Paróquia de Santo António do Monte

Paróquia de Santo António do Monte A Paróquia do Monte, no concelho da Murtosa, foi criada a 19 de março de 1932. Pertence ao arciprestado de Estarreja- Murtosa, na Diocese de Aveiro.

EUCARISTIA
horários
Domingo | 10h00
Quarta-feira | 18h00
Sábado | 18h00

ATENDIMENTO PAROQUIAL
Quartas-feira: 18h30 às 19h30

CONFISSÕES
2.o sábado : das 16h00 as 18h00

Aqui ao lado
15/03/2026

Aqui ao lado

CONCERTO DE PÁSCOA

No próximo dia 22 de março, pelas 16h00, a Igreja Paroquial de São Lourenço, em Pardelhas, acolhe um Concerto de Páscoa protagonizado pelo Etos Vocal Ensemble, num momento musical que convida à contemplação e à vivência do tempo pascal.

Integrado num período particularmente significativo, este concerto pretende assinalar a Páscoa através da música coral, evocando valores de renovação, esperança e reflexão que marcam esta época do ano.

O concerto constitui assim uma oportunidade para a comunidade e visitantes viverem o espírito pascal, onde a música se alia à tradição e à dimensão espiritual que caracterizam este tempo.

05/03/2026

Encontro Diocesano da Pastoral Sócio Caritativa para Agentes da pastoral sócio caritativa

28 MARÇO | 09h00 | Casa Diocesana

org: Secretariado Diocesano da Pastoral Sócio Caritativa, Apoio da Cáritas Diocesana de Aveiro e Conselho Central de Aveiro da Sociedade de São Vicente de Paulo

04/03/2026

De 4 de Março a 4 de Abril (domingo de Páscoa), em exercício de Via-Sacra, aceitamos o convite de Jesus a segui-Lo, contemplando-O no caminho que Ele fez por nós até à morte na Cruz.
Tendo como objetivo a divulgação de bens culturais religiosos produzidos na região de Aveiro e a sua fruição em caminho quaresmal, partilhamos os magníficos painéis de azulejo de via-sacra da Igreja paroquial de Santo António do Monte, Arciprestado da Murtosa.

1.ª Estação
Jesus é condenado à morte
Fábrica de louça do Outeiro-Águeda
1940, pintor ceramista Francisco Luís Pereira.

“Pilatos (...) fez com que lhe trouxessem água,
lavou as mãos diante do povo e disse: “Sou inocente do
sangue deste homem. Isto é lá convosco!” E todo o povo
respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos
filhos!” Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e
entregou-lho para ser crucificado.” (Mt 27, 2426)

20/02/2026

Mínimos já estão na diocese de Aveiro

Um sacerdote e um missionário da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula serão apresentados à nossa diocese no próximo domingo, na eucaristia das 19h00, na Sé de Aveiro.

Esta quarta-feira tiveram um encontro com os sacerdotes da nossa diocese na Recoleção do clero. Na quinta-feira D. António Moiteiro celebrou eucaristia na residência que os acolhe, em Santo André de Vagos, ficando o Santíssimo no oratório da comunidade.

“A Ordem dos Mínimos é fruto da vida penitente e alegre de São Francisco de Paula, que com seu estilo de vida atraiu a si mesmos, todos aqueles que desejassem, serviriam a Deus com simplicidade de coração e na renovação contínua das suas vidas.”

Neste site encontra mais informações: www.ordinedeiminimi.it

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA LEÃO XIVPARA LA QUARESMA 2026Escutar e jejuar.Quaresma como tempo de conversão Queridos i...
18/02/2026

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA LEÃO XIV
PARA LA QUARESMA 2026

Escutar e jejuar.
Quaresma como tempo de conversão



Queridos irmãos e irmãs!

A Quaresma é o tempo em que a Igreja, com solicitude maternal, nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida, para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano.

Todo o caminho de conversão começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito. Existe, portanto, um vínculo entre o dom da Palavra de Deus, a hospitalidade que lhe oferecemos e a transformação que ela realiza. Por isso, o itinerário quaresmal torna-se uma ocasião propícia para dar ouvidos à voz do Senhor e renovar a decisão de seguir Cristo, percorrendo com Ele o caminho que sobe a Jerusalém, onde se realiza o mistério da sua paixão, morte e ressurreição.

