Irmandade Divino Espírito Santo da Mãe de Deus

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A I.D.E.S.M.D. é uma Associação de carácter humanitário (Art. 1º), sem fins lucrativos e tem como finalidade a promoção do culto católico em honra e louvor do Divino Espírito Santo e rege-se pelos estatutos em vigor.

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUSFesta de 1949Maria do Santo Cristo Quintanilha testemunhou que a sua mãe, a senhora Maria de Jesus...
25/09/2026

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUS
Festa de 1949

Maria do Santo Cristo Quintanilha testemunhou que a sua mãe, a senhora Maria de Jesus Rego Pinheiro, em 1948, tinha uma promessa ao Espírito Santo, e estando o Império das Hortas inativo, mandou o seu cunhado, Manuel Eugénio Cabral, pedir autorização ao senhor António “Papiche” para a realização da “Dominga” no ano seguinte em sua moradia, na Rua da Paz. Certamente foi concedida esta autorização por não haver na área da Mãe de Deus famílias interessadas em realizar a “Dominga”. Maria do Santo Cristo recorda-se de ir na “recolha do pão” e no final davam um quarto de um pão, ao menino ou menina que levava o tabuleiro ou “cesta de vimes”. Foi ela neste ano, a menina com a tenra idade de 7 anos, que “coroou” com a “Coroa da Festa” do Império da Mãe de Deus.

Maria do Santo Cristo acrescentou que em 1949 a sua casa já tinha eletricidade. Partilhou, também, a informação de que as flores da foto eram de papel e dentro delas estavam umas lâmpadas que iluminavam os arranjos, cuja montagem foi da responsabilidade do senhor Cabral de Água d’Alto. A sua mãe foi a depositária da Coroa no ano 1948-1949, encontrando-se o seu marido, o senhor Artur da Mota Quintanilha (“Brioso”), emigrado nas Bermudas.

Segundo Maria do Santo Cristo, naquele ano, não foram à missa de manhã “coroar”. Esta realizou-se no período da tarde, na porta da Igreja, com a Banda a tocar o hino do Espírito Santo.
Como se pode constatar na foto, a procissão da coroação está a ir em direção da Igreja Matriz, já com a “Coroa da Festa”.

A menina, ao centro, que vai “coroar” é Maria do Santo Cristo e segurando a taça da coroa, está sua prima, Liberta Maria Mota que, curiosamente mais tarde viria a ser a futura esposa de um mordomo no Império da Mãe de Deus, ou seja, seria mordoma.

A menina da foto, Maria do Santo Cristo, passados 11 anos, casou com Antonino Amaral de Medeiros, mais conhecido por Antonino “Belota”, que algum tempo depois, viria a ser um dos mordomos do Império das Hortas, juntamente com os mordomos Faustino Amaral e Ângelo de Melo. Importa salientar ainda, que o seu filho, Artur Quintanilha de Medeiros, foi Mordomo e Presidente da Irmandade do Divino Espírito das Hortas e o seu outro filho, António Quintanilha de Medeiros, igualmente membro da referida Irmandade.

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in livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira.
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Foto 1: Quarto do Espírito Santo de 1949, na moradia de Maria de Jesus Pinheiro. Fonte: Maria do Santo Cristo Quintanilha

Foto 2: Procissão da Coroação de 1949, realizada pela senhora Maria de Jesus Pinheiro, a caminho da Igreja Matriz, na Rua Teófilo de Braga. Fonte: Maria Santo Cristo Quintanilha

Foto 3: Coroação de 1949, realizada por Maria de Jesus Pinheiro, na porta da Igreja Matriz. Fonte: Maria do Santo Cristo Quintanilha
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Imagens patentes no livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira, nas páginas 83, 84 e 85.

EM MEMÓRIA DE ANTÓNIO JACINTO PACHECOMordomo de 193x – 1961O senhor António Jacinto Pacheco, mais conhecido como António...
24/09/2026

EM MEMÓRIA DE ANTÓNIO JACINTO PACHECO
Mordomo de 193x – 1961

O senhor António Jacinto Pacheco, mais conhecido como António “Papiche”, era estufeiro e foi dos primeiros mordomos do Império da Mãe de Deus a realizar a festa, desde os anos trinta aos anos sessenta.

