Paróquia Nossa Senhora da Assunção Torrão

Paróquia Nossa Senhora da Assunção Torrão Horário das Missas
2ª a sábado 09:00 h S. Francisco
Domingo 9 h S. Francisco
Alcáçovas - Domingo 10,30 h

27/07/2026

27.07.26

27/07/2026

Começamos uma nova semana e o Evangelho convida-nos a olhar para aquilo que facilmente passa despercebido. Jesus compara o Reino de Deus a um grão de mostarda. Ele pega no exemplo de algo que é pequeno, quase insignificante, mas que encerra uma força de vida extraordinária. «Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças.»
Vivemos num tempo em que valorizamos o que é grande, imediato e visível. Parece que apenas procuramos holofotes. No entanto, percebemos hoje, de modo singular que Deus age de forma diferente. Ele começa naquilo que é pequeno: uma palavra de esperança, um gesto de amizade verdadeira, uma oração feita no silêncio, retirados do meio do barulho, das correrias quotidianas, um serviço humilde, uma mão estendida a quem sofre. Aos nossos olhos podem parecer coisas sem importância; nas mãos de Deus, tornam-se sementes de amor, de vida em abundância.
Também a nossa fé cresce assim. A nossa fé é semeada em nossos corações no dia do nosso Batismo. Não nasce perfeita nem se torna madura de um dia para o outro. Precisa de ser acolhida, cuidada e alimentada. O importante não é o tamanho da semente, mas a disponibilidade do coração para deixar Deus fazê-la crescer. Ela deve ser regada com a água do nosso amor, da nossa oração, da participação viva nos sacramentos.
Nesta semana, peçamos a graça de reconhecer a grandeza das pequenas coisas. Que não desprezemos os pequenos começos, nem os gestos simples de cada dia. Porque é precisamente aí, no escondimento e na fidelidade, que o Reino de Deus continua a crescer e a oferecer abrigo, esperança e vida para muitos.

Segunda-feira, 27 de julho de 2026
XVII Semana do Tempo Comum

21/07/2026

O Evangelho de hoje mostra-nos Jesus rodeado por uma multidão. Desta, alguém lhe diz: "A tua mãe e os teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo." Jesus responde com algumas questões, o que pode causar alguma estranheza: "Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?" E, apontando para os discípulos, afirma: "Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe."
Jesus não rejeita a Sua família. Pelo contrário, revela o verdadeiro motivo pelo qual Maria é bem-aventurada: antes de ser a Mãe segundo a carne, foi aquela que acolheu plenamente a vontade de Deus. Quando disse "Faça-se em mim segundo a tua palavra", ela mesma se tornou o modelo perfeito do discípulo.
Ao assumir a nossa condição humana, Jesus veio estabelecer com toda a Humanidade um vínculo novo e definitivo: o vínculo do amor. Já não pertencemos a Deus apenas porque fomos criados por Ele, mas porque, em Cristo, somos convidados a entrar na Sua própria família. É uma família aberta a todos, onde o critério de pertença não é a origem, a cultura ou a condição social, mas a disponibilidade para viver segundo a vontade do Pai.
Este Evangelho convida-nos também a perguntar: de que modo construo as minhas relações? Apenas pelos interesses, pelas afinidades ou pelos laços naturais? Ou reconheço nos irmãos da comunidade, nos pobres, nos doentes, nos que pensam de maneira diferente, membros da mesma família de Deus?
Que Maria, a primeira discípula e Mãe da Igreja, nos ensine a escutar a Palavra, a acolhê-la no coração e a vivê-la todos os dias. Assim, no dia do juízo, também nós ouviremos de Jesus estas palavras que são uma promessa e uma missão: "Tu és meu irmão, minha irmã, minha mãe", porque procuras-te fazer a vontade do Pai.

Terça-feira, 21 de julho de 2026
XVI Semana do Tempo Comum

21/07/2026

21.07.26

15/07/2026

Quando Jesus refere a frase que escolhemos para a nossa reflexão de hoje, percebemos que este não está a condenara inteligência nem o estudo. O que Ele critica é a autossuficiência de quem pensa que já sabe tudo e, por isso, deixa de escutar Deus.
Muitos se acham doutores, por estudar e compreender um pouco melhor a Palavra de Deus. Contudo, os "pequeninos" são aqueles que têm um coração humilde, disponível para aprender e confiar. São os que reconhecem que precisam de Deus. A fé não é uma recompensa para os mais eruditos, mas um dom oferecido a quem abre o coração.
No Evangelho, vemos muitas vezes que os simples acolhem Jesus com alegria, enquanto outros, presos às suas certezas, não conseguem reconhecê-Lo. A verdadeira sabedoria começa quando nos deixamos ensinar por Deus. Começa quando nos abrimos à Sua graça e nos deixamos interpelar pela Sua novidade e presença constante.
Hoje, diante da afirmação de Jesus, somos chamados a pedir que o Senhor nos conceda a graça de conservar um coração de criança: humilde, confiante e disponível para acolher a Palavra.
Que o Senhor nos dê a graça de alcançar a verdadeira sabedoria que Lhe é agradável, para sermos capazes de procurar em cada dia, este encontro pleno com Ele nas coisas pequenas, simples, onde Ele se revela.
As verdades que o Evangelho nos fala, não são segredos ou mistérios. São palavras que estão ao nosso alcance, e que o Senhor nos dirige todos os dias, através da Sagrada Escritura, através daqueles que se cruzam no nosso caminho e se transformam sinal e presença viva do amor de Deus por nós.

