Paroquia de Nossa Senhora das Candeias Mourão

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MÊS DE MARIARecitação do terço
21/05/2026

MÊS DE MARIA

Recitação do terço

LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR  – Ano ACelebramos hoje a Solenidade da Ascensão do Senhor. Jesus Cristo fo...
17/05/2026

LITURGIA DA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR – Ano A

Celebramos hoje a Solenidade da Ascensão do Senhor. Jesus Cristo foi glorif**ado na Sua santa Humanidade, entrando na glória do Céu. Ele precede-nos no Reino glorioso do Pai, para que nós, seus discípulos, vivamos na esperança de virmos a participar também na Sua glória.

1. Ide e ensinai todas as nações.

Estamos a celebrar a Festa da Ascensão do Senhor ao Céu. Festa que nos deve ser particularmente querida: fala-nos do triunfo d’Aquele Corpo que, por nosso amor foi flagelado, coroado de espinhos e crucif**ado. Triunfou e foi elevado ao Céu! Este fato faz parte da Boa Nova que o mesmo Senhor entregou aos Seus Apóstolos e sucessores, que o devem anunciar a todos os povos. “Ide e ensinai a todas as nações…”

Todos nós, possuidores desta riqueza, que a fé nos garante, temos por obrigação anunciar esta maravilhosa revelação a quem ainda a desconhece. O Papa, na mensagem que nos enviou para o dia de hoje, recomenda que para tal, “falemos com o coração, “testemunhando a verdade no amor”.

Essa missão que, pelo batismo, nos foi confiada, será uma realidade na nossa vida, na medida em que imitarmos o testemunho dos Apóstolos. Eles viram o Senhor morrer, o Seu coração a ser atravessado pela lança do soldado Longuinhos, e viram-nO ressuscitado, tendo mesmo ocasião de O apalpar e verif**ar os sinais de Suas Chagas. Puderam mesmo comer novamente com Ele. Por esta consoladora realidade, além de a testemunharem com a pregação, por ela deram as suas vidas, morrendo mártires. Que maravilhosos e consoladores testemunhos nos deixaram!

2. Dia mundial das Comunicações sociais

A nossa fé na vida eterna para a qual todos fomos criados, é assim testemunhada também pelo exemplo deixado com o martírio daqueles que foram testemunhas de todos estes grandiosos acontecimentos.

Nós escutamos a descrição que o Evangelho, divinamente inspirado, nos transmitiu. E pela fé podemos vê-lO presente na Santíssima Eucaristia. A nossa fé tem fundamentos sólidos. É necessário que sejamos coerentes com ela. Não podemos f**ar indiferentes perante tanta ignorância religiosa.

Estamos a celebrar o dia mundial das comunicações sociais. Façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para que esta feliz mensagem chegue a todo o mundo. Para o efeito, o Papa recomenda-nos a imitação de São Francisco de Sales, Doutor da Igreja e que o Papa Pio XI proclamou padroeiro dos jornalistas católicos. “A sua mansidão, humanidade e predisposição a dialogar pacientemente com todos, e de modo especial com quem se lhe opunha, fizeram dele uma extraordinária testemunha do amor misericordioso de Deus.” “O coração fala ao coração”, assim se exprimia e fazia S. Francisco de Sales. Vamos imitá-lo. Que nós “filhos da Luz” sejamos pelo menos tão perspicazes no anúncio da verdade como se revelam ser os “filhos das trevas”, disseminando o erro e a mentira.

Será através dos meios maravilhosos que a técnica presentemente nos oferece, como os jornais, revistas, televisão, cinema e internet que podemos executar também a ordem que o Senhor nos deu na hora da despedida “Ide e ensinai todas as nações. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos.”

