Copic-Conselho de Igrejas Cristãs

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«Que tipo de mundo esperamos construir?» Conselho Mundial de Igrejas recomenda a «Magnifica Humanitas» a todos os povosN...
28/05/2026

«Que tipo de mundo esperamos construir?» Conselho Mundial de Igrejas recomenda a «Magnifica Humanitas» a todos os povos

Na ocasião da publicação da «Magnifica Humanitas», a nova encíclica do Papa Leão XIV sobre inteligência artificial e dignidade humana, o Bispo Prof. Dr. Heinrich Bedford-Strohm, moderador do Comité Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), expressou a sua gratidão pelo documento social papal.

«Magnifica Humanitas» (latim para «A Magnífica Humanidade») aborda os rápidos desenvolvimentos tecnológicos na era da digitalização, que encontram a sua expressão mais avançada na inteligência artificial.

«Este desenvolvimento traz grandes oportunidades, mas também grandes riscos», afirmou Bedford-Strohm. «O desenvolvimento tecnológico ganhou tal impulso que as regras que garantem a sua utilização responsável não acompanharam o ritmo.»

Isto torna ainda mais importante um debate público global sobre essas regras tão urgentemente necessárias, observou Bedford-Strohm. «Um dos objetivos é estabelecer mecanismos eficazes para proteger a liberdade e a dignidade humana contra as empresas de dados cujo poder de monopólio é agora praticamente incontrolável», afirmou. «Especialmente no que diz respeito à inteligência artificial, a questão central é também o conceito de humanidade.»

Bedford-Strohm acrescentou que é óbvio que as igrejas, com o seu rico tesouro de reflexão antropológica, têm algo importante a dizer nesta matéria. «É por isso que temos vindo a debater intensamente esta questão nos últimos anos no âmbito do Conselho Mundial de Igrejas», afirmou. «Estou muito grato pelo facto de o Papa Leão estar agora a dar um forte impulso a este debate com a sua nova encíclica, que, esperemos, tenha um impacto tão grande no público global como a encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco teve na questão da ecologia.»

As igrejas precisam de fazer ouvir a sua voz

O secretário-geral do CMI, o Rev. Prof. Dr. Jerry Pillay, observou que o CMI há muito reconhece o avanço e os benefícios da tecnologia e da IA em muitas áreas da vida, mas alertou igualmente para os desafios que estas representam para os valores espirituais, morais e éticos, se não forem cuidadosamente controladas e monitorizadas. «A tecnologia deve ser utilizada para melhorar e desenvolver a vida e o bem-estar humanos, e não para substituir o trabalho, o valor e a dignidade humanos», afirmou. “Estou especialmente grato ao Papa Leão XIV pela Magnifica Humanitas, que é muito relevante e oportuna numa era de expansão da IA.”

Pillay observou ainda que a abordagem teológica da encíclica fornece uma posição firmemente estabelecida sobre por que razão as igrejas precisam de levantar as suas vozes de discernimento e cautela quanto aos riscos e consequências que advêm da IA.

«Reconhece a criação dos seres humanos por Deus e a capacidade dos humanos de fazer o bem, mas também reconhece a presença do mal e as suas trágicas consequências sobre os seres humanos e a vida no mundo», afirmou. «As guerras, os conflitos, o assassinato sem sentido de milhares de pessoas diariamente e o uso da tecnologia que contribui para tal destruição devem ser postos em causa.»

Quando a tecnologia é utilizada para o bem, servindo o bem humano para construir a família, a comunidade e o mundo, está em consonância com o plano de Deus, observou Pillay. «No entanto, nas mãos dos poderosos e ricos, é uma ferramenta para o interesse próprio e o abuso, e de benefício limitado para aqueles que são pobres e marginalizados», afirmou. «A tecnologia sem responsabilidade social está a remodelar as relações de poder e a empobrecer as relações humanas.»

