Paroquia de Nossa Senhora das Candeias Mourão

Paroquia de Nossa Senhora das Candeias Mourão Aqui poderá encontrar todas as informações referentes às actividades da Paróquia Nossa Senhora das Candeias - Mourão

Convite à comunidade
13/09/2026

Convite à comunidade

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano AO perdão: uma obra prima de Deus«Não quebres o ténue fio da amizade, porque, depois de...
13/09/2026

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

O perdão: uma obra prima de Deus

«Não quebres o ténue fio da amizade, porque, depois de partido, mesmo que consertes, f**a sempre com um nó.» Estava eu na escola primaria quando o professor me deu este conselho que me ficou impresso na memória, e do mal me lembro sempre que venho a saber de contrariedades, dissabores, desacordos e me angustia pensar que basta um erro para pôr fim, para sempre, a uma amizade, àquela relação que a Bíblia chama «bálsamo de vida». « Como um pássaro que tu soltaste da tua mão, assim deixaste ir o teu amigo, e não o encontrarás mais. Não o persigas, porque já está muito longe»
A incapacidade de perdoar, o medo de voltar a confiar plenamente em quem errou, são estas as forças malignas que tornam irrecuperável uma união de amor quebrada.
Perdoamos com dificuldade a nós próprios: atormentamo-nos com remorsos, não aceitamos a humilhação de um momento de fraqueza e, como uma bomba que não explodiu e está ainda armada, arrastamos connosco a nossa culpa. Só quem tem uma relação serena consigo mesmo está em condições de reconhecer o seu próprio erro, e sabe ser possível uma recuperação positiva da experiência amarga do pecado.
Não perdoamos aos outros. É muito grande a desilusão, a dor pela traição cometida, e o receio que possa repetir-se; é quase irrefreável o impulso de quebrar o relacionamento e vingarmo-nos pela ofensa sofrida.
Arrastados para este vórtice de ressentimentos e paixões, deixamos escapar a alegria maior, aquela que também Deus experimenta, centuplicada, quando consegue fazer com que floresça uma relação de amor. Mesmo a quem é idoso, Ele concede sempre a oportunidade de recomeçar, dando-lhe sempre uma perene juventude.
O que espera Deus de nós? A sua mesma «compaixão»: quer que não tenhamos o irmão escravo do pecado, pretende que não o sufoquemos enquanto ele tenta desesperadamente sair do abismo; pede-nos que o ajudemos «setenta vezes sete», renunciando a qualquer tipo de compensação da parte dele. Os filhos de Deus são «misericordiosos como o Pai celeste» e compreenderam que «o amor não guarda ressentimento, tudo desculpa, tudo crê». Quem fez sua esta nova lógica está disposto a perder, esquece todos os seus direitos só para ver o irmão novamente feliz, sereno e livre do seu pecado.

23º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano AOnde estão dois ou três reunidos em Meu nome… No Evangelho Jesus anima-nos a pedir uni...
06/09/2026

23º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

Onde estão dois ou três reunidos em Meu nome…


No Evangelho Jesus anima-nos a pedir unidos com os outros. Se dois de vós se unirem na terra para pedir qualquer coisa ser-lhes-á concedida por Meu Pai que está nos céus e acrescenta: onde estão dois ou três reunidos em Meu nome Eu estou no meio deles “

É muito boa a oração a sós com Deus. E todos devemos saber fechar-nos no quarto e falar a sós com Ele. Ou então estar diante de Jesus no sacrário e falar-Lhe da nossa vida, das nossas alegrias e penas.

Mas é também muito importante a oração comunitária, saber rezar com os outros, tanto na oração litúrgica como nas devoções tradicionais. Elas exprimem a nossa relação de irmãos, de família, de filhos de Deus. Jesus reza connosco, porque estamos unidos a Ele na unidade do Corpo Místico. Vale a pena quando nos reunimos em oração tomar consciência desta presença de Jesus, que reza connosco e que faz que a nossa oração seja ef**az.

A melhor de todas as orações é a Santa Missa. Estamos reunidos com Cristo que Se oferece de novo ao Pai como no Calvário. Trazemos ao altar também a nossa vida, o nosso trabalho, os nossos sofrimentos, as nossas alegrias, para os oferecermos unidos à oferta de Jesus. É oração de valor infinito e com eficácia garantida.

Que saibamos viver a Santa Missa não só assistindo, mas participando unidos a Jesus, ouvindo-O e falando com Ele em nosso coração.



Se o teu irmão te ofender…

Jesus ensina-nos também a fazer a correção fraterna. Temos de evitar críticas e murmurações tão frequentes entre os cristãos. Alguém comentava que quando se juntam várias senhoras nenhuma quer embora primeiro porque sabe que as outras f**arão a cortar-lhe na casaca. Isto pode acontecer e não só com as senhoras. Devemos falar bem de todos e todos têm algo de bom que podemos louvar.

Por outro lado temos de saber fazer a correção fraterna de que Jesus fala no Evangelho “Se o teu irmão te ofender vai ter com ele e repreende-o a sós “. Às vezes temos de chamar a atenção dos outros porque fizeram mal. E não apenas se nos ofenderam a nós.

Se nos ofenderam temos de saber perdoar e não guardar rancor. E se é necessário ir ter com eles e saber porque fizeram aquilo e, se for melhor, chamar duas ou três pessoas que sirvam para dirimir a questão e alcançar a paz. Assim se evitariam muitas guerras e divisões em nossas aldeias.

Todos temos defeitos. Quando damos conta de alguma coisa nos outros que nos parece mal, aproveitemos para nos examinar a ver se não precisamos de corrigir em nós coisas mais importantes. Depois refletir se não será de chamar a atenção daquele nosso irmão. Todos f**amos contentes quando alguém nos avisa se levamos a camisa de fora ou a gola do casaco torcida. Ficamos agradecidos se o fazem com carinho e discrição.

O mesmo tem de acontecer se nos desviamos do caminho do bem e se um amigo nos avisa com delicadeza e clareza. É uma das grandes provas de amizade. Custa fazê-lo e custa aceitar.

Somos irmãos e queremos o bem dos outros e ajudá-los a chegar ao céu.

Na primeira leitura o Senhor dizia ao profeta Ezequiel que pediria contas se ele se calasse e não avisasse o pecador para que se emendasse. Se tu não falares ao ímpio para o afastar do seu caminho o ímpio morrerá por causa da sua iniquidade mas eu pedir-te-ei contas da sua morte.


Coloquei-te como sentinela

Somos uma família. Temos de preocupar-nos com o bem dos outros, sobretudo com a sua salvação. O Senhor dizia ao profeta: coloquei-te como sentinela da casa de Israel. Na guerra as sentinelas são muito importantes para avisarem da chegada dos inimigos e defender os outros soldados.

A vida cá na terra é milícia (Job 7,1). Temos de travar uma guerra contra poderosos inimigos que nos querem perder. E temos de nos ajudar mutuamente avisando a tempo e horas os nossos irmãos. Não por nos julgarmos melhores do que eles. Sabemos que todos temos os pés de barro e facilmente podemos cair e ofender a Deus.

Não devais a ninguém coisa alguma a não ser o amor de uns pelos outros –dizia a 2ª leitura. A caridade é o pleno cumprimento da lei. Os primeiros cristãos davam exemplo deste amor fraterno ao ponto de os pagãos exclamarem admirados: vede como eles se amam. O amor fraterno é consequência e expressão do amor de Deus. Um dia um jornalista visitava Madre Teresa em Calcutá e ao vê-la tratar um doente coberto de chagas disse-lhe: eu não fazia isto por um milhão de dólares. E a Madre Teresa respondeu: eu também não. Era o amor de Deus que lhe dava forças para cuidar dos mais abandonados.

Também nós por amor de Deus temos de estar atentos às necessidades dos que nos rodeiam. Do corpo mas sobretudo da alma. E ajudá-los com o nosso carinho, o nosso conselho oportuno, a nossa correção fraterna.