Conversando com a sua filha, Helena Pacheco Santos, esta confirmou que o pai “levantou” a coroa da Igreja, supostamente nos anos trinta e realizou a festa durante muitos anos. Residiam numa humilde casa da Rua do Carneiro (n.º 18), mas cheia de fé e da graça de Deus. Também relatou que, em 1952, “coroou” com 13 anos de idade, sendo o pai o mordomo da festa. Acrescentou ainda, que o seu pai, durante o ano, geralmente aos domingos, percorria a área da Mãe de Deus, porta a porta, para recolher “a quota de 2$50” (dois escudos e meio) para as pensões do ano seguinte, mas, eram poucas as pessoas que contribuíam, pois naquela época havia muitas dificuldades. Segundo o senhor António dos Santos, “a casa do «Papiche» era pequena, mas lá faziam a tradicional «ceia dos criadores» no quartinho da frente”.

Embora António Pacheco fosse “o cabeça” (1), o seu mandato contou com a preciosa colaboração de mais dois mordomos, os senhores Francisco Valente (“Chico” Valente) e Mariano da Costa (Mariano “Escanchadinho”). Ambos residiam na Rua das Laranjeiras. Na casa do “Chico” Valente (n.º 25) coziam-se os bolos e as argolas de massa com a colaboração de diversas senhoras, lideradas pela sua esposa Bernardina Valente, Isabel da Ponte, esposa do mordomo e Maria dos Anjos Pereira. Curiosamente, em 1949, Maria dos Anjos estava a cozer a massa do Espírito Santo quando teve as dores do parto para dar à luz o seu filho António. Este acontecimento foi relatado pelo próprio filho, António Manuel Pereira dos Santos (Gracioso). Testemunhou ainda, que naquela casa faziam a despensa da massa e do pão para as pensões de sábado.

Natália Sousa, comentou que na casa do senhor Mariano “Escanchadinho” (n.º 26) faziam o quarto do Espírito Santo e de lá saíam as procissões da “Coroação”. Quando não havia famílias para fazer a “Dominga”, a “Coroa da Festa” ficava sempre na casa do senhor Mariano e durante os sábados da Quaresma, rezavam-se os Terços ao Espírito Santo, igualmente na sua casa.

Segundo diversos relatos recolhidos, a festa realizava-se no fim de semana de Pentecostes, apenas nos dias de sexta, sábado e domingo. Na sexta-feira de manhã fazia-se a recolha do gado, de tarde a “recolha do pão” (2) e, no início da noite, o senhor Padre benzia o pão e a massa na casa do “Chico” Valente. A carne ficava na adega da “Tia Carolina”, situada na canadinha do Carneiro, conforme testemunho de António dos Santos (Gracioso). No sábado, davam as pensões aos criadores e a todas as famílias que pagaram a sua quota anual. As pensões eram compostas por “pão, carne, bolo de massa, argola de massa, vinho, bolos racados e um suspiro.” No domingo de tarde realizava-se a procissão da coroação e, à noite, fazia-se o balanço da festa, terminando com a mudança da coroa para a família depositária. Quando não havia famílias para realizar a “Dominga”, a Coroa seguia para a casa do senhor Mariano.

Em 1949, a “Dominga” do Império da Mãe de Deus foi realizada na Rua da Paz, ou seja, fora da área, porque o Império da Hortas (Império vizinho), na época, encontrava-se “fechado”.

Maria do Santo Cristo Quintanilha testemunhou que a sua mãe, a senhora Maria de Jesus Rego Pinheiro, em 1948, tinha uma promessa ao Espírito Santo, e estando o Império das Hortas inativo, mandou o seu cunhado, Manuel Eugénio Cabral, pedir autorização ao senhor António “Papiche” para a realização da “Dominga” no ano seguinte em sua moradia, na Rua da Paz. Certamente foi concedida esta autorização por não haver na área da Mãe de Deus famílias interessadas em realizar a “Dominga”. Maria do Santo Cristo recorda-se de ir na “recolha do pão” e no final davam um quarto de um pão, ao menino ou menina que levava o tabuleiro ou “cesta de vimes”. Foi ela neste ano, a menina com a tenra idade de 7 anos, que “coroou” com a “Coroa da Festa” do Império da Mãe de Deus.

Maria do Santo Cristo acrescentou que em 1949 a sua casa já tinha eletricidade. Partilhou, também, a informação de que as flores da foto eram de papel e dentro delas estavam umas lâmpadas que iluminavam os arranjos, cuja montagem foi da responsabilidade do senhor Cabral de Água d’Alto. A sua mãe foi a depositária da Coroa no ano 1948-1949, encontrando-se o seu marido, o senhor Artur da Mota Quintanilha (“Brioso”), estava emigrado nas Bermudas.

