Paróquia de Nossa Senhora da Oliveira, Matacães

Paróquia de Nossa Senhora da Oliveira, Matacães Paróquia de Nossa Senhora da Oliveira de Matacães, Vigararia de Torres Vedras, Patriarcado de Lisboa.

20/10/2025
A ORAÇÃO DA VELHINHA E O FIM DA PRIMEIRA PÁSCOA?Quem é de Matacães (mas também muita gente de Torres e arredores) vive a...
04/05/2023

A ORAÇÃO DA VELHINHA E O FIM DA PRIMEIRA PÁSCOA?
Quem é de Matacães (mas também muita gente de Torres e arredores) vive a Páscoa de uma forma especial. A Semana Maior começa de facto com o Domingo de Ramos que, para nós, é muito mais do que começar a missa com adereços vegetais.

Em Matacães, Domingo de Ramos é sinónimo de bolos de festa quentinhos, de azáfama na aldeia e de Senhor do Calvário. Principalmente de Senhor do Calvário. O crucifixo que se vai buscar à capelinha encavalitada sobre o penhasco é muito mais do que um Cristo de madeira; são as orações de tantas mães aflitas, são as graças de tantas avós suplicantes, são as preces de tantos estudantes preocupados, são os olhares silenciosos (mas não menos orantes) de tantos homens da terra, em respeito e piedade.

A entrada triunfal do Senhor na Sua igreja, antecedida do encontro com a Senhora da Soledade, que três vezes se Lhe ajoelha, é o pico (atrevo-me a dizer) da nossa fé. Não me atrevo a dizer que ultrapassa a Páscoa; mas quase.

Ora Cristo celebra a Páscoa connosco na nossa igreja. E todos sabem que a Páscoa só termina 50 dias depois; mas em Matacães há duas Páscoas, com e sem o Senhor do Calvário. É que, por privilégio patriarcal, mantemos a festa do 3 de Maio, em que O acompanhamos ao Seu santuário.

Nesse dia, seja a que dia da semana for, lá vamos nós, em festa, gaiatos e velhinhos, todos a acompanhar o Senhor, que beijamos, reverentes, no Seu altar, depois de três vezes aclamarmos que na Sua cruz remiu o mundo.

Só que hoje, a imagem do Senhor foi levada também a uma velhinha (ela assim se definiu, como veremos), quase centenária. Está praticamente cega e, ao ver os vultos que percebeu serem do Sr. Prior e dos acólitos, ergueu-se na bengala, para os saudar. Apercebeu-se, também, com as mãos tacteantes, da forma do Senhor, que intuiu que viera só para ela. Quem a ouviu gravou no coração a oração, que disse em lágrimas, abraçando a imagem:

“É o Senhor do Calvário?! Oh Senhor do Calvário! Eu já não Te peço, Senhor, pelos meus olhos, que já vi muito, já sou velhinha. Mas dá-nos paz, Senhor, dá paz a este mundo, que precisa tanto de Ti! E dá saúde a quem cuida de mim, que há tantos que nem isso têm… E a todos, todos!”.

Podíamos fazer muitos e longos comentários a esta oração. Como coloca os outros antes de si, como sabe que há dores piores e mais solitárias. Mas nem é preciso. Aqueles olhos do coração veem mais longe do que nós…

Foi com esses olhos que Jesus viu o teu e o meu rosto, quando se ofereceu por nós: “É por ele, é por ela”. É que no Calvário estivemos todos, no de há 2000 anos no olhar de Cristo e no de hoje à tarde, na oração de uma velhinha quase cega.

Para acompanharmos em direto as exéquias do Papa Bento XVI.
05/01/2023

Para acompanharmos em direto as exéquias do Papa Bento XVI.

“Missa exequial pelo Sumo Pontífice Emérito Bento XVI” é presidida pelo Papa Francisco, a partir das 09h30 (menos u...

Um texto esclarecedor, para que nos lembremos de que os sinos são e sempre foram a voz de um povo. Quer em tempos de eme...
02/01/2023

Um texto esclarecedor, para que nos lembremos de que os sinos são e sempre foram a voz de um povo. Quer em tempos de emergência e alarme (como nos incêndios ou invasões) quer nas alegrias (casamentos e baptismos) e nas tristezas (no luto pelos defuntos).

