Paróquia de Riachos
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31/05/2026
30 de Maio, as crianças do I volume da Catequese.
30/05/2026
📆 Actividades e Agenda Semanal: 30 de Maio a 07 de Junho de 2026
29/05/2026
· Leão XIV exige transparência e alerta para «interesses pessoais» na liderança de movimentos católicos
· Papa alerta para «eclipse» do humano perante inteligência artificial, projetando primeira encíclica do pontificado
· Papa alerta para vazio gerado pela «cultura tecnológica»
· Igreja: Papa pede «coragem» para superar fixação em estatísticas e poder económico
· Papa alerta para vazio gerado pela «cultura tecnológica»
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LEÃO XIV EXIGE TRANSPARÊNCIA E ALERTA PARA «INTERESSES PESSOAIS» NA LIDERANÇA DE MOVIMENTOS CATÓLICOS
O Papa exigiu transparência e eleições livres nos movimentos eclesiais, alertando para o risco de transformar os cargos de liderança em instrumentos de prestígio ou de poder.
“O governo nunca pode ser explorado para interesses pessoais ou formas mundanas de prestígio e poder”, advertiu Leão XIV, perante os participantes do encontro anual de moderadores das Associações Internacionais de Fiéis, Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades.
O pontífice sustentou que a autoridade exige o benefício de todos, determinando que a escolha dos responsáveis resulte de um discernimento partilhado.
“[O governo] nunca pode ser imposto de cima para baixo, mas deve ser um dom reconhecível na comunidade e livremente aceite, daí a importância de eleições livres para o tornar eficaz”, precisou o Papa.
Aqui, o governo é geralmente confiado a leigos e expressa a participação no ofício real de Cristo recebido no Batismo. É colocado ao serviço dos outros fiéis e da vida da associação e é o resultado de eleições livres, que devem ser entendidas como uma expressão de discernimento partilhado: permitindo que a voz de cada um se exprima livremente.”
A governação destas realidades católicas requer a prática constante de características fundamentais, indicou Leão XIV.
“Escuta mútua, corresponsabilidade, transparência, proximidade fraterna e discernimento comunitário”, enumerou, apelando ao desenvolvimento de uma atitude profética capaz de responder aos novos desafios culturais e sociais.
O Papa destacou que a autoridade exige ainda a preservação da comunhão institucional com as restantes entidades.
“Aqueles que exercem uma missão de governação na Igreja devem aprender a ouvir e a acolher diversas opiniões, diversas orientações culturais e espirituais e diversos temperamentos pessoais, procurando sempre preservar, sobretudo nas decisões necessárias e muitas vezes difíceis, o bem maior da comunhão”, observou o pontífice.
Leão XIV assinalou também a urgência de “escutar as necessidades pastorais atuais para compreender como responder aos novos desafios e sensibilidades culturais, sociais e espirituais” do mundo contemporâneo.
“O sentimento de pertença, de facto, é autêntico e fecundo quando não se limita à participação nas atividades internas do grupo, mas interpreta os sinais dos tempos e se estende para fora, alcançando todos, a cultura da época e os campos missionários ainda inexplorados”, declarou.
(AE260521)
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PAPA ALERTA PARA «ECLIPSE» DO HUMANO PERANTE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, PROJETANDO PRIMEIRA ENCÍCLICA DO PONTIFICADO
O Papa denunciou o “eclipse” do sentido humano provocado pelo avanço da inteligência artificial (IA) generativa, antecipando a publicação da sua primeira encíclica, sobre este tema.
“Como foi tristemente evidenciado pela promoção e implementação desenfreadas da tecnologia, em detrimento da dignidade humana, e pelos danos causados quando os chatbots e outras tecnologias exploram a nossa necessidade de relacionamentos humanos, experimentamos verdadeiramente um eclipse do sentido do que significa ser humano”, advertiu, falando a académicos e especialistas que participaram num congresso internacional promovido pela Santa Sé.
Leão XIV associou esta reflexão ao lançamento da encíclica ‘Magnifica humanitas’, sustentando que o desafio atual no ambiente digital ultrapassa a dimensão tecnológica.
É ainda mais imperativo recuperar uma compreensão do verdadeiro significado e grandeza da humanidade, como Deus a concebeu. Neste sentido, o desafio que enfrentamos atualmente não é tecnológico, mas antropológico, e a minha esperança é que a carta encíclica contribua para responder a este desafio.”
O pontífice assumiu que a Igreja se sente “impelida a contribuir para o esforço de planificação e implementação dos meios de comunicação, da informação e da educação para a IA nos sistemas de ensino”.
“Tenho a certeza de que todos nós estamos particularmente preocupados com as possíveis consequências do uso da tecnologia digital e da IA, não só no desenvolvimento físico e intelectual das crianças e dos jovens, mas também no seu bem-estar espiritual”, assinalou Leão XIV.
(AE220522)
26mai2026
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PAPA ALERTA PARA VAZIO GERADO PELA «CULTURA TECNOLÓGICA»
O Papa alertou para o vazio existencial provocado pela proliferação da “cultura tecnológica”, em ligação com a sua encíclica ‘Magnifica Humanitas’, apelando a um compromisso da Igreja no anúncio da fé.
“O perigo subjacente, nem sempre percebido na sua gravidade, é que o elemento mais genuinamente humano, a procura de sentido, venha a ser suprimido. As grandes questões existenciais permanecem sem resposta, enquanto se dissemina uma cultura tecnológica que visaria satisfazer todas as necessidades”, lamentou Leão XIV, em audiência aos membros do Dicastério para a Evangelização, no Vaticano.
A intervenção identificou uma “crise de fé”, especialmente nos países ocidentais, que deu origem a uma “indiferença religiosa generalizada”.
“Para muitos, a fé já não parece relevante para as suas vidas”, lamentou o pontífice.
O encontro serviu para fazer o balanço do último Ano Santo, o Jubileu da Esperança, com o Papa a revelar que o evento superou amplamente as previsões de participação.
“Mais de 33 milhões!”, exclamou Leão XIV, a respeito do número de peregrinos que acorreram a Roma.
A intervenção apresentou uma reflexão sobre a transmissão intergeracional da fé e a importância de manter a integridade da mensagem cristã.