Pillay concluiu que a encíclica nos ajuda a compreender o apelo ao amor, à graça e à paz. “Ela coloca a questão que deve estar sempre em nossas mentes, corações e lábios: ‘Que tipo de mundo estamos a tentar construir?’”, disse ele. «O CMI aplaude e recomenda “Magnifica Humanitas” a todas as pessoas, não apenas aos crentes, para estudo, reflexão e ação, à medida que procuramos construir um mundo melhor para todas as pessoas e para a criação.»

COPIC - https://copic.pt/index.php/publicacoes/noticias/127-que-tipo-de-mundo-esperamos-construir-conselho-mundial-de-igrejas-recomenda-a-magnifica-humanitas-a-todos-os-povos

Conselho Mundial de Igrejas – 26 de maio 2026 - https://www.oikoumene.org/news/what-kind-of-world-are-we-hoping-to-build-wcc-commends-magnifica-humanitas-to-all-people

Mensagem de Pentecostes 2026 do Conselho Mundial de Igrejas “Quando chegou o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos ...
20/05/2026

Mensagem de Pentecostes 2026 do Conselho Mundial de Igrejas

“Quando chegou o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar… Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia o dom… Dedicavam-se ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos ficaram admirados, pois muitos prodígios e sinais eram realizados pelos apóstolos. Todos os que acreditavam estavam juntos e tinham tudo em comum.” Atos 2:1,4 e Atos 2:42-44

O Pentecostes convida-nos a reimaginar comunidades que cuidam e partilham o que temos em comum. Num mundo dividido pela guerra, fome, pobreza, violência, injustiça e desastres ecológicos, o Pentecostes lembra-nos que somos chamados a viver em comunhão. Atos 2 diz que estavam reunidos num único lugar, onde ficaram «cheios de admiração perante os muitos prodígios e sinais realizados pelos apóstolos», que serviam como indicadores de uma comunidade renovada em Cristo.

A sua reunião não era apenas um grupo homogéneo, mas representava uma grande multidão de pessoas de muitos lugares, costumes e ideias, partilhando o pão e o que tinham em comum. Esta é uma lição para nós hoje. Apesar da época conturbada em que viviam, aceitaram o convite para se reunirem e deram o exemplo de uma nova forma de partilhar a vida em comum em Cristo, com o dom do Espírito Santo no centro.

Cada um de nós deve perguntar-se o que isto significa na nossa época de tempos conturbados. Independentemente da época, do lugar ou das circunstâncias, somos chamados a ser agentes de comunidades novas e renovadas, cheias do Espírito, que demonstram amor, vislumbram e praticam o shalom, promovem e se empenham na segurança alimentar, cuidam da Criação e buscam a justiça, não apenas dentro das nossas comunidades de fé, mas também fora delas. Atos 2:45 afirma: «Vendiam as suas propriedades e bens para distribuir a quem tivesse necessidade. Todos os dias continuavam a reunir-se nos átrios do templo. Partiam o pão nas suas casas e comiam juntos com corações alegres e sinceros, louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo. E o Senhor acrescentava diariamente à sua comunidade aqueles que iam sendo salvos.» Que também nós possamos encontrar formas novas e renovadas de levar a cabo este mesmo chamamento hoje. O Espírito Santo convida-nos a coisas novas, a novas possibilidades e à Esperança, e leva-nos a comunidades onde abundam a justiça, a paz e o amor. Neste Pentecostes, convidemos o Espírito a transformar-nos para que possamos ser mais semelhantes a Jesus.

Oremos.

Ó Deus, confessamos que não fizemos tudo o que podíamos para convidar comunidades novas e renovadas de Shalom, inspiradas pelo poder do Espírito Santo.
Perdoa-nos e ajuda-nos a receber plenamente o poder e a graça que o Espírito Santo tem para as nossas vidas em comunidade e para a integridade da criação de Deus.
Ajuda-nos a ver e a viver uma visão renovada de Shalom que reflita a unidade vivida no Pentecostes a nível local, nacional e global.
Oramos por um renascimento transgeracional que nos reconcilie e restaure, com comunidades reparadas que foram quebradas.
Ensina-nos e guia-nos de novo para que sejamos cheios de um santo temor por TI, que nos possa conduzir e inspirar a ser mensageiros e agentes dos Teus sinais e maravilhas.
Ámen.