Nossa Senhora atenta aos outros em Caná de Galileia pede por aqueles noivos. Junto à cruz oferece as Suas dores por toda a humanidade e torna-se corredentora. Aprendamos com Ela.

De 31de Agosto a 4 de Setembro não haverá eucaristia.
30/08/2026

De 31de Agosto a 4 de Setembro não haverá eucaristia.

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano ADá a vida se não a queres perderOs Hebreus do tempo de Jesus viviam na expectativa de ...
30/08/2026

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano A

Dá a vida se não a queres perder

Os Hebreus do tempo de Jesus viviam na expectativa de um mundo melhor, do «século que deve vir», rico de paz e justiça. Baseando-se no capítulo 36 do livro de Ezequiel , os rabis anunciavam, «para os últimos tempos», uma transformação prodigiosa da terra: nos dias do messias – garantiam eles – a Palestina transformar-se-á num jardim, e os jardins tornar-se-ão florestas; a fertilidade do solo será multiplicada por mil, haverá riqueza para todos e abundância de bens, como no período paradisíaco dos inícios.
Também os Apóstolos cultivavam estas esperanças, certos de que a vinda do Reino de Deus estava iminente. Tinham intuído que o seu mestre era o Cristo, o esperado «Filho de David»; tinham-no seguido para verem realizados os seus sonhos de glória. A única coisa ainda não definida, segundo eles, era a quem seriam atribuídos os primeiros lugares.
É no contexto destas expectativas que deve ser visto o primeiro dos três anúncios da paixão que se encontram no Evangelho. A meio da sua vida pública, Jesus dá-se conta de ter que corrigir, firmemente, as convicções dos seus discípulos; não quer que o sigam acalentando vãs ilusões. Para evitar equívocos, declara abertamente que não se encaminha para o triunfo, mas que vai a Jerusalém para sofrer muito, para ser morto e para ressuscitar ao terceiro dia.
A lógica humana não pode deixar de f**ar abalada perante uma tal proposta. Os discípulos não conseguem entender, aprenderam dos escribas que o messias não pode morrer; foi-lhes ensinado que, com a sua vinda, os justos que jazem nos sepulcros ressuscitaram para tomarem parte na alegria do seu Reino; Pedro, em nome de todos, reage. Não tem medo dos sacrifícios, um dia dará provas de saber arriscar a vida, se tal for preciso, mas não está disposto a empenhar-se num projeto absurdo, não aceita encaminhar-se por uma estrada que conduz diretamente ao fracasso, e gostaria que também Jesus se desse conta disso e mudasse de ideias.
A cena seguinte é signif**ativa e muito realista. Pedro toma o Mestre à parte, como que para o encorajar num momento de desconforto, como se o quisesse ajudar a entender que, num momento de desorientação, acontece a qualquer pessoa deixar escapar uma frase infeliz.
A reação de Jesus à tentativa de o afastar do seu caminho é dura, quase de irritação: «Vai-te daqui, Santanás» – diz o nosso texto, mas a tradução não é exacta. Jesus não pretende afastar Pedro, mas coloca-lo no caminho certo. «Vai atrás de mim» – diz-lhe – segue os meus passos, não queiras preceder-me, como quem pretende indicar o caminho; este já foi traçado pelo Pai, e tu, Pedro, fazes uma proposta que vem da lógica terrena, das astúcias humanas, que são loucura aos olhos de Deus.
