Pobres Felizes

Pobres Felizes Dedicado para a evangelização e discipulado de operários de baixa renda no Brasil e América do Norte

06/07/2023

ENDOSSO do meu pastor Wayne Ondersma do meu livro “Boas Novas para os Pobres”, onde descrevo os pobres como uma “Classe Lutadora”

No país da Índia existe um sistema de classes em vigor; que serve para manter as pessoas separadas umas das outras. A determinação humana coloca a humanidade em diferentes níveis sociais ou econômicos. Ultrapassar essas linhas seria degradar aqueles em um nível superior ou, curiosamente, seria uma infração religiosa. Na Índia; eles acreditam na religião que ensina: “As obras dos homens determinam o nível de avanço para o nirvana. Se uma pessoa for boa, ela avançará de um nível de retidão para um outro superior, até que alcancem à nirvana. Se forem mas, reverterão para um nível inferior. Somente em humildade serão capazes de contornar o efeito do mal."
No cristianismo norte americano, nós também podemos tratar as pessoas dessa maneira. “Se você não é de classe média e bem-sucedido em seu trabalho, você é uma classe baixa.” Em alguns casos, as pessoas foram afastadas da fé e despresadas.
Chuck brilhantemente nos levou a perceber que o problema não é físico ou econômico, mas espiritual. Que ricos e pobres participam numa luta comum e isso se encontra no Evangelho, contra a forças do mal. Ele nivela o problema; todas as pessoas igualmente tem uma grande necessidade de conhecer a Cristo. Mas Chuck também faz algo inesperado! No poder dessa nivelamento, o Evangelho diz a todas as pessoas de todas as classes, raças e etnias que podemos caminhar lado a lado uns com os outros e viver o poder do Evangelho na unidade da verdade. Eu pessoalmente agradeço a Chuck por este tesouro e oro que eu e muitos vivamos este verdadeiro Evangelho.

Pastor Wayne A. Ondersma
The PIER Church
Wyoming, MI 49548

10/28/2022

FALAR DE CRISTO FAZ DISCÍPULOS
Dê o Pão da Vida, não apenas pão.
27 de outubro de 2022