Presidentes do Conselho Mundial de Igrejas

S.S. Católico ARAM I, Igreja Apostólica Arménia (Santa Sé da Cilícia)
Rev.ª Dra. Susan DURBER, Igreja Reformada Unida
Rev.ª Dra. Henriette HUTABARAT-LEBANG, Gereja Toraja
Rev.íssimo Dr. Rufus Okikiola OSITELU, Igreja do Senhor (Comunhão de Oração) Mundial
Rev. François PIHAATAE, Igreja Protestante Maohi
Rev.ª Dra. Angélique WALKER-SMITH, Convenção Batista Nacional dos EUA, Inc.
Dom Philip WRIGHT, Igreja da Província das Índias Ocidentais
S. Ex.ª o Metropolita Dr. VASILIOS DE CONSTÂNCIA E AMMOCHOSTOS, Igreja de Chipre

12 de maio de 2026

Fonte: Conselho Mundial de Igrejas - https://www.oikoumene.org/resources/documents/pentecost-message-2026-the-holy-spirit-invites-reimagined-communities-of-unity

Comissão da Liberdade Religiosa acusa deputados madeirenses do Chega de "inequívocos" crimes de ódioEm causa estão decla...
28/04/2026

Comissão da Liberdade Religiosa acusa deputados madeirenses do Chega de "inequívocos" crimes de ódio

