Paróquia de S. Pedro de Vidigueira

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20/09/2026

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16/09/2026
10/09/2026
01/09/2026
27/08/2026

O altar é mesa ou sacrifício?

Essa é uma das perguntas mais importantes da teologia litúrgica.

E, infelizmente, uma das mais mal compreendidas.

Afinal, o altar é uma mesa?

Ou é o lugar do sacrifício?

A resposta correta é:

É ambos. Mas antes de ser mesa, é altar.

Na tradição bíblica, o altar sempre foi o lugar onde se oferecia o sacrifício a Deus. Nele, o sacerdote apresentava a vítima em ato de adoração, ação de graças, expiação e súplica. Não existia altar sem sacrifício.

Na Nova Aliança, porém, o sacrifício já não é o de animais.

É o próprio Cristo.

Na Santa Missa, o único Sacrifício da Cruz torna-se sacramentalmente presente. Não se trata de uma nova imolação, mas da atualização sacramental da única oblação de Cristo, oferecida “uma vez por todas” (cf. Hb 7,27). Por isso, o Catecismo ensina: “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício.” (CIC, 1367)

É justamente por causa desse Sacrifício que existe o banquete.

Primeiro Cristo Se oferece ao Pai.

Depois Se oferece como alimento aos fiéis.

Não existe mesa eucarística sem o altar do sacrifício.

Quando esquecemos essa ordem, a Santa Missa corre o risco de ser reduzida a uma simples refeição fraterna, como se seu objetivo principal fosse reunir pessoas em torno de uma mesa.

Mas a Igreja ensina algo infinitamente maior.

A Instrução Geral do Missal Romano afirma que “o altar, sobre o qual se torna presente o Sacrifício da Cruz sob os sinais sacramentais, é também a mesa do Senhor” (IGMR, 296).

Perceba a ordem.

Primeiro: o Sacrifício da Cruz.

Depois: a mesa do Senhor.

O altar é mesa porque sobre ele se oferece o Cordeiro de Deus.

É mesa porque antes é altar.

É banquete porque antes é oblação.

É Comunhão porque antes é Sacrifício.

Quem compreende essa verdade nunca mais participa da Santa Missa como quem participa apenas de uma reunião.

Porque sabe que, diante do altar, está aos pés do Calvário.

E, ao mesmo tempo, diante do banquete do Reino.

Por uma Santa Liturgia.

23/07/2026

Dia dos Avós

Domingo, 26JUL’26
11:30 Igreja da Misericórdia

18/07/2026
10/07/2026

Ser padrinho ou madrinha:
quando o coração assina mais do que um papel

Há pedidos que chegam ao cartório paroquial com um sorriso e uma frase quase pronta: "Preciso de um atestado de idoneidade para ser padrinho."

Como se bastasse um papel.

Como se a fé pudesse ser impressa numa folha A4.

Como se o Crisma fosse um bilhete vitalício que se guarda na gaveta, ao lado do certificado da escola e da garantia do frigorífico.

Mas não é assim.

A Igreja não pede aos párocos um certificado de sacramentos. Pede-lhe um atestado de vida. Não pergunta apenas: "Foi crismado?" Pergunta: "É alguém que vive a fé? Participa na comunidade? Pode uma criança olhar para esta pessoa e descobrir, nela, um caminho até Cristo?"

Ser padrinho ou madrinha nunca foi um prémio de amizade. Nem um lugar reservado na fotografia do Batismo. É muito mais bonito. E muito mais exigente.

É aceitar que, um dia, um pequeno coração poderá aprender a rezar porque viu o padrinho ou a madrinha a rezar. Poderá descobrir o valor do perdão porque os viu a perdoar. Poderá acreditar em Deus porque encontrou neles fé... não apenas aos domingos especiais, mas nas segundas-feiras difíceis.

Um padrinho não substitui os pais. Caminha ao lado. Está presente. Recorda, anima, levanta, escuta. E quando o afilhado se afasta da fé, não desiste dele. Continua a mostrar-lhe o caminho.

A Igreja precisa de inspiradores de vida. Porque a fé não se herda por decreto. Nem se transmite por WhatsApp.

Transmite-se à mesa de casa. No banco da igreja. Numa visita a quem sofre. Num sinal da cruz feito sem vergonha. Numa vida que, com todas as suas fragilidades, continua a dizer: vale a pena seguir Jesus.

Se alguém deseja ser padrinho ou madrinha, a pergunta mais importante talvez não seja: "Tenho os documentos?"

Mas esta:

"Se o meu afilhado imitasse a minha maneira de viver a fé, eu ficaria feliz?"

Ser padrinho ou madrinha é assinar um compromisso... primeiro com o coração e só depois com a caneta.

Porque os papéis envelhecem.
As fotografias ficam amareladas.

Mas uma vida que aponta para Deus... essa permanece para sempre.

Endereço

Rua Miguel Bombarda, 2
Vidigueira
7960-285

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