Capela de S.to António de Amorim

Capela de S.to António de Amorim Esta página da Comissão de Festas serve para promover o culto a Sto António de Amorim, bem como d (A.D.B. Registo Geral. Livro 34, folhas 61-62).

A primitiva capela Por devoção do Padre António da Rocha de Paz, Reitor de S. Tiago de Amorim de 1639 a 1664, foi edificada, à sua custa, uma ermida da invocação de Santo António, no largo do Carvalheiro. Aos doze dias de Maio de 1651, foi feita em Braga a escritura pública da constituição da “Fábrica do bem-aventurado Santo António”, na freguesia de Amorim. Para lhe darem licença para dizer missa

, era necessário dotá-la de «fábrica», ou seja, era necessário criar uma entidade económica que subvencionasse todas as necessidades do culto e assegurasse a manutenção do templo. Para isso, o Padre António da Rocha fez dote dos rendimentos do casal do Ouroso, sito na freguesia vizinha de Terroso. No seguimento do processo, o Arcebispado de Braga, para conceder licença para benzer a capela, incumbiu o P. Miguel Mendes Vilas Boas, Abade de Beiriz, de lhe enviar um relatório sobre a dita capela. Foi nos termos seguintes que o informou: “pessoalmente fui ver a nova ermida da invocação do bem-aventurado Santo António, … , a qual achei que estava perfeitamente acabada, porquanto está forrada toda de madeira de castanho com suas linhas e tirantes mui fortes. Retábulo bem obrado e altar. Paredes bem guarnecidas de cal assentada à colher e bem apinceladas, com porta principal e travessa de abate, fechada com ferrolho e chave e os cunhais da dita ermida e igreja de esquadria e o telhado todo abocadado de cal, seguro para o tempo e com a mesma perfeição, e o cabido (= alpendre) de fora. Pelo que pode o Reverendo Doutor Provisor mandar, sem escrúpulos, passar a licença ao Reverendo Reitor para que possa dizer missa na ermida e fazer os mais ofícios divinos, para o que tem os ornamentos necessários como de vestimentas, alva, cálice, livro e tudo o mais para este ministério pertencente.”

Por despacho do Vigário Geral da Arquidiocese de Braga, a 10 de Junho de 1651, foi dada licença ao Reitor da Igreja de Santiago de Amorim para benzer a ermida de Santo António “e depois de benta dou licença que nela se possa dizer missa e celebrar os divinos ofícios e administrar os sacramentos como se faz nas outras ermidas bentas”. Portanto, terá sido na festa de Santo António, a 13 de Junho de 1651, que foi aberta ao público a primitiva capela. Como se vê, pela descrição do pároco vizinho, era uma capela simples, de um só corpo, com um altar e com alpendre à entrada, igual a muitas outras capelas seiscentistas que ainda hoje vemos por esse Portugal fora. Os edifícios, para se manterem de pé, precisam de obras de manutenção e reparações. Não admira, pois, que nas «Visitações» seja chamado à atenção o fabriqueiro da capela de Santo António para as obras a fazer. Assim, em 3 de Julho de 1748, o Visitador encarregou-o de “mandar fazer um cruzeiro novo, visto estar quebrado o que existia”. Anda hoje lá está, junto à capela, um cruzeiro datado de 1750. Na Visita de 1754, são prescritas obras de reparação para a capela, mas só em 1760 é que se resolve avançar com as obras. Nesse ano ainda o Visitador continua a afirmar que a capela necessita muito de ser forrada e levantada, mas constou-lhe que alguns devotos a querem fazer de novo, para ficar maior. O Visitador louva esse zelo. Em 26 de Agosto de 1760, foi registado em Braga o pedido de licença para se erguer de novo a capela de Santo António. “Diz Manuel Martins, do lugar de Cadilhe da freguesia de Santiago de Amorim, fabriqueiro do glorioso S. António, sita no mesmo lugar que na presente visita deste ano ficou em capítulo por ordem do Doutor Visitador reedificar-se e acrescentar-se a capela do mesmo glorioso santo estando as paredes capazes de sustentar o dito acréscimo e não estando destinado a dita capela de novo por ser mais louvável do agrado de Deus e dos seus devotos porque esta se acha incapaz de nela se fazer acréscimo algum por estarem as paredes arruinadas. Quer o suplicante e mais devotos erigir de novo no mesmo terreiro aonde se acha situada por não causar prejuízo algum ao terreiro e ficar com melhor área e a beneplácito do povo e porque não pode fazer a dita capela sem faculdade de Vossa Alteza. Pede a Vossa Alteza se digne conceder a faculdade implorada para fazer a dita capela e que se lhes mande passar provisão na forma do estilo e espera mercê”. Foi pedido o parecer do Pároco que respondeu nos seguintes termos: “ Examinando exactamente as paredes dela, para ver se serão capazes para tolerarem e sustentarem um acréscimo e rectificação, mandado fazer por um capítulo de visita, achei não serem capazes para sustentar o referido acréscimo, por serem as ditas paredes muito estreitas e estarem sentidas, além de serem fabricadas com pedra miúda. Me parece mais bem acertado erigir a dita capela de novo, no meio do terreiro, para se poder fazer um magnífico templo e com boa área, pois não causa prejuízo a terceiros e é muito do agrado de Deus e dos amabilíssimos devotos que concorrem com suas esmolas para se fazer o novo edifício para nele colherem a imagem do glorioso Santo António e nele louvarem e rogarem a Deus e ao mesmo Santo pelo aumento espiritual e temporal de Vossa Real Alteza, ….”

