13/09/2026
** Comunicado Breve às Paroquias da Mamarrosa (S. Simão)
e de Bustos (S. Lourenço) - (12 de Setembro de 2026). Apontamentos para partilha.
* O SERVIÇO: como a memória viva do passado.
Sejam todos Bem-vindos a esta celebração eucarística, presidida pelo nosso Arcipreste Pe Abílio Araújo, nele saúdo todo o clero presente, padres e diáconos. Minha saudação às Autoridades presentes. Minha retribuição aos Casais e Famílias, aos Agentes Pastorais e a todos os Cristãos residentes ou visitantes.
Saudação, à minha família (particularmente aos pais e irmã); aos Padres do arciprestado, especialmente ao, Pe. Francisco Melo, repito esta saudação, pelo trabalho e missão conjuntos, prestes a completar quase 9 anos, nesta fase do presente (…). Caros amigos e irmãos sede bem-vindos! Que esta Igreja matriz vos acolha como a Casa de Deus!
A quem nesta “lista breve” não identifico com a minha saudação: Saúdo a Todos os que se sentem em comunhão com a razão de ser deste dia: a ação de graças pelo trabalho pastoral na(s) Paróquia(s) que fomos construindo juntos com a ajuda de Deus.
Nesta celebração serão apresentados os novos membros que irão integrar a equipa de clero que servirá a comunidade católica: o Padre Francisco Melo como Pároco (anterior Vigário Paroquial) o Padre Rafael Oliveira, como Vigário Paroquial; e o Diácono Artur Bem-Haja, como colaborador pastoral. E eu Padre Pedro José, até aqui o pároco, serei a partir de agora, colaborador pastoral e como é público, irei realizar um ano sabático em Salamanca (Espanha). Esta mudança efetuada pelo Sr. Bispo António Moiteiro fará surgir uma comunidade pastoral a quatro ritmos: Oliveira do Bairro, Palhaça, Bustos e Mamarrosa.
Continuar a ser fiel ao serviço que nos pede Deus, perante os irmãos. O homem só é Espírito pela memória agradecida; só é humano pela fidelidade ao serviço dos irmãos, mais pequenos: frágeis e doentes, sozinhos e desemparados.
* A GRATIDÃO: como oferta que se faz presente.
No estar a caminho da Vida, que é nossa, como Dom feito por Deus, e partilhada com os outros; vivemos o encontro com Jesus, que vem Ele próprio ao nosso encontro, como o nosso próximo e pede a nossa CONVERSÃO. Hoje e aqui estamos a ser desafiados no Seu Evangelho, pela realidade e a necessidade do PERDÃO: este Dom sublime e essencial! Cfr. Mt 18, 21-35.
“A misericórdia é a virtude do perdão, e o seu segredo, e a sua verdade. Ela não abole a falta mas o rancor, não a lembrança mas a cólera, não o combate mas o ódio. Ela ainda não é o amor mas o que faz as vezes dele, quando ele é impossível, ou que o prepara, quando ele seria prematuro. Virtude de segunda ordem, se quisermos, mas a primeira de urgência, e por isso tão necessária! Máxima da misericórdia: se não podes amar, cessa ao menos de odiar”.
Pelo Caminho das nossas vidas, Deus não pode ficar esquecido; a consequência do esquecimento de Deus é terrível: destruímos os fundamentos e as raízes da moral, dos direitos e dos deveres para com as pessoas. “Um amor ao próximo que esquece de Deus: esquece o Essencial”.
Estou em processo de reconciliação por erros, faltas e omissões. Porém muito agradecido pelo muito que recebi de todos vós: em desejos honestos, vontades firmes, gestos consequentes, palavras libertadoras e silêncios fecundos. Fui curador e curado pela convivência mútua, na aprendizagem e no trabalho! Estou e sinto-me, imensamente, grato: A gratidão é dom, a gratidão é partilha, a gratidão é amor.
* O ACOMPANHAR: o verbo como o futuro.
“Acompanhar, no seu desdobramento do acompanhamento, pela etimologia da palavra – “cum panis” – remete para a partilha do pão e dos recursos com o outro. Será o contrário do isolamento e do fechamento em si.
Acompanhar é abrir-se à solidariedade entre os homens e as mulheres, é construir uma Igreja “que sai”, que sabe acolher, sustentar, praticar a misericórdia.
Acompanhar é difundir a Esperança evangélica, que não é um optimismo vago, mas é crer que Deus não nos abandona nunca e que no fim o bem acabará por vencer o mal.
Acompanhar é saber dar lugar ao outro, cientes de que não somos nós, mas sim o Senhor que saberá fazer nascer os frutos na vida de cada um e na pequena Igreja que é a Família.
Acompanhar é partilhar o Evangelho, apresentá-lo, dar testemunho dele com a vida, mesmo quando há feridas que a marcam.
Acompanhar é construir pontes, entre as pessoas, as ideias, as opiniões e os caminhos, que são diferentes para cada um de nós.
Acompanhar é construir a confiança, lá onde rareiam a confiança e a esperança. É um êxodo feito de mãos dadas como peregrinos.
Acompanhar é dizer ao mundo que para se caminhar é pelo menos preciso ir em casal, equipa, ou trio. Não há caminho que se possa percorrer sozinho, de preferência.
Acompanhar é estar à escuta do outro/dos outros, sobretudo, com o coração. Ouvir com a cabeça e decidir com o coração.
Acompanhar é tornar-se capaz de uma arte única, vivida em bicos de pé, ou melhor, na ponta do coração” .
*O Serviço, A Gratidão e O Acompanhar – Que o Terço: Mariano ou da Misericórdia (No toque diário das Trindades…) sejam nossos hábitos e virtudes de oração e devoção; Que a Missa dominical seja a realidade querida e sacrificada pelo do Dom de Deus: para TODOS, os que a testemunham na vida presente ou estão já na comunhão da Vida Eterna. A todos os que me ouviram e ouvi, com Caridade, foram mútua ajuda, elogio e correção; e continuemos a ser peregrinos e irmãos, ao longo desta missão difícil de «ser o Padre». Viveremos a Verdade do profundo agradecimento por este acontecimento eucarístico, de ação de graças, no testemunho do sacerdócio.
Peço e rezo a Bênção de Deus Trindade para todos!
Que Maria Mãe de Deus e da Igreja, nos abençoe também!
Pe Pedro José; Pároco (12-09-2026).