Associação Luz, Paz e Amor - Centro Espirita

Associação Luz, Paz e Amor - Centro Espirita Centro Espírita Estas pessoas teriam a sua residência na região situada entre a Malveira e as Caldas da Rainha. O que é que se poderia fazer? E o sonho começou!

A Nossa História

Em junho de 2010, um dos elementos que hoje faz parte da ALPA, foi abordado no final de uma palestra que tinha ido apresentar na AFMB – Associação Fraterna Mensageiros do Bem, na vila da Malveira, por um dos seus frequentadores que hoje também é trabalhador na ALPA, dando conhecimento de que haviam pessoas interessadas em aprender a Doutrina Espírita e que não frequentavam qualqu

er Centro Espírita. Podíamos começar por constituir um grupo de estudo em casa de alguém. E assim foi. Começámos por utilizar uma garagem (pertencente a uma amiga) no Gradil. A primeira sessão decorreu em 19/6/2010, encontrando-se presentes 10 pessoas. Depois passámos para o Turcifal (casa de outra amiga), onde também estivemos pouco tempo, uma vez que o espaço se tornava pequeno face ao crescimento do grupo. Mudámos para o Picão, (também casa particular), onde espaço não faltava e onde chegámos a juntar 23 pessoas. Que estudo? Estudo Sistemático do Livro dos Espíritos e do Evangelho. Em 19 de Novembro de 2011, foi levada a efeito uma formação sobre o passe, que iniciámos em 26 de janeiro de 2012, com 8 passistas. Sentíamos a necessidade do intercâmbio com o plano espiritual, por isso pedimos um “telefone”. Enviaram-nos uma “telefonia”. Em 6 de Janeiro de 2012, chegou a primeira comunicação. Era a nossa Zezinha (um anjo que alguns de nós conhecemos na Terra e que dedicou toda a sua vida na área da caridade), que entre outras coisas nos dizia:

“Vocês têm grande responsabilidade”. E a partir desta data passámos a receber uma comunicação no fim de cada estudo, dando-nos, os amigos espirituais, as orientações e o apoio de que precisávamos e por vezes uns puxões de orelhas. O nosso sonho aumentou:

Porque não um Centro Espírita em Torres Vedras já que não existe nenhum entre a Malveira e as Caldas da Rainha? No início de 2013, aconselharam-nos a procurar um espaço. Em 8 de Março de 2013 fizemos a escritura, nascendo assim a Associação Luz, Paz e Amor. Começamos a funcionar como comissão instaladora e em 13 de abril de 2013 realizámos o ato eleitoral, f**ando assim constituídos os Órgãos Sociais.

06/04/2026
06/04/2026

"Diante de um caso impossível, o jovem cirurgião fechou os olhos e pediu ajuda a Deus. Em instantes, sentiu suas mãos serem guiadas com uma precisão que ele nunca tivera."

Um jovem cirurgião estava diante de um caso impossível. Uma criança com uma hemorragia que ele simplesmente não conseguia estancar. Em um momento de desespero absoluto, ele fechou os olhos, no meio da sala de cirurgia, e pediu ajuda a Deus com todas as suas forças. O tempo parou.

Ele sentiu uma calma repentina e profunda preencher o seu peito, e as suas mãos começaram a se mover com uma precisão, leveza e técnica que ele nunca tivera. Parecia que outra pessoa guiava seus dedos através de uma coreografia invisível de cura.

Após a cirurgia bem-sucedida, com a criança salva, a mãe, que era médium, disse ao médico:

— "Obrigada por deixar aquele senhor de cabelos brancos trabalhar através de você. Ele estava segurando seus pulsos e guiando as suas mãos o tempo todo."

O médico percebeu que a medicina da Terra é apenas um braço da medicina do Céu. Quando nos colocamos como instrumentos humildes, os anjos da cura podem realizar o que a ciência humana julga impossível. A verdadeira cura não é um ato de ego, mas de entrega e amor.

06/04/2026

Chico Xavier ensinava que a reencarnação não inaugura a alma, apenas lhe oferece nova oportunidade de continuação. O espírito não chega à Terra vazio de si. Traz tendências, conquistas, fragilidades, afetos, débitos e inclinações que já lhe pertencem, porque a existência corporal não apaga a história profunda da consciência. Os pais oferecem acolhimento, formação, cuidado e instrumento físico para a jornada, mas a estrutura moral do ser antecede o berço e acompanha cada etapa do renascimento.