Em causa estão declarações de Francisco Gomes e Miguel Castro sobre Centro Cultural Islâmico da Madeira e sobre todas as pessoas que professam a fé islâmica. Em parecer, a Comissão reputa-as de "inequivocamente" difamatórias e de incitação ao ódio e à violência.
A Comissão da Liberdade Religiosa (CLR) emitiu a 17 de março último um parecer no qual acusa dois deputados do Chega — Francisco Gomes, eleito pela Madeira à Assembleia da República, e Miguel Castro, presidente do grupo do partido na Assembleia Regional madeirense — e o vereador da Câmara do Funchal Luís Filipe Santos (que em fevereiro abandonou o Chega) do crime de discriminação e incitamento ao ódio e à violência. É a primeira vez que, nos seus 22 anos de existência, este órgão independente, que congrega representantes das confissões reconhecidas no país e cuja função é fiscalizar a aplicação da Lei de Liberdade Religiosa, assume uma acusação de tal gravidade.
Trata-se também, reconhece ao DN o presidente da CLR, o ex-ministro e ex-deputado do PS José Vera Jardim, “da primeira vez que a Comissão faz um parecer a propósito do crime de ódio.”
E se outros membros do Chega, como é sabido, foram já alvo de queixas-crime por crimes de discriminação e incitação ao ódio — é o caso do líder do partido, André Ventura (várias vezes), da deputada Rita Matias e do presidente da Câmara de Albufeira Rui Cristina, é a primeira vez que uma acusação deste cariz vem de representantes das confissões reconhecidas pelo Estado português, incluindo a Igreja Católica.
Em causa no parecer, ao qual o DN teve acesso, estão declarações públicas dos três mencionados políticos madeirenses sobre “todas as pessoas de fé islâmica” e “os membros do Centro Cultural Islâmico da Madeira” que a CLR considera consubstanciarem difamação e incitamento à discriminação e ao ódio de um grupo de pessoas por causa da sua fé (crimes previstos no artigo 240º do Código Penal).
Explica o documento: “Quando se afirma que as pessoas (implícita, mas claramente, todas as pessoas) de fé islâmica são ‘parasitas’, ‘bandidos’, ’terroristas’, ‘assassinos’, ‘violadores', ‘pedófilos’, ou ‘cobras vestidas de cordeiro que, sob falinhas mansas de humanismo nos querem escravizar’. Ou quando se afirma (sem indicar qualquer prova da veracidade dos factos ou motivo para, em boa fé, acreditar nessa veracidade) que os membros do Centro Cultural Islâmico da Madeira pertencem a uma instituição maléfica e maligna, ‘fachada para movimentos terroristas internacionais’, responsável por lavagem de dinheiro, extorsão e corrupção’”, tais declarações “configuram, inequivocamente, o crime previsto e punível pelo artigo 240.°, n.° 1, b), do Código Penal: a difamação de um grupo de pessoas por causa da sua religião islâmica."
Porque, frisa a CLR, “não se trata da crítica de atos praticados por alguma, ou algumas pessoas de fé islâmica, trata-se de insultar todas as pessoas de fé islâmica pelo simples facto de o serem, atingindo desse modo a sua dignidade de pessoas.” Difamação reiterada que “afeta a dignidade, honra, tranquilidade e segurança das pessoas de fé islâmica residentes na Madeira e gera desconfiança social a seu respeito. Pode, por isso, considerar-se também verificada a previsão da alínea d) desse n.° 1 do artigo 240.° do Código Penal e, portanto, a prática de um crime de incitamento à discriminação e ao ódio contra pessoas por causa da sua religião islâmica.”
Se esse insulto generalizado baseado numa característica das pessoas — no caso, a religião — “atinge, antes de mais, a dignidade das pessoas visadas”, é a sociedade como um todo, a paz social e a convivência democrática, que são afetadas, diz a CLR: “Atinge também a tolerância que deve caracterizar a convivência numa sociedade livre, democrática e pluralista.”
Essa tolerância, prossegue a CLR, "deve também caracterizar, nessas sociedades, a convivência entre pessoas de religiões diferentes e entre crentes e não crentes e é nesse sentido que o artigo 7.º da Lei da Liberdade Religiosa consagra o princípio da tolerância. É em atenção à relevância coletiva desse clima de tolerância que deve caracterizar as sociedades livres, democráticas e pluralistas que o ‘discurso de ódio' pode configurar crimes de natureza pública (assim sucede com o artigo 240.° do nosso Código Penal).”
Comissão ponderou assumir ela própria queixa-crime
Comenta ainda este órgão, do qual fazem parte, como representantes da Igreja Católica nomeados pela Conferência Episcopal Portuguesa, o juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto Pedro Godinho Vaz Patto e a especialista em história das religiões Rita Mendonça Leite: “Subjacente a muitas das declarações em apreço está a alegação de que a presença de pessoas de fé islâmica na Madeira e a prática da sua religião são contrárias à matriz católica da sua cultura e das suas tradições. Essa perspetiva não se coaduna com os princípios da igualdade e tolerância entre diferentes comunidades religiosas consignados na Lei da Liberdade religiosa. Não se coaduna sequer, por outro lado, com a postura da Igreja Católica.”
Aprovado por unanimidade pelos 11 membros da CLR (que representam também a Aliança Evangélica Portuguesa, as comunidades islâmica e israelita de Lisboa e a muçulmana ismaili, incluindo ainda especialistas em religiões hindu e budista e em direito constitucional), o parecer foi requerido pela advogada que representa o Centro Cultural Islâmico da Madeira, para ser apresentado no âmbito de uma queixa-crime que deu já entrada no Departamento de Investigação e Ação Penal do Funchal.
O presidente da CLR adianta que quando os membros tiveram conhecimento dos factos em causa ponderaram, por se tratar de um crime público, ser a própria Comissão a avançar com a queixa. “Hesitámos”, diz Vera Jardim, “mas uma vez que estava já em curso uma queixa-crime, decidimos só emitir o parecer.”
Defendendo a criminalização do discurso de ódio, o documento invoca a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, assim como um acórdão do Tribunal da Relação do Porto relativo ao crime de discriminação e incitação ao ódio, para distinguir aquilo que vê como crime — “a difamação e a injúria que atinge diretamente a dignidade de pessoas e grupos” — e aquilo que, nas declarações públicas dos membros do Chega referidos, sendo ideias a que a Comissão “certamente não adere”, por “controversas e claramente inconstitucionais e ilegais por contrárias ao direito de liberdade religiosa”, esta considera “caberem dentro da liberdade de expressão do discurso político”.
Entre estas últimas, enumera, estão “a defesa da proibição de construção de mesquitas e de orações islâmicas em espaços públicos, ou da ‘remigração’ de imigrantes de religião islâmica”. A estas ideias e propostas, crê a CLR, “pode sempre responder-se no plano do debate de ideias, através da argumentação racional, com ideias e propostas políticas.” Já ao “insulto, à difamação e à injúria que atingem a dignidade de pessoas e grupos”, conclui o parecer, “não pode responder-se no plano do debate de ideias (o que gera o perigo de a eles se responder com outros insultos, ou com a violência). Contra eles deve também atuar o direito penal para salvaguarda do clima de diálogo e tolerância que deve caracterizar uma sociedade livre, democrática e pluralista. A criminalização do chamado ‘discurso de ódio’ insere-se nessa salvaguarda e abrange a difamação e injúria de pessoas ou grupos por causa da respetiva religião.”
DN – Fernanda Câncio
Publicado a: 27 Abr 2026, 09:41
Link: https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/comisso-da-liberdade-religiosa-acusa-deputados-madeirenses-do-chega-de-inequvocos-crimes-de-dio

