Mojuba Tranca Ruas das Almas ele é o dono do meu caminho

28/05/2026

AS SETE LÁGRIMAS... DE PAI PRETO”

Foi uma noite estranha aquela noite queda; estranhas vibrações afins
penetravam meu Ser Mental e o faziam ansiado por algo, que pouco a pouco se
fazia definir...
Era um quê desconhecido, mas sentia-o, como se estivesse em comunhão com
minha alma e externava a sensação de um silencioso pranto...
Quem do mundo Astral emocionava assim um pobre “eu”? Não o soube, até
adormecer...e “sonhar”...
Vi meu “duplo” transportar-se, atraído por cânticos que falavam de Aruanda,
Estrela Guia e Zambi; eram as vozes da Senhora da Luz-Velada, dessa Umbanda
de Todos Nós que chamavam seus filhos-de-fé...
E fui visitando Cabanas e Tendas, onde multidões desfilavam... Mas, surpreso
ficava, com aquela “visão” que em cada uma eu “via”, invariavelmente, num
canto, pitando, um triste Pai-preto chorava.
De seus “olhos” molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces, e não
sei por que, contei-as... foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me
e interroguei-o: fala, Pai-preto, diz a teu filho, por que externas assim uma tão
visível dor?
E Ele, suave, respondeu: estás vendo essa multidão que entra e sai? As
lágrimas contadas, distribuídas, estão dentro dela...
A primeira eu a dei a esses indiferentes que aqui vêm em busca de distração,
na curiosidade de ver, bisbilhotar, para saírem ironizando daquilo que sua mente
ofuscada não pode conceber.
Outra, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na
expectativa de um “milagre” que os façam “alcançar” aquilo que seus próprios
merecimentos negam.
E mais outra foi para esses que crêem, porém, numa crença cega, escrava de
seus interesses estreitos. São os que vivem eternamente tratando de “casos”
nascentes uns após outros...
E outras mais que distribui aos maus, aqueles que somente procuram a
Umbanda em busca de vingança, desejam sempre prejudicar a um ser
semelhante – eles pensam que nós, os Guias, somos veículos de suas mazelas,
paixões, e temos obrigação de fazer o que pedem... pobres almas, que das brumas
ainda não saíram.
Assim, vai lembrando bem, a quinta lágrima foi diretamente aos frios e
calculistas – não crêem, nem descrêem; sabem que existe uma força e procuram
se beneficiar dela de qualquer forma. Cuida-se deles, não conhecem a palavra
gratidão, negarão amanhã até que conheceram uma casa de Umbanda...
Chegam suaves, têm o riso e o elogio à flor dos lábios, são fáceis, muito fáceis;
mas se olhares bem seu semblante verás escrito em letras claras: creio na tua
Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se venceram “meu
caso”, ou me curarem “disso ou daquilo”...
A sexta lágrima eu dei aos fúteis que andam de tenda em Tenda, não
acreditam em nada, buscam apenas aconchegos e conchavos; seus olhos revelam
um interesse diferente, sei bem o que eles buscam.
E a sétima, filho, notaste, como foi grande e como deslizou pesada? Foi a
ÚLTIMA LÁGRIMA, aquela que “vive” nos “olhos”de todos os orixás; fiz
doação dessa aos vaidosos, cheios de empáfia, para que lavem suas máscaras e
todos possam vê-los como realmente são...
“Cegos, guias de cegos”, andam se exibindo com a Banda, tal e qual
mariposas em torno da luz; essa mesma LUZ que eles não conseguem VER,
porque só visam à exteriorização de seus próprios “egos”...
“Olhai-os” bem, vede como suas fisionomias são turvas e desconfiadas;
observai-os quando falam “doutrinando”; suas vozes são ocas, dizem tudo de
“cor e salteado”, numa linguagem sem calor, cantando loas aos nossos Guias e
Protetores, em conselhos e conceitos de caridade, essa mesma caridade que não
fazem, aferrados ao conforto da matéria e à gula do vil metal. Eles não têm
convicção.
Assim, filho meu, foi para esses todos que viste cair, uma a uma, AS SETE
LÁGRIMAS DE PAI-PRETO!
Então, com minha alma em pranto, tornei a perguntar: não tens mais nada a
dizer, Pai-Preto? E, daquela “forma velha”, vi um véu caindo e num clarão
intenso que ofuscava tanto, ouvi mais uma vez...
“Mando a luz da minha transfiguração para aqueles que esquecidos pensam
que estão... ELES FORMAM A MAIOR DESSAS MULTIDÕES”...
São os humildes, os simples; estão na Umbanda pela Umbanda, na confiança
pela razão... SÃO OS SEUS FILHOS-DE-FÉ.
São também os “aparelhos”, trabalhadores, silenciosos, cujas ferramentas se
chamam DOM e FÉ, e cujos “salários” de cada noite... são pagos quase sempre
com uma só moeda, que traduz o seu valor numa única palavra – a.
Dedico esta “mística” àqueles que arvoraram em “juízes” do meu Carma e foram ou se dizem ainda meus amigos... Que possam interpenetrá-la e meditar... visto se terem
enganado, redondamente, nas suas “sentenças”, nas suas “predições”...