3. Jesus Cristo é a nossa esperança.

“Conservemos firmemente a esperança que professamos, pois Aquele que fez a promessa é fiel” (Hebr.10,23)

A Ascensão fortalece e aumenta a nossa esperança de alcançar o Céu e exorta-nos constantemente a levantar o coração para as coisas do alto, como nos convida o Prefácio da Missa. O Senhor disse-nos que iria preparar-nos um lugar. Vivemos como cidadãos do Céu (Filip 3,20), sendo plenamente cidadãos da terra, no meio das dificuldades e injustiças que abundam neste mundo, mas também no meio das alegrias e da serenidade que nos vem de sabermos que somos filhos muito amados de Deus.

Que o mundo atual, tão dividido e desencontrado dos verdadeiros caminhos da felicidade, encontre a luz bendita da fé, que a todos leve a ter por meta o Céu, para o qual todos fomos criados e onde Jesus nos espera.

Com a Ascensão termina a missão terrena de Jesus Cristo e começa a dos seus discípulos, que somos todos nós. Assim Jesus nos envia como suas testemunhas ao mundo inteiro. Nesta nobre missão que nos confiou, Ele continua connosco, presente em todos os Sacrários da Terra, nos Sacramentos e na Igreja que Ele fundou sobre a rocha que é Simão Pedro e os demais Apóstolos.

PROCISSÃO DAS VELAS Dia 30 de Maio às 20h30 missa Vespertina, seguida de Procissão (Igreja de São Francisco)
14/05/2026

PROCISSÃO DAS VELAS

Dia 30 de Maio às 20h30 missa Vespertina, seguida de Procissão
(Igreja de São Francisco)

10/05/2026

DIA DA MÃE 2026

6º DOMINGO DA PÁSCOA Sem o Espírito, o Evangelho é apenas uma doutrinaTambém o Evangelho de hoje, como acontecera com o ...
10/05/2026