O toque dos sinos: legítimo e conveniente

De quando em quando, somos confrontados com reclamações contra o toque dos sinos que convocam para as celebrações, comunicam e partilham alegrias e lutos ou, simplesmente, associados ao relógio, marcam o ritmo do tempo.

Como regra, os queixosos são pouco numerosos e, em contrapartida, são bem mais os que reclamam quando, por avaria ou esquecimento, os sinos ficam silenciosos.

Que dizer a este respeito, tendo em conta os motivos alegados?

Alguns, nomeadamente quando residentes mais perto das torres campanário, invocam o incómodo que o toque dos sinos lhes causa, perturbando o seu descanso. Nestes casos e sempre, deverá cumprir-se a legislação vigente relativa ao ruído e desligar o toque dos sinos nos horários estabelecidos de silêncio noturno (das 22h às 7h).
Hoje, porém, no trabalho organizado por turnos, o tempo de descanso nem sempre coincide com a noite… Convém recordar, a propósito, que os sinos, ao contrário de altifalantes e cornetas acústicas, emitem um som natural, acústico, cujas frequências não têm a mesma agressividade de sons produzidos artificialmente. Há estudiosos que até defendem o valor terapêutico das sonoridades emitidas pela percussão do bronze. Não se compara o incómodo causado pelos sinos ao provocado pelas sirenes dos bombeiros ou pelos veículos em circulação de emergência… Normalmente, ao fim de algum tempo, os residentes habituam-se ao som dos sinos e já nem sabem dizer se eles tocam ou não. É o que acontece, igualmente, a quem vive perto de uma estação de caminho de ferro: passadas algumas semanas, o ruído dos comboios (exceto no caso de algumas locomotivas mais antigas) já não perturba o repouso…

Só não é tanto assim quando os queixosos associam ao toque do sino alguma emoção que lhes reaviva experiências traumáticas (lutos e não só…). Nesses casos pouco se pode fazer, a não ser minorar o inconveniente reduzindo ao mínimo as ocasiões do incómodo e limitando a duração do mesmo por exemplo, programando «carreiras» (com o dobrar dos sinos) mais breves.

Algumas – raras – vezes são os próprios enlutados que, desejando reservar só para si a dor da perda que choram, solicitam o silêncio dos sinos. Esses pedidos são sempre acolhidos respeitosamente.

Não raras vezes, os reclamantes são motivados ideologicamente e advogam uma laicidade agressiva e intolerante em relação às legítimas práticas religiosas comunitárias de outros membros residentes no mesmo território. Incomoda-os toda e qualquer forma de manifestação pública de crenças e práticas religiosas. Reivindicam um espaço público em que só a sua «crença» ateísta ou agnóstica possa ter direitos de cidadania, como se os crentes de outro qualquer credo não fossem igualmente cidadãos habitantes do mesmo espaço público.
Neste caso, para além da legislação relativa ao ruído (mero pretexto), importa enquadrar a resposta no âmbito da Lei da liberdade religiosa e, no nosso caso, do direito concordatário que assegura à Igreja Católica o direito ao culto público. Que diriam os reclamantes se vivessem junto de uma mesquita na moderníssima França…

Aquando da eclosão da pandemia, houve paróquias em que os sinos deixaram de dobrar a defunto, com o generoso intuito de não amplificar o alarme social. O resultado foi exatamente o oposto: deixando de ouvir os sinos muitos pensaram que lhes estavam a esconder a verdade da situação pandémica e que as vítimas seriam, eventualmente, muito mais numerosas do que se ia dizendo na comunicação social… E, por outro lado, as famílias enlutadas, às quais, em muitos casos, nem sequer se permitiu um breve velório, sentiam-se completamente perdidas e abandonadas na sua dor ao ser-lhes negado até este humilde mas nobre sinal do toque de um sino. Honra a comissões concelhias da Proteção civil que, consultadas a esse propósito, entenderam que não deveria esconder-se a realidade ao povo!
Para os católicos, a prática religiosa não é de natureza estritamente individual: tem uma dimensão pública e comunitária. Os sinos são e dão «sinais». Realizam comunicação e geram comunhão. Como as palavras sem as quais não se chega a ser plenamente «pessoa». No respeito pela legislação em vigor, remetendo para a decisão superior dos nossos bispos, não se deve abdicar do toque dos sinos nas nossas Igreja.