29/04/2026

Fonte: Doramasdoaxe

KOLOFE                      CONHECIMENTO                       MARIA PADILHA        RAINHA DAS SETE ENCRUZILHADASNome qu...
01/09/2025

KOLOFE
CONHECIMENTO
MARIA PADILHA
RAINHA DAS SETE ENCRUZILHADAS
Nome que significa Rainha do Fogo, Maria Padilha já teve várias encarnações na Terra, e a última delas foi em Ilhéus, na Bahia. Nesta sua última encarnação, ela era uma espanhola que veio para o Brasil morar em Ilhéus, na Bahia e foi morta na porta de um cabaré. Todos os homens que ela teve, em cada uma das encarnações, num total de sete, estão com ela na espiritualidade.
Entre mitos mais variantes que revelam alguma qualidade, a característica especial desta mulher, o que servirá nos terreiros como apoio é o segundo nome que acompanhará o primeiro. Recebe outros apoios que alguns podem pensar que se trata de outra Pomba gira, mas na realidade é ela: "Rainha dos Infernos", "Rainha do Candomblé", "Rainha das Marias", "Rainha das Facas", "Mulher de Lucifer", "Rainha da Malandragem", "Rainha dos Ciganos", etc. Em cada lugar lhe dão diferentes sobrenomes, que na realidade busca elogiar a entidade e transmitir uma maior intimidade.
Tem predileção, igual ao seu principal marido, Rei das 7 Liras (Lúcifer), pelas navalhas e armas brancas em geral, especialmente aquelas que são afiadas e pequenas, onde se deve ter muita agilidade para não ser cortado. Como toda pomba gira, possui numerosos amantes ou parceiros, com os quais pode "juntar-se" ou "trabalhar", sendo essa parceira que protegerá a determinada pessoa.
Cabe esclarecer que nem sempre se formam os mesmos parceiros, pois os mesmos dependeram da morada onde trabalhe a Pomba Gira e o que indique o ponto riscado ou firma espiritual. Apresenta-se sob a aparência de uma formosa mulher, de longos cabelos negros, pele morena (as vezes mais clara e as vezes mais escura), sua idade e físico variam também de acordo com o tipo de caminho ou passagem desta Pomba Gira, pois existem passagens jovens e velhas, sendo igualmente atrativas em qualquer de suas passagens, isto ocorre com todos os Exús de quimbanda, não importando a idade que apresentem, pois tem o dom da sedução.
Ela gosta de luxo, dos homens, de dinheiro, das jóias, da boa vida, dos jogos de azar, de baile e da música. É uma grande bailarina, cujos movimentos podem incluir passos das ciganas em alguns momentos, mexendo sensualmente seus braços, como quem desfruta plenamente de seduzir com o corpo em movimento. Seu porte é altivo, orgulhoso, majestoso, possui características das mulheres que não tem medo de nada. É muito requisitada para atrair amantes, abrir os caminhos, amarrar parceiros, mas principalmente é muito temida por sua frieza e seu implacável poder na questão de demandas. Algumas das principais Pomba Giras que estão dentro de sua falange, abaixo de sua ordem são:
- Maria Mulambo, Maria Quitéria, Maria Lixeira, Maria Mirongueira, Maria das Almas, Maria da Praia, Maria Cigana, Maria Tunica, Maria Rosa, Maria Colodina, Maria Farrapos, Maria Alagoana, Maria Baiana, Maria Navalha.
Todas com características bastante similares, as quais as vezes podem inclusive ser confundidas por quem não tem muita experiência.
A LENDA DA MARIA PADILHA
Vou contar uma lenda de uma pobre Maria,
Que conheceu o luxo e a agonia !
Vou contar a lenda de Maria Padilha,
Que escondia a sedução sob a mantilha !
Ela viveu no século XIV , cheio de magia,
Misticismo e fantasia !
Ela nasceu na Espanha valorosa,
Formosa e maravilhosa !
Ainda criança , Maria Padilha foi abandonada...
Por sua mãe , que era uma coitada...
Ela era filha de mãe solteira...
E virou uma órfã verdadeira !
Ela nunca teve uma família inteira ...
Assim, ela foi criada por uma feiticeira !
Ela gostava de dançar o “flamenco” sensual...
De uma forma especial !
Ela gostava de vestir preto e vermelho ...
Para treinar a dança no espelho !
Na adolescência , ela virou uma cortesã elegante...
Conhecendo muita gente importante !
Ela foi apresentada à Dom Pedro I de Castela...