Segundo Maria do Santo Cristo, naquele ano, não foram à missa de manhã “coroar”. Esta realizou-se no período da tarde, na porta da Igreja, com a Banda a tocar o hino do Espírito Santo.
Como se pode constatar na foto, a procissão da coroação está a ir em direção da Igreja Matriz, já com a “Coroa da Festa”.

Segundo a senhora Vitória Braga, residente na Rua das Hortas, também coroou na década de cinquenta com a coroa do Império da Mãe de Deus, quando o seu padrinho, Luis Braga, também ele morador na Rua da Paz, foi à data depositário. Francisco Valente era seu tio (irmão de sua mãe, a senhora Patrocínia). Relatou também que “quando iam levar o tabuleiro de pão a casa do tio «Chico» Valente, ofereciam um quarto de um pão”. Vitória Braga ia todos os anos na coroação da Mãe de Deus, pois quer o seu tio “Chico”, quer o marido da sua tia, Mariano "Escanchadinho" eram colaboradores da festa. Confirmou que “já havia recolha de gado na sexta-feira, ceia de criadores e mesa das crianças, por vezes com restos da ceia. Faziam a festa na rua, com tocadores de viola, dos quais os seus tios «Chico» e Ernesto, irmãos de sua mãe. O Império era montado no canto (em frente à casa do José da Costa)”. Comentou que no início, em criança, “não havia arraial, mas mais tarde, passou a realizar-se”, sendo o arraial de domingo com a Banda Lealdade. Recorda-se de um ano trágico, quando o palanque onde tocava a Banda cedeu, vitimando uma criança que estava debaixo do mesmo. Quando o seu tio Luís Braga fez a festa, a filha "Fernandinha" é que coroou e “a coroa foi transportada num andor pequeno, pedido ao Pároco da Matriz, que pela descrição da própria, seria o andor do Menino Jesus que se incorpora na procissão de São Miguel.” Quem enfeitou o quarto neste ano foi a senhora Vitória e suas irmãs. “O quarto foi todo ele revestido com cobertas brancas, acetinadas e luzidias. O chão foi coberto com um tapete antigo que se usava na época. No centro foi colocada uma bola do Mundo forrada em prata, que o seu tio mandou fazer, suportada em três pés de madeira. Em cima da bola que simbolizava a Terra, foi colocada a coroa. O andor foi transportado por quatro homens, com a prima Fernanda a levar a taça da coroa, de onde saiam umas fitas brancas”. A senhora Vitória “ia atrás com um castiçal, com um vestido cor-de-rosa, de três folhos, com uma renda em cada um deles, que o seu tio António mandou da América, com sapatos brancos”.

De facto, segundo alguns relatos orais, iremos constatar que o Império da Mãe de Deus teve famílias depositárias residentes nos arredores da comunidade da Mãe de Deus, muito por causa, da inexistência de Impérios nas suas zonas, como foi o caso das Hortas, devido à inatividade do seu Império naquela época. É sabido também que o senhor Vitorino "Padeiro" residente na Canada de Santana, nas Hortas, também foi depositário com a coroa da Mãe de Deus.

A senhora Vitória Braga recorda-se também que davam “a contribuição de 2$50 (dois escudos e meio) por semana para receber a pensão, através de peditório realizado geralmente aos domingos”. A segunda esposa do seu tio "Chico", “a tia Marquinha, sabia muito bem cozer massa e fazer doces”.

Está bem evidenciado que a fé e devoção ao Divino Espírito Santo na primeira metade do século XX estava bastante enraizada no povo de Vila Franca do Campo e a presença do Clero nestas festividades era sinónimo de respeito e acima de tudo de solenidade.

Podemos constatar que todas as pessoas citadas deixaram ao longo do tempo, a sua ligação profunda de amor e fé ao Divino Espírito Santo, junto dos seus descendentes e familiares.
Segundo Carlos Saêta, no tempo do senhor “Papiche” davam as pensões com carros de bois com as “carroças do Abel Brioso”. Maria de Lurdes Santos, também referiu que o “Chico” Valente foi mordomo e encarregado da festa com o António “Papiche”.

