17/03/2026
Rosário às Santas Chagas
de Nosso Senhor Jesus Cristo
PEDIDOS DE NOSSO SENHOR
Em troca de tantas graças excepcionais, Jesus só pedia duas práticas à Comunidade, de que falaremos rapidamente: a Hora Santa e o Rosário das Santas Chagas.
Na época da cólera que, em 1867, fez tantas vítimas na região chamberiana, Nosso Senhor testemunhou o desejo de que, todas as Sextas-feiras, a Hora Santa fosse feita por cinco Irmãs, casa uma das quais ficava encarregada de honrar uma das Suas Chagas.
A Santíssima Virgem uniu o seu pedido ao pedido do seu divino Filho, com estas palavras que deixam transparecer uma dolorosa lamentação:
«Não há nenhuma Casa na terra onde as Santas Chagas de Jesus sejam especialmente honradas na Sexta-feira à tarde… Durante essa hora, deveis contemplar estas Santas feridas e mergulhar nelas.
Foi mais ou menos na mesma época (1868-1870) que as Superioras, para corresponder aos desejos de Nosso Senhor, estabeleceram a recitação quotidiana no ROSÁRIO DAS SANTAS CHAGAS ou COROA DA MISERICÓRDIA.
Eis como costumamos recitar este Rosário:
Rosário às Santas Chagas
de Nosso Senhor Jesus Cristo
(Rezar 3 vezes o terço)
No início:
Fazer o sinal da Cruz, rezar o creio e após...
Oh! Jesus, Divino Redentor, tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro.
Deus Forte, Deus Santo, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
Graça, Misericórdia, Meu Jesus; nos perigos presentes, cobri-nos com Vosso preciosíssimo Sangue.
Pai Eterno, tende Misericórdia de nós, pelo Sangue de Jesus Cristo, Vosso Filho Unigênito, tende Misericórdia de nós, Vos suplicamos. Amém, Amém, Amém.
Em lugar do Pai Nosso:
Pai Eterno, eu Vos ofereço as santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo; Para curar as de nossas almas.
Em lugar de cada Ave-Maria:
Meu Jesus, perdão e misericórdia: Pelos méritos de vossas santas Chagas.
Terminando o Rosário, deve-se rezar três vezes:
Pai Eterno, eu Vos ofereço as santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo; Para curar as de nossas almas. Amém.
Os vossos Mosteiros atraem as graças de Deus sobre as Dioceses onde se encontram; quando ofereceis ao meu Pai as minhas Santas Chagas, vejo-vos como de mãos estendidas para o Céu, para receber graças!… Na verdade, esta oração não é da terra, mas do Céu!… Ela pode obter tudo!
Deves dizê-lo à tua Madre, e recordar-lho, escrever para o futuro, a fim de que vós recorrais, de preferência, a ela.»
As recomendações de Nosso Senhor não foram em vão. Manteve-se o uso do recurso quotidiano a «esta oração do Céu». Quando surgem grandes dificuldades, necessidades graves, perigos ameaçadores, as invocações tornam-se mais numerosas e mais prementes… E depois duma experiência de cinqüenta anos, a Comunidade pode declarar que sempre teve ocasiões de se felicitar pela sua confiança! Não que as provas nos tenham sido poupadas, ou que a morte tenha espaçado as suas visitas… Longe disso! Mas a própria prova torna-se doce, com tanta consolação! E as mortes são tão doces à sombra das Santas Chagas!