17/07/2026
30 ANOS DE PARTILHA E GRATIDÃO
Bom dia, minha gente! Ao contrário dos que fazem de tudo para apagar ou atrasar os efeitos do envelhecimento, para permanecerem “jovens para sempre”, venho AGRADECER a Deus pelo facto de estar a envelhecer: estando já a meio dos 50, olho para trás com imensa GRATIDÃO, palavra que uso imensas vezes, como sabeis. Porém, hoje quero partilhar outra palavra, associada à Gratidão, e que tem marcado o meu sacerdócio e apostolado missionário: PARTILHA. Pois é, só hoje tenho tempo para partilhar o que celebrei há três dias atrás: 30 anos de sacerdote! Na eucaristia que celebrei aqui na nossa comunidade de Águas Santas, com a presença do meu pai, mana e mano e dois sobrinhos (a minha cunhada estava a trabalhar), fiz uma breve reflexão sobre a Partilha, enquanto recordava os vários anos e locais de formação: fiz o 7º, 8º e 9º anos aqui nesta mesma comunidade onde vivo e trabalho, frequentando o seminário diocesano do Bom Pastor; fui depois para Abrantes, onde fiz o 10º e 11º anos na escola secundária No 2; segui depois para o Cacém, onde fiz o 12º ano e o 1º e 2º anos de filosofia e teologia, na universidade Católica de Lisboa. Chegou depois a primeira experiencia de migração: fui para Vittorio Veneto, a norte de Veneza, na Itália, de agosto 1991 a agosto de 1992. Terminei depois a teologia em Londres, de setembro 1992 a junho de 1996. E a 14 de julho de 1996 fui ordenado sacerdote, pelas mãos do falecido D. Júlio Tavares Rebimbas. Fui depois para longe, muito longe, viver o meu primeiro “amor missionário” na Coreia do Sul, onde cheguei a 28 de novembro de 1996. E, claro, esteve também presente na eucaristia do passado dia 14 a minha querida Mãe, que com o meu pai contribuiu para que a minha vocação missionária nascesse, crescesse e a ordenação sacerdotal acontecesse.
Mamma mia, 30 anos!!! Parece que foi anteontem… e são IMENSAS as pessoas, experiências, etapas e desafios com que Deus me abençoou e CONTINUA A ABENÇOAR. Nunca pensei ser tão ABENÇOADO, tentando, como costumo dizer, “ser Bênção para outros.” Acima de tudo, procurei sempre e continuo a procurar PARITLHAR O QUE SOU E TENHO DE MELHOR; quando não consigo, por causa das minhas falhas, dos momentos de preguiça e de falta de… vontade, de mais empenho, de mais generosidade, sei que devo continuar a trabalhar para melhorar sempre mais a minha forma de ser e estar na vida e na missão, pois, como diz um ditado, “Deus ajuda quem se ajuda”. Tudo isto acontece num ambiente de serenidade e confiança em Deus, pois por vezes vou conseguindo aprender com os erros, dado que eles também fazem parte do CAMINHO. Confesso que NÃO IMAGINAVA o que Deus tinha sonhado para mim quando a 14 de julho de 1996 lhe dei o meu SIM, a Ele, à Igreja e à Missão. Sou abençoado porque Ele me deu sempre MUITO MAIS do que eu pensava ser possível… e continua a fazê-lo.
A foto que escolhi tem já 20 anos: foi tirada durante a festa da Consolata de 2006 na nossa casa de Yokkok, na diocese de Incheon, na periferia oeste da capital Seul, com duas das nossas colaboradoras mais próximas (Imwondul), que felizmente reencontrei no passado mês de janeiro, bem como outros amigos que fazem parte da minha “família coreana”. E sim, é este “ser família” de tantos aqui, na Itália, na Inglaterra, na Coreia do Sul, no Brasil que o meu coração vai acolhendo os dons com que Cristo me tem presenteado ao longo destes anos. Termino recordando os outros seis jovens que foram ordenados comigo na Sé do Porto, bem como tantos AMIGOS, membros da minha família alargada/do coração que Deus me tem oferecido ao longo desta longa, profunda, bela e desafiante CAMINHADA E PARTILHA e com quem tenho partilhado e aprendido muito.
Despeço-me com o habitual abraço missionário… e rezemos pela PAZ E JUSTIÇA entre povos, nações e em tantas famílias onde elas são urgentes!