António “Gracioso”, partilhou que na época os meninos que levavam a coroa ou a taça, vestiam umas luvas brancas, que certamente, faziam parte da “roupinha da Primeira Comunhão ou da Comunhão Solene”.

As procissões da Coroação eram simples, mas todos se vestiam a rigor, quer adultos e principalmente as crianças, sempre com a sua melhor roupa e calçado, “para acompanhar Nosso Senhor, sempre com muito respeito, devoção e fé”, refere o António “Gracioso”.

Segundo Helena Santos, filha do senhor António “Papiche”, o seu pai, nos últimos anos, supostamente no final da década de cinquenta, passou a realizar a festa sozinho, sem a colaboração dos outros mordomos.

A presença e colaboração da “Família Santos” neste mandato de António “Papiche” viria a ser o mote para os anos seguintes na liderança e coordenação do Império da Mãe de Deus. No ano de 1962 os destinos e liderança do Império passam para outro mordomo, por nomeação do povo, fruto da tradicional ovação do “Viva ao novo!”

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in livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira.
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(1) “O cabeça” significa a pessoa responsável ou o encarregado principal.
(2) A população da área oferecia pães, para as “pensões” do dia seguinte (sábado).
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Imagem: Imagem com recurso a IA, com foto mencionada no livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira, na página 81

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUSFesta de 1981ID: BPARPD - Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta DelgadaFonte: Autor desco...
22/09/2026

IMPÉRIO DA MÃE DE DEUS
Festa de 1981

ID: BPARPD - Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
Fonte: Autor desconhecido

19/09/2026

REGISTO NO LIVRO DO TOMBO DE D. ARMANDO
Visita Pastoral à Ouvidoria de Vila Franca do Campo