De uma forma elegante e bela...
Pelo primeiro ministro numa festa...
Ao som de uma linda orquestra !
Assim, os dois dançaram...
E se apaixonaram...
Mas , Pedro estava noivo de Branca de Bourbon,
Que era frágil e sempre saia do tom !
Mas , Maria Padilha fez uma bruxaria,
Que gerou uma grande agonia :
Ela jogou um feitiço no cinto em que Branca...
De uma forma ingênua e franca...
Presenteou o seu amado...
De um jeito calado !
Assim, depois do casamento...
Sem nenhum sentimento...
Aconteceu um tormento :
Branca, dois dias depois, foi abandonada...
Sem entender, absolutamente, nada !
Depois , os membros bastardos da família real...
Sequestraram Pedro de um jeito sensacional !
Mas com a ajuda de Maria Padilha...
Pedro escapou de toda aquela matilha !
Então, ele decidiu transferir sua corte para Alcazar de Sevilha...
Junto com sua amada Maria Padilha !
Depois, ele bolou uma vingança sem piedade...
E matou seus 9 irmãos traiçoeiros de verdade !
Por causa desta vingança de fel...
Ele ficou conhecido como Pedro, o cruel !
Com Maria Padilha, ele teve 4 crianças...
Carregadas de coragem e esperanças !
Porém, um dia...
Cheio de agonia...
A linda Maria...
Morreu vítima da peste negra com muita dor...
Mas, Pedro chorando com ardor...
Nomeou a amada morta como rainha original...
De uma forma especial !
Porém Pedro, o cruel...
Conheceu o próprio fel...
Morrendo nas mãos do único irmão bastardo que escapou a sua ira...
Mas, que conheceu a atrocidade e a mentira !
Esta é a história de Maria Padilha,
Que escondia a sedução sob a mantilha...
E que de tanto fazer magias e de possuir um olhar de vampira...
Tem seitas que dizem que ela é a real pomba–gira.
Créditos: PAI FOLHA

26/08/2025
Zé Pilintra Os malandros têm como principalcaracterística de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela músic...
28/01/2025

Zé Pilintra

Os malandros têm como principal
característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres (principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, etc...).
Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira.
Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro. No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro.
Alguns quando se manifestam vestem-se a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”.
Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes ci****os, mas utilizam também o charuto. São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá. Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas. Existem também as manifestações femininas da malandragem, Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem. Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são Exus. Essa idéia existe porque quando não são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles. Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo podem (caso o desejem) se tornarem Exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus. Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem! Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus, com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco (ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala. Gosta muito de ser agradado com presentes, festas, ter sua roupa completa, é muito vaidoso, tem duas características marcantes: Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las, etc... Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor mas sem perder suas características. Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta. E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fuma ci****os, cigarilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão, extrovertido. Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas, assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus. Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros, pois ele também toma conta das portas, das entradas, etc... É muito conhecido por sua irreverência, suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu, até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.

