O Santuário Diocesano do Monte da Virgem Imaculada, sediado na diocese do Porto, é a concretização da fé e devoção das gentes do Porto, de Gaia e de toda a diocese portucalense à Imaculada Conceição, Senhora do Monte da Virgem. BREVE HISTÓRIA...
O Santuário Diocesano do Monte da Virgem Imaculada situa-se no monte com o mesmo nome (anteriormente designado Monte Grande), a 216m de altitude, na freg
uesia de Oliveira do Douro, concelho de Vila Nova de Gaia. Em 1904, por ocasião da celebração do cinquentenário da definição do dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, surge a ideia, a vontade, de construir um Monumento em honra de Maria Imaculada. Luís Rocha (1872-1957), acompanhado por outros devotos, foram os iniciadores desse projeto. A iniciativa merecia a bênção do Bispo do Porto, D. António Barroso, que a 25 de junho de 1905, presidia à 1ª peregrinação ao Monte da Virgem, lançando a primeira pedra do Monumento. Um ano depois, a 17 de junho, era benzida e inaugurada a Capela do Monte da Virgem, e a 8 de outubro de 1906 era benzida e entronizada a imagem de Nossa Senhora do Monte da Virgem. Com a implantação da República e a intensa perseguição anti-clerical e anti-católica que se viveu, a Capela esteve encerrada até 22 de julho de 1914. A 9 de julho desse mesmo ano, foi criada a Confraria do Monte da Virgem, que a partir desse momento tinha a missão de cuidar, proteger, desenvolver e melhorar o Santuário. O Monumento à Imaculada Conceição foi inaugurado a 22 de agosto de 1937, por D. António Augusto de Castro Meireles, Bispo do Porto. Entre as décadas de 1940 e 1970, o Monte da Virgem foi o lugar privilegiado de inúmeras peregrinações diocesanas, tendo-se convertido num importante local de devoção mariana das gentes do Porto, de Vila Nova de Gaia e de toda a região. Adriano Moreira Martins, abade de Santo Ildefonso e juiz da Confraria. Fruto desse intenso dinamismo, a 3 de fevereiro de 1964, D. Florentino Andrade e Silva, administrador apostólico da Diocese do Porto, proclamou a Imaculada Conceição como padroeira da Cidade do Porto (até 1981). É desse mesmo ano um projeto de construção duma nova igreja, da autoria de Agostinho Ricca, que nunca foi concretizado. No final dos anos 70, início da década de 80, realizaram-se importantes obras, que permitiram aumentar o espaço destinado a acolher os fiéis no Santuário, sendo a capela-mor enriquecida com vitrais, da autoria de Isolino Vaz. Nas décadas de 1980-2000, graças ao dinamismo do Pe. Manuel Leão e com o apoio de vários benfeitores, ampliou-se o património da Confraria, possibilitando a existência duma vasta área verde, bem como espaços para o desenvolvimento de estruturas de apoio ao Santuário. A 5 de junho de 1988, a celebração do Ano Mariano foi assinalada com uma grande peregrinação. Também a 28 de maio de 2000, Ano do Jubileu, D. Armindo Lopes Coelho presidiu à peregrinação jubilar diocesana. Na primeira década do novo milénio, gizam-se estudos para a construção dum novo Santuário, nunca concretizados. A 1 de maio de 2016, D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, presidiu à celebração diocesana de encerramento da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Diocese do Porto. Entre 1973 e 2018, foi capelão do Santuário o Mons. David Adélio de Oliveira Silva, discípulo do Pe. Luís Rocha. A 7 de julho de 2020, D. Manuel Linda, Bispo do Porto, eleva a «santuário diocesano» o Santuário do Monte da Virgem, marcando uma viragem na situação jurídico-pastoral, sendo nomeado o Pe. Vítor Emanuel Dionísio Ramos como primeiro Reitor.