6º DOMINGO DA PÁSCOA

Sem o Espírito, o Evangelho é apenas uma doutrina

Também o Evangelho de hoje, como acontecera com o de domingo passado, é tirado do primeiro dos três discursos de despedida pronunciados por Jesus durante a Última Ceia.
Os discípulos entenderam que Jesus está para os deixar, estão tristes e perguntam-se como continuar unidos a Ele e amá-lo se Ele vai embora.
Jesus promete não os deixar sós, sem proteção e guia; diz que rezará ao Pai e Ele enviará «outro Paráclito» que estará sempre com eles. É a promessa do dom daquele Espírito que Jesus possui em plenitude e que será efundido sobre os discípulos.
Jesus esclarece que o Espírito só pode ser acolhido por quem está em sintonia com Ele, com os seus projetos, com as suas obras de amor. O mundo não o pode receber.
Quem é este mundo ao qual não está destinado o Espírito? Os pagãos, os distantes, quem não pertence ao grupo dos discípulos, os membros de outras religiões?
Para Jesus, o mundo não são as pessoas, mas aquela parte do coração do homem – de cada homem – onde reinam as trevas, o pecado, a morte. Onde se escondem ódio, concupiscências, paixões desregradas… ali está presente o mundo, com o seu espírito, oposto ao de Cristo. Lembra-o Paulo aos coríntios que se deixavam conduzir pela sabedoria dos homens: «Nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que vem de Deus».
O Espírito recebe dois nomes. É chamado Paráclito e Espírito da verdade.
Paráclito é um termo proveniente da linguagem forense e indica aquele que é chamado a estar ao lado.
O sentido deste primeiro título é então de protetor, defensor, aquele que socorre.
Jesus promete aos seus discípulos um outro paráclito, sem dúvida, porque já tinham tido um, Ele mesmo, como explica João na sua primeira carta: «Filhinhos meus, escrevo-vos estas coisas para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos junto do Pai um advogado (paráclito), Jesus Cristo, o Justo».
Jesus é paráclito enquanto nosso advogado junto do Pai, não porque nos defende da sua ira, provocada pelas nossas culpas (o Pai está sempre do nosso lado, como Jesus), mas porque nos protege contra o nosso acusador, o nosso adversário, o pecado. É o pecado o inimigo, e Jesus sabe como confutá-lo, como o reduzir à impotência.
O segundo título – que enuncia outra função do Paráclito – é Espírito da verdade
A sua obra ao serviço da verdade explica-se de várias formas.
Comecemos pela mais simples. Todos sabemos o que acontece quando uma notícia passa de boca em boca: f**a sujeita a deformações, altera-se a ponto de se tornar irreconhecível.
A mensagem de Jesus é destinada a todas as pessoas, deve ser pregada até ao do mundo. Quem nos garante que não se irá corromper, que não irá sofrer interpretações desviantes? Humanamente parece ser uma empresa impossível; porém, temos a certeza que todos poderão ir à fonte pura do Evangelho porque na Igreja, encarregada de o anunciar, opera a força do Espírito da verdade prometido por Jesus.
O seu serviço à verdade não se limita a esta parte a que poderíamos chamar negativa. Ele não impede apenas que se introduzam erros na transmissão da mensagem de Cristo. Ele desempenha outra função, positiva: introduz os discípulos na plenitude da verdade.
Onde se poderiam encontrar respostas autênticas, conformes ao seu pensamento?
Também a este nível Jesus promete a intervenção do Espírito: Ele tem a tarefa de levar o discípulo à descoberta de toda a verdade. Não dirá nada de novo, ou de contrário em relação a Ele, ajudará a entender plenamente, até às últimas consequências, a sua mensagem.
Daqui nasce o dever de todos os cristãos de estarem abertos aos impulsos do Espírito que revela sempre coisas novas. Ele é, por natureza, aquele que renova a face da terra.
É um pecado contra o Espírito e muito grave! Opor-se ao renovamento, recusar as inovações que favorecem a vida da comunidade, que aproximam de Cristo e dos irmãos, que aumentam a alegria e a paz, que ajudam a rezar melhor, que libertam os corações de medos inúteis.
Quem permanece obstinadamente afeiçoado a tradições religiosas obsoletas e gastas, quem não se esforça diligentemente no estudo da palavra de Deus, quem não aceita a atualização de ritos, fórmulas, gestos litúrgicos, quem dá respostas velhas a problemas novos, quem não acolhe com alegria as descobertas da exegese bíblica, todos estes colocam-se em oposição ao Espírito da verdade.
O Espírito age de forma oposta: leva à «verdade», age no íntimo de cada pessoa e faz com que, livremente, a pessoa se incline a escolher Cristo, adira à sua proposta. É como um vento que eleva e arrasta para a salvação.

MÊS DE MAIO, MÊS DE MARIAO Mês de Maria, celebrado em maio, é uma tradição muito importante na Igreja Católica. Durante ...
05/05/2026

MÊS DE MAIO, MÊS DE MARIA

O Mês de Maria, celebrado em maio, é uma tradição muito importante na Igreja Católica. Durante este período, os fiéis dedicam-se de forma especial à Virgem Maria, reconhecendo-a como mãe de Jesus e exemplo de fé, humildade e amor.

Maio é associado à primavera no hemisfério norte, época de florescimento e renovação. Por isso, a Igreja escolheu este mês para honrar Maria, vista como a “flor mais bela” da criação de Deus. É um tempo de oração, reflexão e aproximação espiritual.

P.S. - No mês de Maio, todos os dias, meia hora antes da Eucaristia, vai haver recitação do terço excepto as quintas-feiras que vai ser nas ruas habituais às 21 hora.

No dia 2 de Maio, 5° Domingo da Páscoa,  reunimo-nos com alegria para celebrar o Dia da Mãe, dando graças a Deus pelo do...
05/05/2026

No dia 2 de Maio, 5° Domingo da Páscoa, reunimo-nos com alegria para celebrar o Dia da Mãe, dando graças a Deus pelo dom da vida e pelo amor que recebemos através das nossas mães.

As mães são sinal de cuidado, entrega e ternura. Com gestos simples do dia a dia, ensinam-nos a amar, a perdoar e a confiar. Tal como Maria, Mãe de Jesus, são exemplo de fé e dedicação.