A única maneira de ser salvo é buscar a Deus e pedir-lhe através da oração. Paulo se esforça muito para mostrar que ninguém pode conhecer a justiça de Deus através de sua própria justiça (Romanos 10:3). Minhas boas obras, meus esforços para obedecer à lei de Deus ficam aquém da perfeição do amor que Deus requer (Romanos 3:23; 7:14-19; 1 Coríntios 13:3). O que eu preciso é a justiça que vem de Deus e que que é um dom gratuito ganho pela perfeita obediência de seu Filho e sua morte expiatória na cruz (Colossenses 2:13-15).
Sem conhecimento do dom de Deus, pessoas inevitavelmente buscam a sabedoria dos espíritos (poderes que vivem no reino espiritual) ou de filosofia humana que resoa com seus inqueritos interiores. Como resultado, continuam a viver na sua ignorância. Sigam deuses que não são deuses. Pensam que tem uma palavra especial do além quando, na verdade, estão presos a autoridades e poderes que operam em rebelião contra o único Deus criador. Pensam que tem conhecimento quando na verdade não o tem. Immerso no barulho que os cerca, precisam ouvir a voz de Deus. Essa voz é a palavra que vem de Cristo.
A palavra de Cristo nos vem por duas maneiras. Primeiro, vem a nós na Bíblia. Precisamos pesquisar as escrituras para encontrá-la e a entender. E segundo, sua palavra vem a nós através do testemunho dos crente--através dos pecadores que se arrepende, crêem em Cristo e confessam que Jesus é o Senhor. Paulo escreve: “Se com a boca você confessar Jesus como Senhor e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação” (Romanos 10:9,10). O seguidor de Cristo diz aos outros: “Conheço Aquele que veio de Deus. Estou andando no caminho que ele abriu para mim. Não alcancei o céu ainda, mas vejo claramente o caminho. Por sua palavra e seu Espírito, Jesus está me guiando dia a dia. Estou me afastando do meu pecado e dos caminhos deste mundo, e estou me voltando para Deus, obedecendo aos seus ensinamentos. Venha, caminhe comigo. Vou explicar como Jesus está me guiando e como ele está me transformando para que eu seja como ele é. Venha, seja meu companheiro ao longo desta estrada.” (João 14:6; Efésios 4:21-23; Colossenses 3:1-17).
Todo seguidor de Cristo deve saber como as pessoas estão clamando por salvação. Mesmo que não reconheçam, elas estão pedindo auxílio e clamando que Deus lhes mostra misericórdia. O problema é que uma satisfação passageira é aceita como resposta à sua busca. Quando isso não funciona mais, eles procuram outra coisa. O tempo todo, eles estão andando na calçada não vendo a porta que se abre para o verdadeiro Criador que os fez.
Todo seguidor de Cristo também deve entender que é um mensageiro de Deus para falar sobre Jesus, como ele é o único verdadeiro Senhor e Salvador. Paulo escreve: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? . . . E, assim, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir, pela palavra de Cristo” (Romanos 10:13-15,17). O envio de cada crente vem do próprio Cristo, que no dia da sua ressurreição disse aos seus discípulos: “Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês” (João 20:21). Para equipá-los para esta obra, ele soprou sobre eles e disse: “Recebam o Espírito Santo” (João 20:22). Confirmando esta palavra, Jesus disse a seus discípulos pouco antes de retornar ao céu: “Vocês receberão poder, ao descer sobre vocês o Espírito Santo, e serão minhas testemunhas . . . até os confins da terra” (Atos 1:8).
