Mojuba Tranca Ruas das Almas ele é o dono do meu caminho

07/08/2026
Pomba Gira Salomé Eu venho lhes contar a minha história,muitos talvez não me conheçam masainda irão ouvir falar de mim!N...
05/08/2026

Pomba Gira Salomé

Eu venho lhes contar a minha história,
muitos talvez não me conheçam mas
ainda irão ouvir falar de mim!
Não me orgulho do que fiz, se eu sofri a culpa foi minha e hoje eu sei reconhecer!
Fugi de casa aos 13 anos, me envolvi
com vários homens, me julgava adulta,
e queria agir como tal....
Escrevi a minha própria sina!
Aos 14 já trabalhava em um cabaré,
atendia desde os mais carinhosos até os
piores tipos!
Era muito nova, e pra aguentar tudo
aquilo acabei me envolvendo com as
dr**as....
Com o tempo mal via o sol, dormia o dia
todo e trabalhava a noite inteira....
Leonor a dona do cabaré era
uma mulher muito rica e cruel, nos
cobrava muito caro pela moradia e pela
comida, mal sobrava para pagar as
dividas que acumulavam..
E cada vez mais eu me drogava para
trabalhar e tentar pagar as dividas...
Eu não tinha a quem recorrer, havia
sido uma péssima filha, abandonei
minha familia e pra lá não voltaria!
O tempo foi passando, e cada vez mais
eu me afundava, já não conseguia
ficar nem um dia sequer sem os
entorpecentes, e aquilo foi acabando
comigo....
Sem perceber eu estava me tornando
uma pessoa depressiva, mal comia e
aquele belo corpo de antes foi secando...
Que triste sina, eu cavei minha
sepultura!
Já não conseguia me olhar no espelho,
tinha vergonha de mim mesma, tinha
vergonha do que eu havia me tornado!
Me julgava fraca, inútil
Já não queria nem levantar da cama...
Mas Leonor era terrivel, e não dava
folga!
Aquela rotina não era mais pra mim,
meu corpo já não aguentava, e cada vez
mais eu me drogava pra fugir daquilo,
pra fugir daquela realidade!
Eu me perguntava como me deixei
levar, como pude ser tão fraca?
Eu deveria ter escutado meus pais,
deveria ter obedecido eles
Mas já era tarde!
Depois de passar 3 dias virada, só
trabalhando eu tive um surto, mal
consigo lembrar de como foi, pois eu
estava muito drogada!
No meio daquela loucura acabei dando
fim a minha vida, me desprendi
do corpo e fui levada por espiritos
aterrorizantes ao vale dos suicidas!
Eu era perseguida por espiritos ruins,
que me sugavam o pouco de energia
que me restava, eu me sentia no
inferno!
Mesmo após a morte eu sentia vontade
de me drogar, tinha abstinências e
sofria…..
Que lugar horrivel, eu ficava horas
olhando para o nada, já havia perdido
a noção do tempo, já não sabia dizer
quanto tempo estava lá.... Não havia
dia, não havia noite!
Era apenas trevas, gritos, sofrimentos!
Depois de séculos naquele lugar, eu fui
resgatada por Leonor, que veio ao meu
encontro me socorrer e me tirar dali
pra se redimir das atrocidades que ela
havia feito comigo em vida!
Leonor já atendia por outro nome....
Ela me ajudou a me recompor, me
ensinou muitas coisas do astral....
Depois de mais alguns séculos traba-
lhando para Leonor no astral, eu fui
coroada pelo Rei das 7 Encruzilhadas,
e recebi a noticia de que eu abriria
a minha própria falange, com uma
missão!
Ajudar as pessoas e não deixar elas
cometerem o mesmo erro que um dia
eu cometi
Hoje eu lhe digo, tome muito cuidado
com o caminho que está trilhando para
sua vida, pois ele pode não ter volta!
Se estiver passando por isso, ainda dá
tempo
É só chamar por mim!
Me chamo Pombo Gira Salomé

28/05/2026

AS SETE LÁGRIMAS... DE PAI PRETO”