A planta da obra foi oferecida pelo fabriqueiro, Manuel Martins. A obra foi rematada por 145.200 réis, paga pela fábrica do glorioso Santo António, fruto dos seus rendimentos e das esmolas dos devotos. Em 18 de Outubro de 1760, o Arcebispo D. Gaspar de Bragança concedeu licença para se erigir de novo a capela “ que será feita com toda a perfeição devida”. Também foi concedida licença para ser benzida a capela pelo Pároco. Da capela primitiva foi transferido o retábulo, o altar e as imagens. Uns anos depois, Manuel Gomes, fabriqueiro ou tesoureiro das esmolas, requereu ao Arcebispo de Braga licença para demolir e fazer de novo o altar e tribuna da capela de Santo António, porque “o retábulo antiquíssimo ficava muito desproporcionado e estava incapaz”. A licença foi concedida a 30 de Janeiro de 1784. Registo Geral, Livro 225, folha 143). Uns meses depois, a 15 de Abril de 1784, foi passada licença ao Pároco para poder benzer a capela na forma do Ritual Romano. Registo Geral, livro 225, folha 177). Em linhas gerais, podemos afirmar que o edifício que vemos hoje se mantém assim há 260 anos. Do lado esquerdo da fachada principal, vemos um pequeno campanário e uma porta encimada com a data de 1907. A data «1907» referir-se-á à construção do armazém e alargamento da sacristia. A sineta estaria colocada na lateral, virada para sul, do lado direito da fachada, junto ao telhado. Se reparar com atenção, ainda vê lá a base onde assentava o campanário. Também é nítido que foi alterada a inclinação do telhado, numa remodelação da cobertura. Muitos amorinenses ainda se lembram duma outra mudança muito significativa, o lugar do cruzeiro e a sua cruz e a estrada que passava junto da capela. Os anos passam, mas, para os edifícios se manterem de pé, são necessárias obras de manutenção. Ainda há poucos anos se fizeram obras de beneficiação. Manuel Lopes Martins

14/06/2026

Festas em Honra de Santo António e S. Tiago de Amorim 2026.

Paróquia de S. Tiago de Amorim

Papa Leão XIV: só a Omnipotência do amor, e não uma super potência, nos salvará da guerra.Com a solenidade de Pentecoste...
24/05/2026

Papa Leão XIV: só a Omnipotência do amor, e não uma super potência, nos salvará da guerra.

Com a solenidade de Pentecostes, chega ao fim o Tempo Pascal. Ao celebrar a missa na Basílica Vaticana, Leão XIV afirmou que a humanidade é redimida não por uma riqueza incalculável, mas por um dom inesgotável.

“Rezemos hoje para que o Espírito do Ressuscitado nos salve do mal da guerra, que é vencida não por uma super potência, mas pela Omnipotência do amor.”

Com esta invocação, o Papa concluiu a homilia pronunciada na celebração eucarística por ocasião da Solenidade de Pentecostes, presidida na Basílica de São Pedro com a participação de cinco mil fiéis.

O Pontífice deteve-se no Evangelho do dia, que narra a aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos, mostrando-lhes «as mãos e o peito». O Senhor revela o seu corpo glorioso, isto é, as suas chagas, as feridas da crucificação. Estes sinais da Paixão, explicou Leão XIV, são mais eloquentes do que qualquer discurso, pois Aquele que estava morto agora vive para sempre.

Ao verem o Senhor, também os discípulos voltam à vida. No mesmo cenáculo onde instituiu a nova e eterna aliança, Jesus infunde o Espírito: o lugar da ceia e da traição transforma-se e, de sepulcro dos Apóstolos, torna-se para toda a Igreja seio de ressurreição. Por isso, acrescentou o Papa, o Pentecostes é festa pascal e festa do corpo de Cristo, que nós somos por graça.