Decorreu de 18 a 26 de abril de 2026 a Visita Pastoral à Ouvidoria de Vila Franca do Campo.
A visita iniciou-se com acolhimento e entrada solene na Igreja Matriz. Após momento de oração, começou com um encontro com os meninos e meninas e adolescentes da catequese da Ouvidoria que, de seguida, saíram em grupos para uma interessante atividade na Vila, visitando as igrejas principais para uma catequese em cada uma e espalharam mensagens por toda a Vila.
A manhã terminou com um almoço oferecido pela Santa Casa da Misericórdia local e com a presença de todo o clero da Ouvidoria. Houve ainda oportunidade para saudação e conhecimento de toda a atividade da Santa Casa em todo o Concelho e Ouvidoria.
À noite houve encontro com todos os crismandos da Ouvidoria, de novo na Igreja Matriz. Houve uma vigília de oração muito vivida e nas igrejas paroquiais uma réplica desta com a presença dos pais e presididas por um Diácono Permanente.
A visita continuou no dia 24 de abril com a Eucaristia celebrada pela manhã cedo na Igreja da Misericórdia, ‘Igreja do Senhor Bom Jesus da Pedra’.
Seguiu-se a visita à Câmara Municipal, onde a Sra. Presidente e os demais vereadores puderam falar de vários assuntos de interesse de toda a comunidade com a Igreja de S. André e o Santuário da Paz. Falou-se da importância desta colaboração entre instituições. No final, houve ainda a visita à Junta de Freguesia, às escolas, seja a do Primeiro Ciclo seja a Armando Côrtes-Rodrigues numa visita bem preparada e ‘sentida’.
O almoço foi na Fábrica de Atum ‘Sociedade Corretora’ e o almoço foi oferecido e compartilhado com todos os funcionários estando presente o proprietário.
Houve ainda um encontro com a Comissão de Proteção de Menores com a apresentação da situação no Concelho.
O périplo seguiu pelo Jardim de Infância e Creche o Cogumelo, A tipografia e jornal ‘A Crença’, Núcleo da Cáritas da Ouvidoria, Junta de Freguesia da Ribeira Seca e Escuteiros desta paróquia.
Ao fim da tarde foi a apresentação do livro ‘Irmandade do Espírito Santo Mãe de Deus – 25 Anos’ da autoria de Carlos Vieira. Um salão cheio com muitos Romeiros porque o romeiro é o autor do livro. Teve belo momento de homenagem à Irmandade e seus protagonistas. Um obrigado ao autor.
Terminou o dia com um Jantar-lanche-convívio com os Jovens crismandos.
A visita continuou, no dia 25, com a Eucaristia no Santuário Senhora da Paz com uma assinalável presença de fiéis e um forte apelo à paz tão urgente em tempos de guerra que se vive no mundo.
Continuou com visita ao Centro de Saúde e, de seguida, a Celebração do Encontro com a Celebração do Santo Crisma na Igreja Matriz.
O dia ainda teve o encontro/Assembleia Interparoquial das paróquias de São Pedro e São Miguel, paróquias com historial de colaboração. Foi possível ouvir a descrição do que se faz nos diversos setores e movimentos, tendo sido salientada a importância da formação, de se assumir uma dimensão missionária ainda mais concertada na capacidade de chamar novos colaboradores. Todos os diversos movimentos e serviços foram apresentados pelos leigos responsáveis. Destacado o trabalho feito com o jornal ‘A Crença’, pelo CNE e as famílias.
Ficaram no ar questões como: ‘como nos reorganizamos e saímos?’ ‘Como acrescentar aos que já colaboram?’ ‘Como fazer com os jovens, casais novos, Irmandades?’.
No final houve ainda um animado lanche-convívio com as Equipas de Nossa Senhora que já são 3. Um encontro muito animado, com muitos casais novos e filhos.
A visita terminou no domingo, dia 26 de abril. Iniciou-se com a visita às catequeses da Vila e seguiu-se a Celebração da Eucaristia com a celebração da Profissão de Fé numa Eucaristia muito participada e vivida.
De tarde, houve tempo para um encontro com os escuteiros do CNE e Marítimos da Ouvidoria. Puderam falar da sua história, alegrias e carências. Em todos se sentia a alegria de ser escuteiro e trabalhar para a formação integral dos jovens e o bem das comunidades.
No final, houve um encontro/Assembleia para toda a Ouvidoria. Apresentaram-se 19 intervenientes que apresentaram um pouco todos os Setores da Pastoral. Foi lembrado que antes da visita pastoral já tinha havido uma Assembleia Sinodal e que um dos desejos é aprofundar a colaboração entre paróquias, dar formação e coordenação aos diversos serviços e movimentos para que a sinodalidade prática fosse cada vez mais visível.
Na catequese muita coisa boa acontece, mas nota-se a ausência na Eucaristia dominical, interrogando sobre como motivar os pais e evangelizar as famílias bem como a necessidade de novas estratégias para crianças e jovens deficientes.
Na Pastoral familiar salientou-se a existência de novas equipas Casais Nossa Senhora, do CPM, CPB (um em cada paróquia) o que dá sinal do esforço de evangelização e acompanhamento das famílias.
A Escola de Formação da Ouvidoria tem dado frutos. O Jornal Crença é um bom instrumento de evangelização e comunicação que constrói comunhão. O CNE tem 215 escuteiros na Ouvidoria, também este um sinal muito positivo.
A Cáritas dá atenção aos pobres do Concelho com a ajuda da Autarquia. Na pastoral vocacional destacam-se 3 jovens em pré-seminário. Há formação de acólitos.
Os Romeiros são muito disponíveis na Ouvidoria, acolheram 42 ranchos e dão muito bom testemunho.
Uma leiga, na sua intervenção disse que se sente que clero e leigos caminham juntos, mas há muitos acomodados.
A pergunta “o que podemos fazer mais?”. Foram dadas algumas sugestões: dar resposta à necessidade de espiritualidade que há nas pessoas, inventar formas adaptadas às famílias de hoje no que diz respeito à formação contínua; aproveitar o circuito diocesano de formação e a Escola da Ouvidoria; envolver as famílias em todos os setores da pastoral, nomeadamente as que têm filhos pequenos; tornar a Igreja próxima dos afastados e carenciados; aproveitar as iniciativas diocesanas com jovens, acólitos, formação, etc; sermos todos comunicadores da positividade da mensagem cristã.
Terminou a Visita com a Celebração de encerramento onde se agradeceu aos Conselhos Pastorais reunidos em reuniões momentos da visita à Ouvidoria, a paciência e o zelo demonstrados.
Foi acentuada a necessidade de uma pastoral de alcance sinodal, continuando a abater fronteiras entre paróquias, cuidar dos que estão fora da prática comunitária da fé, ser missionários a chamar individualmente pessoas para serviços paroquiais, animar a fazer e dar lugar.
É uma Ouvidoria que tem na Vila o centro/motor; uma Ouvidoria já com história de colaboração muito também graças à permanência do Ouvidor e nomeação “in solidum”; uma Ouvidoria a estruturar-se sinodalmente até pela chegada recente de 2 dos párocos.
Um obrigado ao Pe. José Borges que ajuda a ter uma “visão” para a Ouvidoria e o voto de que possam prosseguir este rumo. Um grande obrigado ao Diácono Artemísio, muito estimado.
Um obrigado particular a todos leigos maravilhosos que por cá encontrei e que, também eles entre si, partilhando entre si, sejam “in solidum” em toda a Ouvidoria.

