Igreja de São José

Igreja de São José A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, PAROQUIAL DE SÃO JOSÉ, integra a Diocese de Angra e Ilhas dos Açores e está instalada da cidade de Ponta Delgada.

DE TEMPLO FRANCISCANO A PAROQUIAL DE SÃO JOSÉ:
BREVE HISTÓRIA DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

As terras onde hoje se encontra a igreja paroquial de São José eram, no século XVI, propriedade de Fernão de Quental e de sua mulher, Margarida de Matos, sendo esta quem ali mandou erguer uma ermida de invocação a Nossa Senhora da Conceição, em data que se desconhece. O templo apenas terá sido terminado após sua morte, pelos seus filhos Afonso de Matos de Quental e Jerónimo de Quental, decorria então o ano de 1544. Nessa altura, já ali estavam instalados os frades menores de São Francisco de Assis, vindos de Vila Franca do Campo para Ponta Delgada por volta de 1525, três anos após o sismo que destruiu aquela vila micaelense. Quando estes frades franciscanos manifestaram o interesse em se instalar em Ponta Delgada, pretensão bem acolhida pela governação local, foi-lhes indicado três locais possíveis para a instalação do cenóbio: a nascente, perto da Calheta de Pero de Teive, onde hoje se localiza a Cadeia da Boa Nova; a norte, num campo onde mais tarde os capitães do Donatário e futuros condes de Vila Franca levantariam o seu paço, sensivelmente onde agora está a Escola Secundária Antero de Quental; e, finalmente, a poente, junto à ermida de Nossa Senhora da Conceição, erguida por Margarida de Matos, o local escolhido. Assim, em julho de 1525, Frei Brás, comissário da Ordem de São Francisco de Assis nas ilhas dos Açores, solicitou aquela ermida à Câmara Municipal de Ponta Delgada para ali ser edificado o desejado convento, no que foi prontamente atendido pelo senado camarário. Um documento municipal datado do mesmo mês testemunha a dação, dizendo que da dita “ermida e adro e cerrado lhe logo deram a posse e houveram por apossado para fazimento do dito mosteiro da Ordem de São Francisco” (1). Sobre essa ermida, os franciscanos viriam a proceder à construção de um novo templo que conservou a primitiva evocação. Iniciado muito possivelmente ainda no século XVI, dele pouco se sabe hoje, apenas Frei Agostinho de Monte Alverne, nas Crónicas da Província de São João Evangelistas das Ilhas dos Açores, nos dá notícia, dizendo que para além do altar-mor tinha mais “sete altares, um dos quais dedicados aos Santos Cosmes” (2). O crescente número de irmãos, e da comunidade a que estes assistiam, levou a que passado pouco mais de um século, mais concretamente em 1709, os franciscanos dessem início à construção de uma nova e maior igreja que, passados seis anos, a 25 de junho de 1714, receberia o Santíssimo Sacramento, conforme consta na inscrição lapidar que sobrepuja a porta principal do templo. Os acabamentos, nomeadamente a decoração, ainda se prolongariam por muito mais tempo, sendo a igreja apenas sagrada a 4 de julho de 1789 (3). O novo retábulo do altar-mor, concebido em estilo barroco nacional, receberia uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, em nicho central, ladeada por São Francisco de Assis e São Domingos de Gusmão, numa solução adotada em inúmeras outras igrejas franciscanas. A extinção das ordens religiosas em Portugal, na sequência de guerra civil de 1832-1834 e da implantação do regime liberal, veio alterar a vivência dos Frades Menores de São Francisco nesse espaço que, após a sua expulsão, foi entregue à paróquia de São José atendendo a que sua igreja ameaçava ruína. A paróquia de São José teve origem no lugar de Santa Clara, solitário arrabalde da Ponta Delgada quinhentista, em cuja ermida foi estabelecida a sede da paróquia – a terceira da então nascente cidade (4), depois das de São Sebastião e São Pedro – por D. Gaspar de Faria, Bispo de Angra (1571- 1576), logo nos primeiros anos da sua prelatura. A nova paróquia seria acrescentada em superfície “fregueses”, alguns anos depois, quando em 1581 o Bispo seguinte, D. Pedro de Castilho, que governou a diocese até 1586, lhe alterou o limite nascente para junto da rua da Cruz e sua continuação para norte, estabelecendo nova confrontação com a vizinha matriz de São Sebastião. Aos cerca de 300 “fregueses” que Santa Clara teria por essa altura, segundo informação de Gaspar Frutuoso nas Saudade da Terra, vieram então juntar-se mais 766 “almas de confissão”, dessas novas áreas. Na mesma provisão que estabelece o aumento da área da paróquia, o referido bispo considera a pequena ermida de Santa Clara exígua e distante, face às necessidades dos seus mais recentes paroquianos, ordenando a construção de um templo maior e mais próximo destes (5). O bispo D. Pedro de Castilho decretou um prazo de quatro anos para edificação da nova igreja, mas como se sabe a ordem e o prazo não foram cumpridos e a sede paroquial rondou ainda pela igreja do convento franciscano de Ponta Delgada e pelas ermidas do Corpo Santo, das Chagas e de São Mateus para, apenas em 1714, se fixar num templo dedicado a São José, erguido então onde hoje é o Jardim Sena Freitas. Seria esta igreja, construída mais próxima do centro urbano de Ponta Delgada, que iria mudar o nome à paróquia, que de Santa Clara passou gradualmente a São José (6). Passados apenas cem anos, talvez pela má qualidade da construção ou por ação dos elementos naturais, esta igreja de São José já ameaçava ruína, facto que levou a solicitar-se junto ao Prefeito José António Ferreira de Moura, responsável pela Província Oriental dos Açores, a mudança da paróquia – então já conhecida por aquela evocação – para a igreja do antigo convento dos franciscanos, entretanto vacante no seguimento da extinção das ordens religiosas em Portugal, ocorrida em 1834. Assim, a 14 de setembro desse mesmo ano (7), a sede da paróquia de São José foi transladada definitivamente para a igreja de Nossa Senhora da Conceição (8). Cinco anos depois, uma Carta Régia (9), assinada pela Rainha D. Maria II e datada de 30 de julho de 1839, ao conceder o espaço do antigo convento e sua cerca à Misericórdia de Ponta Delgada, também definia as áreas do antigo cenóbio agora na posse da paróquia de São José: “a Igreja e suas pertenças, que comprehendem tambem o corredor de pedra e sua galeria ao sul da dita Igreja, o quarto da livraria sobre a Sacristia, e duas pequenas porções de terreno, cercadas de muro, contiguas á mesma Sacristia”. Também o recheio artístico da igreja franciscana ficou na posse da paróquia, constando do Inventário dos vasos sagrados, paramentos e mais objectos existentes na Igreja dos extintos egressos franciscanos, desta dita cidade, hoje pertencendo à paroquial de São José da mesma cidade, feito no dito dia 5 de Outubro de 1837 e guardado no Arquivo Paroquial. A paróquia de São José mantém, desde então, a sua sede na antiga igreja conventual de Nossa Senhora da Conceição, que apesar de continuar sob a evocação da Virgem Maria, é hoje popularmente conhecida como “Igreja de São José”, mostrando o apreço em que é tido o santo patrono da paróquia, pai terrestre de Jesus Cristo e Protetor da Igreja Católica. Ana Maria Fernandes
Pedro Pascoal F. de Melo