Francisco Gomes, eleito pela Madeira, apelidou muçulmanos de “parasitas” e “bandidos” e o islamismo de “cancro”, apelou à “remigração” e acusou Centro Cultural Islâmico da Madeira de lavagem de dinheiro e ligação a organizações terroristas. Este apresentou queixa à Assembleia da República e ao Ministério Público.

📲 Saiba mais em dn.pt (link do artigo na bio)

📝 Fernanda Câncio

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28/04/2026

PROPOSTA PARA CASAIS 📍 23-24 Maio, Leiria

Convida-se casais para um fim de semana de retiro em casal, guiado por propostas de reflexão sobre a vida em casal.

O objetivo é tirar um tempo de qualidade para conversar sobre o que, com o ritmo do dia-a-dia, nem sempre conseguimos. No final do fim de semana, esperamos que os casais saiam com a relação fortalecida e o seu compromisso renovado.

CANÁ é um espaço ecuménico que acolhe todos com muita liberdade. São bem-vindos os casais que sejam casados ou não, crentes ou não.

O CANÁ é uma missão da Comunidade Chemin Neuf, e chegou agora a Portugal.

🌍 Mais detalhes aqui: www.cana.org/place/cana-portugal/

📝 As inscrições são feitas aqui: https://tinyurl.com/inscricao-cana

Nota: É possível levar os filhos - haverá atividades para as crianças.

Para qualquer questão, entrem em contacto connosco através do e-mail no cartaz.

O Trabalho do COPICUma Análise ao Relatório de Atividades
18/03/2026

O Trabalho do COPIC
Uma Análise ao Relatório de Atividades

0:00 - Apresentação do Ano 2025-20260:40 - Calendário de Eventos e Marcos Históricos1:15 - Eixos Estratégicos e Consolidação Jurídica2:00 - Cuidado pela Cria...

Realizou-se no passado sábado, 14 de março, na Igreja Metodista de Aveiro, a Assembleia Geral do Conselho Português de I...
16/03/2026

Realizou-se no passado sábado, 14 de março, na Igreja Metodista de Aveiro, a Assembleia Geral do Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC).