Nessa compreensão, a vida material deixa de ser simples começo biológico e passa a ser capítulo de um processo muito mais vasto. O corpo serve de veste temporária. A família funciona como campo de aprendizado. As circunstâncias ajudam a revelar conteúdos que o espírito já carrega e precisa educar, corrigir ou desenvolver. Por isso, tantas diferenças se apresentam desde cedo entre criaturas nascidas sob o mesmo teto, educadas pelos mesmos pais e expostas a experiências semelhantes. A origem espiritual de cada uma continua sendo singular.

Chico Xavier também lembrava, com a lucidez que atravessou sua obra inteira, que o retorno ao plano espiritual acontece em conformidade com o que foi construído aqui. Ninguém atravessa a morte com uma identidade improvisada. Cada pensamento cultivado, cada escolha repetida, cada sentimento alimentado participa da condição com que a alma se apresenta depois da experiência terrena. A desencarnação não transforma, por encanto, aquilo que a criatura recusou transformar em si mesma.

Essa visão impõe uma responsabilidade silenciosa e imensa. A reencarnação representa misericórdia, mas também continuidade. A vida presente não suspende o que o espírito é; ela revela, aprofunda e direciona. E o futuro espiritual não será outra coisa senão o prolongamento daquilo que hoje se pensa, se sente, se pratica e se sustenta no íntimo. Como ensinava Chico, a alma volta como está e segue como viveu, porque a eternidade respeita, com precisão, a verdade de cada consciência.

06/04/2026

Quem consegue f**ar tranquilo ao lado de alguém que parece sempre pronto a estourar?

Seu Antenor era conhecido no bairro como o homem do pavio curto. Aos sessenta anos, ele ainda agia como um menino mimado diante dos imprevistos. Se o café estava morno, ele reclamava. Se o ônibus atrasava, ele esbravejava. Se a filha chegava dez minutos mais tarde, ele levantava a voz, afivelando ao rosto aquela expressão feia que afastava até os passarinhos da janela de sua casa em Pirituba.

Naquela noite de quinta feira, a explosão foi pior. Por causa de um controle remoto fora do lugar, ele disse palavras que cortaram o coração da filha como facas.

— Eu não aguento mais essa bagunça! Ninguém me respeita nesta casa! — ele gritou, batendo a porta do quarto e deixando um rastro de fumaça invisível e pesada na sala.

A filha não respondeu. Apenas limpou uma lágrima e foi se deitar em silêncio. Antenor, sentindo o peito arder de adrenalina e orgulho, deitou-se também, mas a alma dele não encontrou repouso.

De repente, ele sentiu um formigamento nos pés. Um estalo na nuca. E, num segundo, ele estava flutuando acima da própria cama. Era a projeção astral, o desprendimento que a alma faz quando o corpo precisa descansar. Mas o que Antenor viu não foi um jardim de flores.

Ele viu a própria sala de estar mergulhada numa névoa cinzenta e pegajosa. Eram as formas pensamento que ele mesmo criara com sua raiva. No canto do sofá, ele viu o vulto de sua mãe, desencarnada há dez anos. Ela não gritava. Ela apenas movia as mãos num balé silencioso e triste, tentando limpar aquela sujeira energética que o filho espalhava.

— Filho, você não veio à Terra para fixar suas deficiências — a voz dela ecoou na mente dele como um vento leve.

Antenor tentou abraçá-la, mas suas mãos atravessaram o vazio.

— Por que o ar está tão pesado, mãe? Por que ninguém me ouve?

— Eles te ouvem, Antenor, mas eles não conseguem te amar através desse ruído infeliz que você provoca. Você está agindo como uma criança destemperada no corpo de um homem que deveria ser cooperador de Deus. A irritação é o veneno que você toma esperando que os outros morram.

Antenor olhou para o quarto da filha. Viu o espírito dela encolhido, cercado pelas nuvens escuras que ele mesmo lançara minutos antes. O choque de realidade foi avassalador. Ele percebeu que sua agressividade era, na verdade, uma fraqueza espiritual profunda.

— O que eu faço agora, mãe? Me ajude!

— Resista aos impulsos inferiores que ainda rondam a sua intimidade. Amanhã será uma nova manhã. Não imite a perturbação alheia. Trate a sua saúde íntima como quem cuida de uma ferida aberta. Nós, os benfeitores que te amparam, estamos sempre investindo no seu progresso, mas precisamos que você nos dê a mão através da sua própria reforma.

