Paróquia Nossa Senhora da Assunção Torrão

Paróquia Nossa Senhora da Assunção Torrão Horário das Missas
2ª a sábado 09:00 h S. Francisco
Domingo 9 h S. Francisco
Alcáçovas - Domingo 10,30 h

03/06/2026

03.06.26

03/06/2026

No Evangelho de hoje, os saduceus aproximam-se de Jesus com uma pergunta que parece inteligente, mas que nasce de uma visão fechada da vida. Eles pensam a ressurreição apenas com as categorias deste mundo, como se a vida eterna fosse uma simples continuação da vida presente. Jesus responde-lhes mostrando que Deus é maior do que os nossos esquemas.
Estas palavras são uma fonte de esperança para nós, mesmo no nosso tempo. Muitas vezes, também nós, deixamos que a lógica da morte ocupe demasiado espaço no nosso coração: a morte dos nossos projetos, das relações fracassadas, dos nossos pecados e perdas. Há momentos em que tudo parece dizer que a última palavra pertence à derrota.
Jesus recorda-nos que Deus está sempre do lado da vida. Para Ele, ninguém está perdido, ninguém está definitivamente vencido. O Senhor vê possibilidades onde nós vemos apenas limites; vê futuro onde nós vemos apenas um fim.
A ressurreição não é apenas uma promessa para depois da morte. É uma força que já hoje nos levanta, nos faz recomeçar, nos devolve a esperança e nos chama a viver como filhos de um Deus vivo. Quem acredita em Jesus aprende a olhar para a própria história não a partir dos túmulos, mas a partir da promessa de vida que Deus faz florescer.
Deus não está morto. Pelo contrário, está vivo e quer viver continuamente através de nós. Assim, quando o peso da morte quiser ocupar o nosso coração, recordemos estas palavras de Jesus: Deus não é Deus de mortos, mas de vivos.

Quarta-feira, 3 de junho de 2026
IX Semana do Tempo Comum

02/06/2026

Vivemos tempos de debates intensos sobre economia, guerras, migrações, identidade e poder. Muitas vezes, somos pressionados a escolher lados de forma absoluta, como se a nossa pertença política ou ideológica definisse toda a nossa identidade.
Diante da afirmação de Jesus proposta para a nossa reflexão, percebemos que o Senhor não está apenas a separar religião e política. Está a recordar uma hierarquia fundamental. A moeda trazia cunhada a imagem de César e, por isso, podia ser devolvida a César. Mas o ser humano traz em si a imagem de Deus. E aquilo que traz a imagem de Deus pertence a Deus. Mas o homem do nosso tempo, parece esquecer este cunho.
Num mundo onde tantas realidades disputam a nossa atenção, a nossa lealdade e até a nossa consciência, a pergunta é: a quem pertence o nosso coração? Podemos cumprir os nossos deveres de cidadãos, participar na vida pública, respeitar as leis justas e contribuir para o bem comum. Mas não podemos entregar ao poder, ao dinheiro, à ideologia ou ao sucesso aquilo que pertence exclusivamente a Deus: a nossa dignidade, a nossa consciência e a nossa vocação de filhos e filhas de Deus.
O tempo presente, mostra-nos que é fácil idolatrar partidos, líderes, tecnologias, …Contudo, o Evangelho lembra-nos que a nossa adoração é devida apenas a Deus. Só Deus é absoluto. Tudo o resto é relativo e deve estar ao serviço da pessoa humana. Não podemos esquecer a nossa verdadeira identidade, e que trazemos em nós a imagem de Deus, estampada em nosso coração, de modo singular, no dia do nosso Batismo.

Terça-feira, 2 de junho de 2026
IX Semana do Tempo Comum

02/06/2026

02.06.26

29/05/2026
29/05/2026

29.05.26

22/05/2026

22.05.26

22/05/2026

O texto de hoje, aponta-nos um coração ferido, humilde e reconciliado com Deus. Pedro tinha negado Jesus três vezes, mas o Senhor não o rejeita. Pelo contrário, aproxima-se dele e pergunta-lhe, não: “Porque falhaste?”, mas: “Amas-Me?” Porque o essencial da vida cristã não é nunca cair, mas nunca deixar de amar e de voltar ao Senhor.
A profissão de fé de Pedro é também um convite para cada um de nós. Jesus continua hoje a perguntar-nos: “Tu amas-Me?” Na nossa fragilidade, na nossa dor, nas nossas quedas constantes, Ele não olha para nós como quem julga e inferioriza, mas como quem ama e procura levantar do chão. Contudo, responder a esta pergunta exige mais do que palavras. Exige confiança, fidelidade, entrega total aos desígnios de Deus, mesmo quando não compreendemos os caminhos por onde Ele nos conduz.
Santa Rita de Cássia, cuja memória litúrgica, hoje celebramos, é um testemunho fiel desta entrega. Na dor, nas provações familiares, na solidão e no sofrimento, nunca deixou de amar Cristo. A sua vida mostra-nos que a santidade nasce de um coração que permanece fiel, mesmo na cruz, ou particularmente na dor.
Também nós temos fragilidades, dúvidas e quedas. Mas, como Pedro, podemos hoje dizer ao Senhor com humildade e mansidão: “Tu sabes tudo; Tu sabes que Te amo.” E este amor, ainda imperfeito, é suficiente para que Jesus continue a confiar-nos uma missão e a chamar-nos a segui-Lo.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2026
Semana VII do Tempo da Páscoa

19/05/2026

19.05.26

19/05/2026

No Evangelho de hoje, encontramos Jesus em oração. Não é uma oração distante, formal ou fechada em Si mesmo. É a oração do Filho que Se entrega totalmente ao Pai e que, ao mesmo tempo, leva consigo aqueles que ama. Jesus não diz apenas: “Eu confio em Ti”, mas apresenta ao Pai os Seus discípulos, a humanidade inteira, cada um de nós.
No centro desta oração, conhecida como oração sacerdotal de Jesus, encontramos uma frase extraordinária, que hoje tomamos para a nossa reflexão.
Por vezes pensamos a vida eterna apenas como algo que acontecerá depois da morte. Mas Jesus mostra-nos que ela começa no hoje da nossa história. Viver eternamente é entrar numa relação viva com Deus. É entrar nesta relação de filhos que se deixam iluminar pela vida do Pai que se quer manifestar também em nós. “Conhecer”, na linguagem bíblica, não significa apenas saber coisas sobre Deus, mas significa amar, confiar, caminhar com Ele.
Jesus revela-nos um Deus em quem Se pode confiar totalmente. Mesmo diante da Paixão que se aproxima, Ele abandona-Se nas mãos do Pai. E ainda mais profundo, Ele consagra-Se por nós, entrega-Se por nós, para que também nós descubramos que pertencemos ao Pai e somos guardados no Seu amor.
Hoje, a grande questão que nos é colocada por este trecho deve ser: conheço realmente Jesus, ou apenas sei coisas sobre Ele? A fé não é feita de palavras soltas, mas de uma relação que nos une ao Pai.
Jesus mostra-nos, com o próprio exemplo, que quanto mais O conhecemos – na oração, na Palavra que meditamos, na Eucaristia que celebramos, naqueles que caminham connosco – mais nos aproximamos da vida eterna que Ele nos promete.

Terça-feira, 19 de Maio de 2026
Semana VII do Tempo da Páscoa

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Largo De S. Francisco Nº 1
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7595

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