26/05/2026
Para ler...
"Estamos a falar do burnout dos padres, mas dentro da Igreja há burnout das religiosas, de quem trabalha nas instituições, na área social. É uma reflexão que deve ser feita pelas comunidades", porque "é um estado limite comum aos cuidadores, com este perfil particular: quem dá muito, e se dá praticamente até ao fim, tem dificuldade extrema em dizer que não".
"Temos de ser capazes de ouvir este grito, porque o burnout é um grito do corpo. Mesmo quando não verbalizamos um pedido de ajuda, tantas vezes o nosso corpo faz isso por nós", sublinha ainda Sofia Marques, que considera fundamental os leigos estarem mais atentos aos seus padres. "Temos de perceber a que é que a Igreja nos convida e chama, porque a missão é uma missão partilhada. Deus não nos envia sozinhos e o tema da colaboração dos leigos é muito importante a este nível"-
"Tal como dizemos muitas vezes aos nossos filhos que eles não ajudam, em Igreja nós, leigos, não podemos ajudar apenas quando nos pedem. Temos de fazer menos cerimónia e dizer: 'Estamos aqui, a que é que é que sou chamada?'" Ver menos
Multiplicidade de tarefas exige sacerdotes multitasking. Entre missas, confissões, casamentos, batizados e funerais, às vezes fazem tudo no mesmo dia. Sem folgas, nem férias. Há quem tenha seis e mais paróquias a cargo e acumule com a gestão de centros sociais, dê aulas ou seja capelão em pr...