+Armando Esteves Domingues, Bispo de Angra

OS MORDOMOS DO IMPÉRIO O Império da Mãe de Deus, após o seu culto no Solar da Madre Deus, teve vários mordomos e preside...
15/09/2026

OS MORDOMOS DO IMPÉRIO

O Império da Mãe de Deus, após o seu culto no Solar da Madre Deus, teve vários mordomos e presidentes, em épocas distintas. Desconhece-se quem foram os primeiros particulares que deram início aos festejos nos arredores da Ermida, no entanto, segundo um artigo do jornal Correio dos Açores, 15 de maio de 1932, o relato noticiado na época, à data seria o senhor António Pacheco. (1)

193x - 1961 António Jacinto Pacheco
1962 - 1974 Manuel dos Santos
1975 - 1984 Francisco Furtado Pereira
1985 - 1986 António Medeiros
1987 - 2000 José de Melo Santos Branco
2001 - 2002 João José de Arruda (Presidente)
2003 - 2026 Elias Raposo Sardinha (Presidente) (2)

Nas muitas entrevistas realizadas a pessoas, de gerações diferentes, todas elas familiares dos mordomos acima referidos, relataram lindíssimos testemunhos e vivências. De salientar que, nestes relatos, é evidenciado que o Império da Mãe de Deus teve dois curtos interregnos, indo a Coroa nestas interrupções para Igreja, desconhecendo-se porém, estes períodos. Sabe-se que ocorreram na década de trinta e de setenta no século passado. Cada mordomo marcou a sua geração, sempre com espírito de fé e caridade.

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in livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira.
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(1) CORREIO DOS AÇORES, Jornal. (1932). Notícia “Vila Franca do Campo” da edição de 15 de maio de 1932. Ponta Delgada.
(2) O ano de 2026 é uma referência à data do livro, sendo que, Elias Sardinha continuará a ser o Presidente e Mordomo do Império da Mãe de Deus nos anos seguintes.
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Imagem: Recriação de um pergaminho com recurso a IA, com base na tabela mencionada no livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira, na página 80.

A ORIGEM DO IMPÉRIO DA MÃE DE DEUSA origem do Império da Mãe de Deus, de Vila Franca do Campo surgiu no Solar da Madre D...
11/09/2026

A ORIGEM DO IMPÉRIO DA MÃE DE DEUS

A origem do Império da Mãe de Deus, de Vila Franca do Campo surgiu no Solar da Madre Deus, no séc. XVIII.
O antigo Solar situava-se na então Rua do Senhor, depois chamada de Rua das Laranjeiras e atualmente, Rua Visconde da Palmeira, pitoresca rua que atravessa Vila Franca do Campo, mesmo ao centro, de sul a norte, desde o mar, junto ao Infante, até ao caminho do monte da Mãe d’Água. A primitiva rua chamava-se “Rua do Senhor, por nela viverem os Senhores de Vila Franca, à Casa da Mãe de Deus, então sede da Família Botelho de Gusmão. Este tratamento de Senhores de Vila Franca tinha um cunho sobretudo afectivo e emblemático pelos cargos de administração que exerciam. Mesmo assim, e conforme explica o Dr. Urbano de Mendonça Dias, na sua obra A Vila, «Vem na tradição oral que esta Rua gozava de imunidade, (…) e, assim, logo que a ela se acolhesse qualquer criminoso, não podia ser preso pelos quadrilheiros d’El-Rei.»” (1)