Secretariado Diocesano da Liturgia do Porto

https://www.vozportucalense.pt/2021/10/21/o-toque-dos-sinos-legitimo-e-conveniente/

Papa Bento XVI (*1927; +2022)Partiu hoje, no último dia do ano, o Papa Emérito Bento XVI.Pianista exímio, grande teólogo...
31/12/2022

Papa Bento XVI (*1927; +2022)

Partiu hoje, no último dia do ano, o Papa Emérito Bento XVI.

Pianista exímio, grande teólogo e sucessor de Pedro, foi o primeiro a renunciar ao pontificado em 6 séculos e o mais velho eleito nos últimos 300 anos.

Conduziu a barca de Pedro após o pontificado longo do carismático S. João Paulo II, de quem diferia no estilo mais contido e quase tímido.

Atravessou um período de doença prolongada, no mosteiro da Mater Ecclesia (Mãe da Igreja) dentro do Vaticano, onde vivia de forma simples. Há dias, o Papa Francisco, seu sucessor, pedia-nos que rezássemos por ele. Não necessariamente pela sua cura, que a todos o Senhor estabelece um tempo e uma hora, mas para que lhe aliviasse os sofrimentos, lhe concedesse a serenidade de enfrentar os últimos momentos unido à Paixão de Cristo.

F**a esta lição, para as nossas doenças e sofrimentos: como Cristo no Horto, saibamos pedir ao Pai que, se possível afaste de nós o cálice de amargura; mas que se faça a Sua vontade e não a nossa.

(Na foto, a missa celebrada a 11 de maio de 2010, no Terreiro do Paço em Lisboa.)

OITAVA DO NATALCelebramos hoje a festa da Sagrada Família. Olhemo-la ainda no presépio, no estábulo como talvez tenha si...
30/12/2022

OITAVA DO NATAL
Celebramos hoje a festa da Sagrada Família. Olhemo-la ainda no presépio, no estábulo como talvez tenha sido.

Maria, exausta, descansa junto a seu marido. Ele, o bom José, segura o Menino-Deus, o Príncipe de Paz, tão precariamente enrolado em panos, já que a cidade do Rei David não teve melhor para Ele. Pouco a pouco, Maria adormece. Cansada do parto, do bulício dos pastores e dos anjos, ainda recuperando forças da viagem de Nazaré para ali…

José olha-a, cheio de casto amor; de certeza que aquele Amor incarnado que tem ao colo é “contagioso”… Ama a sua mulher mais do que nunca, porque lhe deu o Salvador! “Descansa, Maria, nada temas”, pensa ele, ajeitando o Menino que dorme nos seus braços.

Mas não dorme ele. Não, ele vigia. Os seus sentidos estão apurados, alerta. O seu coração diz-lhe que tem de defender aquela família frágil. Duvida talvez que tenha as forças para proteger aquele Tesouro tão frágil e aquela Virgem tão pura. Mas sente uma força que lhe nasce do coração, a força do amor que o incendeia de dentro para fora.

Oh meu bom S. José… não ouso abeirar-me desse Menino... Mas peço-vos que O aperteis contra o vosso peito, que Lhe beijeis vós a Sua testa luminosa. E nesse beijo, de amor pela Sagrada Família, lembrai também as nossas famílias. E protegei-as, padroeiro da Igreja e das famílias, mantendo nelas acesa a chama do amor!
(Arte de thesimplesaints)

Sorteou-se hoje o cabaz de Natal da catequese, que saiu ao 408! Parabéns e que Deus abençoe a quantos ajudaram nesta ini...
25/12/2022

Sorteou-se hoje o cabaz de Natal da catequese, que saiu ao 408! Parabéns e que Deus abençoe a quantos ajudaram nesta iniciativa.

