14/06/2026
Fonte da Urze
Éramos 13 (12 leigos e 1 presbítero) na Eucaristia das 08:00 horas, exatamente como as 13 personagens centrais do Evangelho de hoje: Jesus e os 12 discípulos, que escolheu para colaborar na Sua missão (Mateus 10, 1-4).
Através desta aparente coincidência numérica, Deus dá-nos um sinal claro da Sua presença viva e minuciosa, mostrando-nos assim que a liturgia na Igreja não é um teatro do passado, mas perene atualização real da Última Ceia, no aqui e no agora.
A primeira leitura deixa a certeza de que somos um povo sacerdotal, tal como o Senhor proclamou no Sinai: "vós sereis para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" (Êxodo 19, 6a).
Este é outro sinal profundo: por causa do nosso batismo, todos estamos capacitados para prestar louvores e sacrifícios espirituais (1 Pedro 2, 5).
Não somos, como às vezes acontece, meros espectadores.
O Altar transforma-se, assim, na Mesa do Pão na qual Jesus e os 12 Apóstolos se sentaram no passado (Lucas 22, 14), e na qual o presbítero e os 12 fiéis leigos se sentaram hoje em Companhia.
Deus usa estes detalhes do nosso quotidiano — o relógio das 08:00, as 13 pessoas na capela de Santa Luzia — para sussurrar ao coração que a nossa comunidade está em comunhão direta com o Colégio Apostólico.
Fomos escolhidos e reunidos por Ele para perpetuar o Seu amor - manifesto plasticamente nesta imagem do Coração de Jesus que está à frente do altar. Como quem diz: para celebrar Eucaristia é preciso a aceitação radical do coração que se fere pela evangelização.
Nesta missa “pro populo”,
penso como a Trindade Santíssima, mais uma vez,
por meio de 13, dá sinal da Sua presença.
Pe. Tiago Alves
Fotografia: André Lopes