Num recente e brilhante trabalho da Família Botelho de Gusmão, sobre a “A Casa da Madre Deus”, podemos observar a linhagem da família fundadora do Império. “Ao lado da Casa, foi a Ermida da Mãe de Deus mandada construir pelo Padre Francisco António de Macedo, Provedor da Santa Casa da Misericórdia, entre 1758 e 1762, onde celebrava Missa, «junto ao Solar da Rua do Senhor», o qual se pensa ter sido construído por seu pai, Fernão de Macedo Botelho (1669-1738), sucedendo-lhe, no Solar, o seu filho João Bento Botelho de Arruda (1692-1746); o filho deste, Manuel José de Arruda Coutinho Botelho de Gusmão (1735-1785); o filho deste, José Bento Botelho de Arruda Coutinho e Gusmão (1755-1828); o filho deste, Manuel José Botelho Coutinho e Gusmão (1784-1845) e, finalmente, o irmão deste, Arsénio José Botelho de Gusmão (1801- 1869), que havia adquirido o respectivo vínculo ao abrigo da Lei sobre a União dos Morgadios. Arsénio José Botelho de Gusmão foi quem adquiriu a actual Imagem do Bom Jesus da Pedra, na cidade do Porto, e o último da Família, com a mulher, a promover a Festa em Honra do Divino Espírito Santo que ainda hoje se celebra com brilho ao redor daquela Ermida.” (2)

As Festas do Divino Espírito Santo, com as suas diferenças e variações em Vila Franca do Campo, nas nossas ilhas e não só, têm “uma origem comum – a primeira delas promovida por El-Rei D. Dinis e pela sua Rainha Santa Isabel, em Coimbra, em dia de Pentecostes. Deste modo, e como nota o Dr. Urbano de Mendonça Dias, na sua obra «A Vida de Nossos Avós», a celebração desta Festa é uma tradição tão antiga «como os primeiros povoamentos (…) que trouxeram tal prática, já então muito espalhada por todo o País», de forma que «não houve nobre algum que a não promovesse, quer por espírito de caridade, quer por espírito de imitação a tão nobre gesto de tão grande Rei» – havendo, assim, desde os inícios do povoamento, o nobre costume de uma festa em que «faziam uma coroação e esmolavam os pobres, como o havia feito D. Diniz.» Ora, é natural, sendo o Dr. Urbano de Mendonça Dias um distinto vila-franquense, que, ao chegar a essa conclusão, tenha tido, também, em conta aquilo que era a realidade em Vila Franca. Ou seja, ao postular que era hábito generalizado dos nobres que nos povoaram promover estas Festas, incluirá, naturalmente, os nobres da sua terra, acerca da qual escreve, onde se destacam os donos da Casa da Mãe de Deus e da sua Ermida. (3)

Na altura, a festa ainda não se denominava de “Império” mas sim, de “Festa do Espírito Santo”, cuja celebração tinha semelhanças das primitivas festas realizadas por D. Dinis e a Rainha Santa Isabel. Segundo a família Botelho de Gusmão, ”da tradição oral da Família, sabe-se apenas que antigamente se promovia a Festa, desconhecendo-se os moldes concretos, embora haja registos de casos similares em que o costume desse tempo se cingia normalmente à Coroação de um pobre ou de uma criança e na oferta de uma refeição comunitária aos pobres, na rua ou no pátio externo da Casa, e respectivas esmolas, com a veneração da Coroa do Espírito Santo, provavelmente na Capela da Casa, como hoje se retomou neste caso. De registar o facto de, muitas décadas depois da Casa ter sido demolida, a Festa continuar sempre a fazer-se no seu local habitual, em redor da Ermida e de onde outrora foi a Casa, e não no meio das casas onde habitam os vizinhos que a promovem.” (4)

Segundo a Família Botelho de Gusmão, o início da Festa do Espírito Santo virá, certamente, de séculos anteriores: “Arsénio José Botelho de Gusmão, o seu último proprietário da Família que a edificou e nela teve sede durante três séculos, casou com D. Maria Carlota Moreira da Câmara (1813-1873), mas não tiveram filhos. Faleceu a 12 de Novembro de 1869. Ora, a dita viúva, com a bonita idade de 59 anos, resolveu voltar a casar, em 1872, com Manuel Jacinto Lopes (1844-1935), ajudante de caixeiro numa loja de fazendas desta Vila, rapaz de 29 anos de idade, vindo com poucos recursos do Nordeste. Com o inesperado casamento foi-se a Casa e veio o título de Visconde da Palmeira ao dito jovem, o qual se tornou figura respeitada na Vila, embora se comentasse o facto de a viúva nunca mais ter sido vista fora de Casa durante aquele seu resto de vida. Sucedeu a este ramo da Família no apoio à Banda Lealdade e no mando do Partido Regenerador, embora, logo após o 5 de Outubro, tenha abotoado a casaca a favor da República, sendo que ao ramo liberal da Família, descendentes de Nuno Botelho de Gusmão, I Visconde do Botelho, ficou o apoio ao Partido Progressista e à sua Banda da União. Cinquenta anos mais tarde, em 1935, com a morte do Visconde da Palmeira, ficou o Solar para os sobrinhos deste, os quais, infelizmente, deixaram a Casa ir-se arruinando, acabando por, na década de sessenta do século XX, desaparecer completamente, dando lugar a duas casas novas que ali se construíram, a sul da Ermida, e a Quinta envolvente, ao Campo de Jogos de Vila Franca e à actual Escola Secundária de Vila Franca do Campo. Perdeu assim Vila Franca aquela que era considerada «a melhor vivenda desta Vila»” (5)