Foram eleitos os novos órgãos sociais para o triénio 2026-2029:
- Presidente da Assembleia Geral: Pastor Eduardo Conde (Igreja Metodista)
- Presidente da Direção: Bispo Jorge Pina Cabral (Igreja Lusitana)
- Presidente do Conselho Fiscal: Fernando Figueiredo (Igreja Presbiteriana)

Foram também aprovados o Relatório de Atividades e Contas e o Plano de Atividades para 2026 e 2027.

Seguimos juntos no compromisso e no serviço!

Líderes de comunhões cristãs globais apelam a esforços renovados em prol do «Dom da Paz»O Reverendo Anthony Poggo (canto...
06/03/2026

Líderes de comunhões cristãs globais apelam a esforços renovados em prol do «Dom da Paz»

O Reverendo Anthony Poggo (canto superior direito), a Reverenda Dra. Anne Burghardt (canto superior esquerdo), o Reverendo Dr. Reynaldo Ferreira Leão Neto (canto inferior direito), o Reverendo Vinod Peacock (canto inferior esquerdo)

Quatro comunhões cristãs globais emitiram um apelo conjunto para que sejam renovados os esforços em prol do «dom da paz», em resposta à escalada de conflitos e à crescente instabilidade em todo o mundo.

Na declaração, os líderes da Comunhão Anglicana, da Federação Luterana Mundial, da Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas e do Conselho Metodista Mundial expressam profunda preocupação com o custo humano da guerra e exortam os governos e as instituições internacionais a renovarem o seu compromisso com a diplomacia, a justiça e a construção da paz.

A declaração destaca o impacto devastador dos conflitos em curso em regiões como a Ucrânia, o Sudão, Gaza e Mianmar, e insta a um maior investimento na assistência humanitária, na construção da paz a nível local e na cooperação multilateral.

Como comunhões cristãs globais, a Comunhão Anglicana, a Federação Luterana Mundial, a Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas e o Conselho Metodista Mundial, representando centenas de milhões de cristãos em todo o mundo, unem-se em profunda tristeza e determinação inabalável.

Estamos a testemunhar o impacto devastador da violência e da guerra em inúmeros indivíduos e comunidades em todo o mundo. Em resposta, através do nosso trabalho contínuo e dos ministérios das nossas igrejas e parceiros no terreno, estamos envolvidos em ações concretas de solidariedade, ajuda humanitária e construção da paz.

A recente escalada do conflito e a intensificação da guerra no Irão e no Médio Oriente somam-se à lista angustiante de conflitos violentos e guerras em curso, incluindo os da Ucrânia, Sudão, Gaza e Mianmar.

Estamos profundamente consternados com o fracasso da comunidade internacional em impedir essas tragédias. Em vez de seguir os caminhos difíceis, mas necessários, da diplomacia e do diálogo, as nações têm recorrido cada vez mais a soluções militares, despejando vastas quantidades de recursos em armas, em vez de em processos de paz e assistência humanitária para os vulneráveis.

A justiça exige que os autores da violência e os indivíduos e países responsáveis por atrocidades e violações do direito internacional sejam responsabilizados por suas ações.

As vítimas de suas ações devem ser ouvidas, e sua dignidade, direitos, vidas e meios de subsistência devem ser protegidos.

No contexto global atual, “a paz não é mais buscada como um dom e um bem desejável em si mesmo... Em vez disso, a paz é buscada por meio de armas como condição para afirmar o próprio domínio”. Repetimos aqui as palavras do Papa Leão, proferidas no início deste ano ao corpo diplomático do Vaticano. Se a base da paz é o interesse próprio, isso ameaça gravemente o Estado de direito, a coexistência civil e a capacidade dos Estados de se unirem.

À medida que as guerras antigas continuam sem cessar, novas guerras surgem. O mundo está a aproximar-se de um ponto de inflexão perigoso — um momento em que a violência se torna a norma e a morte e o sofrimento de pessoas e comunidades são tolerados.

Reafirmamos o nosso forte compromisso com a paz, num mundo que acumula cada vez mais armas e aceita os conflitos destrutivos como inevitáveis. Visualizamos um mundo onde a paz é valorizada e ativamente cultivada, baseada nos nossos valores comuns de dignidade e valor de cada pessoa e na igualdade de direitos de todas as pessoas e nações, grandes e pequenas, com justiça e respeito pelo direito internacional.