Alimentar os famintos, dar abrigo aos sem-teto, oferecer justiça à vítimas e proteção aos fracos, em si somente, não levam pessoas a adorar a Deus e obedecer aos seus mandamentos. Muitas vezes, boas obras simplismente afirmam a auto-estima humana, desejos humanos e vontades. Nove dos leprosos que Jesus curou foram embora enquanto apenas um voltou para dar graças e louvor a Deus (Lucas 17:15-16). Cinco mil homens comeram dos peixes e pães que Jesus abençoou e depois multiplicou, para que a fome deles fôssem sasiadas. Mais tarde, eles foram atrás de Jesus em busca de mais pão. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade lhes digo que vocês estão me procurando não porque viram sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. Trabalhem, não pela comida que se estraga, mas pela que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem dará a vocês; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo” (João 6:26-27). Jesus continuou: “Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo” (João 6:33); e Jesus continuou: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede” (João 6:35). Depois de mais explicação, Jesus lhes disse: “Não fiquem murmurando entre vocês” (João 6:43). Ele disse mais: “O Espírito é o que vivifica;a carne para nada aproveita. As palavras que eu lhes tenho falado são espírito e são vida” (João 6:63).
João encerra esta narrativa com estas palavras: “Diante disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele” (João 6:66). Deus derra sobre a humanidade as suas bençãos, sua chuva e sol, e ainda assim os maus e os injustos continuam seu caminho perverso(Mateus 5:45).
Os doze discípulos, porém, ficaram com Jesus. Jesus lhes perguntou: “Vocês também querem ir embora?” mas Simão Pedro, falando por todos, respondeu: “Senhor, para quem iremos nós? Você tem as palavras da vida eterna. Viemos a crer e a saber que tu és o Santo de Deus” (João 6:67-69).
O apóstolo Paulo escreveu: “’Os alimentos são para o estômago, e o estômago existe para os alimentos.’ Mas Deus destruirá tanto o estômago quanto os alimentos” (1 Coríntios 6:13). Saúde, família, comida, roupa e abrigo têm valor, mas só duram durante esta vida. As pessoas ricas não levam nada consigo quando morrem, mesmo que tenham trabalhado energicamente para acumular para si mesmos o máximo que podiam. Ao mesmo tempo, os pobres se preocupam com as necessidades da vida e anseiam pela segurança financeira que os ricos desfrutam. Isso também é uma busca daquilo que não satisfaz. Ambas destas manifestações de ganância revelam um espírito de idolatria (Mateus 6:24-25, 33-34; Colossenses 3:5).
Todo cristão está equipado para falar sobre o evangelho, as boas novas da vida eterna. Estão equipados porque acreditam. Eles conhecem seus pecados e fraquezas morais e estão livres para confessá-los, por mais embaraçoso que seja. Sabem que Deus os ama e provou esse amor enviando seu Filho para ser um sacrifício expiatório pelos pecados do mundo. Jesus pagou o preço do seu perdão. Eles se submetem humildemente à vontade de Deus e trabalham para obedecê-la mesmo quando falham repetidamente. O seu testemunho é a história do amor maravilhoso de Deus. Estão sempre apontando para Jesus Cristo que é suficiente para tudo. Eles falam sobre Jesus porque precisam que Deus os perdoe quando falham. Falam sobre ele quando têm sucesso porque não querem que ninguém pense que sua retidão é resultado de sua própria habilidade natural ou esforço valente
Se você é um seguidor de Cristo e recebeu sua misericórdia, amor e compaixão, não deixe de ajudar os que vivem em necessidade, pois o Senhor deu-lhe prosperidade. Dê tempo, dinheiro, comida, roupas e conselho útil. Você está investindo em riquezas eternas (Lucas 12:33-34). Isso é uma riqueza eterna para você, mesmo que sua doação seja uma bênção terrena e passageira.Se o seu desejo é que os pobres tomarem parte das riquezas eternas juntamente com você e se tornarem parte da família do Pai eterno e que habitarem na casa dele para sempre, conte-lhes as boas novas de Jesus Cristo. Fale como você recebeu o perdão e a graça de Deus. Exorte-os a abandonar seu caminho mundano, confiar em Jesus e dedicar suas vidas ao seu louvor e serviço. Não há presente maior do que isso. Eles se tornarão herdeiros da alegria eterna agora mesmo, não importando em que situação na vida estejam passando.
Carlos Uken, 27 de outubro de 2022