Não é, certamente, diluindo o seu conteúdo e suavizando as suas exigências que o cristianismo se pode tornar atraente, mas antes testemunhando com humildade e coragem ‘o caminho, a verdade e a vida’ que converteu e santificou tantas pessoas”, apontou o Papa.
O anúncio do Evangelho, que incute esperança, não é uma proposta utópica: é um testemunho que atrai porque manifesta o chamamento ao amor e à verdade.”
O discurso sublinhou o papel da catequese no acolhimento aos adultos que pedem o Batismo e a “crescente procura de espiritualidade”, sobretudo entre os jovens.
“A nova geração não tem preconceitos em relação ao Evangelho; pelo contrário, muitos, ao redescobrirem-no, desejam conhecê-lo melhor, pois sentem que nele reside o segredo da verdadeira felicidade”, disse Leão XIV.
(AE260528)
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IGREJA: PAPA PEDE «CORAGEM» PARA SUPERAR FIXAÇÃO EM ESTATÍSTICAS E PODER ECONÓMICO
O Papa apelou à superação da fixação em estatísticas e “poder económico”, na avaliação da ação da Igreja, defende um “compromisso efetivo” dos católicos na sociedade, na política e na cultura.
“A lógica da pequenez é a verdadeira força da Igreja, que não reside nos seus recursos nem nas suas estruturas. Os frutos da sua missão não derivam do consenso numérico, do poder económico ou da relevância social”, apontou Leão XIV, ao receber em audiência os membros da Conferência Episcopal Italiana (CEI).
Numa intervenção divulgada pelo Vaticano, o pontífice defendeu maior proximidade com as populações, sublinhando que a ação pastoral deve evitar centrar-se apenas em “dados estatísticos” ou gera “lamentações” sobre as dificuldades no terreno.
A intervenção pediu uma transformação nas dinâmicas de funcionamento das paróquias, reclamando a “coragem do essencial” para travar o isolamento e a burocracia.
“A coragem das comunidades menos preocupadas em preservar tudo e mais livres para anunciar Cristo. A coragem de uma catequese que seja um caminho de iniciação e de formação contínua na vida cristã”, apontou.
O Papa apelou a paróquias “acolhedoras e missionárias” e a “organizações participativas e vibrantes”.
Leão XIV assumiu que a Igreja deve ter a “coragem de escutar os jovens sem apaziguar as suas perguntas” e de se deixar “evangelizar pelos pobres”.
A reflexão abordou ainda a necessidade de alterar os processos de decisão interna, advertindo que o envolvimento real dos leigos resulta de uma “exigência da comunhão e da missão”.
“O documento do Caminho Sinodal das Igrejas em Itália enfatiza o valor dos órgãos participativos como espaços onde o discernimento comunitário se pode concretizar. No entanto, não basta que estas ferramentas existam; é necessário verificar se realmente funcionam”, recordou o pontífice.
Leão XIV recomendou que os métodos de formação comunitária e o acompanhamento aos fiéis não se limitem a uma mera “eficiência administrativa”.
A fé transmite-se e cresce onde existem comunidades vibrantes e acolhedoras, capazes de rezar e ouvir; comunidades onde a Palavra de Deus não é marginalizada, mas ilumina as decisões; onde a Eucaristia é verdadeiramente a fonte e o ápice; onde os pobres não são recetores externos de serviços, mas irmãos e irmãs através dos quais o Senhor nos fala”, apontou.
(AE260528)
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PAPA ALERTA PARA VAZIO GERADO PELA «CULTURA TECNOLÓGICA»
Leão XIV ligou a crise de sentido aos temas da sua nova encíclica, durante a plenária do Dicastério para a Evangelização
O Papa alertou para o vazio existencial provocado pela proliferação da “cultura tecnológica”, em ligação com a sua encíclica ‘Magnifica Humanitas’, apelando a um compromisso da Igreja no anúncio da fé.
“O perigo subjacente, nem sempre percebido na sua gravidade, é que o elemento mais genuinamente humano, a procura de sentido, venha a ser suprimido. As grandes questões existenciais permanecem sem resposta, enquanto se dissemina uma cultura tecnológica que visaria satisfazer todas as necessidades”, lamentou Leão XIV, em audiência aos membros do Dicastério para a Evangelização, no Vaticano.
A intervenção identificou uma “crise de fé”, especialmente nos países ocidentais, que deu origem a uma “indiferença religiosa generalizada”.
“Para muitos, a fé já não parece relevante para as suas vidas”, lamentou o pontífice.
O encontro serviu para fazer o balanço do último Ano Santo, o Jubileu da Esperança, com o Papa a revelar que o evento superou amplamente as previsões de participação.
“Mais de 33 milhões!”, exclamou Leão XIV, a respeito do número de peregrinos que acorreram a Roma.
A intervenção apresentou uma reflexão sobre a transmissão intergeracional da fé e a importância de manter a integridade da mensagem cristã.
Não é, certamente, diluindo o seu conteúdo e suavizando as suas exigências que o cristianismo se pode tornar atraente, mas antes testemunhando com humildade e coragem ‘o caminho, a verdade e a vida’ que converteu e santificou tantas pessoas”, apontou o Papa.
O anúncio do Evangelho, que incute esperança, não é uma proposta utópica: é um testemunho que atrai porque manifesta o chamamento ao amor e à verdade.”
O discurso sublinhou o papel da catequese no acolhimento aos adultos que pedem o Batismo e a “crescente procura de espiritualidade”, sobretudo entre os jovens.
“A nova geração não tem preconceitos em relação ao Evangelho; pelo contrário, muitos, ao redescobrirem-no, desejam conhecê-lo melhor, pois sentem que nele reside o segredo da verdadeira felicidade”, disse Leão XIV.
(AE260528)
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Segundo as Escrituras…
SEGUNDA 01
“A pedra que os construtores rejeitaram é que veio a tornar-se pedra angular.”
Marcos 12, 10
Feliz o homem que teme o Senhor.
Salmo 111, 1
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TERÇA 02
”Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”
Marcos 12, 13
Manifestai o vosso poder aos vossos servos.
Salmo 89, 16
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QUARTA 03
“Ele não é Deus de mortos, mas de vivos.”
Marcos 12, 18
Os nossos olhos se voltam para Deus.
Salmo 122,2
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QUINTA 04
“Quem comer deste pão viverá eternamente.”
João 6, 51
Glorifica, Jerusalém, o Senhor
Salmo 147, 12
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SEXTA 05
Muita daquela gente escutava Jesus com prazer.