Antenor acordou com o sol batendo no rosto e o cheiro de café novo vindo da cozinha. Ele sentou na cama e sentiu o peso da noite anterior. Ele sabia que o sistema de dor e medo do mundo tentaria puxá-lo novamente, mas ele agora tinha um segredo guardado na alma.

Ele foi até a cozinha. A filha estava de costas, em silêncio. Antenor aproximou-se, tocou o ombro dela com uma delicadeza que ele não usava há décadas e disse a frase que mudou o destino daquela casa.

— Minha filha, me perdoa por ser tão pequeno. Eu estou aprendendo a ser gente de verdade.

A filha virou-se, surpresa, e o abraço que se seguiu foi a primeira radiosa manhã de uma nova vida.

Reflexão:

Cada desentendimento diário é uma oportunidade de treino para o espírito. Não nascemos para nos deixar levar pelo destempero, mas para transformar impulsos irracionais em razão lúcida. Cada esforço que você faz para se calar diante da raiva é secundado pela ajuda de luminosos imortais que nunca te abandonam.

Não espere o sofrimento te dobrar para começar a sua educação íntima. A paz que você deseja no mundo começa no tom da sua voz dentro de casa.

Seja você o cooperador de Deus que transforma noites morais em manhãs de luz.

Você já parou para analisar o rastro de energia que deixa nas pessoas após uma discussão?

06/04/2026

A separação visível nunca representa o fim dos vínculos que o amor santificou. Para a compreensão espírita, a afeição verdadeira prossegue além da matéria, porque pertence ao espírito, e o espírito não se interrompe com a mudança de plano. Allan Kardec ensinou, em O Livro dos Espíritos, que a alma conserva a individualidade após a morte e continua capaz de amar, recordar e acompanhar aqueles com quem construiu laços profundos. Por isso, a presença dos seres queridos não depende apenas dos olhos físicos, mas da sintonia moral, da memória afetiva e da sensibilidade interior.

Léon Denis descreveu a sobrevivência da alma como continuidade da vida em outra faixa de experiência, onde os sentimentos nobres se depuram e se ampliam. Nesse entendimento, quem partiu levando amor não se converte em distância absoluta. Permanece em dimensão diversa, muitas vezes velando em silêncio, inspirando coragem, serenando pensamentos e deixando sinais sutis de amparo nos momentos em que o coração mais necessita de co***lo.

Emmanuel, pelas páginas de Chico Xavier, frequentemente apresentou o amor como força viva entre os dois planos da existência, sustentando que ninguém perde realmente aqueles que ama com pureza. O que ocorre é uma transformação da forma de convivência. A voz já não ressoa pelos meios habituais, o abraço já não se materializa da mesma maneira, porém a ternura encontra outros recursos para permanecer atuante, seja em forma de intuição, paz inesperada, fortalecimento íntimo ou esperança renovada.

Joanna de Ângelis também esclarece que a saudade, quando iluminada pela compreensão espiritual, deixa de ser aflição desgovernada e se converte em elo de amor amadurecido. Assim, a ausência física não apaga a presença essencial. Quem é amado continua perto na esfera do espírito, guardado por Deus e unido àqueles que permanecem na Terra pelos fios invisíveis da lembrança, da oração e da continuidade da vida.

06/04/2026

Eu nunca contei a uma alma viva sobre a dívida da minha irmã ou sobre a mancha escura que os médicos encontraram no pulmão dela, mas naquela madrugada, o homem sentado no banco de trás do meu carro repetiu cada palavra das minhas preces mais silenciosas.

Era uma noite gelada em São Paulo, daquelas em que a neblina esconde até os pensamentos. Eu estava no final do meu turno como motorista de aplicativo, com a cabeça fervendo. Minha irmã, Lucinha, precisava de uma cirurgia urgente e eu não tinha nem metade do valor. Eu dirigia chorando, pedindo a Deus um sinal, um caminho, qualquer coisa que não fosse o desespero.

Foi quando o aplicativo tocou. O passageiro me esperava na porta de um cemitério antigo na zona leste. Pensei em cancelar, mas algo me fez encostar. Um senhor de terno bege, impecavelmente limpo, entrou no carro. Ele exalava um perfume suave de rosas brancas que, estranhamente, tirou todo o meu cansaço.

— Boa noite, Jorge. Pode me levar ao Hospital das Almas, por favor? — ele disse, com uma voz que parecia um veludo.