06/24/2022

A FÉ VERDADEIRA PREPARA PARA O FUTURO
21 de junho de 2022

“Então o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens que, pegando as suas lamparinas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco delas eram imprudentes, e cinco, prudentes” (Mateus 25:1,2). As prudentes levaram óleo nas vasilhas e estavam prontas para a chegada do noivo (25:4). As tolas procuraram óleo quando já era tarde demais (25:8), e não puderam entrar para as festividades.
Os que crêem aceitam o que Jesus disse a respeito do seu retorno do céu para ressuscitar os mortos e julgar todos os que já viveram (Mateus 24:30-31; 25:31-33). E porque sabem da certeza de sua chegada, fazem os preparativos. Eles correm o risco de sofrer prejuizo pessoal ao empregar os dons que Cristo lhes deu (Mateus 25:16), mas são fabulosamente recompensados (25:21). Por amor de Cristo, eles ajudam os famintos e sedentos e abrem espaço para o estrangeiro. Como resultado, no dia do juizo, eles ouvem o Senhor lhes dizer: “Venham, benditos de meu Pai! Venham herdar o Reino que está preparado para vocês desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).
Uma experiência da vida cotidiana pode ilustrar isso. Suponha que queremos achar um lugar vibrante, pacíifica e seguro para passar um feriado longo. Primeiro, queremos procurar informação sobre essa comunidade e quais serviços ela oferece, como moradia, transporte diário, recreação, lojas, restaurantes e afins. Queremos verificar o clima, o terreno e a beleza da paisagem. E também gostaríamos de saber sobre os regulamentos que regem o local e as pessoas que vamos encontrar diariamente.
Uma vez que conhecemos nosso destino, começamos a nos preparar para chegar lá. Trabalhamos e fazemos economia de dinheiro para pagar a viagem. Também nos prepararemos para a viagem obtendo documentos de viagem, como passaporte. Decidimos o que levar e o que deixar.
Muito pensamento e tempo serão gastos na preparação; e isso fazemos com muito caprício e uma certa urgência porque há uma data e hora definidas para a partida, nem sempre determinadas por nós.
Nem sempre faz sentido ao ouvir pela primeira vez o que é necessário preparar para a entrada em nosso destino eterno. As exigências são, muitas vezes, difíceis e duram por toda a vida. As vezes parece que somos os únicos a seguir a orientação que o céu delineou na brochura. Jesus disse que o caminho para a vida é estreito e difícil, e que a porta é pequena, e poucas as pessoas que a encontram (Mateus 7:13-14). O caminho largo e asfaltado é confortável e fácil: é o caminho que a multidão segue. O problema é que o caminho mais fácil leva à morte.
O caminho é difícil porque é o caminho do discipulado e isto exige abnegação e uma cruz de sofrimento pelo nome de Cristo (Marcos 8:34). Paulo escreveu que qualquer um que queira viver piedosamente em Cristo será perseguido (2 Timóteo 3:12). Apenas ser batizado e levar o nome de Cristo pode resultar em rejeição (João 15:18), até mesmo da própria família (Mateus 10:22). É o caminho de perdoar aqueles que pecam contra nós (Mateus 6:14; 18:21-22). nunca tomando vingança (Romanos 12:17-19; Mateus 5:39, 44), mas deixando a retribuição com Deus, enquanto nós perdoamos como Jesus nos perdoou (Colossenses 3:13).
Considerando a dificuldade, mantemos nossos olhos fixos no objetivo: a ressurreição dos mortos, nossa união com Cristo e nosso lar que é a nova criação. O fim do caminho nos motiva, e a presença do Espírito de Cristo nos sustenta. O destino é a ressurreição dos mortos quando nossos corpos serão ressuscitados, transformados à semelhança do corpo glorioso do Senhor Jesus (Filipenses 3:21; 1 Coríntios 15:42-44). A morte será tragada pela vitória (1 Coríntios 15:54). Veremos Cristo como ele é e seremos semelhantes a ele (1 João 3:2). Quando Jesus aparecer, apareceremos com ele em glória (Colossenses 3:4).
“Esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça” (2 Pedro 3:13). A morada de Deus será “com os seres humanos. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles e será o Deus deles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21:3,4). Tudo se fará novo (21:5). Esta nova criação será a Cidade de Deus com o Rio da Vida fluindo do trono de Deus. Este rio corre no meio da avenida principal com a Árvore da Vida em ambos os lados. As folhas dessa árvore serão para a cura das nações, pois não haverá mais guerra, opressão ou exploração. Não haverá necessidade do sol porque a glória do Senhor será a sua luz (Apocalipse 22:22-22:5).
A fé alegremente antecipa este mundo e se prepara para ele. Ao mesmo tempo, a fé leva a sério as advertências do Senhor Jesus e toda a Escritura. Numa parábola Jesus disse que o homem rico, que não teve pena do mendigo à sua porta, foi para o lugar de tormento e fogo (Lucas 16:23-24). Ele disse que aqueles que fizeram o mal ressuscitarão da morte apenas para serem condenados (João 5:29) e “lançado no inferno, onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga” (Marcos 9:47,48; Isaías 66:24). Um outro retrato vívido de estar eternamente separado de Deus e sofrer a sua desgraça é “o lago de fogo que arde com enxofre” onde o diabo, seus anjos e vítimas são “atormentados dia e noite, para todo o sempre” (Apocalipse 20:10). Este é o lugar reservado para os “covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos imorais, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos” (Apocalipse 21:8).
Para a pessoa de fé, as promessas de Deus são tão reais quanto o chão em que pisamos, a comida que comemos e a roupa que vestimos. Em nossa mente já estamos com Cristo no céu (Efésios 2:5), mesmo enquanto esperamos seu retorno. As palavras de Hebreus 12 nos estimulam: “Livremo-nos de todo peso e do pecado que tão firmemente se apega a nós e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, sem se importar com a vergonha, e agora está sentado à direita do trono de Deus. Portanto, pensem naquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem desanimem” (Hebreus 12:1-3).