HISTORIA DO SEU ZÉ PILINTRA

José dos Anjos, nascido no interior de Pernambuco, era um negro forte e ágil, grande jogador e bebedor, mulherengo e brigão. Manejava uma faca como ninguém, e enfrentá-lo numa briga era o mesmo que assinar o atestado de óbito. Os policiais já sabiam do perigo que ele representava. Dificilmente encaravam-no sozinhos, sempre em grupo e mesmo assim não tinham a certeza de não saírem bastante prejudicados das pendengas em que se envolviam. Não era mal de coração, muito pelo contrário, era bondoso, principalmente com as mulheres, as quais tratava como rainhas. Sua vida era à noite. Sua alegria, as cartas, os dadinhos a bebida, a farra, as mulheres e por que não, as brigas. Jogava para ganhar, mas não gostava de enganar os incautos, estes sempre dispensava, mandava embora, mesmo que precisasse dar uns cascudos neles. Mas ao contrário, aos falsos espertos, os que se achavam mais capazes no manuseio das cartas e dos dados, a estes enganava o quanto podia e os considerava os verdadeiros otários. Incentivava-os ao jogo, perdendo de propósito quando as apostas ainda eram baixas e os limpando completamente ao final das partidas. Isso bebendo aguardente, cerveja, vermouth, e outros alcoólicos que aparecessem.
No Nordeste do Pais, mas precisamente em Recife (na religião que conhecemos como Catimbó), ainda que nas vestes de um malandrão, a figura de Zé Pilintra, tem uma conotação completamente diferente. Lá, ele é doutor, é curador, é Mestre e é muito respeitado. Em poucas reuniões não aparece seu Zé. O reino espiritual chamado “Jurema”, é o local sagrado onde vivem os Mestres do Catimbó, religião forte do Nordeste, muito aproximada da Umbanda, mas que mantém suas características bem independentes. Na Jurema, Seu Zé, não tem a menor conotação de Exu, a não ser quando a reunião é de esquerda, por que o Mestre tem essa capacidade. Tanto pode vir na direita ou na esquerda. Quando vem na esquerda, não é que venha para praticar o mal, é justamente o contrário, vem revestido desse tipo de energia para poder cortá-la com mais propriedade e assim ajudar mais facilmente aos que vem lhe rogar ajuda. No Catimbó, Seu Zé usa bengala, que pode ser qualquer cajado, fuma ca****bo e bebe cachaça. Dança côco, Baião e Xaxado, sorri para as mulheres, abençoa a todos, que o abraçam e o chamam de padrinho

História de Maria Padilha da EstradaA seguir, você pode conferir a história de Maria Padilha da Estrada, contada por ela...
25/01/2025

História de Maria Padilha da Estrada

A seguir, você pode conferir a história de Maria Padilha da Estrada, contada por ela mesma. Sempre estive à procura de um amor verdadeiro, que preenchesse realmente o vazio no meu coração, pois com a morte de minha mãe, a vida já não fazia mais sentido.
Vivia em um palácio muito próspero, andava sempre bem vestida e com milhares de joias. Passei boa parte de minha vida ao lado de um amor infiel, que ficava comigo só pra me usar e se satisfazer.
O filho do rei, que iria ser o possível sucessor, fazia de tudo para me tirar do sério e ser mandada pra longe dali, mas sempre agia com cautela e serenidade.
Olhava cada passo do rei e do príncipe, cada suspiro e cada palavra. Eu preparava duas sepulturas.
Aquela vida me desgastava por dentro e tudo o que eu queria era acabar com a vida dos dois. Durante muito tempo, envenenava a comida dos dois e, de pouquinho em pouquinho, via os dois definharem. Em uma dessas, fui pega pelo príncipe na copa do palácio e ele, sem pensar duas vezes, foi falar com o pai.
Eu, o mais rápido possível, peguei a lâmina sobre a mesa e cravei no seu peito sem dó nem piedade. Matei! Matei o príncipe. Na mesma hora gritei.Gritei tão alto que todos escutaram e foram ver.
Estava eu, de joelhos no chão, com o pescoço cortado para disfarçar a tragédia que cometi.
O rei se lamentou, perguntou o que tinha acontecido e eu fiz a cena completa, disse que um ladrão entrou no palácio com uma lâmina, cortou meu pescoço e matou o príncipe.
O rei acreditou, enterrou seu próprio filho mesmo nunca encontrando o ladrão. A verdade sempre aparece e em uma dessas ela apareceu. Descobriram quem tinha tirado a vida do príncipe. Eu estava dormindo e me acordaram aos sustos.
Era meu fim, me levaram pra bem longe, era um lugar sujo e fedorento. Me acorrentaram, me prenderam feito cachorro.
Sem água. Sem comida. Sem vida. Sem nada. Minha fé se mantia a cada minuto naquela lama, mas a sede e a fome me consumia.
Eu não matei por matar. Matei porquê o amava. Matei porquê ele me traia. Matei porquê ele era a única pessoa que sentia algo. Eu matei. Matei o sucessor. Matei o meu amor.
Fui acorrentada, abusada, ofendida e morta. Pra quem não me conhece, permite me apresentar. Me chamo Maria Padilha da Estrada. Aqui e em qualquer outro lugar.