Marcos 12, 37
Conhecem a paz os que amam a vossa lei.
Salmo 118, 165
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SÁBADO 06
“Foi da sua penúria que deu tudo quanto possuía.”
Marcos 12, 38
Espero em Vós, Senhor.
Salmo 46, 9
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e agora...
SOLENIDADE DA SANTÍSIMA TRINDADE / 31Mai2026
Sobre Exodo 34, 4b-6.8-9
,
Para entrarmos no mistério de Deus,
é preciso estabelecermos com Ele uma relação de proximidade, de comunhão, de intimidade que nos leve ao encontro da sua voz, dos seus valores, dos seus desafios (“subir ao monte”). Procuro, dia a dia, “subir ao monte” da “aliança”
e estabelecer comunhão com Deus através do diálogo com Ele (oração)
e da escuta da sua Palavra?
Sobre II Coríntios 13, 11-13
As nossas relações comunitárias reflectem esse amor que é a marca da “família de Deus”?
Sobre João 3, 16-18
Quais são as manifestações desta recusa da vida plena que eu observo, na vida das pessoas, nos acontecimentos do mundo, e até na vida da Igreja?
(base DEHON)
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Saber +
TEMPO COMUM - Domingo X / 07Jun2026
1ª Leitura – Oseias 6, 3b-6
Oseias sente profundamente o drama do sincretismo religioso que está a pôr em perigo a fé do seu Povo. A sua mensagem apela a que Israel não se deixe dominar pela idolatria (a que Oseias chama “prostituição”: o Povo é como uma “esposa” que abandonou o “marido” para correr atrás dos “amantes”). O profeta convida o seu Povo a redescobrir o amor de Jahwéh – sempre presente na história de Israel – e a responder-Lhe com uma vontade sincera de viver em comunhão com Ele.
2ª Leitura – Romanos 4, 18-25
Dirigindo-se aos romanos e à Igreja em geral, o apóstolo vai procurar sublinhar aquilo que deve unir todos os crentes – judeus, gregos ou romanos. Para Paulo, apesar da universalidade do pecado (nesse aspecto, judeus e não judeus estão em pé de igualdade), Deus oferece a todos, de forma gratuita, a mesma salvação e de todos faz, em igualdade de circunstâncias, seus filhos.
Evangelho – Mateus 9, 9-13
O texto aqui apresentado por Mateus apresenta dois episódios distintos. O que nos permite perceber o inaudito da situação criada por Jesus: Ele não só chama um publicano para o seu grupo de discípulos, como também aceita sentar-Se â mesa com ele (estabelecendo assim com ele laços de familiaridade, de fraternidade e de comunhão) . o comportamento de Jesus é, não só atentatório da moral e dos bons costumes, mas uma verdadeira provocação.
(base DEHON)
29/05/2026
A Festa do Padroeiro, vai começar...
22/05/2026
📆 Actividades e Agenda Semanal: 23 a 31 de Maio de 2026
22/05/2026
· «A compaixão e a empatia correm o risco de desaparecer»
· Pastoral Familiar: A Igreja «não se pode isolar na norma»
· «Viver melhor o cuidado da criação e de cada pessoa»
· Novo caderno, com reflexão sobre «polarizações» e exercício da autoridade
· «A compaixão e a empatia correm o risco de desaparecer»
· Pastoral Familiar: A Igreja «não se pode isolar na norma»
· «Viver melhor o cuidado da criação e de cada pessoa»
· Novo caderno, com reflexão sobre «polarizações» e exercício da autoridade
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«A COMPAIXÃO E A EMPATIA CORREM O RISCO DE DESAPARECER»
O Papa alertou para a crescente apatia, um dos «mais sérios desafios espirituais» da atualidade
O Papa Leão XIV afirmou que “a compaixão e a empatia correm o risco de desaparecer”, e crescente apatia é “um dos mais sérios desafios espirituais” da atualidade.
Num encontro com os participantes no 8º colóquio organizado conjuntamente pelo Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, da Santa Sé, e pelo Instituto Real de Estudos Inter-religiosos, da Jordânia, o Papa alertou para a comunicação que está a “entorpecer” os corações.
“A compaixão e a empatia correm, infelizmente, o risco de desaparecer nos dias de hoje. Os avanços tecnológicos tornaram-nos mais interligados do que nunca, mas também podem conduzir à indiferença”, afirmou o Papa
O fluxo constante de imagens e vídeos que mostram as dificuldades dos outros pode entorpecer os nossos corações, em vez de os comover. Este tipo de apatia está a tornar-se um dos mais sérios desafios espirituais do nosso tempo”.
Leão XIV disse aos participantes que tanto cristãos como muçulmanos são chamados à “missão comum” de “reavivar a humanidade onde ela esfriou, dar voz aos que sofrem e transformar a indiferença em solidariedade”.
“A compaixão e a empatia podem ser os nossos instrumentos, pois têm o poder de restaurar a dignidade do outro”, afirmou.
O Papa desafiou a Jordânia a continuar a “ser uma testemunha viva” de compaixão, “bem como um sinal de diálogo, solidariedade e esperança, numa região marcada por provações”, valorizando os esforços do país em “acolher refugiados e ajudar os necessitados em circunstâncias difíceis”.
Na audiência com Leão XIV, o Papa referiu-se ao tema escolhido para o encontro deste ano, “Compaixão humana e empatia nos tempos modernos”, referindo que “é particularmente oportuno”.
“Não se trata de sentimentos marginais, mas sim de atitudes essenciais de ambas as nossas tradições religiosas e de aspetos importantes do que significa viver uma vida verdadeiramente humana”, lembrou Leão XIV.
(AE260511)
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PASTORAL FAMILIAR: A IGREJA «NÃO SE PODE ISOLAR NA NORMA»
D. Virgílio Antunes afirmou que o consistório convocado pelo Papa para junho e a reunião dos presidentes das conferências episcopais, em outubro, confirmam a prioridade da sinodalidade e da família para Leão XIV, que não quer a Igreja “fechada”.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse que a “Igreja não pode ficar parada nem fechada” aos indicadores da sociedade, e “não se pode isolar na norma”, nomeadamente nas questões da Pastoral Familiar.
“A norma é necessária, a norma existe, o Direito Canónico também está publicado e é para se pôr em prática, é para se cumprir, mas o Evangelho ainda está antes da norma”, afirmou.
