Tesouros da Igreja Católica

Tesouros da Igreja Católica Textos da Igreja Católica, verdadeiros tesouros de fé e sabedoria.

06/09/2026

09 de Junho.
São José de Anchieta

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, na cidade de São Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquipélago das Canárias, Espanha.

Foi educado na ilha até os quatorze anos de idade. Depois, seus pais, descendentes de nobres, decidiram que ele continuaria sua formação na Universidade de Coimbra, em Portugal.

Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de "canarinho".

Mas também tinha forte inclinação para a solidão. Tinha o hábito de recolher-se na sua cela ou de retirar-se para um local ermo a fim de dedicar-se à oração e à contemplação.

Certa vez, isolou-se na catedral de Coimbra e, quando rezava no altar de Nossa Senhora, compreendeu a missão que o aguardava. Naquele mesmo instante, sentiu o chamado para dedicar sua vida ao serviço de Deus. Tinha dezessete anos e fez o voto de consagrar-se à Virgem Maria.

Ingressou na Companhia de Jesus e, quando se tornou jesuíta, seguiu para o Brasil, em 1553, como missionário. Chegou na Bahia junto com mais seis jesuítas, todos doentes, inclusive ele, que nunca mais se recuperou.

Em 1554, chegou à capitania de São Vicente, onde, junto com o provincial do Brasil, padre Manoel da Nóbrega, fundou, no planalto de Piratininga, aquela que seria a cidade de São Paulo, a maior da América do Sul. No local foi instalado um colégio e seu trabalho missionário começou.

José de Anchieta não apenas catequizava os índios. Dava condições para que se adaptassem à chegada dos colonizadores, fortalecendo, assim, a resistência cultural. Foi o primeiro a escrever uma "gramática tupi-guarani", mas, ao mesmo tempo, ensinava aos silvícolas noções de higiene, medicina, música e literatura.

Por outro lado, fazia questão de aprender com eles, desenvolvendo diversos estudos da fauna, da flora e do idioma.

Anchieta era também um poeta, além de escritor. É célebre o dia em que, estando sem papel e lápis à mão, escreveu nas areias da praia o célebre "Poema à Virgem", que decorou antes que o mar apagasse seus versos.

A profundidade do seu trabalho missionário, de toda a sua vida dedicada ao bem do próximo aqui no Brasil, foi exclusivamente em favor do futuro e da sobrevivência dos índios, bem como para preservar sua influência na cultura geral de um novo povo.

Com a morte do padre Manoel da Nóbrega em 1567, o cargo de provincial do Brasil passou a ser ocupado pelo padre José de Anchieta. Neste posto mais alto da Companhia de Jesus, viajou por todo o país orientando os trabalhos missionários.

José de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo, sendo reconhecido como o "Apóstolo do Brasil".

Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1980 e canonizado pelo papa Francisco em 03 de abril de 2014.

A festa litúrgica foi instituída no dia de sua morte.





Hoje é dia de São José de Anchieta: Nascido a 19 de março de 1534 nas Ilhas Canárias. Em 1551, entraria para a Companhia de Jesus. Contando apenas 19 anos de idade, foi enviado como missionário ao Brasil. Após ter realizado inúmeras conversões, curas e até ressurreições, aos 63 anos, Anchieta falece em Iritiba (a atual Anchieta), no estado do Espírito Santo. Era o dia 9 de junho de 1597.

Oração a Anchieta
São José de Anchieta, Apóstolo do Brasil, que realizastes prodígios e milagres nestas terras, intercedei por este país para que dele sejam afastadas as pestes e as desordens civis que tanto assolam o mundo. Educador incansável, protegei a inocência das crianças que são destinadas a constituir a civilização que está por vir. Fervoroso na oração, dai-nos um entusiasmo ardente pelos sacramentos da Santa Igreja e um crescimento contínuo nas virtudes da Fé, Esperança e Caridade. Herói da confiança, dai-nos a certeza de que Nossa Senhora sempre estará ao nosso lado nos protegendo nos momentos mais difíceis. Assim Seja!

06/08/2026

Durante sua visita à Espanha, o Papa Leão XIV declarou aos jovens reunidos em Madri: "Não tenhais medo do matrimônio e de formar uma família".