1- Vd. Arquivo dos Açores, vol. XIV, pp. 220-221.
2- Estes eram São Cosme e São Damião, cujo retábulo ainda permanece à entrada da igreja, à esquerda, do lado do Evangelho, dos quais
houve relíquias trazidas de Roma por um tal Diogo ou Jácome Raposo.
3- Conforme consta em lápide colocada na galilé da igreja. Neste ato seriam utilizadas as referidas relíquias de São Cosme e São
Damião, que foram encerradas em caixa algures debaixo da capela-mor.
4- Vd. I, pp. 323-324.
5- Vid. Arquivo Paroquial da Igreja de São José, Livro de capítulos de visitas (1581-1798), fl. 4v.
6- Facto que se poderá explicar pela sua importância em número paroquianos, largamente superior aos que continuavam a frequentar a pequena ermida do antigo lugar de Santa Clara.
7- Vd. Escavações de Francisco Maria Supico, Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1995, p. 657.
8- A arruinada sede paroquial, da evocação de São José, seria demolida alguns anos mais tarde, após ter tido usos diversos, para no local ser construído o primeiro Teatro Micaelense, no ano de 1861.
9- Publicada no Diário do Governo, n.º 186, de 7 de agosto de 1839.

NOVO ANO DA CATEQUESENo passado fim de semana, o renovado Salão Paroquial de São José acolheu a reunião de pais e encarr...
21/09/2026

NOVO ANO DA CATEQUESE

No passado fim de semana, o renovado Salão Paroquial de São José acolheu a reunião de pais e encarregados de educação da Catequese, num primeiro encontro de preparação para o novo ano catequético e pastoral.

O encontro foi aberto pelo nosso pároco, Pe. Duarte Melo, com uma palavra de boas-vindas às famílias, catequistas e crianças que iniciam ou retomam este caminho de fé.

Seguiu-se uma breve apresentação feita pela Ir. Domingas Lisboa, da Coordenação da Catequese, sobre o novo Diretório Catequético e sobre os principais desafios deste ano.