Em 1831, o Rei D. Pedro IV visitou a ilha de São Miguel durante Guerra Civil Portuguesa, passando oito dias na ilha para se informar sobre a administração, inspecionar tropas e dar ordens. Durante a sua estadia em São Miguel, visitou Vila Franca do Campo e esteve no Solar da Madre Deus “conforme consta na acta da Câmara que a escolheu para receber D. Pedro IV, na sua visita a este concelho (a contragosto dos proprietários que, como é bom de ver, apoiavam a causa da Tradição).”
O vila-franquense Armando Côrtes-Rodrigues, na sua “Voz do Longe”, descreve o seu descontentamento pela demolição do Solar da Madre Deus: “Rolaram os anos, em que a fonte nunca deixou de carpir no velho e artístico fontenário, ao fundo do pátio de entrada, que um grande portão de ferro trabalhado separava da rua…e um triste dia aquele honroso monumento de antanho, de que a Vila justamente se ufanava, foi demolido sem um protesto, sem o menor respeito pela dignidade de uma arquitectura que dele fazia, no seu género, a mais valiosa parcela de todo o património vila-franquense.” (6)

Em 1883 faleceu Maria Carlota Moreira da Câmara, esposa do Visconde da Palmeira, não tendo deixado descendência deste ou do anterior casamento. Desconhece-se a continuidade da realização das festas do Espírito Santo no Solar da Madre Deus, por parte do dito Visconde, após o falecimento da esposa.
No entanto, o Jornal “Correio do Açores”, na sua edição de 15 de maio de 1932, contém uma notícia que confirma a realização das festas do “Império do Espírito Santo da Mãe de Deus”, ou seja, cerca de três anos antes do falecimento do Visconde da Palmeira, em 1935. Está evidenciado que o “Império” ganhou nova vida e continuidade nos arredores do Solar e da Ermida da Mãe de Deus. O artigo descreve o seguinte: “Festeja-se hoje o Império do Espírito Santo da Mãe de Deus na rua do Visconde da Palmeira, havendo de manhã a coroação com grande aparato na igreja Matriz e de tarde arrematações e arraial, tocando junto ao «Império» a fanfarra «Lealdade». (…) Também amanhã, na Travessa das Laranjeiras, às 16 horas, haverá mudança dos emblemas do Espírito Santo, que será acompanhada pela «Rival das Musas»” de Ponta Delgada. (7)

Pela descrição do texto, podemos constatar a existência do “Império da Mãe de Deus” quase nos moldes atuais, fazendo parecer na época, que a sua existência já é comum e tradicional há alguns anos.

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in livro «IRMANDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA MÃE DE DEUS - 25 Anos a servir», de Carlos Vieira.
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(1) BOTELHO DE GUSMÃO, Paulo Domingos Alves de Albergaria, e Gonçalo Madeira de Bettencourt. (2015-2025). Documento “A Casa da Madre de Deus”, em Vila F. Campo, p. 1.
(2) Idem (Ref.ª 1), p. 1.
(3) Idem (Ref.ª 1), p. 1.
(4) Idem (Ref.ª 1), pp. 1-2.
(5) Idem (Ref.ª 1), p. 2.
(6) Idem (Ref.ª 1), p. 2.
(7) CORREIO DOS AÇORES, Jornal. (1932). Notícia “Vila Franca do Campo” da edição de 15 de maio de 1932. Ponta Delgada.
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Imagem: Recriação do Solar da Madre de Deus com recurso a IA, com base na imagem patente no livro, DIAS, Urbano de Mendonça. (1949). “A História das Igrejas, Conventos e Ermidas Micaelenses”. I volume. Edição da Tipografia «A Crença» - Vila Franca do Campo, p. 171.

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