Ele destacou a união entre um homem e uma mulher como pilar central da sociedade e defendeu que o casamento é uma das maiores respostas para a crise de solidão e o individualismo que afetam a Europa.

06/08/2026

08 de Junho.
São Medardo
457-545

Medardo nasceu no ano 457 em Salency, norte da França. Sua mãe era descendente de uma antiga e tradicional família romana, seu pai era um nobre da corte francesa e seu irmão Gildardo foi bispo de Rouen, mais tarde canonizado pela Igreja.

Essa posição social garantiu-lhe uma educação de primeiro nível. Desde criança foi colocado sob a tutela do bispo de Vermand, para receber uma aprimorada formação intelectual e religiosa.

Piedoso e inteligente, logo se evidenciaram seus dons de caridade e humildade, com atitudes que depois eram comentadas por toda a cidade. Ele chegava a ficar sem comer para alimentar os famintos e, certa feita, tirou a roupa do corpo para dá-la a um velhinho cego e quase despido que lhe pediu uma esmola.


Medardo ordenou-se sacerdote aos trinta e três anos e imediatamente começou uma carreira de pregador que ficaria famosa pelos séculos seguintes.

No ano 530, sucedeu o bispo de Noyon, sendo consagrado pelas mãos do bispo de Reims, Remígio, hoje santo, o qual era também conselheiro do rei Clotário, embora este ainda não tivesse se convertido, mas tolerava o cristianismo.

Foi pelas mãos do bispo Medardo que a rainha Radegunda tomou o hábito beneditino. Ela que abandonara o próprio rei Clotário, acusado de fratricídio. Aquela situação delicada não intimidou Medardo, que colocou sua vida em jogo para amparar a rainha cristã, que por motivos políticos fora obrigada a coabitar com um rei pagão. A história conta que Radegunda fundou um mosteiro beneditino, aliás o primeiro a cuidar de doentes, no caso os leprosos.


Mais tarde, quando Medardo já era conhecido como eficiente e contagiante pregador, recebeu do rei Clotário, então convertido, e do conselheiro, o bispo Remígio, o pedido de socorrer uma comunidade vizinha, ainda impregnada de paganismo, a diocese de Tournay.

Dirigiu as duas ao mesmo tempo, de forma perfeita, e converteu tanta gente de Tournay que, pelos quinhentos anos seguintes, elas seguiram sendo uma só diocese.

Mas não parou por aí. A província de Flandres, altamente influenciada pela filosofia dos gregos, tinha um índice de pagãos maior ainda. Novamente, Medardo foi solicitado.

Quando morreu em Noyon, no dia 8 de junho em 545, toda aquela província também era católica.

A sua morte foi muito sentida e imediatamente seu culto foi difundido por toda a França, espalhando-se por todo o mundo católico. O rei Clotário mandou trasladar suas relíquias de Noyon para a capital, Soisson, onde, sobre sua sepultura, o sucessor mandou erguer uma abadia, que existe até hoje na França.

06/07/2026

07 de Junho.
Santo Antônio Maria Gianelli
1789-1846

Fundou as congregações:
Filhas de Maria
Santíssima do Horto
e Oblatos de Santo
Alfonso Maria de Ligório

Antônio Maria Gianelli nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na Itália, no dia 12 de abril de 1789, ano da Revolução Francesa.

A seu modo, foi também um revolucionário, pois sacudiu as instituições da Igreja no período posterior ao "furacão" Napoleão Bonaparte.

Sua família era de camponeses pobres e nesse ambiente humilde aprendeu a caridade, o espírito de sacrifício, a capacidade de dividir com o próximo. Desde pequeno era muito assíduo à sua paróquia e foi educado no seminário de Genova, onde ingressou em 1807.

Aos vinte e três anos estava formado e ordenado sacerdote. Lecionou letras e retórica e sua primeira obra a impressionar o clero foi um recital organizado para recepcionar o novo bispo de Genova, monsenhor Lambruschini.

Intitulou o recital de "Reforma do Seminário". Assim, tranqüilo, direto e com poucos rodeios; defendia a nova postura na formação de futuros sacerdotes. A repercussão foi imediata e frutificou durante todo o período da restauração pós-napoleônica.