A paz que o mundo anseia não é apenas a ausência de guerras, nem aquela que é imposta pela coerção e domínio. Não deve ser negociada pelo maior lance. A paz não está à venda. É uma paz que inclui justiça e que transforma a nossa cultura coletiva. A paz é a presença de justiça, dignidade e prosperidade para todos os filhos de Deus.

Reafirmamos ainda o nosso compromisso e apoio ao multilateralismo - países do mundo que perseguem um objetivo comum de justiça, paz e sustentabilidade, com base nos princípios de inclusão, igualdade e cooperação. Este é o papel fundamental das Nações Unidas - possibilitar encontros e diálogos entre todas as nações do mundo - e é crucial para promover a paz e a justiça. Infelizmente, este caminho da diplomacia, mediação e direito internacional é muitas vezes prejudicado.

Embora seja oportuno renovar e reformar as estruturas multilaterais internacionais e os mecanismos de governação global, apelamos a que isso seja feito num espírito de recriação e redescoberta, e não de cinismo cansado. Esta abordagem permitirá ao multilateralismo recuperar a força necessária para desempenhar o seu papel de encontro e mediação.

Na nossa tradição religiosa, encontramo-nos no período da Quaresma e na aproximação da Páscoa, num ciclo de reflexão que inclui o sofrimento, o medo e a destruição do que é bom. A nossa fé cristã ensina-nos que esses momentos podem ser enfrentados com coragem e integridade; o caminho não é fácil, mas a renovação e a recriação são possíveis.

Apelamos aos governos nacionais, aos organismos intergovernamentais regionais, às Nações Unidas, às organizações internacionais e a todas as partes interessadas para que invistam na paz, não na guerra.

Apelamos a um maior apoio à ajuda humanitária e à proteção das comunidades afetadas e ao reforço da construção da paz a nível local, reconhecendo o papel fundamental das comunidades locais, da sociedade civil e das organizações religiosas na prevenção de conflitos e na reconstrução das sociedades.

Como igrejas, comprometemo-nos a ser defensores incansáveis da paz transformadora. Continuaremos a orar pelas vítimas da guerra, a defender a justiça perante os líderes políticos e a servir as pessoas afetadas pelos conflitos através dos nossos ministérios diaconais. Comprometemo-nos a educar os nossos membros sobre a ética da paz e a desafiar as narrativas de ódio e inimizade dentro da nossa sociedade.

Assinado:

O Rev. Anthony Poggo - Secretário-geral da Comunhão Anglicana

A Rev. Dra. Anne Burghardt - Secretária-geral da Federação Luterana Mundial

O Rev. Philip Vinod Peacock - Secretário-geral da Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas (WCRC)

O Rev. Dr. Reynaldo Ferreira Leão Neto - Secretário-geral do Conselho Metodista Mundial

Link: https://copic.pt/index.php/publicacoes/noticias/124-lideres-de-comunhoes-cristas-globais-apelam-a-esforcos-renovados-em-prol-do-dom-da-paz

Encontro Ecuménico no Palácio de Belém com representantes das diferentes religiões e diálogo inter-religiosoAs Igrejas d...
05/03/2026

Encontro Ecuménico no Palácio de Belém com representantes das diferentes religiões e diálogo inter-religioso

As Igrejas do COPIC estiveram representadas neste encontro com o Presidente da República, que foi também ocasião para, despedindo-se de todos, assinalar a liberdade de culto e a importância do diálogo inter-religioso, fundamentais para criar sociedades inclusivas e construir paz e tolerância.

O Presidente da República recebeu, no Palácio de Belém, vinte e nove representantes de várias confissões religiosas registadas em Portugal. Foi mais uma ocasião para, despedindo-se de todos, celebrar a liberdade de culto e o diálogo inter-religioso, fundamental para criar sociedades inclusiva...