Questionado sobre a realização do encontro por iniciativa do Papa Leão XIV, que convocou todos os presidentes das conferências episcopais para assinalar, no próximo mês de outubro, a publicação da exortação pós-sinodal do Papa Francisco sobre a família “Amoris Laetitia”, D. Virgílio Antunes disse que o objetivo é “desenvolver, pôr em prática, dar continuidade” ao “belo documento” publicado há 10 anos.
As famílias têm alegrias muito grandes e têm desafios, mas também têm dificuldades, têm transtornos… E a Igreja não pode deixar de estar atenta àquilo que são as famílias, nos dias de hoje, para lhes anunciar o Evangelho, para lhes ajudar a crescer, do ponto de vista ético e moral e para abrir horizontes, mas com as famílias”.
Na entrevista, no contexto do início de mandato como presidente da CEP, D. Virgílio Antunes disse que a opção do Papa Leão XIV de dar continuidade ao pontificado do Papa Francisco é “uma belíssima ideia”, nomeadamente a concretização da vivência sinodal na Igreja Católica, de que é exemplo a realização do consistório, no próximo mês de junho, que o atual Papa quer realizar anualmente.
“É uma atitude plenamente sinodal, em conformidade com o espírito sinodal. O Papa Francisco tinha ensaiado já aquele grupo de cardeais que o assessorava na reflexão. Agora o Papa Leão, que também esteve no sínodo e que, portanto, está imbuído do mesmo espírito, da mesma visão da Igreja, alargou, e alargou de uma forma que eu acho que é muitíssimo mais produtiva, que envolve muito mais pessoas”, afirmou.
Sobre a sinodalidade, o presidente da CEP valorizou o facto de ter participado nas assembleias sinodais, no Vaticano, disse que “há muitíssimo trabalho feito” em Portugal, mas não é possível concluir que esteja já tudo realizado nem que é tempo de “esperar os frutos”.
Não nos esqueçamos que isto da sinodalidade não é uma técnica, não é uma tática, não é uma estrutura, mas é sobretudo um espírito que se absorve, que se desenvolve e que nos leva a queremos ser Igreja tal como está a ser definida na sua concretização real nos nossos dias”.
D. Virgílio Antunes, que é bispo de Coimbra, exemplificou com o que acontece na sua diocese, onde foram criadas unidades pastorais com a participação de leigos, jovens, diáconos e sacerdotes que “refletem juntos, que rezam juntos e que programam juntos e que vão definindo os passos a dar em cada um destes lugares, por cada uma destas comunidades em conjunto”.
Na entrevista à Agência ECCLESIA, o presidente da CEP confirmou o convite dirigido ao Papa Leão XIV para visitar Portugal em 2027, quando se assinalam os 110 anos das aparições, em Fátima.
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«VIVER MELHOR O CUIDADO DA CRIAÇÃO E DE CADA PESSOA»
O Vaticano publicou o Documento ‘Ecologia integral na vida da Família’, um instrumento orientativo “sobre o cuidado com a Criação e com a vida humana”, que nasceu para acolher os apelos dos Papas Francisco e Leão XIV.
“Os valores que tomam forma e crescem na família constituem o terreno fértil de onde brota a vida da sociedade. As famílias são, portanto, fundamentais para desenvolver e transmitir o valor do cuidado da nossa Casa Comum e de cada pessoa”, escrevem os prefeitos dos Dicastérios para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (DSDHI) e para os Leigos, a Família e a Vida (DLFV), na apresentação deste documento.
Os cardeais Michael Czerny (DSDHI) e o cardeal Kevin Farrell (DLFV) acrescentam que muitas famílias já vivem esta vocação com “coração aberto e alicerçados na Esperança que é Cristo Jesus”.
“No interior da família, os seus membros aprendem o dom de si, a paciência e a dedicação, o acolhimento e a tutela da vida, para que esta possa florescer e se desenvolver plenamente; assim como a complementaridade e a reciprocidade, o intercâmbio intergeracional e a solidariedade com outras famílias, juntamente com a transmissão de conhecimentos e tradições”, desenvolvem.
O documento ‘Ecologia integral na vida da Família’ do Vaticano foi escrito com o “envolvimento direto” de teólogos, consultores e casais, e publicado pelos dois dicastérios da Santa Sé.
Este instrumento orientativo sobre “o cuidado com a Criação e com a vida humana”, nasceu para “acolher” os apelos do Papa Francisco e do Papa Leão XIV – “escutar o clamor dos pobres e da Terra e oferecer uma resposta concreta” -, colocando em prática os princípios da Exortação pós-sinodal Amoris Laetitia e os ensinamentos da Encíclica Laudato si’, do pontífice argentino.
A nova publicação apresenta “conceitos fundamentais” baseados nos “escritos mais significativos do Papa Francisco”, na primeira parte, enquanto o “coração do volume”, a segunda parte, tem os capítulos temáticos que refletem “sete objetivos da Laudato Si’; cada capítulo está subdividido em quatro secções: explicação do tema, implicações do tema, questões para reflexão e discussão, proposta de algumas ações concretas.
‘Ecologia integral na vida da Família’ é um documento “dedicado principalmente às famílias”, mas “diz respeito a todos”, por isso, os leitores vão encontrar “sugestões e indicações úteis” para enfrentar os desafios ambientais atuais, e para “promover o desenvolvimento integral de cada pessoa”.
A conclusão de ‘Ecologia integral na vida da Família’ destaca que a partir “dos relacionamentos e das conexões que unem as pessoas” se podem transformar as relações sociais para uma ecologia mais integral, e, acima de tudo, “são as jovens gerações que chamam para essa responsabilidade”.
Neste sentido, subscrevem o apelo dos participantes da Quarta Conferência Internacional sobre o Cuidado da Criação”, realizada na Universidade Católica Portuguesa, no dia 31 de julho de 2023, nas vésperas da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa, que pediu às famílias do mundo para serem “ecossistemas de amor, de dom, de paciência, de responsabilidade e de transmissão dos valores evangélicos e da vida em comum”, no seu manifesto.
O apêndice dá destaque à Plataforma de Ação Laudato si’ (PALS), lançada pelo Papa Francisco em 2021 e concretizada pelo Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, que apresenta orientações práticas para “responder à crise ecológica, vivendo da forma mais sustentável possível”, para as famílias, indivíduos, comunidades e instituições.