— Boa noite, senhor. Mas esse hospital mudou de nome há décadas, agora é uma clínica particular de luxo. Tem certeza?

Ele apenas sorriu pelo retrovisor.

— Tenho sim. No tempo certo, os nomes voltam ao que eram. E não se preocupe com a Lucinha, Jorge. A mancha que te assusta não passa de uma sombra de vidas passadas que o amor de vocês já dissolveu.

Eu freei o carro no meio da avenida vazia. Meu coração batia tão forte que eu achei que fosse explodir.

— Como o senhor sabe o nome da minha irmã? Como sabe da doença dela? Quem é o senhor?

Ele não se alterou. Olhou para a janela, onde a neblina parecia dançar ao redor do carro.

— Eu moro onde o pensamento brilha como o sol, Jorge. Eu ouvi o seu grito de socorro hoje cedo, enquanto você lavava o rosto. O dinheiro da cirurgia não será necessário, porque a cura já aconteceu. Vá para casa e olhe o envelope azul que está na caixa de correio. É uma restituição de um erro cometido com seu avô há oitenta anos. A justiça divina não esquece de ninguém.

Continuei dirigindo em transe. Quando estacionei diante do antigo hospital, virei-me para perguntar o nome dele e agradecer. O banco estava vazio. Não havia rastro de ninguém, apenas o perfume de rosas que agora tomava conta de todo o veículo. O aplicativo indicava que a corrida nunca tinha sido iniciada.

O choque veio quando cheguei em casa. Lucinha estava sentada na cozinha, tomando café, com um rosto radiante que eu não via há meses.

— Jorge, você não vai acreditar! — ela gritou, chorando. — Um senhor de terno bege apareceu no meu quarto agora pouco. Eu achei que estava sonhando. Ele tocou o meu peito e disse: levanta, Lucinha, o Jorge já está chegando com a paz. Eu respirei e a dor sumiu na hora!

Eu caminhei até o portão, com as pernas trêmulas, e abri a caixa de correio. Havia um envelope azul, velho, amarelado pelo tempo. Dentro, um documento de uma antiga partilha de terras da nossa família que havia sido fraudada, junto com uma nota promissória de um valor que cobria dez vezes a nossa dívida.

O passageiro não era um estranho. Ele era o zelador do nosso destino, enviado para provar que, no tribunal do universo, nenhuma injustiça permanece para sempre e nenhuma oração sincera f**a sem resposta.

A morte não separa quem se ama, ela apenas muda o endereço de quem continua cuidando de nós.

Nós nunca andamos sós. Por trás do véu da matéria, existe uma engenharia divina trabalhando para que cada peça do quebra cabeça da nossa vida se encaixe no momento certo.

Se você está passando por um momento de desespero, silencie. Ouça a voz que sopra no seu coração. O socorro espiritual não usa buzina, ele chega na calmaria de uma madrugada ou através de um encontro que o mundo chama de acaso, mas que a alma chama de milagre.

Deixe a luz entrar. O seu protetor está a um pensamento de distância.

Você já viveu algo que a lógica não explica, mas que o seu coração sabe que foi um sinal de Deus?

05/04/2026

Chico conheceu um médico de Belo Horizonte, proprietário de um laboratório de análises. Sua filha adolescente tinha deficiência mental e, muito apegada ao pai, permanecia sempre a seu lado, acompanhando-o inclusive no trabalho.

Um dia, a jovem teve acesso a um revólv3r e deu um t1ro no palato (céu da boca). A b4la perfurou o cr4nio e saiu pelo alto da cabeça. Como atenuante, em função de sua deficiência — pois não tinha condições de cometer um suicídio consciente —, dentro de poucos meses ela reencarnou como filha dos mesmos pais.

Nasceu, contudo, com fissura lábio-alvéolo-palatina e uma cicatriz na cabeça, no local correspondente à saída da b4la. Essas lesões foram decorrentes do dano provocado em seu corpo espiritual.

A Misericórdia Divina concedeu à jovem condições de renascer rapidamente em seu próprio lar e receber o necessário socorro médico para a reparação dos danos que causara em seu perispírito, ainda que sem consciência do ato praticado.
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Esse relato está presente na obra "Notáveis Casos de Chico Xavier", pelo autor Oswaldo de Castro.

04/04/2026

Clarice acordou no meio da madrugada, mas seu corpo não respondeu. Ela tentou gritar, mas a voz estava presa na garganta. Era a catalepsia projetiva, aquele estado em que a alma desperta antes do corpo físico, deixando a pessoa paralisada entre dois mundos.