Neste dia especial, queremos agradecer por todas as mães: pelas que estão presentes, pelas que já partiram e por todas aquelas que, de alguma forma, cuidam e acompanham com coração de mãe.

Pedimos a Deus que as abençoe, lhes dê força, saúde e alegria, e que nunca lhes falte o amor daqueles que acompanham.

Que saibamos reconhecer, todos os dias, o valor e a importância das nossas mães.

5º DOMINGO DA PÁSCOA Uma só vida, muitos modos de a doarO trecho do Evangelho de hoje é tirado do primeiro dos três disc...
03/05/2026

5º DOMINGO DA PÁSCOA

Uma só vida, muitos modos de a doar

O trecho do Evangelho de hoje é tirado do primeiro dos três discursos de despedida pronunciados por Jesus durante a Última Ceia, logo após Judas ter saído para executar o seu propósito de traição. São chamados assim porque neles Jesus parece ditar as suas últimas vontades, antes de enfrentar a paixão e a morte.
A liturgia leva-nos a meditá-los depois da Páscoa por uma razão muito simples: um testamento só é aberto e adquire o seu signif**ado depois da morte de quem o ditou. As palavras pronunciadas por Jesus, durante a Última Ceia, não estavam reservadas para os Apóstolos reunidos no cenáculo, mas eram dirigidas aos discípulos de todos os tempos, e o momento mais indicado para as compreender e meditar é precisamente o tempo da Páscoa.
o trecho de hoje começa com uma frase que pode ser mal interpretada: «Em casa de meu Pai há muitas moradas. Eu vou preparar-vos um lugar. Quando o tiver preparado virei novamente para vos levar comigo. Para onde Eu vou, conheceis o caminho».
Jesus parece querer dizer que chegou para Ele o momento de ir para o Céu, e promete que, lá, preparará um lugar também para os seus discípulos.
Esta explicação não satisfaz, quer porque estamos convencidos de que no Paraíso já há muito tempo que está tudo pronto quer porque a ideia das cadeiras numeradas, correspondentes aos vários graus de prémios a atribuir a cada um, com o consequente perigo de que alguém possa f**ar sem lugar, não entusiasma.
O sentido da frase é muito diferente, muito mais concreto e atual para nós e para a vida das nossas comunidades.
Jesus diz que deve percorrer «um caminho» difícil, e acrescenta que os seus discípulos deveriam conhecer muito bem este «caminho», já que muitas vezes falou dele.
Tomé responde, em nome de todos: nós não conhecemos este «caminho»; depois, tendo cumprido a sua missão, voltará e tomará consigo os discípulos, infundirá neles a sua coragem e a sua força, de modo que se tornem capazes de seguir os seus passos.
Agora já é claro de que «caminho» se trata: é o caminho para a Páscoa, percurso difícil porque exige o sacrifício da vida. Jesus falou nele muitas vezes, mas os discípulos tiveram sempre dificuldade em entendê-lo. Quando se referia ao «dom da vida», eles preferiram distrair-se, pensar noutra coisa.
Nesta perspetiva torna-se clara também a questão dos «muitos lugares na casa do Pai». Quem aceitou seguir o «caminho» percorrido por Jesus acaba por se encontrar imediatamente no Reino de Deus, na casa do Pai. Esta casa não é o Paraíso, mas a comunidade cristã, é lá que há muitos lugares, ou seja, muitos serviços, muitas funções a desempenhar.
São muitos os modos de concretizar o dom da própria vida. Os «muitos lugares» não são senão os «vários ministérios: cantores, leitores, ministros da comunhão, acólitos, catequistas, visitadores dos doentes, pastoral social, pastoral familiar, pastoral vocacional, pessoal do acolhimento», as diversas situações em que cada um é chamado a pôr à disposição dos irmãos as próprias capacidades, os muitos dons recebidos de Deus.
Jesus diz que, no desempenho do próprio ministério, não podem existir motivos de inveja e de ciúme: os «lugares», isto é, os serviços a fazer pelos irmãos, são muitos e só quem não foi ainda sacudido pela novidade da vida comunicada pela fé no Ressuscitado pode f**ar inativo.