No final, cada catequista reuniu com os pais e encarregados de educação do respetivo ano de catequese, num momento de maior proximidade, diálogo e preparação.

A Catequese é sempre um caminho feito em conjunto: crianças, famílias, catequistas e comunidade paroquial. É assim que aprendemos a confiar, a caminhar e a crescer na fé.

Informamos ainda que continuam abertas as matrículas para a Catequese.

ABERTURA DO ANO PASTORALNo próximo domingo, dia 27 de setembro, às 11h00, a Paróquia de São José assinala o início do no...
20/09/2026

ABERTURA DO ANO PASTORAL

No próximo domingo, dia 27 de setembro, às 11h00, a Paróquia de São José assinala o início do novo ano pastoral com a celebração da Missa Solene de Abertura do Ano Pastoral.

Em comunhão com a Diocese de Angra, iniciamos este caminho sob a interpelação:
“Como chegar à outra margem?”.

Somos chamados a viver este novo ano com espírito de conversão, acolhimento e missão, procurando ser uma comunidade mais atenta, mais próxima e mais disponível para ir ao encontro de todos.

Convidamos todos os grupos, movimentos, serviços paroquiais, famílias e paroquianos a participar.

Com São José, passar à outra margem!

INFORMAÇÃOAmanhã, domingo, dia 20 de setembro, o Campo de São Francisco acolhe a Bênção dos Capacetes, pelas 10h00, com ...
19/09/2026

INFORMAÇÃO

Amanhã, domingo, dia 20 de setembro, o Campo de São Francisco acolhe a Bênção dos Capacetes, pelas 10h00, com a presença de S. Exa. Revma. o Senhor Bispo de Angra.

Trata-se de uma iniciativa aberta à população, que trará certamente maior movimento à zona envolvente da Igreja de São José.

Nesse sentido, partilhamos a informação da Polícia Municipal de Ponta Delgada relativa aos condicionalismos de trânsito e estacionamento previstos entre as 8h00 e as 12h00, no Campo de São Francisco e ruas próximas.

A Eucaristia dominical das 11h00, na Igreja de São José, mantém-se no horário habitual.

Aconselha-se, por isso, que os paroquianos e todos os que pretendam participar nesta Eucaristia tenham em atenção estes condicionalismos e se desloquem com alguma antecedência.

🏍️ CONDICIONALISMOS DE TRÂNSITO | 1.ª BÊNÇÃO DOS CAPACETES NOS AÇORES 🏍️

​Este domingo, o Campo de São Francisco acolhe, pela primeira vez nos Açores, a Bênção dos Capacetes, integrada no âmbito da 11.ª edição nacional desta celebração que decorre anualmente em Fátima.

​
Para verificar todos os detalhes sobre o condicionamento de trânsito e vias alternativas, consulte o edital na íntegra:
🔗https://www.cm-pontadelgada.pt/cmpontadelgada/uploads/document/file/7177/edital.pdf

​👮‍♂️ Recomendações da Polícia Municipal:

​Planeie as suas deslocações com antecedência e utilize vias alternativas caso pretenda circular na área circundante.

​Apelamos a todos os motociclistas e condutores que respeitem a sinalização temporária e as indicações dos agentes no local.

​Contamos com a colaboração de todos para que esta celebração decorra com máxima segurança e serenidade!

17/09/2026
141 ANOS AO SERVIÇO DA COMUNIDADEA Paróquia de São José teve a alegria de acolher, na Eucaristia Dominical do passado di...
15/09/2026

141 ANOS AO SERVIÇO DA COMUNIDADE

A Paróquia de São José teve a alegria de acolher, na Eucaristia Dominical do passado dia 6, o Comando Territorial dos Açores da Guarda Nacional Republicana, no início das comemorações do seu 141.º aniversário.

Agradecemos a escolha da nossa Igreja para assinalar esta data e a oportunidade de nos associarmos a esta celebração, com uma palavra de reconhecimento a todos os militares e civis que, nos Açores, cumprem diariamente a missão de servir e proteger.

Ao Comando Territorial dos Açores da GNR, os nossos parabéns e votos de continuação de bom serviço à nossa comunidade.

PLANO PASTORAL DIOCESANO 2026-2027Foi publicado o novo subsídio pastoral da Diocese de Angra para o ano 2026-2027, com a...
21/08/2026

PLANO PASTORAL DIOCESANO 2026-2027

Foi publicado o novo subsídio pastoral da Diocese de Angra para o ano 2026-2027, com a interpelação: “Como chegar à outra margem”.