MAS SERÁ O BENEDITO? Repense seus reis…Benedito Meia-Légua, que assombrou os escravagistas anos antes da abolição. Seu n...
23/11/2024

MAS SERÁ O BENEDITO?
Repense seus reis…

Benedito Meia-Légua, que assombrou os escravagistas anos antes da abolição. Seu nome original era Benedito Caravelas e viveu até 1885, um líder nato e bastante viajado, conhecia muito do nordeste. Suas andanças conferira-lhe a alcunha de “Meia-légua”. Andava sempre com uma pequena imagem de São Benedito consigo, que ganhou um significado mágico depois.

Ele reunia grupos de negros insurgentes, invadindo as Senzalas, libertando outros negros e saqueando fazendas.

Contam que ele era um estrategista ousado e criativo, criava grupos pequenos para evitar grandes capturas e atacavam fazendas diferentes simultaneamente. A genialidade do plano era que o líder de cada grupo se vestia exatamente como ele.

Sempre que um tinha o infortúnio de ser capturado, Benedito reaparecia em outras rebeliões. Os fazendeiros passaram a crer que ele era Imortal. E sempre que haviam notícias de escravos se rebelando vinha a pergunta “Mas será o Benedito?”

O mito ganhou força após uma captura dramática. Benedito chegou a São Mateus (ES) amarrado pelo pescoço, sendo puxado por um capitão do mato montado a cavalo. Foi dado como morto e levado ao cemitério dos escravos, na igreja de São Benedito. Noutro dia, quando foram dar conta do corpo, ele havia sumido e apenas pegadas de sangue se esticavam no chão.
Surgiu a lenda que ele era protegido pelo próprio São Benedito. Por mais de 40 anos ele e seu Quilombo, mais do que resistiram, golpearam o sistema escravocrata.

Meia-Légua só foi morto na sua velhice, manco e doente. Ele dormia em um tronco oco de árvore. Esconderijo que foi denunciado por um caçador. Seus perseguidores ficaram a espreita, esperando Benedito se recolher. Tamparam o tronco e atearam fogo.

Seu legado é um rastro de coragem, fé, ousadia e força para lutar pelo nosso povo, que ainda hoje é representado em encenações de Congada e Ticumbi pelo Brasil. Em meio as cinzas encontraram sua pequena imagem de São Benedito.

Todo dia 1 De Janeiro, o cortejo de Ticumbi vai buscar a pequena imagem do São Benedito do Córrego das Piabas e levar até a igreja em uma encenação dramática para celebrar a memória de Meia-Légua.

04/09/2024

Protegidos de Exu Tranca Rua Das Almas

Os protegidos de Exu Tranca Rua das Almas são muitos.
Afinal, essa é uma das entidades mais
famosas da Umbanda.Logo, é natural que muitas pessoas se conecte ao poder de Tranca Rua.
Há variadas almas que pedem pela força que emana de tal espírito.
Caso você consiga se abrir para a força de Exu, as coisas darão certo em sua vida. Para ser um
protegido de Tranca Rua, basta que permita isso a si mesmo.
Você deve realizar uma ligação profunda com a entidade e criar um laço forte com esse espírito superior.
Abrindo a sua alma para as positividades que vêm do Exu Tranca Rua das Almas, a vida será mais bela e segura. De fato, você conseguirá a proteção que tanto almeja.

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