O lugar preparado para cada pessoa por Jesus é avaliado em termos de serviço: o «lugar» melhor é aquele onde se pode servir mais e melhor os irmãos.
O trecho é um convite à verif**ação da vida comunitária: qual é a percentagem dos membros ativos? Há tarefas que ninguém quer assumir? Há competição para apoderar-se da responsabilidade de algum cargo? Dos muitos «lugares de trabalho», preparados por Jesus, há ainda muitos por preencher? Há «desempregados»? porquê?

4° DOMINGO DE PÁSCOA ( Domingo do Bom Pastor)Caminhávamos sem rumo como ovelhas, agora temos um pastor que nos guia.O qu...
26/04/2026

4° DOMINGO DE PÁSCOA ( Domingo do Bom Pastor)

Caminhávamos sem rumo como ovelhas, agora temos um pastor que nos guia.

O quarto domingo da Páscoa é chamado Domingo do Bom Pastor porque, em um dos três ciclos do ano litúrgico, é proposto um trecho do capítulo 10 do Evangelho de São João. Hoje, lemos a primeira parte deste capítulo onde o tema de Jesus Bom Pastor não é tratado, mas apenas acenado; de facto, a imagem central é a da porta. Mais à frente, no seu longo discurso aos Judeus, Jesus irá proclamar: «Eu sou o Bom Pastor» hoje, Ele apresenta-se, por duas vezes, como a porta. A esta imagem acrescenta-se outras: o aprisco, os ladrões e os salteadores, o porteiro, os estranhos. Quem são, quem representam, qual o signif**ado desta «semelhança»?
Antes de mais, uma nota explicativa sobre os hábitos pastorais da Palestina.
O aprisco era um recinto circundado por muros de pedra, sobre os quais eram postos feixes de plantas espinhosas ou se deixavam crescer silvas para impedir que as ovelhas saíssem e os ladrões entrassem. Podia estar na frente de uma casa ou então ser construído ao ar livre, junto a um penhasco de uma montanha; neste segundo caso era utilizado normalmente por vários pastores que aí deixavam as ovelhas durante a noite; um deles vigiava, enquanto os outros dormiam.
Dizer – como faz Lucas no relato do nascimento de Jesus – que quem fazia a guarda « vigiava» não é de todo exacto. Na realidade, armado com um varapau, o pastor posicionava-se na entrada do recinto – que não tinha porta – agachava-se e, naquela posição, impedindo o acesso, tornava-se ele mesmo «porta». Normalmente dormitava, mas a sua presença era suficiente para dissuadir os ladrões de se aproximarem do aprisco e para impedir os lobos de entrarem no recinto. Só se aproximava das ovelhas quem ele deixava passar.
Pela manhã, quando cada pastor se aproximava da porta, as ovelhas reconheciam imediatamente os passos e a voz, levantavam-se e seguiam-no, certas de serem conduzidas a pastagens de erva fresca e a oásis com água pura e abundante. Seguiam-no porque se sentiam amadas e protegidas, o pastor nunca as tinha desiludido ou traído.
Partindo desta experiência de vida do seu povo, Jesus constrói uma parábola que não é logo clara: nele acumulam-se e sobrepõem-se imagens enigmáticas para os próprios Judeus.
Comecemos por dividi-la em duas partes.
Na primeira, é introduzida a figura do verdadeiro pastor. O início do discurso é de certa forma brusco e provocador. Contém misteriosas alusões a perigos, a inimigos, a a agressores: «Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador»; depois, entra em cena o verdadeiro pastor. A sua característica principal é a ternura: conhece as suas ovelhas pelo nome e chama-as, «cada uma delas».
Para Jesus não existem massas anónimas; Ele interessa-se por cada um dos seus discípulos, tem em conta os talentos, as virtudes e as fraquezas de cada um. Contempla feliz os cabritos que, jovens e ágeis, saltam e correm à frente de todos, porém os seus cuidados, as suas atenções vão para os mais fracos do rebanho: «leva os cordeiros ao colo, e faz repousar as ovelhas que têm crias». Entende as suas dificuldades, não antecipa os tempos, não impõem ritmos insustentáveis, considera a condição de cada um, ajuda e respeita.
Em contraposição a este pastor, aparecem os ladrões e os salteadores. Quem são? Como reconhecê-los? A quem se refere Jesus?
No seu tempo não faltavam certamente os «pastores».

