18/04/2025
Páscoa é o anúncio do perdão de Deus
Esta é a época em que relembramos o evento mais importante da história da humanidade. Conta-se a história que no primeiro Domingo depois dos trágicos eventos do Wall Trade Center, milhares de pessoas, com os seus corações aflitos, foram à igreja, queriam respostas para o que tinha acontecido. O pastor John MacArthur pregou na sua igreja sobre a situação e começou assim:
“Estamos aqui neste Domingo, juntos, para falar sobre um evento que mudou as nossas vidas, que mudou a forma como vemos o mundo e que irá trazer um impacto para o resto das nossas vidas, que vai moldar-nos, esse evento é a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.”
Não haverá evento mais significativo nas nossas vidas, seja positivo ou negativo, do que a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
Os ataques terroristas ao Wall Trade Center foram crimes cruéis, mas há 2000 anos o homem cometeu o crime mais horrível. Aquele que criou o mundo, entrou no mundo e o mundo não O reconheceu. Os olhos pecadores do homem não viram n’Ele beleza, nem desejavam conhecê-Lo. Quando nasceu, não havia lugar para Ele na estalagem - uma antecipação do tratamento que receberia dos homens. Pouco depois do seu nascimento, o rei Herodes procurou matá-Lo - uma antecipação da hostilidade evocada pela Sua pessoa e uma predição do clímax da inimizade do homem que o nosso Senhor Jesus Cristo experimentou na cruz. Uma e outra vez, os inimigos de Jesus procuraram destruí-Lo. Na semana da paixão de Cristo, os seus desejos foram realizados. O Filho de Deus entregou-se nas suas mãos. Realizou-se um julgamento e os juízes, Pilatos e Herodes, que não encontraram culpa n'Ele, cederam à insistência daqueles que O odiavam, gritando "crucifica-O, crucifica-O".
A ação atroz foi cumprida e uma morte comum não era suficiente para os seus acusadores. Apenas uma morte de intenso sofrimento e humilhação, sem paralelo, seria suficiente. Foi, então, encontrada uma cruz: o Senhor foi pregado a uma cruz. Ficou ali pendurado - silenciosamente. Mas imediatamente, os seus lábios pálidos mexeram-se - estaria a chorar? Estaria a implorar por misericórdia? Não! Nem pensar! Estará a amaldiçoar os seus inimigos? A resposta é que Ele está a orar. Ele intercede junto do Pai em benefício dos Seus inimigos - "Contudo, Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34). E a sua oração foi respondida pelo pai 50 dias depois, quando Deus salvou 3000 pessoas no dia de Pentecostes. Pedro disse na ocasião: “E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades;” (Atos 3:17), que foi por ignorância que eles mataram o Autor da vida, esta ignorância corresponde à oração de Jesus: “eles não sabem o que fazem”. A pregação de Pedro foi importante, a obra sobrenatural do ES foi crucial, mas tudo começou com a oração de Jesus. No entanto, esta oração não era só pelos 3000 de Pentecostes. Acredito que ela se estende a todos os tempos, à nossa época. Na noite anterior a este evento da cruz, Jesus orou o seguinte: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra;” (João 17:20). Jesus orou por mim e por todos os que serão salvos. Orou para que também nós fossemos perdoados pelo Pai. Porque é que precisamos de ser perdoados? Permite-me dar-te quatro razões:
1. Porque és um transgressor – Isaías 53:12; 59:2; Romanos 3:10-12
2. Porque o teu pecado é enorme – 1ªCoríntios 2:8; Isaías 6:1-5
3. Porque é a tua maior necessidade – Marcos 8:36; Lucas 16:19-31
4. Porque Deus já demonstrou o Seu amor – Romanos 5:6-11
Hoje, Ele te chama a te arrependeres da tua injustiça e a creres que Jesus morreu por ti, no teu lugar, foi sepultado e que ao terceiro dia ressuscitou. Se creres, serás perdoado, terás vida eterna e uma vida transformada para a glória de Deus.
Citações tiradas de: Pink, Arthur. As sete palavras do Salvador na Cruz.