Pedro não comete um erro banal, ele move-se na direção oposta à do Senhor, comporta-se exatamente como Satanás que tentara convencer Jesus a aspirar ao domínio, à conquista do poder. Conduzira-o a um monte muito alto, e mostra-lhe todos os reinos deste mundo com a sua glória, dizendo-lhe: «tudo isto te darei se, prostrado, me adorares»; Jesus reagira dizendo-lhe: «Vai-te, Satanás». Agora, perante a mesma tentação – avançada por Pedro – não pode senão responder com a mesma dureza.
A cena descrita no Evangelho de hoje forma um díptico com a do domingo passado. Simão tinha sido indicado por Jesus como a pedra viva da Igreja porque tinha acolhido a revelação do Pai, tinha aceitado o seu desígnio de salvação, tinha professado a sua fé no Filho do Deus vivo. Agora torna-se pedra de escândalo porque se deixa levar por raciocínios humanos: desejo de glória, de sucesso, de honrarias, e, por isso, constitui um obstáculo no caminho do Mestre e dos discípulos.
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Depois de ter admoestado Pedro, Jesus dirige-se a todos e expõe de forma inequívoca as suas exigências. Não há nenhuma tentativa de mitigar, de as tornar mais aceitáveis! Se o mestre escolheu dar a vida e se «o discípulo não está acima do mestre», então o caminho terá necessariamente que ser o mesmo.
Três condições caraterizam a radicalidade de uma escolha que não admite esperas nem hesitações: «Renuncia a ti mesmo, toma a tua cruz, segue-me».
Renuncia a ti mesmo signif**a: deixa de pensar em ti. É a completa inversão dos princípios que neste mundo regulam as relações entre as pessoas, é a recusa daqueles estímulos que todos consideram positivos porque levam à ação: a procura do próprio interesse, a vontade de obter gratif**ações, reconhecimentos, vantagens. Até mesmo nos gestos de amor mais puros se nota, por vezes, uma forma velada de egoísmo e de ambição.
O discípulo de Cristo é chamado, antes de mais, a renunciar a qualquer interesse pessoal, mesmo do ponto de vista espiritual; não é que faça o bem para acumular méritos no Céu, para subir um degrau no próprio progresso espiritual; ele age a pensar apenas no irmão. Não toma em consideração quanto de positivo pode acontecer a si mesmo devido às boas ações que faz. Ama gratuitamente, sem procurar o ganho, como faz o Pai.
A segunda condição, toma a tua cruz, não se refere à necessidade de suportar pacientemente as pequenas ou grandes tribulações da vida, e, ainda menos, a uma exaltação da dor como meio para agradar a Deus. O cristão não procura o sofrimento, mas o amor.
A cruz é o sinal do amor e do dom total. Lavá-la no seguimento de Cristo signif**a seguir o caminho que Ele percorreu: dar a vida pelos mesmos ideais; enfrentar, se for preciso, a perseguição e a morte; mas permanecer fiéis ao Evangelho. «Toma a cruz» quem se sacrif**a a si mesmo para fazer o bem, para tornar feliz alguém.
A terceira condição, segue-me, não signif**a «toma-me como modelo», mas partilha a minha escolha, toma parte no meu projeto, aposta a tua vida no amor ao homem; comigo.
Quando se apagarem as luzes que encandearam a cena deste mundo, quando se extinguir o brilho enganador dos ídolos que encantaram e seduziram tanta gente, então brilhará apenas a luz de Deus e será possível ver o verdadeiro valor da vida de cada um.

21º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano A  Uma descoberta que muda o nome e a vidaSabemos distinguir muito bem o amigo dos cole...
23/08/2026

21º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano A

Uma descoberta que muda o nome e a vida

Sabemos distinguir muito bem o amigo dos colegas de trabalho, dos companheiros de jogo, do bar, da claque desportiva. São diferentes os sentimentos que experimentamos pela rapariga acabada de conhecer, pela namorada, pela esposa. Quando somos envolvidos no amor, desencadeia-se imediatamente o mecanismo do ciúme, aparece o tormento de quem teme perder a pessoa amada, de quem não tolera rivais. É uma paixão difícil de controlar: «Cruel é a ira, furiosa é a cólera, mas quem poderá suportar o ciúme?» abrevia os dias, antecipa a velhice.
Também Deus é «ciumento» porque ninguém mais do que Ele está apaixonado pelo homem. No Antigo Testamento, ecoam dezenas de vezes as expressões: «Eu sou o Senhor, sou um Deus ciumento» «Sinto por Sião um amor ardente, que me provoca ciúme». «Pelo fogo do meu zelo (ciúme) será consumida toda a terra». Deus exige o amor exclusivo que apanha completamente todo o coração, toda a alma, toda as forças; no coração do homem só pode haver lugar para Ele.
Este amor sem reservas é pretendido também por Cristo: «Se alguém vem ter comigo e não me tem mais amor do que ao seu pai, à sua mãe, à sua esposa, aos seus filhos, aos seus irmãos, às suas irmãs e até à sua própria vida, não pode ser meu discípulo». Nada deve estar antes dele, nem mesmo os afetos mais naturais – é este o sentido da imagem paradoxal que Ele usa.
Um dia, junto à cidade que Filipe – um dos filhos de Herodes, o Grande – fundou no extremo norte do país, Jesus dirige aos Apóstolos duas perguntas. A primeira é bastante simples: «Quem sou Eu para as pessoas?» já a segunda é mais exigente: «Quem sou Eu para vós?»
As opiniões que circulam associam-no a personagens eminentes: a João Batista, a Elias, a Jeremias, aos antigos profetas.
É inegável a admiração das pessoas de todos os tempos por Jesus, porém, a estima e a veneração não são suficientes. Ele não é a personif**ação, a concretização de valores excelentes, procurados normalmente pelas pessoas de boa vontade; não é um dos muitos que se distinguiram pela honestidade e pela lealdade, pelo amor aos pobres, pelo empenho a favor da justiça, da paz, da não-violência.
É verdade que, já como homem, Jesus está longe deles porque não segue as tácticas e as estratégias humanas. É suficiente pensar na escolha que fez, de esperar a maturidade para iniciar a sua missão, de ter dado precedência à vida oculta, de não revelar senão aos mais íntimos o seu projeto, e de o fazer gradualmente, de ter invertido todas – mas mesmo todas – as lógicas humanas até ao ponto de «entregar» a sua vida, de ter feito da derrota o seu triunfo. Mas nem mesmo isto é suficiente para ser considerado por Ele seu discípulo. Discípulo é quem entendeu que Ele é único, assim como é única a pessoa por quem nos apaixonamos, em quem se confia cegamente e pela qual estamos dispostos a tudo.

16/08/2026
20º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A1. A salvação oferecida a todosCaros irmãos e irmãs, no Evangelho deste domingo, depar...
16/08/2026

20º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

1. A salvação oferecida a todos

Caros irmãos e irmãs, no Evangelho deste domingo, deparamo-nos com um diálogo surpreendente entre Jesus e uma mulher cananeia. Este encontro transmite-nos uma mensagem poderosa de fé, humildade e perseverança.

A mulher cananeia, enfrentando uma situação desesperadora com a sua filha possuída por um demónio, recorre a Jesus em busca de ajuda. No entanto, inicialmente, Jesus parece não lhe dar atenção, respondendo que Ele foi enviado apenas para as ovelhas perdidas da casa de Israel. Mas a mulher não desiste, ela persiste, implorando a Jesus: “Senhor, ajuda-me!”.

Esta mulher ensina-nos uma lição profunda de fé inabalável. Mesmo perante aparente rejeição, ela não se deixa abater nem desencorajar. Pelo contrário, responde com palavras cheias de confiança e humildade: “Sim, Senhor, mas também os cãezinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”. Com esta resposta, ela demonstra uma fé extraordinária, reconhecendo a grandeza e generosidade de Jesus, mesmo em meio a dificuldades.

Jesus, impressionado com a grande fé e perseverança desta mulher, elogia-a e concede-lhe a cura da sua filha. Através desta interação, Jesus ensina-nos a importância de uma fé viva e da humildade diante de Deus. Ele mostra-nos que a salvação não é limitada a um grupo específico, mas está aberta a todos os que se aproximam d’Ele com sinceridade e confiança.

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA A Igreja canta, neste dia de festa: “Um grande sinal apareceu no Céu: uma m...
15/08/2026

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA

A Igreja canta, neste dia de festa: “Um grande sinal apareceu no Céu: uma mulher que tem o sol por manto, a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.”. (Apoc 12,21).

1. Maria, Arca da Nova Aliança

Deus antecipou para Ela o que, pela Sua misericórdia, vai acontecer connosco no fim do mundo. Depois da morte, a alma vai ao encontro de Deus e o corpo repousa na terra. No fim do mundo ressuscitará, com os dotes do corpo glorioso, para se unir à alma na glória do Paraíso.
Jesus preservou Maria da corrução da terra, em atenção a ter sido eleita para Mãe de Deus, como aconteceu com Ele, ressuscitando ao terceiro dia.
Esta é uma verdade de fé católica, fundada na Revelação divina e definida solenemente por Pio XII, em 1 de novembro de 1950.
• Um sinal grandioso. O templo de Deus abriu-se no Céu e a arca da aliança foi vista no seu templo. Apareceu no Céu um sinal grandioso.
É uma visão de esplendor e de glória aquela que o Apocalipse nos apresenta.
O seu corpo foi intrinsecamente transformado, revestido da imortalidade e outros dotes do corpo glorioso e, resplandecente de glória, foi conduzida pelos anjos à glória do Céu.
Enche-nos de alegria a certeza de que temos no Céu em corpo e alma glorif**ados a Mãe de Jesus e nossa Mãe. Ela vê-nos, ouve-nos, conhece a nossa situação e as nossas dificuldades; olha-nos, carinhosa e comovida, com o seu olhar materno; ouve e atende as nossas súplicas; como Mãe. Quando A chamamos por Ela, pedindo ajuda nas dificuldades, o seu Coração materno bate mais apressado e apressa-se a ajudar-nos. Qual coração de mãe que não estremece, quando o filho pequenino e indefeso chama por ela?
Foi assim que A viram os três Pastorinhos em Fátima, de Maio a outubro e a viu muitas vezes a Jacinta em casa dos pais, em Aljustrel, e no Hospital de D. Estefânia.
• Maria no esplendor da glória. «Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.»
Contemplemos, por momentos, Maria na sua Assunção gloriosa, no esplendor da glória. Tudo nesta visão é simbólico:
A “Mulher vestida de sol” é a cheia de graça, a Imaculada Conceição;
Na lua que tem sob os seus pés está representada a criação. Ela é a Rainha do Universo;
A coroa de doze estrelas, alusiva às doze tribos de Israel, está aludida a Igreja, novo Povo de Deus.
• Maria, sinal da nossa esperança. «Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade.»
Ela foi anunciada profeticamente no Génesis, depois da queda dos nossos primeiros pais, como a vencedora do Dragão infernal.
Meditar na glorif**ação de Maria pela sua Assunção gloriosa leva-nos a vislumbrar a felicidade que nos espera, feitos os descontos da nossa distância que se mede de nós até à sua santidade eminente.
O corpo de Maria foi intrínseca e sobrenaturalmente transformado para uma vida nova que não tem fim. A mesma promessa, salvas as distâncias está feita pelo Senhor a cada um de nós.