Entre os anos de 1826 e 1838 foi o pároco da igreja de Chiavari, onde continuou intervindo com inovações pastorais e a fundação de várias instituições, entre elas seu próprio seminário. Em 1827, criou uma pequena congregação missionária para sacerdotes, que colocou sob a proteção de santo Afonso Maria de Ligório, destinada a aprimorar o apostolado da pregação ao povo e à organização do clero.

Depois, fundou uma feminina , de caráter beneficente, cultural e assistencial, para a qual deu um nome pouco comum, "Sociedade Econômica", e entregou-a às damas da caridade, destinada à educação gratuita das meninas carentes. Era, na verdade, o embrião da congregação religiosa que seria fundada em 1829, as "Filhas de Maria Santíssima do Horto", depois chamadas de "Irmãs Gianellinas".

Em 1838, foi nomeado bispo de Bobbio. Com a ajuda dos "padres ligorianos", reorganizou sua própria diocese, punindo padres pouco zelosos e até mesmo expulsando os indignos.

Também reconstituiu a pequena congregação com o nome de "Oblatos de Santo Afonso Maria de Ligório".



Aos cinqüenta e sete anos, morreu no dia 7 de junho de 1846, em Piaceza. Na obra escrita que deixou, expõe seu pensamento "revolucionário": a moralidade do clero na vida simples e reta de trabalho no seguimento de Cristo.

Reacionária para aqueles tempos tão corrompidos pelo fausto napoleônico das cortes que oprimiam o povo cada vez mais miserável. Portanto um tema atual, que deve ser lembrado, sempre, nas sociedades de qualquer tempo.

Antônio Maria Gianelli foi canonizado por Pio XII em 1951 e suas instituições femininas ainda hoje florescem, principalmente na América Latina. Por esse motivo é chamado de o "Santo das Irmãs".

06/07/2026

Meus caros paroquianos,

O Diácono Wally Calabrese escreve um belo artigo que nos ajuda a compreender o sacramento da iniciação. Falemos sobre o Sacramento do Batismo:

Os Pais

A Igreja pressupõe algo muito belo: que os pais são os primeiros e principais catequistas de seus filhos nos caminhos da fé. O Catecismo ensina que a família é a “Igreja doméstica”, o primeiro lugar onde as crianças aprendem a rezar e a crer. Quando os pais solicitam o Batismo, a Igreja presume que eles têm a sincera intenção de educar seu filho na fé católica. O Direito Canônico, de fato, exige o seguinte:

- Que pelo menos um dos pais (ou tutor legal) dê seu consentimento para o Batismo.
- Que haja uma “esperança fundada” de que a criança será educada na fé católica; se essa esperança for totalmente inexistente, o Batismo deve ser adiado e os pais, instruídos com mansidão.

Dentro dessa responsabilidade, insere-se a escolha dos padrinhos:

O sagrado dever de escolher os Padrinhos O Cânon 872 descreve o papel do padrinho: O padrinho “ajuda o batizado a levar uma vida cristã coerente com o Batismo e a cumprir fielmente as obrigações inerentes a ele”. O Cânon 874, então, especifica que o padrinho deve ser um católico que:

- Tenha, no mínimo, 16 anos de idade;
- Tenha sido batizado;
- Tenha recebido a Confirmação (Crisma);
- Tenha recebido a Eucaristia; e “Leve uma vida de fé coerente com a função que irá assumir.”
- Não esteja vinculado por nenhuma pena canônica (excomunhão, interdito, etc.).
- Não seja o pai ou a mãe daquele que será batizado.

Um cristão não católico pode estar presente na qualidade de testemunha cristã, mas não como padrinho; deve haver, ainda assim, pelo menos um padrinho católico.
Se for casado, que seja validamente casado na Igreja (ou possua um decreto de nulidade e se encontre, agora, em situação regular).
Leve, publicamente, uma vida que possa ser razoavelmente apresentada como modelo de discipulado católico.

Escrevo isto apenas para nos recordar aquilo que já sabemos.

Deus vos abençoe.
Em Maria Auxiliadora,
Pe. Franco

Talvez você não tenha todas as respostas para os desafios que enfrenta, mas pode dormir em paz sabendo que Deus continua...
06/06/2026

Talvez você não tenha todas as respostas para os desafios que enfrenta, mas pode dormir em paz sabendo que Deus continua no controle. A bênção do Senhor não depende das circunstâncias estarem perfeitas; ela alcança aqueles que escolhem confiar nEle.

Entregue suas preocupações, seus planos e seus sonhos nas mãos de Deus. Aquele que cuidou de você durante este dia continuará cuidando durante toda a noite.

Que o seu descanso seja renovador, seu coração seja fortalecido e sua fé permaneça firme na certeza de que Deus honra aqueles que confiam nEle. 🙏❤️

Boa noite! Deus está cuidando de tudo. ✨🌙

São Tomás de Aquino:Se indagas por onde passar, acolhe a Cristo, o próprio caminho: É este o caminho, caminhai por ele. ...
06/06/2026

São Tomás de Aquino:

Se indagas por onde passar, acolhe a Cristo, o próprio caminho: É este o caminho, caminhai por ele. E Agostinho disse: Caminha pelo homem e chegarás a Deus. É melhor claudicar no caminho do que caminhar com desembaraço fora dele. Pois quem manqueja no caminho, conquanto demore, chegará ao termo. Quem, ao contrário, vai por fora do caminho, embora correndo, se afasta, cada vez mais, do termo.

06/06/2026

06 de Junho.
São Marcelino Champagnat
1789-1840

Fundou a congregação
dos Irmãos Maristas

Marcelino José Benedito Champagnat nasceu na aldeia de Marlhes, próxima de Lion França, no dia 20 de maio de 1789, nono filho de uma família de camponeses pobres e muito religiosos.

O pai era um agricultor com instrução acima da média, atuante e respeitado na pequena comunidade. A mãe, além de ajudar o marido vendendo o que produziam, cuidava da casa e da educação dos filhos, auxiliada pela cunhada, que desistira do convento. A família era muito devota de Maria, despertando nos filhos o amor profundo à Mãe de Deus.


Na infância, logo que ingressou na escola, Marcelino sofreu um grande trauma quando o professor castigou um dos seus companheiros. Ele preferiu não frequentar os estudos e foi trabalhar na lavoura com o pai. E assim o fez até os quatorze anos de idade, quando o pároco o alertou para sua vocação religiosa.


Apesar de sua condição econômica e o seu baixo grau de escolaridade, foi admitido no seminário de Verriérres. Porém, a partir daí, dedicou-se aos estudos enfrentando muitas dificuldades. Aos vinte e sete anos, em 1816, recebeu o diploma e foi ordenado sacerdote no seminário de Lion.


Talvez por influência da sua dura infância, mas movido pelo Espírito Santo, acabou se dedicando aos problemas e à situação de abandono por que passavam os jovens de sua época, no campo da religião e dos estudos. Marcelino rezou e meditou em busca de uma resposta a esses problemas que antecederam e anunciavam a Revolução Francesa.


Numa visita a um rapaz doente, descobriu que este, além de analfabeto, nada sabia sobre Deus e sobre religião. Sua alma estava angustiada com tantas vidas sem sentido e sem guia vagando sem rumo. Foi então que liderou um grupo de jovens para a educação da juventude. Nascia, então, a futura Congregação dos Irmãos Maristas, também chamada de Família Marista, uma Ordem Terceira que leva o nome de Maria e sua proteção.


Sua obra tomou tanto vulto que Marcelino acabou por desligar-se de suas atividades paroquiais, para dedicar-se, completamente, a essa missão apostólica. Determinou que os membros da Congregação não deveriam ser sacerdotes, mas simples irmãos leigos, a fim de assumirem a missão de catequizar e alfabetizar as crianças, jovens e adultos, nas escolas paroquiais.


Ainda vivo, Marcelino teve a graça de ver sua Família Marista crescendo, dando frutos e sendo bem aceita em todos os países aonde chegaram. Ainda hoje, temos como referência a criteriosa e moderna educação marista presente nas melhores escolas do mundo.


Marcelino Champagnat morreu aos cinqüenta e um anos, em 6 de junho de 1840.

Foi beatificado em 1955 e proclamado santo pelo papa João Paulo II em 1999.

Ele é considerado o "Santo da Escola" e um grande precursor dos modernos métodos pedagógicos, que excluem todo tipo de castigo no educando.

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