(AE260427)
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NOVO CADERNO, COM REFLEXÃO SOBRE «POLARIZAÇÕES» E EXERCÍCIO DA AUTORIDADE
Terceiro volume da série «Caminhos de Comunhão» tem como tema «Igreja hierárquica e Igreja sinodal: tensão ou complementaridade»
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) publicou um novo documento de orientação pastoral que visa superar “falsas dicotomias” e “polarizações” entre a dimensão hierárquica e a vivência sinodal na Igreja Católica.
“Num contexto marcado por leituras frequentemente polarizadas, o caderno afirma que Igreja hierárquica e Igreja sinodal não são realidades opostas, mas dimensões complementares da mesma Igreja. A autoridade é entendida como serviço à comunhão e à missão, e a participação dos fiéis como corresponsabilidade vivida de forma diferenciada”, refere a nota de apresentação do terceiro caderno da série ‘Caminhos de Comunhão’.
O texto, intitulado ‘Igreja hierárquica e Igreja sinodal: tensão ou complementaridade?’, insere-se no processo de implementação do Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade (2021-2024), preparando as comunidades católicas em Portugal para a Assembleia Eclesial de 2028.
A introdução ao novo caderno constata que a vida eclesial e cultural contemporânea é frequentemente marcada por “leituras simplificadoras ou polarizadas” e recusa liminarmente a ideia de que a hierarquia e o povo de Deus sejam “duas realidades opostas” ou “blocos em competição”.
Para a CEP, é urgente purificar a linguagem e as atitudes nas paróquias e dioceses, apontando o dedo tanto a desvios de “clericalismo” como a posturas de “anti-hierarquia”, “passividade laical” ou de “contestação sistemática”.
O texto apela à superação de bloqueios como o “medo da participação”, a “resistência à autoridade legítima” e a “instrumentalização dos conselhos”.
“A questão central não consiste em escolher entre a autoridade e a participação, entre os pastores e os fiéis, entre a comunhão e a estrutura”, clarifica o documento, sublinhando que a autoridade não pode ser compreendida “a partir dos modelos de dominação do mundo” ou de “concentração de poder”, devendo antes ser exercida como um serviço evangélico à comunhão.
No plano prático, o episcopado português exige uma qualificação dos organismos de participação comunitária.
A CEP alerta que os conselhos pastorais não podem ser reduzidos a instrumentos de “mera gestão, ratificação ou pressão”, exigindo que funcionem como instâncias com “identidade e missão claras”, onde exista “escuta real” e discernimento.
O objetivo é que os fiéis se sintam “verdadeiramente escutados, respeitados e envolvidos”, assegurando que a consulta dos leigos não seja meramente formal, mas também evitando que a autoridade dos pastores “se torne hesitante, vaga ou diluída”.
A reflexão estruturada pela Equipa Sinodal da CEP apoia-se no magistério pontifício, destacando um apelo direto do Papa Leão XIV.
O caderno cita o discurso de encerramento do consistório extraordinário de janeiro de 2026, no qual o pontífice exigiu uma profunda “formação para uma espiritualidade da escuta”, transversal a colaboradores leigos, sacerdotes e bispos.
Na sequência da publicação do documento final do Sínodo 2021-2024, no pontificado de Francisco, foi convocada uma inédita Assembleia Eclesial, para 2028.
Até dezembro de 2026, estão previstos percursos de implementação nas Igrejas locais e nos seus agrupamentos; no primeiro semestre de 2027 devem acontecer assembleias de avaliação nas dioceses, a que se seguem, no segundo semestre, assembleias de avaliação nas Conferências Episcopais nacionais e internacionais.
Para o primeiro quadrimestre de 2028 vão ser marcadas assembleias continentais de avaliação.
(AE260430)
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Segundo as Escrituras…
SEGUNDA 18
“No mundo haveis de sofrer tribulações.
Mas tende coragem! Eu venci o mundo!”
João 16, 33
Ergue-se Deus, dispersam-se os inimigos.
Salmo 67, 2
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TERÇA 19
“Manifestei o Teu nome aos homens que, do mundo, Me deste.”
João 17, 4
Derramastes, ó Deus, generosa chuva.
Salmo 67, 10
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QUARTA 20
“Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.”
João 17, 15
O Senhor empresta o vigor e a força ao seu povo.
Salmo 67, 36
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QUINTA 21
“Não é só por estes discípulos que Eu rogo, é também por aqueles que vão acreditar em Mim, graças às suas palavras, para que todos sejam um.”
João 17, 20
Guardai-me, Senhor, Vós sois o meu refúgio!
Salmo 15, 1
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SEXTA 22
“Tu amas-Me? ” ...”Segue-Me.”
João 21, 15.19
A minha alma louva o Senhor.
Salmo 102 1
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SÁBADO 23
É este o discípulo que dá testemunho destas coisas.
João 21,24
Os santos contemplarão o Seu rosto.
Samo.10,5
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… e agora
SOLENIDADE DA ASCENSÃO / 17Mai2026
Sobre Actos 1, 1-11
O nosso testemunho tem transformado e libertado a realidade que nos rodeia?
Qual o real impacto desse testemunho na nossa família,
no local onde desenvolvemos a nossa actividade profissional,
na nossa comunidade cristã ou religiosa?
Sobre Efésios 1, 17-23
Dizer que fazemos parte do “corpo de Cristo”
significa que devemos esforçar-nos por viver numa comunhão total com Ele
e que nessa comunhão recebemos, a cada instante, a vida que nos alimenta.
Significa, também, viver em comunhão, em solidariedade total com todos os nossos irmãos, membros do mesmo “corpo”, alimentados pela mesma vida.
Estas duas coordenadas estão presentes na nossa existência?
Sobre Mateus 28, 16-20
Preocupo-me em conhecer bem os ensinamentos de Jesus
e em aplicá-los à vida de todos os dias?
