A Igreja de Deus é convocada em Sínodo, sob o tema: «Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão». O Sínodo dos Bispos é «o ponto de convergência do dinamismo de escuta recíproca no Espírito Santo», conduzida a todos os níveis da Igreja. Mais que um evento, trata-se de um processo que envolve em sinergia o Povo de Deus, o Colégio Episcopal e o Bispo de Roma. Com a articulação das difer
entes fases tornar-se-á possível a escuta e a participação real de todos os batizados. A Palavra de Deus caminha connosco. Por isso, todos são protagonistas na construção da família cristã, ninguém pode ser considerado como um simples figurante. Por sua vez, o Sínodo apresenta, a toda a Igreja, um convite a interrogar-se sobre um tema decisivo para a sua vida e a sua missão: o caminho da sinodalidade. Não se está perante o capítulo de um tratado de eclesiologia; nem perante uma moda, um slogan ou um novo termo para utilizar nas reuniões. A sinodalidade exprime a natureza da Igreja, a sua forma, o seu estilo e a sua missão. É a «via mestra para Igreja», chamada a renovar-se, numa lógica de conversão permanente, sob a ação do Espírito Santo e graças à escuta da Palavra de Deus. É, pois, o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milénio. Não se objetiva uma recolha de opiniões, nem a elaboração de um inquérito. Muito menos se quer realizar um parlamento diocesano… não se está a elaborar nenhum estudo! Está-se, sim, a realizar um caminho de escuta recíproca: escutar cada cristão e escutar o Espírito Santo. A História está em movimento; cada um está em movimento; a Igreja está em movimento! Cada cristão precisa de sentir uma contínua inquietude interior, própria de quem não se encontra estagnado. Nascendo da fé de cada um, tal estado convida a ponderar o que é melhor fazer, o que se deve manter ou mudar. De facto, a Igreja não pode estar estacionada na estrada da História. Quando a Igreja para, deixa de ser Igreja para se tornar uma bela associação piadosa, porque «engaiola o Espírito Santo». Ela precisa de estar em contínuo andamento. E este movimento é uma consequência da docilidade ao Espírito Santo, que é o realizador desta História em que todos são protagonistas inquietos, nunca parados. Cabe à Igreja de cada época e lugar prosseguir o caminho iniciado com os Apóstolos. Caso contrário, está-se a «humilhar o Espírito Santo». Gustav Mahler defendia que a fidelidade à tradição não consiste em adorar as cinzas, mas em conservar o fogo. Não se pode ser fiel ao Evangelho se não se progride. Na realidade, a Igreja, se não caminha, é como a água que, não correndo, fica estagnada. E «uma Igreja estagnada começa a apodrecer». A Tradição da Igreja «é uma massa fermentada, uma realidade em fermento», na qual se pode reconhecer o seu crescimento. E, na farinha amassada, desvenda-se uma comunhão que se realiza em movimento: «caminhar em conjunto realiza a verdadeira missão». Contudo, uma comunhão que não suprime as diferenças. Esta é a surpresa do Pentecostes, quando línguas diferentes não são obstáculos. A comunhão permite que todos se sintam em casa; com as suas diferenças, sim, mas solidários no caminho. Abertos às surpresas que o Espírito Santo desperta em cada um, mantenhamos acesa a chama do Seu fogo, encetando, juntos, em Igreja, este itinerário sinodal. Façamo-lo, orientados por esta questão fundamental: «como é que este caminhar juntos se realiza, hoje, na nossa Igreja-diocese e Igreja-paróquia?» Ou seja, «que passos o Espírito nos convida a dar para crescermos no nosso caminhar juntos?»
Por conseguinte, esta plataforma digital pretende constituir um suporte para facilitar a participação do maior número de cristãos e de pessoas de boa vontade, servindo como plataforma de divulgação do trabalho sinodal realizado na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima e na Diocese de Viana do Castelo. Ajudemos a nossa pequena parcela da Vinha do Senhor a produzir melhor vinho de alegria e de sentido de vida… Sejam bem-vindos!