07/08/2026
As palavras de Jesus que servem hoje de mote para a nossa reflexão, nunca foram um convite a procurar o sofrimento, mas um chamamento a viver cada circunstância com amor, confiança e fidelidade a Deus.
São João Paulo II, na carta apostólica Salvifici Doloris, recorda-nos que o sofrimento, unido à Cruz de Cristo, deixa de ser um absurdo. Em Jesus, Deus não elimina a dor por um gesto de poder. Ele não nos isenta de participar no Seu mistério redentor, como filhos amados, através do próprio sofrimento. Ele entra na nossa dor, assume-a e transforma-a em caminho de salvação. Por isso, a Cruz não é o ponto final da história. É a passagem para a vida nova, iluminada pela esperança da Ressurreição.
A Cruz é luz que nos indica o caminho que nos leva à eternidade prometida. Contudo, não podemos esquecer que somos chamados a uma participação direta, diária, através da aceitação de cada dor, de cada perda, de cada insucesso.
Aceitar os desígnios de Deus com humildade não signif**a resignação passiva, mas abandono confiante nas mãos do Pai. É, pois, acreditar que, mesmo quando não compreendemos os acontecimentos da nossa vida, Deus continua a conduzir-nos com amor. A cruz que carregamos, vivida em união com Cristo, torna-se oportunidade de crescimento, de purif**ação e de testemunho.
Peçamos ao Senhor a graça de não fugirmos da cruz, mas de a carregarmos unidos a Ele, certos de que, depois da Sexta-Feira Santa, chega sempre a manhã da Páscoa. Quem segue Cristo na entrega e na fidelidade participa também da alegria da Sua vitória sobre a morte.
Sexta-feira, 7 de agosto de 2026
XVIII Semana do Tempo Comum
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