Ressuscitou em plena juventude. As aparições em Lourdes e Fátima falam-nos de uma jovem de quinze ou dezasseis anos. Esta juventude f**a para sempre. Não evolui, como na vida mortal da terra.
Foi enriquecida com os dotes do corpo glorioso à semelhança de Jesus Cristo como Ele Se manifestou depois de ressuscitado.
A impassibilidade e imortalidade. Nesta vida, o corpo desgasta-se, adoece e envelhece, caminhando para a morte. Maria vive em eterna juventude. Não precisa de se alimentar, porque as células corporais não envelhecem; não sofre dores, nem doenças; nem o seu espírito é atormentado pela tristeza. “Deus enxugará todas as lágrimas dos olhos dos seus eleitos.”
A claridade. Cristo deslumbrou e fez cair por terra, com o resplendor da sua luz, os guardas do sepulcro. Os Pastorinhos de Fátima falavam de Nossa Senhora como “uma Senhora toda vestida de luz”.
Também nós, pela misericórdia de Deus, resplandeceremos de glória, depois de ressuscitados.
A subtilidade. Cristo entrou nas portas do Cenáculo trancadas por dentro, com medo dos judeus. Nossa Senhora visitou a Jacinta na sua casa em Aljustrel e no Hospital de S. Estefânia, sem que fosse preciso abrir-lhe a porta.
A agilidade. Os corpos gloriosos movem-se com grande facilidade. Jesus ressuscitado aparece à Madalena, de manhã, junto ao sepulcro, acompanha os discípulos de Emaús naquela tarde; visita os Apóstolos no Cenáculo ao cair da noite, encontra-se com alguns deles nas margens do Mar da Galileia, sem fadiga…
Na plenitude da felicidade. Deus é a nossa felicidade única e n’Ele amamos todas as pessoas com a maior alegria e felicidade.
Será para nós um deslumbramento. Diz a Sagrada Escritura: «Nem os olhos viram, nem os ouvidos ouviram nem o homem suspeita de longe o que Deus preparou para aqueles que O amam.» (I Coríntios, 2, 9).
Por mais que imaginemos, a realidade que nos espera f**a sempre muito além do que a nossa imaginação possa vislumbrar de melhor.
• Vivemos um momento decisivo. «E apareceu no Céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo […]. A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra.»
Não tenhamos medo das dificuldades e perseguições que a Igreja enfrenta nas diversas partes do mundo e as leis contra a moral cristã que, mesmo em países tradicionalmente cristãos, se vão promulgando.
Tudo é obra do Dragão infernal. Não podemos cruzar os braços e deixarmo-nos adormecer.
Temos Nossa Senhora a lutar contra o dragão, mas Deus não dispensa o que podemos fazer para alcançar a vitória.
Precisamos sufocar o mal com a abundância de boas obras; a mentira, com a verdade do Evangelho; o pessimismo e a tristeza com a alegria e a esperança dos filhos de Deus. Não deixemos que o pessimismo estéril domine as nossas conversas, nem propaguemos notícias negativas.