Escutar

Este ano gostaria de chamar a atenção, em primeiro lugar, para a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro.

O próprio Deus, revelando-se a Moisés na sarça ardente, mostra que a escuta é uma característica distintiva do seu ser: «Eu bem vi a opressão do meu povo que está no Egipto, e ouvi o seu clamor» (Ex 3, 7). Escutar o clamor dos oprimidos é o início de uma história de libertação, na qual o Senhor envolve também Moisés, enviando-o a abrir um caminho de salvação para os seus filhos reduzidos à escravidão.

É um Deus que nos envolve e, hoje, também vem até nós com os pensamentos que fazem vibrar o seu coração. Por isso, escutar a Palavra na liturgia educa-nos para uma escuta mais verdadeira da realidade: entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta. Entrar nesta disposição interior de recetividade significa deixar-se instruir hoje por Deus para escutar como Ele, até reconhecer que «a condição dos pobres representa um grito que, na história da humanidade, interpela constantemente a nossa vida, as nossas sociedades, os sistemas políticos e económicos e, sobretudo, a Igreja». [1]

Jejuar

Se a Quaresma é um tempo de escuta, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Na verdade, a abstinência de alimentos é um exercício ascético muito antigo e insubstituível no caminho da conversão. Precisamente porque implica o corpo, torna mais evidente aquilo de que temos “fome” e o que consideramos essencial para o nosso sustento. Portanto, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.

Com grande sensibilidade espiritual, Santo Agostinho deixa transparecer a tensão entre o tempo presente e a realização futura que atravessa esta salvaguarda do coração, quando observa que: «Ao longo da vida terrena, cabe aos homens ter fome e sede de justiça, mas ser saciados pertence à outra vida. Os anjos saciam-se deste pão, deste alimento. Os homens, pelo contrário, sentem fome dele, estão inclinados ao seu desejo. Esta inclinação ao desejo dilata a alma, aumentando a sua capacidade». [2] Compreendido neste sentido, o jejum permite-nos não só disciplinar o desejo, purificá-lo e torná-lo mais livre, mas também ampliá-lo, de tal modo que se volte para Deus e se oriente para agir no bem.

No entanto, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade. Ele exige um permanente enraizar-se na comunhão com o Senhor, porque «não jejua verdadeiramente quem não sabe alimentar-se da Palavra de Deus». [3] Como sinal visível do nosso compromisso interior de, com o apoio da graça, nos afastarmos do pecado e do mal, o jejum deve incluir também outras formas de privação destinadas a fazer-nos assumir um estilo de vida mais sóbrio, pois «só a austeridade torna forte e autêntica a vida cristã». [4]

Por isso, gostaria de vos convidar a uma forma de abstinência muito concreta e frequentemente pouco apreciada, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo. Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias. Em vez disso, esforcemo-nos por aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza: na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social, nas comunidades cristãs. Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.

Juntos

Por fim, a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum. A Escritura sublinha também este aspeto de várias maneiras. Por exemplo, ao narrar no livro de Neemias que o povo se reuniu para escutar a leitura pública do livro da Lei e, praticando o jejum, se dispôs à confissão de fé e à adoração, a fim de renovar a aliança com Deus (cf. Ne 9, 1-3).

Do mesmo modo, as nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento. Neste contexto, a conversão diz respeito não só à consciência do indivíduo, mas também ao estilo das relações, à qualidade do diálogo, à capacidade de se deixar interpelar pela realidade e de reconhecer o que realmente orienta o desejo, tanto nas nossas comunidades eclesiais como na humanidade sedenta de justiça e reconciliação.

Caríssimos, peçamos a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos. Peçamos a força dum jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor.

De coração, abençoo todos vós e o vosso caminho quaresmal.



Vaticano, na Memória de Santa Ágata, virgem e mártir, 5 de fevereiro de 2026



LEÃO PP. XIV

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[1] Exort. ap. Dilexi te (4 de outubro de 2025), 9.

[2] Santo Agostinho, A utilidade do jejum, 1, 1.

[3] Bento XVI, Catequese (9 de março de 2011).

[4] São Paulo VI, Catequese (8 de fevereiro de 1978).

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Rua João José Vieira, 26
Murtosa

Telefone

+351913333429

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