Unidade Pastoral de Cabeça Gorda, Quintos e Salvada

Unidade Pastoral de Cabeça Gorda,  Quintos e Salvada Caro (a) amigo (a), Cristo ama-te infinitamente e espera por ti na sua Igreja.

Santo Agostinho (354-430)bispo e doutor da IgrejaSermão 43, 5-6«Não temas. Daqui em diante, serás pescador de homens»Com...
03/09/2026

Santo Agostinho (354-430)
bispo e doutor da Igreja
Sermão 43, 5-6

«Não temas. Daqui em diante, serás pescador de homens»

Como é grande a bondade de Cristo! Pedro foi pescador; e, atualmente, um orador que seja capaz de compreender este pescador merece um grande elogio. Era por isso que o apóstolo Paulo dizia aos primeiros cristãos: «Considerai, pois, irmãos, a vossa vocação: humanamente falando, não há entre vós muitos sábios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. Mas Deus escolheu o que é louco aos olhos do mundo, para confundir os sábios; escolheu o que é fraco, para confundir o forte; escolheu o que é vil e desprezível, o que nada vale aos olhos do mundo, para reduzir a nada aquilo que vale» (1Cor 1, 26-28).
Porque, se Cristo tivesse escolhido um orador, este poderia dizer: «Fui escolhido pela minha eloquência»; se tivesse escolhido um senador, este poderia dizer: «Fui escolhido por causa do meu cargo»: enfim, se tivesse escolhido um imperador, este poderia dizer: «Fui escolhido devido ao poder que tenho». Essas pessoas que esperem um pouco e tenham calma, pois não serão esquecidas nem rejeitadas; que esperem um pouco, porque poderiam glorificar-se do que são por si próprias.
«Deem-me este pescador», disse Cristo, «deem-me este homem simples e sem instrução, deem-me aquele com quem o senador não se digna falar, mesmo quando lhe compra peixe. Sim, deem-me este homem; e, quando Eu o tiver preenchido, ver-se-á claramente que sou Eu que ajo. É certo que também concluirei a minha obra no senador, no orador e no imperador […], mas a minha ação será mais evidente no pescador. O senador, o orador e o imperador podem gloriar-se daquilo que são; o pescador apenas pode gloriar-se de Cristo. Assim, será o pescador a ensinar-lhes a humildade que leva à salvação. Por isso, que ele seja o primeiro».

Vamos organizar uma delegação de cada paróquia. É importante estarmos juntos como igreja diocesana, junto ao nosso bispo...
02/09/2026

Vamos organizar uma delegação de cada paróquia. É importante estarmos juntos como igreja diocesana, junto ao nosso bispo e seu presbitério.

Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148)monge beneditino, depois cistercienseMeditações«Dirigiu-Se a um lugar deserto»T...
02/09/2026

Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148)
monge beneditino, depois cisterciense
Meditações

«Dirigiu-Se a um lugar deserto»

Tu, meu refúgio e minha força, leva-me, como outrora levaste o teu servo Moisés, ao interior do teu deserto, ao lugar onde a sarça arde sem se consumir (cf Ex 3), onde a alma, invadida pelo fogo do Espírito Santo, se torna ardente sem se consumir, mas purificando-se.
Leva-me a esse lugar onde não é possível permanecer e por onde não se avança sem antes se terem desatado as correias dos entraves carnais, onde, não sendo possível ver Aquele que é, se pode ouvi-lo dizer: «Eu sou Aquele que sou!» Nesse lugar, temos de cobrir o rosto para não ver o Senhor face a face (cf 1Rs 19,13), mas também temos de nos esforçar por escutar com humildade e obediência, para discernir o que Deus nos diz no interior do coração.
Enquanto espero, esconde-me, Senhor, no recôndito da tua tenda (cf Sl 26,5) no dia da desgraça; esconde-me ao abrigo da tua face longe das línguas provocadoras (cf Sl 30,21), porque me impuseste o teu jugo suave e o teu fardo leve (cf Mt 11,30). E, quando me fazes medir a distância entre o teu serviço e o do mundo, perguntas-me com voz terna e doce se é melhor servir-Te a Ti, o Deus vivo, do que a deuses estranhos (2Cr 12,8). Então, eu adoro essa mão que pesa sobre mim e exclamo: «Demasiado tempo fui dominado por outros senhores! Só a Ti desejo pertencer, porque o teu braço me mantém erguido!».

São João Cassiano (c. 360-435)fundador de mosteiro em MarselhaSobre os principados, XXV; SC 54Que o temor e a caridade d...
01/09/2026

São João Cassiano (c. 360-435)
fundador de mosteiro em Marselha
Sobre os principados, XXV; SC 54

Que o temor e a caridade de Deus nos protejam do demónio!