Que o Senhor, que veio para nós no Presépio de Belém (e nos das nossas casas) nos encha a vida com a Sua luz e a Sua paz. Santo Natal

Em união com o Santuário de Nossa Senhora da Conceição (o Solar da Padroeira) e com todos os portugueses, celebraremos à...
07/12/2022

Em união com o Santuário de Nossa Senhora da Conceição (o Solar da Padroeira) e com todos os portugueses, celebraremos às 10h15, o dia da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, Senhora de Portugal.

A invocação, localizada no Advento mas focada na concepção de Maria (9 meses antes do seu nascimento, a 8 de setembro), preservada de toda a mancha, é um convite a lavarmos de nós as manchas do pecado para recebermos o seu Filho que vem no Natal que se avizinha.

Antigo dia da Mãe, hoje permanece como recordação daquela a quem D. João IV ofereceu a coroa real portuguesa, colocando-a a salvo em tempos de guerra. E nunca a Senhora de Vila Viçosa lhe faltou! Rezemos para que também a nós nos acompanhe e afaste de nós toda a tentação, ela a quem o Espírito Santo tanto deu que se tornou a Sua obra-prima.

(Na foto, uma casula do acervo paroquial, com destaque para a Virgem Santíssima, um modelo inspirado numa do Santo Cura d’Ars, S. João Maria Vianney e onde se lê, no francês original, ”Maria, concebida sem pecado”.)

05/11/2022

“[N]Os vinte e um anos como pároco, em Famões e Ramada, em Algés e Cruz Quebrada, e em Torres Vedras e Matacães… como Vos amei e fui amado… no meio e por meio do Vosso povo santo… que dons incontáveis me concedestes! Como me fizestes crescer, também nas provações e nas incertezas…”
D. Daniel Batalha Henriques, bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, com o título de Acquæ Tibilitane, *30/03/1966; +04/11/2022.

Na missa exequial do Sr. D. Daniel, o Sr. Patriarca leu, com a visível dificuldade da comoção, alguns textos que o nosso antigo Prior escrevera (de setembro de 2019 à Quaresma de 2020), para serem lidos após a sua morte. Nestas palavras cabemos todos, tu e eu, os que ele batizou, casou, acompanhou ao túmulo e todos aqueles que com ele se cruzaram, com ele rezaram e por quem agora ele rezará, certamente.

Informamos que o nosso bom D. Daniel partiu para a Casa do Pai à 1h05 de hoje.Às 21h30, conforme foi sua vontade, rezar-...
04/11/2022

Informamos que o nosso bom D. Daniel partiu para a Casa do Pai à 1h05 de hoje.

Às 21h30, conforme foi sua vontade, rezar-se-á o terço na Sé Patriarcal, aonde o corpo chegará pelas 18h00, com os mistérios gloriosos, seguido do Ofício de Leituras.

Amanhã, às 11h00, o Senhor Cardeal Patriarca celebrará a missa de exéquias. Daí os seus restos mortais seguirão para Santo Isidoro, de onde partirão para o cemitério local pelas 16h00.

A todos os que não puderem participar fisicamente rogamos uma oração pelo seu eterno descanso (e por todos aqueles a quem acompanhou também à última morada).

Unamo-nos na oração do terço esta noite à Santíssima Virgem, Senhora das Dores e da Oliveira, para que ela o receba de braços abertos e o trate por filho fiel, levando-o ao triunfo com o Senhor do Calvário.

Na foto, a sua chegada à igreja paroquial no dia da tomada de posse, a 01/10/2017. O altar permanecia nu para que ele próprio colocasse a toalha onde concelebraria a primeira missa como Prior.

O Sr. D. Daniel Henriques, nosso antigo Prior, trava agora o último combate da sua vida. Encomenda-se às nossas orações ...
03/11/2022

O Sr. D. Daniel Henriques, nosso antigo Prior, trava agora o último combate da sua vida. Encomenda-se às nossas orações e a todos lembra, oferecendo o seu sofrimento por todos.

Peçamos ao Senhor do Calvário que, do alto da cruz, lhe abra os Seus braços de amor e lhe aceite os padecimentos, para desconto dos seus e nossos pecados.

Rezemos pelo nosso gentil D. Daniel!

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Torres Vedras
2565-370

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