O quarto estava escuro, iluminado apenas pela luz fraca do poste que atravessava a cortina de renda. Foi então que ela sentiu um peso no colchão. O lençol se moveu e um vulto familiar sentou-se ao seu lado. Clarice gelou. Era Paulo, seu ex-namorado. Mas Paulo não estava morto. Ele morava em outro bairro, a quilômetros dali.

— O que você está fazendo aqui, Paulo? — ela tentou gritar em pensamento, o pavor tomando conta de cada fibra de seu espírito.

O vulto se aproximou, o rosto carregado de uma expressão de posse e desejo que Clarice conhecia bem. Ele estendeu a mão para tocá-la, e ela sentiu um frio gélido percorrer sua pele astral.

— Você achou que tinha se livrado de mim? — a voz dele ecoou na mente dela, densa e pesada. — Eu não te deixo em paz nem quando você dorme. Você é minha.

Clarice estava vivendo um fenômeno que muitos desconhecem: a obsessão de encarnado para encarnado. Enquanto o corpo físico de Paulo dormia profundamente em sua própria casa, o espírito dele, movido por uma mágoa doentia e por um sentimento de posse, viajava inconscientemente pelo laço energético que ainda os unia.

No plano espiritual, as paredes e as trancas das portas não existem. O que permite a entrada de alguém em nossa casa é a sintonia. O medo de Clarice e o ressentimento que ela guardava daquela relação eram como uma porta aberta, um fio invisível que guiava Paulo todas as noites até o seu quarto.

No auge do desespero, Clarice sentiu uma presença luminosa no canto do quarto. Era uma luz suave, como o brilho de uma manhã de sol. Um senhor de túnica branca, com um olhar de infinita compaixão, aproximou-se da cama.

— Não tenha medo, minha filha. O medo é o combustível dele — disse o mentor com uma voz que trouxe um alívio imediato.

— Por favor, tire ele daqui! Eu não aguento mais essa perseguição! — ela suplicou em oração.

— Só você pode fechar essa porta, Clarice. Você precisa desamarrar esse sentimento. Enquanto você reagir com pavor ou raiva, você estará alimentando esse vínculo. Agora, feche os olhos do seu espírito e imagine que de cada poro do seu corpo sai uma luz intensa. Expulse essa energia pesada para fora. Reclame o seu espaço.

Clarice respirou fundo, tentando manter a calma. Ela começou a visualizar uma névoa de luz branca saindo de seu peito e se expandindo por todo o quarto. Era a técnica da exteriorização de energias. Ela não fez isso com ódio, mas com uma vontade inquebrante de se proteger.

— Vá em paz, Paulo. Encontre o seu caminho, mas o meu espaço você não habita mais — ela afirmou mentalmente, com firmeza.

No momento em que a luz de Clarice tocou o vulto de Paulo, ele pareceu recuar, como se tivesse sido atingido por uma onda de choque. O mentor espiritual tocou o ombro do rapaz e, com um gesto firme, o encaminhou para longe, fazendo-o desaparecer na penumbra.

O peso no colchão sumiu. Clarice sentiu um estalo suave e, instantaneamente, recuperou os movimentos do corpo físico. Ela sentou na cama, o coração batendo forte, mas a alma estava limpa. O quarto agora parecia maior, mais leve, como se uma faxina espiritual tivesse sido feita.

Ela entendeu que o verdadeiro cadeado contra o assédio não está na porta de madeira, mas na higiene dos nossos pensamentos. A vigilância deve ser constante, pois o amor liberta, mas o apego adoece e escraviza, atravessando até as fronteiras do sono.

Reflexão:

Você sabia que uma pessoa viva pode obsidiar outra através do pensamento? O ódio e a posse criam sintonias que ignoram distâncias físicas. Se você sente presenças pesadas ao dormir, vigie o que você guarda no seu coração durante o dia.

O perdão e o desapego são as melhores proteções que existem. Não entregue a chave da sua paz para quem já não faz parte da sua caminhada. Seja dono da sua própria energia.

A projeção astral nos mostra a verdade nua e crua das nossas ligações afetivas. Que a gente aprenda a amar com liberdade para que as nossas noites sejam de luz e não de sombras.

22/12/2025

Endereço

Praceta Evaristo Silva, Bloco B, Cave Nº13, Hilarião
Torres Vedras
2560-374

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Sábado 14:30 - 19:00

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