Foi uma noite estranha aquela noite queda; estranhas vibrações afins
penetravam meu Ser Mental e o faziam ansiado por algo, que pouco a pouco se
fazia definir...
Era um quê desconhecido, mas sentia-o, como se estivesse em comunhão com
minha alma e externava a sensação de um silencioso pranto...
Quem do mundo Astral emocionava assim um pobre “eu”? Não o soube, até
adormecer...e “sonhar”...
Vi meu “duplo” transportar-se, atraído por cânticos que falavam de Aruanda,
Estrela Guia e Zambi; eram as vozes da Senhora da Luz-Velada, dessa Umbanda
de Todos Nós que chamavam seus filhos-de-fé...
E fui visitando Cabanas e Tendas, onde multidões desfilavam... Mas, surpreso
ficava, com aquela “visão” que em cada uma eu “via”, invariavelmente, num
canto, pitando, um triste Pai-preto chorava.
De seus “olhos” molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces, e não
sei por que, contei-as... foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me
e interroguei-o: fala, Pai-preto, diz a teu filho, por que externas assim uma tão
visível dor?
E Ele, suave, respondeu: estás vendo essa multidão que entra e sai? As
lágrimas contadas, distribuídas, estão dentro dela...
A primeira eu a dei a esses indiferentes que aqui vêm em busca de distração,
na curiosidade de ver, bisbilhotar, para saírem ironizando daquilo que sua mente
ofuscada não pode conceber.
Outra, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na
expectativa de um “milagre” que os façam “alcançar” aquilo que seus próprios
merecimentos negam.
E mais outra foi para esses que crêem, porém, numa crença cega, escrava de
seus interesses estreitos. São os que vivem eternamente tratando de “casos”
nascentes uns após outros...
E outras mais que distribui aos maus, aqueles que somente procuram a
Umbanda em busca de vingança, desejam sempre prejudicar a um ser
semelhante – eles pensam que nós, os Guias, somos veículos de suas mazelas,
paixões, e temos obrigação de fazer o que pedem... pobres almas, que das brumas
ainda não saíram.
Assim, vai lembrando bem, a quinta lágrima foi diretamente aos frios e
calculistas – não crêem, nem descrêem; sabem que existe uma força e procuram
se beneficiar dela de qualquer forma. Cuida-se deles, não conhecem a palavra
gratidão, negarão amanhã até que conheceram uma casa de Umbanda...
Chegam suaves, têm o riso e o elogio à flor dos lábios, são fáceis, muito fáceis;
mas se olhares bem seu semblante verás escrito em letras claras: creio na tua
Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se venceram “meu
caso”, ou me curarem “disso ou daquilo”...
A sexta lágrima eu dei aos fúteis que andam de tenda em Tenda, não
acreditam em nada, buscam apenas aconchegos e conchavos; seus olhos revelam
um interesse diferente, sei bem o que eles buscam.
E a sétima, filho, notaste, como foi grande e como deslizou pesada? Foi a
ÚLTIMA LÁGRIMA, aquela que “vive” nos “olhos”de todos os orixás; fiz
doação dessa aos vaidosos, cheios de empáfia, para que lavem suas máscaras e
todos possam vê-los como realmente são...
“Cegos, guias de cegos”, andam se exibindo com a Banda, tal e qual
mariposas em torno da luz; essa mesma LUZ que eles não conseguem VER,
porque só visam à exteriorização de seus próprios “egos”...
“Olhai-os” bem, vede como suas fisionomias são turvas e desconfiadas;
observai-os quando falam “doutrinando”; suas vozes são ocas, dizem tudo de
“cor e salteado”, numa linguagem sem calor, cantando loas aos nossos Guias e
Protetores, em conselhos e conceitos de caridade, essa mesma caridade que não
fazem, aferrados ao conforto da matéria e à gula do vil metal. Eles não têm
convicção.
Assim, filho meu, foi para esses todos que viste cair, uma a uma, AS SETE
LÁGRIMAS DE PAI-PRETO!
Então, com minha alma em pranto, tornei a perguntar: não tens mais nada a
dizer, Pai-Preto? E, daquela “forma velha”, vi um véu caindo e num clarão
intenso que ofuscava tanto, ouvi mais uma vez...
“Mando a luz da minha transfiguração para aqueles que esquecidos pensam
que estão... ELES FORMAM A MAIOR DESSAS MULTIDÕES”...
São os humildes, os simples; estão na Umbanda pela Umbanda, na confiança
pela razão... SÃO OS SEUS FILHOS-DE-FÉ.
São também os “aparelhos”, trabalhadores, silenciosos, cujas ferramentas se
chamam DOM e FÉ, e cujos “salários” de cada noite... são pagos quase sempre
com uma só moeda, que traduz o seu valor numa única palavra – a.
Dedico esta “mística” àqueles que arvoraram em “juízes” do meu Carma e foram ou se dizem ainda meus amigos... Que possam interpenetrá-la e meditar... visto se terem
enganado, redondamente, nas suas “sentenças”, nas suas “predições”...

29/04/2026

Fonte: Doramasdoaxe

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