Havia os chefes religiosos e os chefes políticos que assumiam a atitude de guias interessados pelo bem do povo, mas que, na realidade, procuravam apenas o seu próprio interessa; os seus objetivos eram o domínio, o prestígio pessoal, a exploração dos outros; os seus métodos eram a violência e a mentira.
Não eram autênticos pastores, e, por isso, um dia, Jesus, diante das multidões, comoveu-se «porque eram como ovelhas sem pastor», conduziu-as para fora, fê-las acomodar «na erva verde» e distribuiu-lhes com abundância o pão e o alimento da sua palavra.
Note-se, nesta primeira parte do trecho evangélico, a insistência «voz do pastor», que é «ouvida», «reconhecida» e imediatamente distinguida da voz dos estranhos.
Também depois da Ressurreição, Jesus será reconhecido pela sua voz.
Os olhos dos discípulos irão enganar-se: será tomado por um viajante, por um fantasma, por um pescador, mas os ouvidos não, não se podiam enganar, a sua voz era inconfundível.
Hoje em dia, esta voz continua a ecoar, nítida e viva, na palavra do Evangelho. É a única que o discípulo reconhece como familiar; as outras que se sobrepõem, mesmo se fortes e interessantes, são-lhe estranhas.
Quem é «instruído pelo Espírito» consegue, no meio do barrulho de muita outras vozes, discernir qual é a do pastor, e foge quando ouve os passos dos ladrões e dos salteadores, os impostores que vêm apenas para o arrastar por caminhos de morte.
Na segunda parte do techo, Jesus apresenta-se em primeiro lugar como «a porta das ovelhas», e depois como «a porta». Se considerarmos o esclarecimento inicial, podemos dizer que Ele é o guarda que se posiciona na entrada como «porta».
A porta tem uma dupla função: deixa passar os donos da casa e impede a entrada aos estranhos. São estas duas funções que Jesus desenvolve noutras tantas alegorias.
Ele é aquele que decide quem pode ter acesso às ovelhas e quem deve estar longe do rebanho. Pode passar, e é reconhecido como verdadeiro pastor, aquele que assimilou os seus próprios sentimentos e atitudes para com as ovelhas, isto é, quem está disposto a doar a vida como Ele fez.
Pela porta só passa os pastores, mas entram e saem também as ovelhas. Jesus apresenta-se como porta também neste outro sentido. Só quem passa através dele chega às pastagens verdejantes, encontra o «pão que sacia» e «água que brota para a vida eterna», obtém a salvação.
Jesus é uma porta estreita porque pede a renúncia de cada um a si mesmo, o amor desinteressado pelos outros; mas é a única que conduz à vida, todas as outras são armadilhas, ratoeiras que levam a cair em abismos de morte: « Larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele».

3º DOMINGO DA PÁSCOAA certeza da vitória de Jesus sobre a morte continua a ecoar ao longo de cada hora deste “grande dom...
19/04/2026

3º DOMINGO DA PÁSCOA

A certeza da vitória de Jesus sobre a morte continua a ecoar ao longo de cada hora deste “grande domingo” que é o tempo pascal. Mas hoje a liturgia lembra-nos, especif**amente, que também nós podemos experimentar a presença de Jesus, vivo e ressuscitado, nos caminhos que todos os dias percorremos. Essa experiência transforma-nos, renova-nos, santif**a-nos e faz de nós testemunhas vivas do Ressuscitado.

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