Tempestade Kristin – Apelo de Solidariedade EcuménicoNo âmbito das relações fraternas e ecuménicas entre as Igrejas do C...
03/02/2026

Tempestade Kristin – Apelo de Solidariedade Ecuménico

No âmbito das relações fraternas e ecuménicas entre as Igrejas do Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC), partilhamos o apelo da Direção do Centrosocial Covagala Ipss , da Igreja Presbiteriana, na Figueira da Foz, duramente afetado pela depressão Kristin.

Os danos sofridos colocam em risco a continuidade de um trabalho social profundamente meritório, que inclui centro comunitário, apoio domiciliário, creche, jardim de infância e estufas, ao serviço da população local.

O COPIC convida todas as Igrejas, comunidades e fiéis a unirem-se num gesto concreto de solidariedade, juntando à oração a dádiva generosa, para que este Centro Social possa recuperar e continuar a servir com dignidade e segurança.

Apelamos a que este pedido seja acolhido individualmente e no seio das Igrejas membros do COPIC, como expressão viva da comunhão cristã e do testemunho do Evangelho.

“Mais bem-aventurado é dar do que receber”
(Atos 20:35)

Donativos:
Centro Social da Cova Gala
IBAN: PT50 0033 0000 0000 5693 0474 5
SWIFT/BIC: BCOMPTPL

Link: https://copic.pt/index.php/publicacoes/noticias/123-tempestade-kristin-apelo-de-solidariedade-ecumenico

Apelo ao voto na segunda volta das eleições presidenciais«Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles...
29/01/2026

Apelo ao voto na segunda volta das eleições presidenciais

«Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados» (Mt 5,6)

No seguimento da recente apresentação pública da Carta Ecuménica subscrita pelas Igrejas cristãs ecuménicas em Portugal, o Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) reafirma o compromisso assumido de «incentivar a participação em processos democráticos que visem o bem comum» apelando deste modo, à participação das portuguesas e dos portugueses no ato eleitoral do próximo dia 8 de fevereiro.

Sendo o Presidente da República o principal garante da Constituição Portuguesa e promotor da unidade do Estado e da sociedade portuguesa, o COPIC está consciente da importância do próximo alto magistrado da Nação ser um efetivo promotor da unidade, do diálogo e do alcançar de consensos nas principais questões e áreas que hoje afetam a vida dos portugueses.

Também e constituindo a liberdade religiosa em Portugal um direito fundamental e na defesa da liberdade de pensamento, de consciência e religião consagradas no texto constitucional, importa que o próximo Presidente da República continue a ser um comprometido promotor do diálogo inter-religioso com uma visão ecuménica capaz de promover a paz e a colaboração entre as nações.

No atual contexto da sociedade portuguesa marcado pela migração o COPIC reafirma e tal como afirma a Carta Ecuménica «a dignidade e os direitos de cada ser humano e a riqueza da diversidade cultural e religiosa hoje existente», apelando à resistência à xenofobia e a todas as representações negativas dos migrantes, infelizmente expressas em discursos de ódio proferidos por alguns agentes políticos.

Sabendo que a democracia é um processo em permanente construção na defesa dos direitos humanos e entre eles o direito à liberdade de religião e de crença, certos de que todas e todos contam e podem e devem ajudar a melhorar o país, o COPIC, apela assim ao voto de todos os cidadãos no próximo ato eleitoral como forma de participação cívica, valorização do exercício do direito de voto e de salvaguarda das conquistas e desenvolvimentos alcançados ao longo de 52 anos de democracia.

29 de janeiro de 2026, Vila Nova de Gaia
A Direção do COPIC

Link: https://copic.pt/index.php/publicacoes/noticias/122-apelo-ao-voto-na-segunda-volta-das-eleicoes-presidenciais

Endereço

Rua Afonso Albuquerque, 86
Vila Nova De Gaia
4430-003

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