03/11/2022

A VERDADEIRA FÉ OUVE A PALAVRA DE DEUS
11 de março de 2022

“E, assim, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir, pela palavra de Cristo” (Romanos 10:17).
“Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo” (Hebreus 1:1,2).
A fé verdadeira está no Filho de Deus encarnado, Jesus Cristo, aquele que foi revelado nas páginas da Bíblia. Não está numa ideia genérica de um poder superior, nem em um “Deus como eu o entendo”. Para crer em Cristo, alguém deve reconhecer que Deus falou através de seu Filho, e que a história da sua vida, morte e ressurreição não teve a sua origém no raciocino humano. O que foi escrito veio como uma revelação de Deus (2 Pedro 1:20-21).
As pessoas perguntam: “Como você sabe que a Bíblia é a verdadeira palavra de Deus? Não são igualmente verdadeiras as escrituras de outras religiões? Não levam todas as religiões a Deus – islamismo, budismo, hinduísmo, etc.? Se as outras escrituras são falsas, como sabemos qual é a correta?” Vamos tentar responder a esta pergunta.
Moisés, pelo menos 1200 anos antes de Cristo, nos deu o critério como avaliar a palavra de um profeta. Ele escreveu: “Se vocês pensarem: ‘Como conheceremos a palavra que o Senhor não falou?’,
saibam que, quando esse profeta falar em nome do Senhor , e a palavra dele não se cumprir, nem acontecer o que ele profetizou, esta é uma palavra que o Senhor não falou. Tal profeta falou isso com presunção; não tenham medo dele” (Deuteronômio 18:21,22).
Muitas vezes os verdadeiros profetas foram rejeitados no seu dia, mas porque suas palavras se cumpriram, foram reconhecidos posterioramente como pessoas que falaram de Deus. Por isso, seus escritos foram preservados. O povo, principalmente seus reis, foram apresentados com uma escolha: às palavras de um profeta sem prestígio, mas verdadeiro, ou o conselho de profetas que agradaram a maioria. Muitas vezes, somente depois de um desastre predito que as pessoas reconheceram quem falava a verdade, e que realmente veio de Deus. Jeremias é um exemplo perfeito disso.
Quando os Evangelhos narram os eventos da vida de Jesus, eles frequentemente acrescentam: “Que foi anunciado pelo profeta” tal. Certa vez, na sinagoga, Jesus leu do livro do profeta Isaías e depois disse: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabam de ouvir” (Lucas 4:21). O apóstolo João registra que, na crucificação, os soldados dividiram entre si as vestes de Jesus e lançaram sortes para a túnica (João 19:24; Salmo 22:18); e que, quando viram que ele estava morto, não quebraram seus ossos, mas abriram seu lado com uma lança, tudo isso cumprindo as escrituras do Antigo Testamento (João 19:33-37; Salmo 34:19-20; Zechariah 12:10).
Além disso, Jesus profetizou sua própria rejeição, julgamento, sofrimento, morte e ressurreição (Mateus 16:21). Na Última Ceia, Jesus disse a Simão Pedro que ele o negaria três vezes antes que o galo cantasse (Lucas 22:34), que ele se arrependeria e depois fortaleceria os outros discípulos desanimados (Lucas 22:32). Em vez de continuar com mêdo e incredulidade após a morte de Jesus, os discípulos creram quando o viram (Lucas 24:40-44; João 20:20). Quando as promessas de Deus se realizam, elas geram fé.
Os milagres que Jesus realizou falavam sobre sua natureza divina. Ele disse: “Mas eu tenho maior testemunho que o de João; porque as obras que o Pai me confiou para que eu as realizasse, essas que eu faço testemunham a meu respeito de que o Pai me enviou” (João 5:36). Depois disso, Jesus disse, “Creiam que eu estou no Pai e que o Pai está em mim; creiam ao menos por causa das mesmas obras” (João 14:11). O Apóstolo João começou o seu Evangelho com estas palavras: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. . . . E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1:1,14). Não eram apenas demonstrações de poder, mas sinais do reino celestial de Deus amoroso. Após o derramamento do Espírito Santo, os apóstolos continuaram a realizar esses sinais em nome de Jesus (Atos 3:6; 4:10).
Alguns alegam que Jesus não se ressuscitou dos mortos, mas que os discípulos criaram a história da ressurreição para simbolizar um tipo de renascimento espiritual. Porém, é contra toda lógica acreditar que doze homens podiam inventar a história da ressurreição e depois viajaram em várias direções proclamando a mensagem sem alteração, e por fim, morreram como mártires por causa dela. O único que não sofreu a morte de mártir foi o apóstolo João, que foi exilado na Ilha de Patmos (Apocalipse 1:9).
A mensagem que recebemos nos Evangelhos não foi o produto de uma mente inventiva. É a história de testemunhas oculares. Lucas, companheiro do apóstolo Paulo, estava preocupado com a exatidão histórica. Na introdução do seu Evangelho ele escreveu, “Visto que muitos já empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, igualmente a mim pareceu bem, depois de cuidadosa investigação de tudo desde a sua origem, dar-lhe por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem” (Lucas 1:1-3). Paulo escreveu que, após a ressurreição, Jesus “foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria ainda vive; porém alguns já dormem” (1 Coríntios 15:6).
Ao longo dos séculos, as pessoas ouviram a palavra sobre Cristo e passaram a acreditar nele. Eles declararam, “Jesus é o Senhor” e creram em seus corações que Deus o ressuscitou dos mortos (Romanos 10:9). Como resultado, seus pecados foram perdoados e suas vidas transformadas. Eles não mais viviam em conformidade com o mundo e suas paixões (Gálatas 5:19-21), mas viviam conforme o Espírito Santo, produzindo o seu fruto: “Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gálatas 5:22,23).
A fé em Jesus Cristo reconhece a palavra do Deus eterno. “E Jesus clamou, dizendo: — Quem crê em mim crê não em mim, mas naquele que me enviou. E quem vê a mim vê aquele que me enviou” (João 12:44,45). O apóstolo João reconheceu Deus falando através de Jesus. Por isso, ele começa seu Evangelho com estas palavras: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. . . . E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14). A fé verdadeira não está surda, mas ouve a voz de Deus