Na sua Páscoa, Cristo estabelece a paz entre Deus e a humanidade, e o Espírito Santo infunde-a nos corações e difunde-a pelo mundo. Esta paz, observou o Santo Padre, provém do perdão e nos leva ao perdão. Jesus nos confia assim uma obra divina, porque só Deus pode perdoar os pecados, e tal autoridade é concedida em sinal de uma reconciliação universal. Deste modo, o Pentecostes realiza-se como festa da Nova Aliança: a aliança entre Deus e todos os povos da terra.

“Por isso, com o nosso coração podemos invocar: «Veni Sancte Spiritus», porque Ele já nos foi dado. Podemos desejá-Lo, porque já nos foi prometido. Podemos acolhê-Lo, porque Ele próprio é o doce hóspede da alma.”

A missão foi o segundo aspecto salientado pelo Papa. «Assim como o Pai me enviou», diz o Senhor, «também Eu vos envio a vós» (Jo 20, 21). Somos deste modo envolvidos na missão de Jesus. Agora que os Apóstolos receberam o Sopro do Ressuscitado dentro de si, este anúncio sai da sua boca, tem a voz de Pedro e dos que estão com ele.

"Somos verdadeiramente participantes do Evangelho: toda a Igreja é dele protagonista, não apenas guardiã", disse o Papa. Com a força do Espírito, o anúncio enche-se de alegria e esperança. Se por um lado há mudanças que não renovam o mundo, mas o envelhecem entre erros e violências; por outro, o Espírito Santo ilumina as mentes e suscita nos corações novas forças de vida. É assim que transfigura a história, abrindo-a à salvação.

O Espírito nos protege das facções e hipocrisias
Esta missão leva ao terceiro aspecto, pois o anúncio consiste em proclamar a verdade de Deus e do homem. O Espírito, afirmou Leão XIV, promove sempre a unidade na verdade, porque suscita em nós compreensão, concórdia e coerência de vida.

“O Paráclito defende-nos de tudo o que impede esta compreensão: das facções, das hipocrisias, das modas que obscurecem a luz do Evangelho. A verdade que Deus nos dá permanece assim como palavra libertadora para todos os povos, mensagem que transforma por dentro cada cultura.”

O Espírito do Ressuscitado é derramado constantemente e não apenas uma vez, como atestam os inúmeros dons e carismas. O Papa então concluiu:

"Caríssimos, com coração ardente, rezemos hoje para que o Espírito do Ressuscitado nos salve do mal da guerra, que é vencida não por uma super potência, mas pela Omnipotência do amor. Rezemos para que Ele liberte a humanidade da miséria, que é redimida não por uma riqueza incalculável, mas por um dom inesgotável. Rezemos para que nos cure da ferida do pecado, pela redenção anunciada a todos os povos em nome de Jesus. Esta é a graça que infunde coragem aos Apóstolos: por intercessão de Maria, Mãe da Igreja, a infunda também em nós, hoje e sempre."



- https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-05/papa-leao-xiv-homilia-solenidade-pentecostes-2026.html

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30/03/2026

Domingo de Ramos - 29MAR26��Neste Domingo de Ramos e da Paixão, que dá início à Semana Santa com a liturgia que celebra a entrada de Jesus em Jerusalém, o Papa Leão XIV fez um convite para seguir Cristo, “que se apresenta como Rei da paz”, luz do mundo e que permanece firme na mansidão, diante de uma violência que o rodeia, inclusive com o plano de uma condenação à morte.��Na homilia voltada para o mistério da Paixão, o Papa recordou “um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue».”�
Convidados a olhar para Jesus, “que foi crucificado por nós, vemos os crucificados da humanidade”, disse o Papa: mulheres e homens feridos, “sem esperança, doentes, sozinhos”. Mas, “sobretudo, ouvimos o gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra. Da sua cruz, Cristo, Rei da paz, ainda clama: Deus é amor! Tende piedade! Deponde as armas, lembrai-vos de que sois irmãos!”.

Cf. Vatican News 29MAR26.

TRÍDIUO PASCAL EM AMORIM:

QUINTA-FEIRA SANTA - 02 DE ABRIL
21:30 - Missa Vespertina da Ceia do Senhor (Instituição da Eucaristia e Lava-pés Lava-pés).

SEXTA-FEIRA - 03 DE ABRIL
15:00 - Celebração da Paixão do Senhor.

SÁBADO - 04 DE ABRIL
21:30 - Vigília Pascal.

Endereço

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