2. O caminho do triunfo de Maria

O Arcanjo anunciou a Maria que o grande sinal oferecido por deus, como garantia de autenticidade do que estava a acontecer era a maternidade de Isabel, fora de todas as possibilidades humanas, devido à sua idade avançada.
Maria viu nesta revelação o convite do Senhor para que fosse ao encontro da sua parente.
• Vida de amor. «Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá.»
A Mãe de Jesus tinha muitas razões para não ir a Aim Karim: a sua idade juvenil e o enfrentar uma longa cansativa viagem pela montanha, com todos os riscos que envolvia.
Precisava de se concentrar no novo plano que Deus lhe propusera, abraçando a missão da maternidade divina.
Maria não perde tempo a pensar nestes senões e meteu-se ao caminho movida pelo amor.
O primeiro erro que nos ocorre com frequência é confundir amor com gostar, sentir prazer no que fazemos.
Amar é dar-se, entregar-se e servir. Pode o Senhor pedir-nos que o façamos com enorme repugnância. Quanto maior é a dificuldade, maior deve ser o amor.
As mães sabem, por experiência, que o amor aos filhos as leva a fazer muitas coisas que lhes custam e até lhes repugnam.
Tratar com carinho uma pessoa antipática, curar um leproso, fazer bem a uma pessoa que não agradece, exige uma grande força de amor.
Maria não se detém perante as dificuldades que se levantam: uma viagem longa, cansativa e arriscada; muitas coisas que f**am por fazer e parecem inadiáveis, etc. A urgência que impõe o amor vence tudo isto.
• Mensageiros da paz e da alegria. «Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio.»
Maria vai felicitar a sua parente e oferecer-lhe os seus préstimos com toda a simplicidade. Não pensa que desce, a tomar nas mãos a vassoura, Ele que é a Mãe do Salvador do mundo. Quantas vezes nos agarramos a falsas grandezas para nos esquivarmos a servir!
O amor está em pequenas coisas, não feitos heroicos que enchem as paginas dos jornais: felicitar uma pessoa que faz anos; perguntar pela saúde de alguém que tinha adoecido; arranjar um pretexto para telefonar a alguém que está a sofrer com a solidão; ouvir com paciência alguém que precisa de falar…
Sobretudo, procuremos fomentar o bom ambiente onde estivermos. Hoje está de moda a visão pessimista da vida e do mundo. Não podemos embarcar nisto. A fé dá-nos sobejas razões para olharmos a vida com otimismo.
Neste dia de festa, havemos de perguntar a nós mesmos qual o ambiente fomentado por nós onde estamos.
• Levemos Deus ao nosso meio. «Isabel ficou cheia do Espirito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?»
A saudação festiva de Maria àquelas pessoas idosas causou maravilhas. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e João Batista foi libertado do pecado original e cheio de graça, ainda no ventre materno.
A alegria encheu todo o ambiente, como um ar perfumado. Maria esqueceu a fadiga da viagem e Zacarias e Isabel puseram de lado todo o protocolo devido à visita.
Quando vivemos na presença de Deus, os nossos encontros com as pessoas sofrem esta mesma transformação.
Havemos de ter a preocupação de levar a alegria e o otimismo ao ambiente de família, de trabalho e de convívio humano.
• Vida de fé. «Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor».
Isabel elogia a grandeza da fé de Nossa Senhora. Foi movida pela fé que Ela veio de Nazaré a Aim Karim, sem hesitar diante de tantas dificuldades.
A Mãe de Deus e nossa Mãe pode ajudar-nos a crescer na fé, pelo seu exemplo durante a vida inteira.
Embala nos seus braços uma criança débil que precisa de todas as ajudas e acredita que é o Deus do Céu e da terra e o Senhor Omnipotente. Sente a necessidade de Lhe ensinar a comer, a falar, a andar e a integrar-se na comunidade humana e, contudo acredita que Ele é a Sabedoria infinita.
Temos necessidade de pedir sem cessar o amento da nossa fé. Vemos o que nos parece um bocado de pão e acreditamos que ali está presente Jesus Cristo, Rei do Universo. Vivemos a fé comportando-nos diante da Santíssima Eucaristia como quem acredita.
• Vida de humildade. «Maria disse então: “A minha alma glorif**a o Senhor e o meu espirito se alegra em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.”»
Maria manifesta a humildade, mais do que palavras, pela sua conduta no canto do Magnif**at.
Não tem receio em ver-se e aceitar-se como a serva do Senhor. Agradece, porque só os humildes sentem a necessidade de agradecer. A sua alegria contagiosa é um resplendor da sua humildade e simplicidade.
Mas isto mesmo não A impede de vislumbrar a glorif**ação que vai receber de todos, através dos tempos. Todas as gerações hão-de aclamá-l’A bem-aventurada. E atribui ao Senhor tudo o que de maravilhoso há na sua vida.
Para que a nossa alegria seja sem limites, S. Paulo recorda-nos, na Primeira Carta aos fiéis de Corinto que a Ressurreição de Cristo é a garantia da nossa Ressurreição gloriosa.
Depois deste cântico imortal, Maria entra generosamente na vida doméstica limpando a casa, preparando as refeições e cuidando dos animais e das plantas.
Com Ela queremos aprender a verdadeira alegria e fomentá-la na família, no ambiente de trabalho e no convívio amigo de todos os dias.

Esta semana as eucaristias são:- Terça-feira - 19h- Quinta-feira - 19h - Sábado ( Dia de Santa Maria ) - 11:30 ( Igreja ...
09/08/2026

Esta semana as eucaristias são:

- Terça-feira - 19h
- Quinta-feira - 19h
- Sábado ( Dia de Santa Maria ) - 11:30 ( Igreja Matriz )
- Domingo 11:30

P.S. - Não haverá missa vespertina no sábado

Endereço

Mourão

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 13:00
14:00 - 18:00
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