03/05/2022

A FÉ É A CONVICÇÃO DO DEUS INVISIVEL CRIADOR
04 março de 2022

Fé é confiança e certeza do invisível e do futuro (Hebreus 11:1). É a certeza de coisas fora de nossa experiência presente. A fé vai além do que podemos conhecer por observação ou ciência. No entanto, não inventamos a realidade pela fé. O que é real, mesmo que invisível, já existe independente de nós.
Não estávamos vivendo quando o universo foi criado, mas nossa experiência do mundo nos diz que existe um Criador. “Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não são visíveis” (Hebreus 11:3). Davi olhou para o céu e escreveu: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmos 19:1). Ele nunca viu as mãos de Deus, mas viu o resultado de seu poder e inteligência invisíveis. O apóstolo Paulo escreveu: “Porque os atributos invisíveis de Deus, isto é, o seu eterno poder e a sua divindade, claramente se reconhecem, desde a criação do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que Deus fez” (Romanos 1:20).
Os cientistas descobriram e mapearam mais de três bilhões de pares de dupla hélice no genoma humano. Esse conhecimento permitiu que os laboratórios de medicamentos desenvolvessem vacinas contra a COVID em menos de um ano! Embora que ele não soubesse nada sobre o genoma humano, Davi louvou a Deus pela forma como ele foi formado: “Graças te dou, visto que de modo assombrosamente maravilhoso me formaste” (Salmos 139:14). Isso, somado às descobertas da imensidão do universo, nos leva a compreender a natureza infinita da inteligência do Criador.
Observando a natureza humana, concluímos ainda que Deus é um ser moral. Distinguimos entre o que é certo e errado; então, se a criatura conhece a diferença entre o que é certo ou errado, seu Criador deve ser o padrão moral perfeito de sua criatura. Telescópios poderosos veem galáxias a milhões e bilhões de anos-luz de distância. A fé conclui que Aquele que fez o universo é muito maior do que qualquer coisa que possamos ver ou explicar.
Enquanto as ciências revelam a complexidade e a imensidão da criação, é a fé que louva o Deus pessoal, amoroso e todo-poderoso que a fez. Alguns astrofísicos estão fazendo suposições sobre a existência de universos alternativos que poderiam ser gerados a partir de “uma eterna singularidade matemática”, que eles dizem que deve ter existido antes da explosão do big bang. Criados à imagem de Deus, as pessoas anseiam por conhecer sua origem. Esta origem pode ser o Deus da fé, onisciente, onipotente, presente e eterno em toda parte; ou pode ser reduzido a “uma eterna singularidade matemática”, um deus criado em um coração incrédulo.
Aqueles que reduzem Deus a uma fórmula matemática que gera universos, na verdade removeram Deus de nós, deixando-nos criar uma religião ou um código moral formado de acordo com nossos próprios desejos. Paulo escreveu que aqueles que criam seus próprios deuses suprimem a verdade por sua maldade (Romanos 1:18). Removendo o Deus Criador de envolvimento em nossas vidas e sociedade nos permite rejeitar as partes da lei moral de Deus que não gostamos e, como resultado, tentamos impor aos outros aquela parte da lei que aceitamos.
Nos primeiros capítulos da Bíblia, vemos vestígios da antiga cosmologia reinante nas sociedades daquela época. Os antigos viram o mundo ao seu redor e sentiram as forças da natureza; e então, lhes deram poderes sobrenaturais. Eles adoravam o sol, a lua, as estrelas, as árvores, os animais e a tempestade. Utilizando os conceitos da cosmologia antiga, a Bíblia corrigiu essa idolatria ignorante. Diz que Deus criou todas as coisas por sua palavra poderosa (Gênesis 1:1ss). E então Deus ordenou a Adão e Eva que cuidassem do jardim e se abstivessem de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:15-17).
A Bíblia faz o mesmo por nós hoje. Porque Deus é o Criador, não temos que temer a ciência e a tecnologia. Não temos nada a temer do Big Bang, de ossos de dinossauros, nem de vulcões em erupção por causa do movimento de placas geológicas ou massas de terra. O que não devemos fazer é deificar as forças da natureza tornando-as eternas. Não temos o direito de remover o Criador porque podemos explicar as forças da natureza através de nossa ciência e tecnologia. Nosso entendimento não deve remover Deus, mas deve nos levar a humildemente nos curvar a cabeça e adorar ao nosso Criador. Pela fé conhecemos, adoramos e obedecemos a este Criador invisível, todo-poderoso e eterno.

