16/06/2026
Há uma alegria nos Boiadeiros que engana quem não os conhece.
Parecem simples. E são — mas a simplicidade deles não é pobreza. É escolha. É o que sobra quando se larga tudo o que não serve.
Os Boiadeiros são espíritos de homens que viveram entre campos abertos e céus largos. Que conheceram o trabalho duro, o silêncio da noite no pasto, e a conversa com Deus sem intermediários. Chegam ao terreiro com um grito que atravessa a alma — e nesse grito há uma pergunta que te fazem sem palavras: O que é que ainda carregas que já não é teu?
O Boiadeiro sabe distinguir o que é peso e o que é caminho. Sabe quando largar. Sabe quando seguir.
Não vieram para complicar. Vieram para simplificar.
Essa sabedoria não tem livros. Vive na terra, no suor, no olhar direto de quem já foi longe e voltou com o essencial.
Que esta semana te lembre do essencial que és.
Jetruá!