Ninguém pode ser chamado pai dos espíritos a não ser Deus, que os criou quando Lhe aprouve; os homens só têm direito ao título de pais da nossa carne. Assim sendo, o diabo, criatura espiritual, angélica e originalmente boa, não teve outro pai senão Deus, que lhe deu a existência. Mas encheu-se de orgulho e disse no seu coração: «Subirei acima das nuvens e serei semelhante ao Altíssimo» (Is 14,14), tornando-se assim mentiroso e não permanecendo na verdade (cf Jo 8,44). Extraindo a falsidade do seu próprio fundo, ele não é apenas mentiroso, é o pai da mentira, como percebemos quando promete a divindade ao homem: «Sereis como deuses» (Gn 3,5), diz, pois não permaneceu na verdade. Além disso, torna-se assassino desde o princípio, pois introduz Adão na mortalidade e, como instigador do crime, faz que Abel pereça às mãos de seu irmão. [...]
Oremos, pois, ao Senhor para que o seu temor e a sua caridade que não morre perseverem inabalavelmente em nós; eles nos tornarão sábios em todas as coisas e nos manterão a salvo dos golpes do demónio. Com tais guardiões, é impossível cair nas armadilhas da morte. É esta precisamente a diferença que separa os perfeitos dos imperfeitos: nos primeiros, a caridade está profundamente enraizada e atingiu, por assim dizer, um desenvolvimento mais maduro; por isso, possui uma constância mais inabalável e mantém-nos com maior firmeza e facilidade na santidade; pelo contrário, estando menos firmemente estabelecida e tendo mais facilidade em arrefecer nos segundos, permite que sejam apanhados com mais frequência nas redes do pecado.

Faustino de Roma (século IV)presbíteroTratado sobre a Trindade«Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazar...
31/08/2026

Faustino de Roma (século IV)
presbítero
Tratado sobre a Trindade

«Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré» (At 10,38)

O nosso Salvador tornou-Se Cristo ou Messias pela sua encarnação, e é verdadeiro rei e verdadeiro sacerdote. [...] Entre os Israelitas, os sacerdotes e os reis eram ungidos com óleo [...]; chamavam-lhes «crismados» ou «cristos». Por sua vez, o Salvador, que é verdadeiramente o Cristo, foi consagrado pela unção do Espírito Santo. [...]
Sabemos que isto é verdade pelo próprio Salvador, que, quando recebeu o livro de Isaías, abriu-o e leu nele: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu»; depois, declarou que a profecia acabava de se realizar para aqueles que estavam a ouvi-lo. Por outro lado, Pedro, o príncipe dos apóstolos, ensinou-nos que aquele óleo santo, aquele crisma pelo qual o Senhor Se manifestou como Cristo, é o Espírito Santo, ou seja, o poder de Deus. Nos Atos dos Apóstolos, falando a esse homem cheio de fé e de misericórdia que era o centurião, Pedro disse: «Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo que João pregou: Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo Demónio» (10,37-38).
Assim, pois, Jesus, na sua encarnação, recebeu a unção que O consagrou «com o Espírito Santo e com poder». Foi por isso que o mesmo Jesus, na sua encarnação, foi feito Cristo, Ele que a unção do Espírito Santo fizera rei e sacerdote para sempre.

São Cesário de Arles (470-543)monge, bispoSermão 159; CCL 104, 650«Siga-Me»Ao pecar, o homem encheu o seu caminho de obs...
30/08/2026

São Cesário de Arles (470-543)
monge, bispo
Sermão 159; CCL 104, 650

«Siga-Me»

Ao pecar, o homem encheu o seu caminho de obstáculos; mas este ficou facilitado quando Cristo o pisou com a sua ressurreição, transformando um carreiro estreito numa avenida digna de um rei. A humildade e a caridade são os dois pés que permitem percorrê-la rapidamente. Todos os homens são atraídos para as alturas da caridade, mas a humildade é o primeiro degrau que é preciso subir. Porque levantas o pé acima de ti? Afinal queres subir ou queres cair? Começa pelo primeiro degrau, ou seja, pela humildade, e ele te permitirá subir.
Foi por isso que o nosso Senhor e Salvador não Se limitou a dizer: «Renuncie a si mesmo», mas acrescentou: «Tome a sua cruz e siga-Me». Que significa tomar a cruz? Significa aguentar tudo o que é penoso, pois é desse modo que caminharemos atrás de Jesus. Assim que tivermos começado a segui-lo, adaptando-nos à sua vida e aos seus mandamentos, encontraremos no nosso caminho muitas pessoas que nos contradirão, que procurarão desviar-nos, que não se limitarão a troçar de nós, mas nos perseguirão. Essas pessoas não se encontram somente entre os pagãos que estão fora da Igreja; encontram-se até entre os que, vistos do exterior, parecem estar dentro da Igreja. [...]
Portanto, se desejas seguir Cristo, toma a tua cruz sem mais demoras e suporta os maus sem te deixares abater. [...] «Se alguém quiser seguir-Me [...], tome a sua cruz e siga-Me»; se queremos pôr isto em prática, esforcemo-nos, com a ajuda de Deus, por fazer nossas estas palavras do apóstolo Paulo: «Se tivermos que comer e que vestir, estaremos contentes»; pois corremos o perigo de, ao procurar mais bens terrenos do que aqueles de que precisamos, querendo enriquecer, cair na armadilha da tentação, «em ciladas e tentações e em muitos desejos insensatos e funestos, que mergulham os homens na ruína e na perdição» (1Tm 6,8-9). Que o Senhor Se digne tomar-nos sob a sua proteção e livrar-nos desta tentação.