02/22/2022

O QUE É A VERDADEIRA FÉ? DECIDIR SEGUIR A JESUS

Alguem me perguntou: “O que é a verdadeira fé?” Eu respondi: “Começa no momento em que você decide seguir a Jesus”. Acredito que essa foi a resposta mais adequada naquela situação. No entanto, a fé abrange mais, muito mais. Mas, vamos começar falando sobre decisão.
Quando Jesus chamou seus discípulos, deu-lhes a ordem: “Sigam-me”. Este foi o chamado de Jesus a Simão, André, Tiago e João, que eram pescadores que estavam preparando as rêdes para a pesca. Ele prometeu torná-los pescadores de pessoas (Marcos 1:16-20; Mateus 4:18-22). Jesus encontrou Filipe e disse a mesma coisa: “Siga-me” (João 1:43). Mais tarde, enquanto caminhava, Jesus viu Levi sentado na coletoria de impostos. “Siga-me”, ele disse, e “Levi se levantou-se e o seguiu” (
Essa ideia de vir e seguir Jesus é regularmente descrito no Evangelho de João como “crer nele”. O cego de nascença, a quem Jesus curou, entendeu que crer era um chamado para vir, se tornar discípulo e seguir após ele. Depois que o homem foi expulso da sinagoga, Jesus o encontrou e perguntou: “— Você crê no Filho do Homem? Ele respondeu: — Quem é, Senhor, para que eu creia nele? E Jesus lhe disse: — Você já o tem visto, e é aquele que está falando com você. Então ele afirmou: — Eu creio, Senhor! E o adorou”.(João 9:35-38).
O governador romano Félix é um exemplo clássico de alguém que foi tocado no seu coração, mas adiou uma decisão, para nunca mais tomá-la. Ele não deu um veredicto no caso de Paulo no julgamento: porém, depois o chamou da prisão para ouvi-lo falar sobre a fé em Cirsto: Paulo descorreu “acerca da justiça, do domínio próprio e do juizo vindouro”. Félix teve medo e disse: “Basta, por enquanto! Pode sair. Quando achar conveniente, mandarei chama-lo de novo” (Atos 24:24-25). A hora conveniente nunca chegou. A falta de tomar um decisão revelou um coração incrédulo.
O chamado de Jesus é para todos. Ele disse: “— Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim” Mateus 11:28-30). Este chamado tem duas órdens, 1) “Venham a mim” e 2) “Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim”. Tomar o jugo significa ouvir, compreender, submeter-se e obedecer. Isto pode parecer muito dificil; mas Jesus nos anima quando continua: “porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (11:29,30).
Já ouvi muitas pessoas dizerem: “Eu acredito. Estou bem." No entanto, essas mesmas pessoas nunca tomaram a decisão de seguir a Jesus. Eles nem mesmo deram esse primeiro passo da fé. Ter fé verdadeira é decidir seguir a Jesus. Ter fé verdadeira é reafirmar essa decisão diariamente.

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