(base DEHON)
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Saber +
DOMINGO DE PENTECOSTES / 24Mai2026
1ª Leitura – Actos 2, 1-11
No que diz respeito ao texto que descreve os acontecimentos do dia do Pentecostes, não existem dúvidas de que é uma construção artificial, criada por Lucas com uma clara intenção teológica. Para apresentar a sua catequese, recorre às imagens, à linguagem poética das metáforas. Resta-nos descodificar os símbolos para chegarmos à interpelação essencial que esta catequese primitiva nos deixa. Uma interpretação literal deste relato seria, portanto, uma boa forma de passarmos ao lado do essencial da mensagem; far-nos-ia reparar na roupagem exterior, no folclore, e ignorar o fundamental. Ora, o interesse fundamental do autor é apresentar a Igreja como a comunidade que nasce de Jesus, que é assistida pelo Espírito e que é chamada a testemunhar aos homens o projecto libertador do Pai.
2ª Leitura – I Coríntios 12, 3b-7.12-13
As questões â volta dos “carismas” (dons especiais concedidos pelo Espírito a determinadas pessoas ou grupos para proveito de todos) faziam-se sentir com especial acuidade os detentores desses dons consideravam-se os “escolhidos” de Deus, apresentavam-se como “iluminados” e assumiam com frequência atitudes de autoritarismo e de prepotência que não favorecia a fraternidade e a liberdade; por outro lado, os que não tinham sido dotados destes dons eram desprezados e desclassificados, considerados quase como “cristãos de segunda”, sem vez nem voz na comunidade. Ora, Paulo não pode ignorar esta situação. Na Primeira Carta aos Coríntios, ele corrige, admoesta, dá conselhos, mostra a incoerência destes comportamentos, incompatíveis com o Evangelho.
Evangelho – João 20, 19-23
Nos “Actos”, Lucas narra a descida do Espírito sobre os discípulos no dia do Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa (sem dúvida por razões teológicas e para fazer coincidir a descida do Espírito com a festa judaica do Pentecostes, a festa do dom da Lei e da constituição do Povo de Deus); mas João situa no anoitecer do dia de Páscoa a recepção do Espírito pelos discípulos.
(base DEHON)
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«A COMPAIXÃO E A EMPATIA CORREM O RISCO DE DESAPARECER»
O Papa alertou para a crescente apatia, um dos «mais sérios desafios espirituais» da atualidade
O Papa Leão XIV afirmou que “a compaixão e a empatia correm o risco de desaparecer”, e crescente apatia é “um dos mais sérios desafios espirituais” da atualidade.
Num encontro com os participantes no 8º colóquio organizado conjuntamente pelo Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, da Santa Sé, e pelo Instituto Real de Estudos Inter-religiosos, da Jordânia, o Papa alertou para a comunicação que está a “entorpecer” os corações.
“A compaixão e a empatia correm, infelizmente, o risco de desaparecer nos dias de hoje. Os avanços tecnológicos tornaram-nos mais interligados do que nunca, mas também podem conduzir à indiferença”, afirmou o Papa
O fluxo constante de imagens e vídeos que mostram as dificuldades dos outros pode entorpecer os nossos corações, em vez de os comover. Este tipo de apatia está a tornar-se um dos mais sérios desafios espirituais do nosso tempo”.
Leão XIV disse aos participantes que tanto cristãos como muçulmanos são chamados à “missão comum” de “reavivar a humanidade onde ela esfriou, dar voz aos que sofrem e transformar a indiferença em solidariedade”.
“A compaixão e a empatia podem ser os nossos instrumentos, pois têm o poder de restaurar a dignidade do outro”, afirmou.
O Papa desafiou a Jordânia a continuar a “ser uma testemunha viva” de compaixão, “bem como um sinal de diálogo, solidariedade e esperança, numa região marcada por provações”, valorizando os esforços do país em “acolher refugiados e ajudar os necessitados em circunstâncias difíceis”.
Na audiência com Leão XIV, o Papa referiu-se ao tema escolhido para o encontro deste ano, “Compaixão humana e empatia nos tempos modernos”, referindo que “é particularmente oportuno”.
“Não se trata de sentimentos marginais, mas sim de atitudes essenciais de ambas as nossas tradições religiosas e de aspetos importantes do que significa viver uma vida verdadeiramente humana”, lembrou Leão XIV.
(AE260511)
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PASTORAL FAMILIAR: A IGREJA «NÃO SE PODE ISOLAR NA NORMA»
D. Virgílio Antunes afirmou que o consistório convocado pelo Papa para junho e a reunião dos presidentes das conferências episcopais, em outubro, confirmam a prioridade da sinodalidade e da família para Leão XIV, que não quer a Igreja “fechada”.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse que a “Igreja não pode ficar parada nem fechada” aos indicadores da sociedade, e “não se pode isolar na norma”, nomeadamente nas questões da Pastoral Familiar.
“A norma é necessária, a norma existe, o Direito Canónico também está publicado e é para se pôr em prática, é para se cumprir, mas o Evangelho ainda está antes da norma”, afirmou.
Questionado sobre a realização do encontro por iniciativa do Papa Leão XIV, que convocou todos os presidentes das conferências episcopais para assinalar, no próximo mês de outubro, a publicação da exortação pós-sinodal do Papa Francisco sobre a família “Amoris Laetitia”, D. Virgílio Antunes disse que o objetivo é “desenvolver, pôr em prática, dar continuidade” ao “belo documento” publicado há 10 anos.
As famílias têm alegrias muito grandes e têm desafios, mas também têm dificuldades, têm transtornos… E a Igreja não pode deixar de estar atenta àquilo que são as famílias, nos dias de hoje, para lhes anunciar o Evangelho, para lhes ajudar a crescer, do ponto de vista ético e moral e para abrir horizontes, mas com as famílias”.
Na entrevista, no contexto do início de mandato como presidente da CEP, D. Virgílio Antunes disse que a opção do Papa Leão XIV de dar continuidade ao pontificado do Papa Francisco é “uma belíssima ideia”, nomeadamente a concretização da vivência sinodal na Igreja Católica, de que é exemplo a realização do consistório, no próximo mês de junho, que o atual Papa quer realizar anualmente.
“É uma atitude plenamente sinodal, em conformidade com o espírito sinodal. O Papa Francisco tinha ensaiado já aquele grupo de cardeais que o assessorava na reflexão. Agora o Papa Leão, que também esteve no sínodo e que, portanto, está imbuído do mesmo espírito, da mesma visão da Igreja, alargou, e alargou de uma forma que eu acho que é muitíssimo mais produtiva, que envolve muito mais pessoas”, afirmou.
