Comunidade de São Paulo do Viso (Paróquia Senhora do Porto)

Comunidade de São Paulo do Viso (Paróquia Senhora do Porto) A igreja de S. Paulo do Viso foi Inaugurada em 17 de Março de 1985, num formato que recorda uma tenda A Igreja de S. Paulo (ali benzida por D.

Paulo do Viso (da paróquia da Senhora do Porto), fundada pelo Padre António Inácio Gomes (falecido em Outubro de 2005) que, a partir de Fevereiro de 1980, iniciou a campanha Vamos construir a igreja de S. Paulo do Viso foi inaugurada no dia 17 de Março de 1985, tendo então a celebração sido presidida por D. Júlio Tavares Rebimbas, Arcebispo Bispo do Porto. O espaço de culto começou por ser um pavi

lhão pré-fabricado até que, em terreno cedido pela Câmara, se construiu a actual igreja, num formato que recorda uma tenda, projecto da autoria do Arq. Vasco Morais Soares, que ocupou o espaço do antigo pavilhão. Paulo do Viso foi Igreja jubilar no Ano Paulino e recebeu duas imagens: a de S. Manuel Clemente) e a da Senhora do Rosário, ambas da autoria da escultora Ana Carvalho. Nesse ano recebeu peregrinações de vários pontos da Diocese e ali se realizou o encerramento da celebração do ano Paulino pelas paróquia das cidade do Porto.

01/08/2026
30/07/2026
16/07/2026

Jesus, o Poeta da Vida (PARTE I)

Jesus aproximava‑se das coisas com uma delicadeza firme, capaz de ver o que os outros não viam. Caminhava pela vida como quem lê um poema que só o coração entende. Via o que estava perdido, tocava o que estava ferido, dizia o que permanecia escondido. E dessa forma de ver — tão humana, tão divina — nascia a sua poesia.

Vem ver como Jesus via,
e deixa‑te acompanhar por este olhar.

***

«Havia na personalidade de Jesus de Nazaré uma faceta de que os Evangelhos nunca falam explicitamente, mas que atravessa todas as suas páginas: o seu talento poético. Uma visão poética da vida, das coisas e até dos sentimentos aparece refletida nas parábolas, nas alegorias, nas comparações e, em geral, no modo sereno como lê os acontecimentos.

Neste Judeu da Galileia há muita ternura e, ao mesmo tempo, uma grande força temperamental. Se o poeta é aquele que sabe exprimir, por meio de palavras, o sentido oculto das coisas e os sentimentos mais profundos do ser humano, Jesus foi um grande poeta. Diria até que mais poeta do que místico — embora também o fosse, no sentido de saber contactar facilmente com as fontes do divino e com as experiências religiosas mais profundas. Foi um poeta intuitivo, que nem os discípulos mais próximos conseguiam acompanhar até ao fundo. Escapava‑lhes das mãos.

Não foi apenas o poeta da cruz — foi, sobretudo, o Poeta da Vida.

Contam que Jesus não suportava ver ninguém a sofrer: doentes, cegos, paralíticos, leprosos, endemoninhados — e que, por isso, “os curava a todos”.

Jesus não se revia, portanto, na futura teologia da cruz que alguns dos seus sucessores elaborariam, apesar de os seus gestos e palavras o terem conduzido infalivelmente ao patíbulo. Não era dos que pensavam que o sofrimento humano é algo de maravilhoso, que salva e redime por si mesmo.

Era radical, severo, despojado; não tinha casa onde dormir e pregava o desapego dos bens em favor da liberdade do espírito. Mas o seu caminho não passava pela vitimização. Era um poeta da vida e das coisas. Acusavam‑no de não impor jejuns nem sacrifícios corporais aos seus discípulos, como fazia João Batista. Ele gostava de desfrutar das pequenas coisas da vida, sem correr atrás da dor. Por isso lhes respondia que os que o seguiam teriam depois tempo para sofrer, já que a vida não é nenhuma festa. Como quem diz que não é preciso procurar a dor: ela encontra‑nos sempre.

Preocupava‑se tão pouco com ter aparência de asceta e homem de sacrifícios que chegaram a acusá‑lo de “bêbado e comilão”, porque não desdenhava partilhar cama e mesa com os amigos, alguns deles fariseus ricos. Gostava dos prazeres simples da vida.

São infinitos os pormenores de ternura do profeta judeu para com os enfermos, as pr******tas, as crianças e os outros marginalizados da sociedade. O seu modo de comunicar com todas as categorias desprezadas pelos poderosos do seu tempo é como um grande poema, lido devagar no brilho dos seus olhos. A parábola da dracma perdida, a da viúva pobre do Templo, a defesa da pr******ta que quebrou um frasco de essências para perfumar os seus pés de profeta itinerante, assim como a raiva com que expulsou os vendilhões do Templo — que estavam a transformar a casa de Deus num “covil de ladrões” — são como outras tantas poesias escritas sobre a pele da sua curta vida.

E que serão as “Bem‑aventuranças”, senão poesia — um desafio a todas as convenções da História? Não será esta poesia o oposto do grande poema de todos os tempos, que inveja e admira os ricos, os fartos, os violentos, os fortes, os que riem e os que se apoderam do mundo pela força? Não serão as “Bem‑aventuranças” a poesia que todos os párias da História sempre desejaram escrever e declamar?

