03/11/2022
A VERDADEIRA FÉ OUVE A PALAVRA DE DEUS
11 de março de 2022
“E, assim, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir, pela palavra de Cristo” (Romanos 10:17).
“Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo” (Hebreus 1:1,2).
A fé verdadeira está no Filho de Deus encarnado, Jesus Cristo, aquele que foi revelado nas páginas da Bíblia. Não está numa ideia genérica de um poder superior, nem em um “Deus como eu o entendo”. Para crer em Cristo, alguém deve reconhecer que Deus falou através de seu Filho, e que a história da sua vida, morte e ressurreição não teve a sua origém no raciocino humano. O que foi escrito veio como uma revelação de Deus (2 Pedro 1:20-21).
As pessoas perguntam: “Como você sabe que a Bíblia é a verdadeira palavra de Deus? Não são igualmente verdadeiras as escrituras de outras religiões? Não levam todas as religiões a Deus – islamismo, budismo, hinduísmo, etc.? Se as outras escrituras são falsas, como sabemos qual é a correta?” Vamos tentar responder a esta pergunta.
Moisés, pelo menos 1200 anos antes de Cristo, nos deu o critério como avaliar a palavra de um profeta. Ele escreveu: “Se vocês pensarem: ‘Como conheceremos a palavra que o Senhor não falou?’,
saibam que, quando esse profeta falar em nome do Senhor , e a palavra dele não se cumprir, nem acontecer o que ele profetizou, esta é uma palavra que o Senhor não falou. Tal profeta falou isso com presunção; não tenham medo dele” (Deuteronômio 18:21,22).
Muitas vezes os verdadeiros profetas foram rejeitados no seu dia, mas porque suas palavras se cumpriram, foram reconhecidos posterioramente como pessoas que falaram de Deus. Por isso, seus escritos foram preservados. O povo, principalmente seus reis, foram apresentados com uma escolha: às palavras de um profeta sem prestígio, mas verdadeiro, ou o conselho de profetas que agradaram a maioria. Muitas vezes, somente depois de um desastre predito que as pessoas reconheceram quem falava a verdade, e que realmente veio de Deus. Jeremias é um exemplo perfeito disso.
Quando os Evangelhos narram os eventos da vida de Jesus, eles frequentemente acrescentam: “Que foi anunciado pelo profeta” tal. Certa vez, na sinagoga, Jesus leu do livro do profeta Isaías e depois disse: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabam de ouvir” (Lucas 4:21). O apóstolo João registra que, na crucificação, os soldados dividiram entre si as vestes de Jesus e lançaram sortes para a túnica (João 19:24; Salmo 22:18); e que, quando viram que ele estava morto, não quebraram seus ossos, mas abriram seu lado com uma lança, tudo isso cumprindo as escrituras do Antigo Testamento (João 19:33-37; Salmo 34:19-20; Zechariah 12:10).
Além disso, Jesus profetizou sua própria rejeição, julgamento, sofrimento, morte e ressurreição (Mateus 16:21). Na Última Ceia, Jesus disse a Simão Pedro que ele o negaria três vezes antes que o galo cantasse (Lucas 22:34), que ele se arrependeria e depois fortaleceria os outros discípulos desanimados (Lucas 22:32). Em vez de continuar com mêdo e incredulidade após a morte de Jesus, os discípulos creram quando o viram (Lucas 24:40-44; João 20:20). Quando as promessas de Deus se realizam, elas geram fé.
Os milagres que Jesus realizou falavam sobre sua natureza divina. Ele disse: “Mas eu tenho maior testemunho que o de João; porque as obras que o Pai me confiou para que eu as realizasse, essas que eu faço testemunham a meu respeito de que o Pai me enviou” (João 5:36). Depois disso, Jesus disse, “Creiam que eu estou no Pai e que o Pai está em mim; creiam ao menos por causa das mesmas obras” (João 14:11). O Apóstolo João começou o seu Evangelho com estas palavras: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. . . . E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1:1,14). Não eram apenas demonstrações de poder, mas sinais do reino celestial de Deus amoroso. Após o derramamento do Espírito Santo, os apóstolos continuaram a realizar esses sinais em nome de Jesus (Atos 3:6; 4:10).
Alguns alegam que Jesus não se ressuscitou dos mortos, mas que os discípulos criaram a história da ressurreição para simbolizar um tipo de renascimento espiritual. Porém, é contra toda lógica acreditar que doze homens podiam inventar a história da ressurreição e depois viajaram em várias direções proclamando a mensagem sem alteração, e por fim, morreram como mártires por causa dela. O único que não sofreu a morte de mártir foi o apóstolo João, que foi exilado na Ilha de Patmos (Apocalipse 1:9).
A mensagem que recebemos nos Evangelhos não foi o produto de uma mente inventiva. É a história de testemunhas oculares. Lucas, companheiro do apóstolo Paulo, estava preocupado com a exatidão histórica. Na introdução do seu Evangelho ele escreveu, “Visto que muitos já empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, igualmente a mim pareceu bem, depois de cuidadosa investigação de tudo desde a sua origem, dar-lhe por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem” (Lucas 1:1-3). Paulo escreveu que, após a ressurreição, Jesus “foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria ainda vive; porém alguns já dormem” (1 Coríntios 15:6).
Ao longo dos séculos, as pessoas ouviram a palavra sobre Cristo e passaram a acreditar nele. Eles declararam, “Jesus é o Senhor” e creram em seus corações que Deus o ressuscitou dos mortos (Romanos 10:9). Como resultado, seus pecados foram perdoados e suas vidas transformadas. Eles não mais viviam em conformidade com o mundo e suas paixões (Gálatas 5:19-21), mas viviam conforme o Espírito Santo, produzindo o seu fruto: “Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gálatas 5:22,23).
A fé em Jesus Cristo reconhece a palavra do Deus eterno. “E Jesus clamou, dizendo: — Quem crê em mim crê não em mim, mas naquele que me enviou. E quem vê a mim vê aquele que me enviou” (João 12:44,45). O apóstolo João reconheceu Deus falando através de Jesus. Por isso, ele começa seu Evangelho com estas palavras: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. . . . E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14). A fé verdadeira não está surda, mas ouve a voz de Deus