Sobre a sinodalidade, o presidente da CEP valorizou o facto de ter participado nas assembleias sinodais, no Vaticano, disse que “há muitíssimo trabalho feito” em Portugal, mas não é possível concluir que esteja já tudo realizado nem que é tempo de “esperar os frutos”.
Não nos esqueçamos que isto da sinodalidade não é uma técnica, não é uma tática, não é uma estrutura, mas é sobretudo um espírito que se absorve, que se desenvolve e que nos leva a queremos ser Igreja tal como está a ser definida na sua concretização real nos nossos dias”.
D. Virgílio Antunes, que é bispo de Coimbra, exemplificou com o que acontece na sua diocese, onde foram criadas unidades pastorais com a participação de leigos, jovens, diáconos e sacerdotes que “refletem juntos, que rezam juntos e que programam juntos e que vão definindo os passos a dar em cada um destes lugares, por cada uma destas comunidades em conjunto”.
Na entrevista à Agência ECCLESIA, o presidente da CEP confirmou o convite dirigido ao Papa Leão XIV para visitar Portugal em 2027, quando se assinalam os 110 anos das aparições, em Fátima.
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«VIVER MELHOR O CUIDADO DA CRIAÇÃO E DE CADA PESSOA»
O Vaticano publicou o Documento ‘Ecologia integral na vida da Família’, um instrumento orientativo “sobre o cuidado com a Criação e com a vida humana”, que nasceu para acolher os apelos dos Papas Francisco e Leão XIV.
“Os valores que tomam forma e crescem na família constituem o terreno fértil de onde brota a vida da sociedade. As famílias são, portanto, fundamentais para desenvolver e transmitir o valor do cuidado da nossa Casa Comum e de cada pessoa”, escrevem os prefeitos dos Dicastérios para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (DSDHI) e para os Leigos, a Família e a Vida (DLFV), na apresentação deste documento.
Os cardeais Michael Czerny (DSDHI) e o cardeal Kevin Farrell (DLFV) acrescentam que muitas famílias já vivem esta vocação com “coração aberto e alicerçados na Esperança que é Cristo Jesus”.
“No interior da família, os seus membros aprendem o dom de si, a paciência e a dedicação, o acolhimento e a tutela da vida, para que esta possa florescer e se desenvolver plenamente; assim como a complementaridade e a reciprocidade, o intercâmbio intergeracional e a solidariedade com outras famílias, juntamente com a transmissão de conhecimentos e tradições”, desenvolvem.
O documento ‘Ecologia integral na vida da Família’ do Vaticano foi escrito com o “envolvimento direto” de teólogos, consultores e casais, e publicado pelos dois dicastérios da Santa Sé.
Este instrumento orientativo sobre “o cuidado com a Criação e com a vida humana”, nasceu para “acolher” os apelos do Papa Francisco e do Papa Leão XIV – “escutar o clamor dos pobres e da Terra e oferecer uma resposta concreta” -, colocando em prática os princípios da Exortação pós-sinodal Amoris Laetitia e os ensinamentos da Encíclica Laudato si’, do pontífice argentino.
A nova publicação apresenta “conceitos fundamentais” baseados nos “escritos mais significativos do Papa Francisco”, na primeira parte, enquanto o “coração do volume”, a segunda parte, tem os capítulos temáticos que refletem “sete objetivos da Laudato Si’; cada capítulo está subdividido em quatro secções: explicação do tema, implicações do tema, questões para reflexão e discussão, proposta de algumas ações concretas.
‘Ecologia integral na vida da Família’ é um documento “dedicado principalmente às famílias”, mas “diz respeito a todos”, por isso, os leitores vão encontrar “sugestões e indicações úteis” para enfrentar os desafios ambientais atuais, e para “promover o desenvolvimento integral de cada pessoa”.
A conclusão de ‘Ecologia integral na vida da Família’ destaca que a partir “dos relacionamentos e das conexões que unem as pessoas” se podem transformar as relações sociais para uma ecologia mais integral, e, acima de tudo, “são as jovens gerações que chamam para essa responsabilidade”.
Neste sentido, subscrevem o apelo dos participantes da Quarta Conferência Internacional sobre o Cuidado da Criação”, realizada na Universidade Católica Portuguesa, no dia 31 de julho de 2023, nas vésperas da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa, que pediu às famílias do mundo para serem “ecossistemas de amor, de dom, de paciência, de responsabilidade e de transmissão dos valores evangélicos e da vida em comum”, no seu manifesto.
O apêndice dá destaque à Plataforma de Ação Laudato si’ (PALS), lançada pelo Papa Francisco em 2021 e concretizada pelo Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, que apresenta orientações práticas para “responder à crise ecológica, vivendo da forma mais sustentável possível”, para as famílias, indivíduos, comunidades e instituições.
(AE260427)
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NOVO CADERNO, COM REFLEXÃO SOBRE «POLARIZAÇÕES» E EXERCÍCIO DA AUTORIDADE
Terceiro volume da série «Caminhos de Comunhão» tem como tema «Igreja hierárquica e Igreja sinodal: tensão ou complementaridade»
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) publicou um novo documento de orientação pastoral que visa superar “falsas dicotomias” e “polarizações” entre a dimensão hierárquica e a vivência sinodal na Igreja Católica.
“Num contexto marcado por leituras frequentemente polarizadas, o caderno afirma que Igreja hierárquica e Igreja sinodal não são realidades opostas, mas dimensões complementares da mesma Igreja. A autoridade é entendida como serviço à comunhão e à missão, e a participação dos fiéis como corresponsabilidade vivida de forma diferenciada”, refere a nota de apresentação do terceiro caderno da série ‘Caminhos de Comunhão’.
O texto, intitulado ‘Igreja hierárquica e Igreja sinodal: tensão ou complementaridade?’, insere-se no processo de implementação do Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade (2021-2024), preparando as comunidades católicas em Portugal para a Assembleia Eclesial de 2028.
A introdução ao novo caderno constata que a vida eclesial e cultural contemporânea é frequentemente marcada por “leituras simplificadoras ou polarizadas” e recusa liminarmente a ideia de que a hierarquia e o povo de Deus sejam “duas realidades opostas” ou “blocos em competição”.
Para a CEP, é urgente purificar a linguagem e as atitudes nas paróquias e dioceses, apontando o dedo tanto a desvios de “clericalismo” como a posturas de “anti-hierarquia”, “passividade laical” ou de “contestação sistemática”.
O texto apela à superação de bloqueios como o “medo da participação”, a “resistência à autoridade legítima” e a “instrumentalização dos conselhos”.
“A questão central não consiste em escolher entre a autoridade e a participação, entre os pastores e os fiéis, entre a comunhão e a estrutura”, clarifica o documento, sublinhando que a autoridade não pode ser compreendida “a partir dos modelos de dominação do mundo” ou de “concentração de poder”, devendo antes ser exercida como um serviço evangélico à comunhão.
No plano prático, o episcopado português exige uma qualificação dos organismos de participação comunitária.
A CEP alerta que os conselhos pastorais não podem ser reduzidos a instrumentos de “mera gestão, ratificação ou pressão”, exigindo que funcionem como instâncias com “identidade e missão claras”, onde exista “escuta real” e discernimento.
O objetivo é que os fiéis se sintam “verdadeiramente escutados, respeitados e envolvidos”, assegurando que a consulta dos leigos não seja meramente formal, mas também evitando que a autoridade dos pastores “se torne hesitante, vaga ou diluída”.
A reflexão estruturada pela Equipa Sinodal da CEP apoia-se no magistério pontifício, destacando um apelo direto do Papa Leão XIV.
O caderno cita o discurso de encerramento do consistório extraordinário de janeiro de 2026, no qual o pontífice exigiu uma profunda “formação para uma espiritualidade da escuta”, transversal a colaboradores leigos, sacerdotes e bispos.
Na sequência da publicação do documento final do Sínodo 2021-2024, no pontificado de Francisco, foi convocada uma inédita Assembleia Eclesial, para 2028.
Até dezembro de 2026, estão previstos percursos de implementação nas Igrejas locais e nos seus agrupamentos; no primeiro semestre de 2027 devem acontecer assembleias de avaliação nas dioceses, a que se seguem, no segundo semestre, assembleias de avaliação nas Conferências Episcopais nacionais e internacionais.
Para o primeiro quadrimestre de 2028 vão ser marcadas assembleias continentais de avaliação.
(AE260430)
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Segundo as Escrituras…
SEGUNDA 18
“No mundo haveis de sofrer tribulações.
Mas tende coragem! Eu venci o mundo!”
João 16, 33
Ergue-se Deus, dispersam-se os inimigos.
Salmo 67, 2
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TERÇA 19
“Manifestei o Teu nome aos homens que, do mundo, Me deste.”
João 17, 4
Derramastes, ó Deus, generosa chuva.
Salmo 67, 10
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QUARTA 20
“Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.”
João 17, 15
O Senhor empresta o vigor e a força ao seu povo.
Salmo 67, 36
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QUINTA 21
“Não é só por estes discípulos que Eu rogo, é também por aqueles que vão acreditar em Mim, graças às suas palavras, para que todos sejam um.”
João 17, 20
Guardai-me, Senhor, Vós sois o meu refúgio!
Salmo 15, 1
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SEXTA 22
“Tu amas-Me? ” ...”Segue-Me.”
João 21, 15.19
A minha alma louva o Senhor.
Salmo 102 1
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SÁBADO 23
É este o discípulo que dá testemunho destas coisas.
João 21,24
Os santos contemplarão o Seu rosto.
Samo.10,5
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… e agora
SOLENIDADE DA ASCENSÃO / 17Mai2026
Sobre Actos 1, 1-11
O nosso testemunho tem transformado e libertado a realidade que nos rodeia?
Qual o real impacto desse testemunho na nossa família,
no local onde desenvolvemos a nossa actividade profissional,
na nossa comunidade cristã ou religiosa?
Sobre Efésios 1, 17-23
Dizer que fazemos parte do “corpo de Cristo”
significa que devemos esforçar-nos por viver numa comunhão total com Ele
e que nessa comunhão recebemos, a cada instante, a vida que nos alimenta.
Significa, também, viver em comunhão, em solidariedade total com todos os nossos irmãos, membros do mesmo “corpo”, alimentados pela mesma vida.
Estas duas coordenadas estão presentes na nossa existência?
Sobre Mateus 28, 16-20
Preocupo-me em conhecer bem os ensinamentos de Jesus
e em aplicá-los à vida de todos os dias?
(base DEHON)
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Saber +
DOMINGO DE PENTECOSTES / 24Mai2026
1ª Leitura – Actos 2, 1-11
No que diz respeito ao texto que descreve os acontecimentos do dia do Pentecostes, não existem dúvidas de que é uma construção artificial, criada por Lucas com uma clara intenção teológica. Para apresentar a sua catequese, recorre às imagens, à linguagem poética das metáforas. Resta-nos descodificar os símbolos para chegarmos à interpelação essencial que esta catequese primitiva nos deixa. Uma interpretação literal deste relato seria, portanto, uma boa forma de passarmos ao lado do essencial da mensagem; far-nos-ia reparar na roupagem exterior, no folclore, e ignorar o fundamental. Ora, o interesse fundamental do autor é apresentar a Igreja como a comunidade que nasce de Jesus, que é assistida pelo Espírito e que é chamada a testemunhar aos homens o projecto libertador do Pai.
2ª Leitura – I Coríntios 12, 3b-7.12-13
As questões â volta dos “carismas” (dons especiais concedidos pelo Espírito a determinadas pessoas ou grupos para proveito de todos) faziam-se sentir com especial acuidade os detentores desses dons consideravam-se os “escolhidos” de Deus, apresentavam-se como “iluminados” e assumiam com frequência atitudes de autoritarismo e de prepotência que não favorecia a fraternidade e a liberdade; por outro lado, os que não tinham sido dotados destes dons eram desprezados e desclassificados, considerados quase como “cristãos de segunda”, sem vez nem voz na comunidade. Ora, Paulo não pode ignorar esta situação. Na Primeira Carta aos Coríntios, ele corrige, admoesta, dá conselhos, mostra a incoerência destes comportamentos, incompatíveis com o Evangelho.
Evangelho – João 20, 19-23
Nos “Actos”, Lucas narra a descida do Espírito sobre os discípulos no dia do Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa (sem dúvida por razões teológicas e para fazer coincidir a descida do Espírito com a festa judaica do Pentecostes, a festa do dom da Lei e da constituição do Povo de Deus); mas João situa no anoitecer do dia de Páscoa a recepção do Espírito pelos discípulos.
(base DEHON)
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