Lansperge, o Cartuxo (1489-1539)religioso e teólogoSermão para a Degolação de São João Batista, Opera Omnia, t.2, p. 514...
29/08/2026

Lansperge, o Cartuxo (1489-1539)
religioso e teólogo
Sermão para a Degolação de São João Batista, Opera Omnia, t.2, p. 514s

«Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça» (Mt 5,10)

A morte de Cristo está na origem de uma multidão incontável de crentes. Pelo poder desse mesmo Jesus e graças à sua bondade, a preciosa morte dos seus mártires e dos seus santos fez nascer uma grande multidão de cristãos. Com efeito, a perseguição dos tiranos e o assassínio injustificado de inocentes não conseguiu aniquilar a religião cristã; pelo contrário, sempre foi uma fonte de grande crescimento.
Temos o exemplo de São João, que batizou Cristo e cujo santo martírio hoje festejamos. Com efeito, Herodes, rei infiel, quis, por fidelidade ao seu juramento, apagar completamente da memória dos homens a lembrança de João; ora, não só João não foi aniquilado, como milhares de homens, inflamados pelo seu exemplo, acolheram a morte com alegria por amor à justiça e à verdade. [...] Quem é o cristão digno desse nome que não venera hoje João, aquele que batizou o Senhor? Em todo o mundo, os cristãos celebram a sua memória, todas as gerações o proclamam bem-aventurado e as suas virtudes enchem a Igreja de perfume. João não viveu só para si e não morreu só para si.

São Gregório Magno (c. 540-604)papa, doutor da IgrejaHomilias sobre os Evangelhos, 12«As nossas lâmpadas estão a apagar-...
28/08/2026

São Gregório Magno (c. 540-604)
papa, doutor da Igreja
Homilias sobre os Evangelhos, 12

«As nossas lâmpadas estão a apagar-se»

«As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias». O azeite designa aqui o esplendor da glória; as almotolias são os nossos corações, onde guardamos todos os nossos pensamentos. As virgens prudentes levam azeite nas almotolias, porque guardam na sua consciência todo o esplendor da sua glória, como diz São Paulo: «Este é o nosso motivo de glória: o testemunho da nossa consciência» (2Cor 1,12). As virgens insensatas, pelo contrário, não levam azeite consigo porque não guardam a sua glória no segredo do seu coração, isto é, fazem-na depender dos louvores dos outros.
«No meio da noite ouviu-se um brado: "Aí vem o esposo; ide ao seu encontro"». Todas as virgens se levantaram. Mas as candeias das virgens insensatas apagaram-se, porque as suas obras, que de fora pareciam resplandecentes aos olhos dos homens, por dentro não eram mais do que trevas; e não receberam de Deus nenhuma recompensa, pois já tinham recebido dos homens os louvores que as satisfaziam.

Santa Teresa de Calcutá (1910-1997)fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade«Jesus, a Palavra», cap. 10«Feliz aquele ...
27/08/2026

Santa Teresa de Calcutá (1910-1997)
fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«Jesus, a Palavra», cap. 10

«Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, encontrar procedendo assim.»

Se às vezes temos a impressão de que o Mestre Se ausentou, não será por nos termos afastado desta ou daquela irmã? Uma coisa nos garantirá sempre o Céu: os atos de caridade e a gentileza com que tivermos preenchido a nossa vida. Nunca saberemos o bem que um simples sorriso pode fazer. Dizemos aos outros que Deus é grande, compreensivo e indulgente: seremos nós a prova viva disso mesmo? Eles verão realmente essa grandeza, essa compreensão e essa indulgência em nós?

São Bernardo (1091-1153)monge cisterciense, doutor da Igreja2.º sermão para o 1.º dia da Quaresma, 5; PL 183, 172-174«Cr...
26/08/2026

São Bernardo (1091-1153)
monge cisterciense, doutor da Igreja
2.º sermão para o 1.º dia da Quaresma, 5; PL 183, 172-174

«Cria em mim, ó Deus, um coração puro» (Sl 51,12)

«Rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos», diz o profeta (Jl 2,13). Aquele que tiver uma vontade particularmente submissa à teimosia rasgue o seu coração com a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. Rasgue-o e reduza-o a pó, porque só podemos converter-nos ao Senhor de coração partido. [...] Escuta um homem que Deus considerou ser de acordo com o seu coração: «O meu coração está firme, ó Deus, o meu coração está firme» (Sl 57,8): firme para a adversidade, firme para a prosperidade, pronto para as coisas humildes, pronto para aquelas que são elevadas, pronto para o que ordenares. [...] «O meu coração está firme, ó Deus, o meu coração está firme».
E dizia ainda o rei David, a propósito dos pecadores : «O seu coração tornou-se insensível, mas eu deleito-me na tua lei» (Sl 119,70). A dureza de coração e a obstinação do espírito provêm de meditarmos na nossa própria vontade em vez de meditarmos na lei de Deus.

Endereço

Igreja Paroquial
Salvada
7800-000

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