provérbio das casas: Kó sí ewé, kó sí Orixá! Sem folha não há Orixá.
Ter os conhecimentos das folhas que vão participar dos banhos purif**atórios, combiná-las com suas propriedades específ**as adequadas a cada Orixá, a cada Orí, na confecção do adòsú, na preparação da ení do futuro ìyàwó como forma de proteção e fortalecimento, no àgbo do banho do ìyàwó para purificá-lo, como também como bebida e remédio e o próprio transe na incorporação da energia, estabecendo equilíbrio e inconciência. A quantidade de folhas no àgbo varia de casa para casa podendo ser quatro folhas ou múltiplos de quatro e combinando a essência,(quente/fria, macho/femea) equilíbrio.
O Olosányìn é o responsável pelas ervas, folhas e vegetais em geral, este cargo está diretamente ligado aos zeladores da casa, dada a sua importância e responsabilidade, caso não existe um Olosáyìn ou Babalosáyìn, o próprio Babalorixá ou Iyalorixá cumprirá essa função, não podendo delegar a outro filho.
As folhas quando chegam na casa devem primeiramente descansar por algum tempo, depois devem ser bem lavadas por quem irá macerá-las, são colocadas sobre a ení para que o Babalorixá ou Iyalorixá possa rezá-las com cântigos das folhas ou de cada fôlha especif**amente de frente para os Ìyàwós que se encontram Kúnlè. O Bàbá ou Ìyá abrirá um Obí, confirmará as folhas escolhidas, mastigará o obí espargindo-os sobre as folhas com seu hálito, seu axé, suas palavras mágicas, para logo depois soltar as folhas para macerar, separando os galhos, caules e folhas feias para o lado, em silêncio, com uma vela ou fifó aceso à frente, sem pressa e rápido, o banho do aríàse do Ìyàwó. Vale ressaltar que após a masseração, o banho descansa um pouco e o que sobrou do banho, já cuado, irá para o ojúbo de Òsanyìn da casa, para depois ser despachado nas águas do rio ou mato.
Todas as obrigações, além da iniciação, em que tiver sacrifício de animais de quatro pés, serão sempre precedidos dessa liturgia sagrada sendo um orô obrigatório, sempre com louvação a Pai Òsányìn, no qual chamamos comumente de Sasányìn ou seja Asá Òsányìn, que são feitos no primeiro dia após iniciação, no terceiro e sétimo dia. Há também o ebó de carrego de toda a obrigação que o próprio Ìyàwó participa que é entregue a Èsù Òdàrà em seu ilé, para que de tudo certo e proporcione tranquilidade aos rituais secretos internos do àse.
“Korin Ewé”, isto é, cantar Folhas em louvar a Òsányìn, aos animais que participaram da obrigação, aos Bàbás, Ìyás, ancestrais, aos ègbóns, sua raiz e àse, Ogans e Ekedis, aos Orixás e ojubós da casa, a Òrúnmìlà e por fim a Òsàlá. Finaliza-se o culto com os cântigos das três águas, o omièrò de àse, reverenciando o Màrìwò e Òsányìn.
“Biribiri bí ti màrìwò
jé òsányìn wálé màrìwò
Biribiri bí tí màrìwò
Bá wa t’órò wa se màrìwò”.

Foto : Equipe de comunicação / Sede do Ilê Asé Odé Nila
Fonte : candomblé ensino e pesquisa
Ase Esu Balsa Borore

28/06/2020

PORTÃO DA MURITIBA
Minha familia

ABRE CAMINHO
23/06/2020

ABRE CAMINHO

ÈWÉ LOROGÚN

Nome popular: Abre caminho ou Quebra-demanda.

Nome científico: ÈWÉ LOROGÚN

Nome popular: Abre caminho ou Quebra-demanda.

Nome científico: Justicia gendarusa.

Òrìsá: Ogun

Elementos: terra.
masculino/gùn
Terapêutica: desconhecida

Na América do Sul, África e Índia é usada como analgésico e anti-inflamatório. Tem um grande poder energético, sendo muito usada em banhos e defumações de proteção e abertura de caminhos.

Òrìsá: Ogun

Elementos: terra.
masculino/gùn
Terapêutica: desconhecida

Na América do Sul, África e Índia é usada como analgésico e anti-inflamatório. Tem um grande poder energético, sendo muito usada em banhos e defumações de proteção e abertura de caminhos.

Crédito Ewé Sagrado

Folha sagrada  á Osun
23/06/2020

Folha sagrada á Osun

Vou falar sobre uma folha muito importante dentro do culto aos orixás, o jambú. Nas casas de Candomblé Ketú recebe os nomes de awùrépépé, éurépepe ou ainda oripépe. Pela sua importância é tida como uma planta de oro, ou seja, de fundamento. Folha ligada aos mistérios da Deusa da Fertilidade, Oxum. Às vezes é confundida com o bánjókó (Acmella brasiliensis), erva também consagrada a Senhora dos Rios. Suas flores são consagradas a Exú, orixá da procriação, aquele que promove as uniões. O jambú costuma crescer em regiões úmidas, estando também, de certa forma, associado a Oxalá, o Senhor da Criação. Quando observamos esses três aspectos ligados a essa planta (Fertilidade/Procriação/Criação) conseguimos entender porque ela é tão importante no processo de iniciação de um iyawo. Oxum é o grande útero que povoa o mundo. Exú é aquele que faz o possível (e o impossível) para que esse útero seja fecundado, cabendo a Oxalá permitir que possamos ser criados no mundo espiritual (orun) e assumir o nosso papel no ayé (mundo dos vivos). Podemos dizer que essa folha carrega em si essa força, que permitirá o nascimento do iyawo dentro do culto aos orixás.
Embora muitos considerem essa folha como eró (que apazigua) o awùrépépé também pode ser considerada uma folha gún (que acorda, desperta).

Crédito Grupo Ewé Sagrado

08/06/2020

O signif**ado das 3 cores Osún ,Efun ,Wáji .

EFUN (barro branco encontrado no fundo dos rios); foi o primeiro condimento utilizado antes da introdução do Sal. Muito usado em Ebos elaborados para aos Orisa-funfun (Orisa’s dos primórdios). O efun simboliza o Dia, por isso, quando em pó, seja soprado ou friccionado seco é utilizado com o objetivo de expandir, vitalizar, iluminar, clarear, despertar, avivar. Já o Efun molhado com água pura ou com o soro do Igbin é utilizado para acalmar, tranqüilizar, adormecer, suavizar, abrandar, repousar, proteger. Por isso que a cabeça do Yawo em reclusão deve permanecer coberta de pó de Efun o Dia, e durante a noite coberta com Waji e pequenas marcas de Efun.og

ARONKIN ou WAJI tinta azul que símbolo da idealização, transformação, direcionamento. Utilizado para fins financeiros, atrair dinheiro, transformar ou neutralizar energias ruins, acalmar alterar, afastar energia de Iku-Egun e espíritos perversos.

O OSÚN . Pó vermelho que traz a vida ao iniciado simboliza a cor do ejé ou seja da vida do renascimento muito empregado para os yawôs só não se deve usar em filhos de oxalá quando dos mesmos recolhidos muito apreciado para ebós de riqueza e afastamento de doenças e recuperação da Vida.

Crédito Filhos de Xangô

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