E a oração do “Pai‑Nosso”? Não será a grande poesia que revoluciona a imagem tradicional do Deus vingador e juiz implacável, para se ajoelhar diante de um Deus Pai que não dará um escorpião a quem lhe peça pão e misericórdia, mas oferecerá compaixão e esperança? E também pão — pão autêntico, amassado no forno — para que ninguém tenha fome sobre a terra.

Sempre se disse que Jesus não escreveu nada com a sua própria mão. Na realidade, não é verdade. Fê‑lo pelo menos uma vez: escreveu palavras misteriosas sobre a poeira das lajes da entrada do Templo. A cena narrada pelo Evangelho de João ocorreu quando um grupo de doutores da lei lhe levou uma mulher surpreendida em adultério.

O que Jesus escreveu sobre as lajes seria dirigido aos acusadores da adúltera ou à mulher amedrontada lançada aos seus pés? Ninguém o poderá saber. Ou, melhor, sim: a única que pôde ler aquelas palavras — apagadas em seguida pelos pés dos fiéis que começavam a acorrer ao Templo — foi a mulher de rosto inclinado para o chão. E aqueles versos, os únicos escritos pelo profeta de Nazaré, morreram para sempre, docemente sepultados no coração da mulher. Não apenas o que Jesus escreveu, mas toda a cena da mulher adúltera é um poema de compaixão e de condenação da hipocrisia.»

Juan Arias, in "Jesus, Esse Grande Desconhecido" (adaptado)

➡ Continua amanhã. Na Parte II, entraremos no verso mais profundo da vida de Jesus.

Imagem: pax.valerie (Instagram)

15/07/2026
15/07/2026

"Já fiz tudo, Sr. Padre!"

Há dias em que a rotina do cartório paroquial ganha contornos de uma comédia existencial. Entra por ali adentro alguém apressado, de peito cheio, a dizer-me com toda a convicção do mundo: "Senhor Padre, já fiz tudo o que tinha a fazer nesta vida. Agora só quero um papel que comprove esse tudo."

Confesso que gosto destas conversas.

Pego, muito sério, num dos livros do cartório e começo a folheá-lo demoradamente. Página após página. Com ar concentrado. A pessoa observa em silêncio.

Ao fim de alguns minutos pergunta, intrigada:
— "Tem a certeza de que está a procurar no livro certo?"

Olho para a capa. Viro o livro. E respondo:
— "Olhe... afinal tem razão."

Mostro-lhe a contracapa. "Registo de Óbitos." A pessoa arregala os olhos e exclama:
— "Mas eu ainda estou vivo! Está a procurar no livro dos mortos?"

Sorrio e respondo:
— "Como me disse que já tinha feito tudo... pensei que já estivesse morto. É que, enquanto uma pessoa está viva, ainda há sempre qualquer coisa por fazer."

Rimo-nos os dois.

Mas, quando a gargalhada termina, f**a sempre um silêncio. Daqueles silêncios que fazem mais perguntas do que muitas palavras.

Há uma frase que me inquieta profundamente: "Já fiz tudo." Será?
Quem ama... já amou tudo?
Quem perdoa... já perdoou tudo?
Quem é pai... já ensinou tudo?
Quem é filho... já agradeceu tudo?
Quem acredita... já rezou tudo?

Enquanto houver um coração a bater, haverá sempre um bem por fazer.
Uma palavra por dizer.
Uma ferida por sarar.
Uma visita por realizar.
Um abraço por dar.
Um pecado por confessar.
Uma alma por escutar.
Uma esperança por reacender.

Talvez o maior perigo da vida não seja o cansaço.
É a acomodação.

É começarmos a viver daquilo que já fizemos, em vez de sonharmos com aquilo que Deus ainda quer fazer através de nós.

Os vivos não vivem das medalhas do passado.
Vivem da esperança que ainda têm pela frente.
E essa esperança, graças a Deus, nunca precisa de certidão.

05/07/2026

💡🎉 ÉS JOVEM? ESTA OPORTUNIDADE É PARA TI!

Preocupas-te com aquilo que acontece à tua volta? Com as crianças, os idosos, as famílias mais vulneráveis, os migrantes, as pessoas sem-abrigo ou até com o meio ambiente?

Então chegou o momento de mostrares a tua criatividade e fazeres a diferença!

📢 O Secretariado Diocesano da Pastoral Social da Diocese do Porto lança o Concurso de Ideias Criativas "Sabes o que é a Ação Social?"

Queremos ouvir as tuas ideias para tornar a nossa comunidade mais solidária, inclusiva e atenta às necessidades dos outros.

🏆 Prémio: 1.500€

👥 Participa através do teu professor de EMRC ou da tua paróquia.

📅 Novidades e regulamento disponíveis em setembro.

Porque a mudança começa quando alguém decide agir. E esse alguém podes ser tu!

Endereço

Rua Do Padre Francisco Rangel, 101
Porto
4250-215PORTO

Horário de Funcionamento

Quinta-feira 18:00 - 19:00
Sábado 18:00 - 20:00
Domingo 09:00 - 12:00

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Comunidade de São Paulo do Viso (Paróquia Senhora do Porto) publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar