06/05/2025
Os arautos da alegria nasceram no fim de 2012, em 2013 aparece-nos Francisco.
A escolha do nome vem de Francisco de Assis, alguém que viveu uma vida simples e cuidou da natureza e dos animais.
Francisco quis-nos mostrar uma igreja de pobres pelos pobres e marginalizados.
A nossa identidade como grupo a muito devemos a ele.
Ele não foi apenas o papa. Foi Francisco. O nosso Chico. O homem que escolheu o nome da humildade, da paz, da entrega.
Aquele que nos lembrou que a fé não se impõe - acolhe.
Que a igreja não se fecha - caminha com o povo.
Que o amor de Cristo não exclui - abraça
Sem saber, devolveu-nos o orgulho católico.
Disse-nos que preferia uma igreja envergonhada do que uma igreja hipócrita que esconde os seus pecados.
Pediu desculpa quando outros quiseram ocultar e esconder.
Pediu desculpa:
-pela repressão das minorias,
-pela discriminação dos povos que seguem outros credos,
-pelos abusos dentro da igreja.
No dia 25 de abril, dia da liberdade, celebramos, com uma vigília, a memória de um homem revolucionário, de luta e sobretudo um homem livre!
Ao longo do seu pontificado desafiou a tradição respeitando-a. Porque a liberdade não acontece por si só, conquista-se
Foi corajoso quando outros o quiseram calar. Foi voz dos que não têm voz, abraço dos esquecidos.
Sem chocar fez algo muito simples: escancarou as portas da igreja aos divorciados, à comunidade LGBTQIA+, homossexuais, transexuais, às mulheres!
E a nós jovens…
Disse-nos para não sermos jovens de sofá, ser misericordiosos como Deus foi misericordioso. Pediu-nos que Construíssemos pontes em vez de muros. Ensinou-nos que o único momento em que é lícito olhar alguém de cima para baixo é para o ajudar a levantar. E se sua santidade o papa não se acha digno para julgar alguém porque haveremos nós? A igreja é de todos, todos, todos.
Somos jovens sem deixar de ser santos! Como São João Paulo II ensinou e Francisco pôs em prática em todas as intervenções com os jovens. Dançou, cantou, rezou, viveu em eterna alegria, marcou-nos com o seu sentido de humor!
Não sabemos se o seu sucessor vai seguir o trabalho que foi feito até aqui.
É difícil imaginar o mundo sem ele porque sem querer nos habituamos a defender a igreja através de Francisco.
Já não nos lembramos de ser igreja sem ele.
E o maior medo é não saber ser cristão orgulhoso sem a sua orientação.
Deixa-nos com medo, com um aperto no coração, é verdade. Resta-nos viver o tanto que nos ensinou, resta-nos confiar neste seu último desafio em ano jubilar, ser peregrino da esperança. Confiar no espírito santo acima de tudo!
Agradecer, agradecer, agradecer!
Agradecemos o privilégio de vivermos no mesmo tempo deste ser humano extraordinário!
O mundo despede-se de um líder espiritual, Francisco liderou-nos pelo exemplo.
Num mundo de guerra e ódio, foi paz, foi amor. Ensinou-nos que é possível viver com amor e por amor.
E a Maria entregar a sua vida como ele desejou.
Dos teus jovens,
Para sempre o nosso papa Xico ❤️