Inspirado na travessia do mar da Galileia, este caminho pastoral convida as nossas comunidades a sair de si mesmas, a vencer o comodismo e a ir ao encontro de quem está mais afastado, fragilizado ou à procura de recomeçar.

Acolhimento, conversão e missão são as três dimensões propostas para este novo ano pastoral, no horizonte da caminhada diocesana rumo aos 500 anos da Diocese de Angra.

Também a nossa Paróquia de São José acolhe este desafio, procurando ser cada vez mais uma comunidade de portas abertas, próxima, fraterna e atenta a todos.

“Não esperemos mais; olhemos para a outra margem e vamos.”

Consulte aqui:

https://formacao.diocesedeangra.pt/wp-content/uploads/2026/08/Projeto-Pastoral-Diocesano-2026-27.pdf?utm_source=mailpoet&utm_medium=email&utm_source_platform=mailpoet

TEMOS PRESSA - 15 DE AGOSTO Na Igreja de São José, em Ponta Delgada, celebrámos a Assunção da Virgem Santa Maria, uma fe...
15/08/2026

TEMOS PRESSA - 15 DE AGOSTO

Na Igreja de São José, em Ponta Delgada, celebrámos a Assunção da Virgem Santa Maria, uma festa que traz uma alegria redobrada aos nossos corações e nos recorda a esperança a que somos chamados.

Na homilia, o nosso pároco, Pe. Duarte Melo, afirmou que “a festa que celebramos é para nós o anúncio mais eloquente e esclarecedor de que o nosso corpo é digno de Deus e de que o nosso destino é a imortalidade”.

“São Lucas evidencia a alegria do encontro de duas mulheres, uma alegria que não se confunde com mais nada”, recordou. A fé de Maria é a arca da Aliança, e dos seus lábios nasce um cântico que atravessa as gerações e dá voz aos humildes, aos oprimidos e aos que esperam em Deus.

“O Magnificat é um cântico surpreendente e transformador. É um cântico profético e de denúncia”, afirmou o Pe. Duarte, lembrando que nele os humildes são elevados e os poderosos confrontados com uma lógica diferente: a lógica de Deus. “Esta festa não nos pode deixar indiferentes”, acrescentou, porque anuncia uma liberdade e uma esperança destinadas a todos os povos e nações.

Maria, Mãe da Igreja, ensina-nos assim a acolher a Palavra e a deixar que ela transforme a vida. E também nós somos chamados a acreditar, a recomeçar e a ser, no nosso tempo, sinais de beleza, de vida e de esperança.

Como escreveu a poeta Adília Lopes:
“A minha história
é outra
e começa agora
Estou sempre
a começar”

DIA DOS AVÓSCelebramos hoje o Dia dos Avós, confiando à intercessão de São Joaquim e Santa Ana todos os avós da nossa co...
26/07/2026

DIA DOS AVÓS

Celebramos hoje o Dia dos Avós, confiando à intercessão de São Joaquim e Santa Ana todos os avós da nossa comunidade.

Na tradição da Igreja, São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus, recordam-nos a importância da família, da transmissão da fé e da presença daqueles que acompanham, educam e amam ao longo da vida.

Neste dia, queremos agradecer a todos os avós pelo testemunho, pela ternura e pela sabedoria que oferecem às suas famílias e à comunidade.

Que São Joaquim e Santa Ana intercedam por todos os avós, pelos que cuidam e pelos que são cuidados, e fortaleçam os laços de amor entre as gerações.

São Joaquim e Santa Ana, rogai por nós.

Fotografia: imagem de São Joaquim e Santa Ana, Sé do Funchal

O Salão de São José está pronto para acolher a celebração do 26.º aniversário da Vila Azálea, uma das valências do Centr...
22/07/2026

O Salão de São José está pronto para acolher a celebração do 26.º aniversário da Vila Azálea, uma das valências do Centro Paroquial do Bem-Estar Social de São José.

Preparado para este momento de festa e convívio, o espaço mostra, uma vez mais, a sua versatilidade e as condições que oferece para a realização de celebrações, encontros e outros eventos.

Amplo e acolhedor, o Salão de São José constitui um espaço ao serviço da comunidade, disponível mediante reserva no Cartório Paroquial (telefone: 296 282 894; email: [email protected])

A Escola Diocesana de Formação prolongou, excecionalmente, o prazo de inscrições até ao próximo dia 24 de julho.Esta é u...
16/07/2026

A Escola Diocesana de Formação prolongou, excecionalmente, o prazo de inscrições até ao próximo dia 24 de julho.

Esta é uma última oportunidade para quem deseja aprofundar a sua fé e conhecer melhor a Teologia, a Sagrada Escritura e outras áreas fundamentais da vida cristã.

Endereço

Campo De São Francisco
Ponta Delgada
9500-153

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