Quarta-feira, 15 de julho de 2026
XV Semana do Tempo Comum

15/07/2026

15.07.26

12/07/2026

Jesus dirige estas palavras que escolhermos para a nossa reflexão deste domingo aos discípulos, depois de contar a parábola do semeador. Este revela-nos que a felicidade que o texto fala não está apenas em ver com os olhos ou ouvir com os ouvidos, mas em reconhecer, com o coração, a presença e a ação de Deus.
A mesma semente é lançada por toda a parte. O que faz a diferença não é o semeador nem a qualidade da semente, mas o terreno onde ela cai. A vida humana é o terreno por onde o Senhor sai a semear os valores que definem a nossa essência. Também hoje Deus continua a semear a Sua Palavra na nossa vida através da oração, na Eucaristia, nas pessoas que encontramos e até nos acontecimentos mais simples do dia a dia.
Jesus continua a sair ao nosso encontro. Vem a nós, para nos mostrar os caminhos mais seguros, que nos levam à felicidade que Ele nos promete.
Os "olhos felizes" são aqueles que sabem procurar e descobrir Deus onde muitos veem apenas rotina. Os "ouvidos felizes" são os que se dispõem a acolher a Palavra não como uma mensagem distante, mas como um convite concreto à conversão e ao amor. A Palavra de Deus é a semente de amor perene que Ele continua a lançar ao coração daqueles que procuram configurar-se com Ele nas pequenas coisas de cada dia.
Hoje, deixemo-nos interpelar pela pergunta: que tipo de terreno sou eu? Um coração endurecido pelas preocupações, superficial diante da fé, sufocado pelos interesses do mundo, ou uma terra fértil, capaz de acolher, guardar e dar fruto?

Domingo, 12 de julho de 2026
XV Semana do Tempo Comum

12/07/2026

12.07.26

09/07/2026

Numa perspetiva cristã, o dom é antes de tudo aquilo que é recebido de Deus antes de ser conquistado pelo esforço ou mérito humano, tal como a vida, a fé, a graça, os talentos, a misericórdia. Este trecho do Evangelho recorda-nos que ninguém é proprietário desses dons, mas sim, somos seus administradores. Por isso, quem recebeu gratuitamente é chamado a partilhar gratuitamente.
Hoje, esta mensagem continua profundamente atual. Numa cultura onde tudo tende a ser medido pelo lucro, pela utilidade ou pela recompensa, Jesus propõe uma lógica distinta - a do dom. Dar tempo a quem está só, ouvir quem sofre, cuidar dos mais frágeis, perdoar aqueles que nos ofendem, servir sem esperar reconhecimento — tudo isso manifesta que o amor não é uma mercadoria, mas um dom que cresce quando é oferecido.
"Gastar-se" em prol do outro não significa anular-se ou desprezar a própria dignidade. Não se trata do desvalorizar a própria vida, mas significa, à maneira de Cristo, fazer da própria vida um lugar de encontro, colocando os dons recebidos ao serviço dos irmãos. Paradoxalmente, é nesse "gastar-se" que a vida encontra a sua maior fecundidade.
"Recebestes de graça; dai de graça." Estas palavras de Jesus são um convite a recordar a origem de tudo o que somos. Antes de fazermos qualquer coisa por Deus, Deus já fez tudo por nós. Deus deu-Se na totalidade, para nos dar a vida, chamou-nos pelo nome, ofereceu-nos o seu amor sem exigir pagamento.
Hoje, talvez Jesus não nos peça grandes sacrifícios, mas pequenos gestos de gratuidade, de entrega, como uma palavra de esperança, uma visita a um irmão que sofre, um abraço dado mesmo no silêncio, um pouco do nosso tempo. São esses dons, oferecidos de coração livre, que tornam presente o Reino de Deus.

Quinta-feira, 9 de julho de 2026
XIV Semana do Tempo Comum

09/07/2026

09.07.26

Endereço

Largo De S. Francisco Nº 1
Torrão
7595

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Paróquia Nossa Senhora da Assunção Torrão publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar