Convento de Balsamão

Convento de Balsamão Página Oficial do Convento de Balsamão, Casa de Retiro e Repouso e Centro de Espiritualidade e Acolhimento. Local onde se ouve o silêncio.

EVANGELHO DE HOJE, sábado da XVIII Semana do TC (Mt 17, 14-20) “Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateu...
07/08/2026

EVANGELHO DE HOJE, sábado da XVIII Semana do TC (Mt 17, 14-20)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
aproximou-se de Jesus um homem,
que se ajoelhou diante d’Ele e Lhe disse:
«Senhor, tem compaixão do meu filho,
porque é epiléptico e sofre muito;
cai frequentemente no fogo e muitas vezes na água.
Apresentei-o aos teus discípulos,
mas eles não puderam curá-lo».
Jesus respondeu:
«Oh geração incrédula e perversa!
Até quando estarei convosco?
Até quando terei de vos suportar?
Trazei-mo aqui».
Jesus ameaçou o demónio,
que saiu do menino
e este ficou curado a partir daquele momento.
Então os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram-Lhe em particular:
«Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo?». Jesus respondeu-lhes:
«Por causa da vossa pouca fé.
Em verdade vos digo:
se tiverdes fé comparável a um grão de mostarda, direis a este monte: ‘Muda-te daqui para acolá’,
e ele há-de mudar-se.
E nada vos será impossível».
Palavra da salvação”.

Hoje, no Evangelho, temos um homem que se ajoelha diante de Jesus e Lhe diz:
“Senhor, tem compaixão do meu filho, porque é epiléptico e sofre muito;
cai frequentemente no fogo e muitas vezes na água.
Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo»

Jesus tinha dado aos discípulos o “poder de expulsar os espíritos malignos e de curar todas as enfermidades e doenças” (Mt 10, 1), e tinha-os enviado: “Ide ... Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça” (Mt 10, 6.8).
Porém, os discípulos não puderam curar este doente. Perante esta constatação, Jesus respondeu: “Oh geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco?
Até quando terei de vos suportar? Trazei-mo aqui”. A geração “incrédula e perversa” a que Jesus se refere são os discípulos. Receberam o poder de curar os doentes e foram enviados para o fazer, mas não acreditam nesse poder que receberam. São incrédulos! E são perversos porque tendo recebido este poder como graça, por falta de fé, pervertem essa graça, que deixa de o ser, por não ser dada a quem dela precisa! Esta falta de fé dos discípulos é causa de sofrimento para Jesus: “Até quando estarei convosco? Até quando terei de vos suportar?” A resposta que Jesus dá aos discípulos quando eles perguntam “por que motivo não pudemos nós expulsá-lo?”, é clara: “Por causa da vossa pouca fé”.

Trouxeram o menino: “Jesus ameaçou o demónio, que saiu do menino
e este ficou curado a partir daquele momento”. Com Jesus, o menino que sofria de epilepsia, passou a ser possuído pelo demónio, “que saiu do menino”. A pergunta que os discípulos fazem a Jesus, depois da cura, sobre o motivo pelo qual eles não puderam expulsá-lo, revela também esta ideia de o menino estar possuído pelo demónio. Será que os discípulos não souberam fazer o diagnóstico correcto, e, por isso, também, não conseguiram curar o menino?
Não interessa neste momento acentuar a diferença, que poderá existir entre um doente epiléptico e um possuído pelo demónio. Sabemos, sim, que qualquer doença se atribuía à influência do demónio. De facto, o menino “ficou curado (da doença) a partir daquele momento”.

Retomando a tema da fé, que os discípulos não tiveram e que impediu a cura do menino, Jesus diz:
“Se tiverdes fé comparável a um grão de mostarda, direis a este monte: ‘Muda-te daqui para acolá’, e ele há-de mudar-se. E nada vos será impossível».
A carta aos hebreus (11, 1) diz que “a fé é garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se vêem”. Foi esta fé que faltou aos discípulos, e é esta fé que nos falta também a nós! “Tudo é possível a quem crê”, diz-nos Jesus (Mc 9, 23).

Peçamos, hoje, o dom desta fé, para que tenhamos a “certeza” da presença do Senhor na nossa vida e a “garantia” daquilo que Ele pode fazer em favor dos doentes, que nos procuram para serem curados.

Bom dia, na alegria e no poder da fé em Jesus Cristo!

Celebramos, hoje S. Domingos. Domingos nasceu em Caleruega (Espanha) cerca do ano 1170. Estudou Teologia em Palência e foi nomeado cónego da Igreja de Osma. Por meio da sua pregação e do exemplo da sua vida combateu com grande êxito a heresia dos Albigenses. Com os companheiros que aderiram a esta empresa fundou a Ordem dos Pregadores (os Dominicanos). Morreu em Bolonha no dia 6 de Agosto de 1221.

EVANGELHO DE HOJE, sexta-feira da XVIII Semana do TC (Mt 16, 24-28)“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São M...
06/08/2026

EVANGELHO DE HOJE, sexta-feira da XVIII Semana do TC (Mt 16, 24-28)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo,
tome a sua cruz e siga-Me.
Pois quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la;
mas quem perder a sua vida por minha causa,
há-de encontrá-la.
Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida?
Que poderá dar o homem em troca da sua vida?
O Filho do homem há-de vir na glória de seu Pai,
com os seus Anjos,
e então dará a cada um segundo as suas obras.
Em verdade vos digo:
Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão,
antes de verem chegar o Filho do homem
na glória do seu reino».
Palavra da salvação”.

Depois de Jesus fazer o primeiro anúncio da sua paixão (e ressurreição) – que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar –, de ter a contestação frontal da parte de Pedro e de Jesus lhe ter dito que se tirasse da sua frente e que fosse para trás d’Ele, numa atitude de discípulo e não de mestre, porque os seus pensamentos não eram os de Deus , mas os dos homens (cf Mt 16, 21-23), Jesus, hoje, desafia-nos a segui-l’O como Ele se nos apresenta, o Messias sofredor, que faz da sua vida um acto de amor, dando-nos uma bela síntese do que é ser cristão ou ser seu discípulo: “Se alguém quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me”.

Em primeiro lugar, ser cristão (ser discípulo de Jesus ou segui-l’O) é uma proposta à nossa liberdade: “Se alguém quiser seguir-me”. É preciso uma decisão livre! Ninguém é obrigado!

Em segundo lugar, ser cristão (seguir Jesus ou ser seu discípulo) é renunciar a si mesmo (renunciar a viver para si mesmo, cuja síntese são os pecados capitais), tomar a sua cruz (isto é, a vida concreta, com o sofrimento ela nos traz) e seguir Jesus na oferta da nossa vida, num acto de amor ao Pai e aos homens.

As afirmações que se seguem aclaram esta ideia:
“Pois quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la”. “Salvar a vida” ou “ganhar a vida” é ficar com ela para si mesmo, vivendo para si mesmo, egoisticamente. Se alguém assim fizer, vai perdê-la, isto é, não será feliz.
Mas quem perder a vida, renunciado a si mesmo e seguindo Jesus no caminho do amor, gastando-a no serviço aos outros, encontra a vida, a vida que vale a pena viver, será feliz!

Numa palavra, só encontramos a vida, isto é, só somos felizes, deixando de viver para nós mesmos (egoisticamente) e dando a vida, num acto de amor, com e como Jesus.

O que interessa “ganhar o mundo”, ter tudo, se somos infelizes, se perdemos a vida? Que poderá dar o homem em troca da sua vida feliz? São as perguntas pertinentes de Jesus.
E conclui: “O Filho do homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus Anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras”. Quer dizer, no fim da nossa história, então, tudo se esclarecerá, e cada um colherá a fruto “segundo as suas obras”.

Bom dia, na alegria de perder a vida, dando-a generosamente, com e como Jesus, a Deus e aos irmãos!

EVANGELHO DE HOJE, FESTA DA TRANSFIGURAÇÃO (Mt 17, 1-9)“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Naquel...
05/08/2026

EVANGELHO DE HOJE, FESTA DA TRANSFIGURAÇÃO (Mt 17, 1-9)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João seu irmão e levou-os, em particular, a um alto monte
e transfigurou-Se diante deles:
o seu rosto ficou resplandecente como o sol
e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus:
«Senhor, como é bom estarmos aqui!
Se quiseres, farei aqui três tendas:
uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias».
Ainda ele falava,
quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra
e da nuvem uma voz dizia:
«Este é o meu Filho muito amado,
no qual pus toda a minha complacência.
Escutai-O».
Ao ouvirem estas palavras,
os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então Jesus aproximou-se e, tocando-os, disse:
«Levantai-vos e não temais».
Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem:
«Não conteis a ninguém esta visão,
até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».
Palavra da salvação”.

Celebramos, hoje, a Transfiguração de Jesus no monte Tabor. “Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João seu irmão e levou-os, em particular, a um alto monte
e transfigurou-Se diante deles”. Transfigurar-se significa mudar de figura, mudar de aspecto. O rosto de Jesus “ficou resplandecente como o sol
e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz”. Esta experiência de luz, em que Jesus aparece na sua glória, é uma experiência antecipada da ressurreição. Jesus proporciona aos três apóstolos esta experiência de ressurreição, esta experiência de Céu, para os fortalecer na fé, professada por Pedro, uns dias antes – “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” – , mas abalada pelo anúncio de paixão, feito por Jesus logo a seguir, que revelou que Ele é o Cristo (o Messias), mas o Messias sofredor. O facto de aparecerem “Moisés e Elias a falar com Ele” (símbolos da Lei e dos Profetas, ou seja, do Antigo Testamento) quer dizer que a Sagrada Escritura testemunha em favor de Jesus.
Esta experiência é uma experiência gozosa ao ponto de Pedro dizer a Jesus:
“Senhor, como é bom estarmos aqui!”. E quer que ela perdure e, por isso, esquecido de si mesmo e dos colegas, oferece-se a Jesus para montar uma tenda para uma das figuras gloriosas que está a contemplar.
A proposta de Pedro não foi aceite. Era um devaneio. Por isso, foi interrompido, como sugere o Evangelho, logo a seguir: “Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado,
no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O»”. O importante desta experiência não era para ficar já ali para sempre, mas para animar no caminho que ainda é preciso percorrer, escutando Jesus, o Filho muito amado do Pai, no qual o Pai se compraz, pois lhe é fiel, no caminho anunciado, de sofrimento, morte e ressurreição.

“Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então Jesus aproximou-se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais»”.
Ao ouvirem estas palavras, perceberam que era Deus que lhes falava, o que se manifesta com o cair de rosto por terra e ficar muito assutados, próprio das teofanias (quando há uma manifestação de Deus). Mas Jesus aproxima-se deles e anima-os: “Levantai-vos e não temais”.

Terminada a visão, os apóstolos “não viram mais ninguém, senão Jesus”. É Ele que têm de continuar a escutar e a seguir.
A ordem que Jesus lhes dá – “Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos” – tem a ver com o segredo messiânico, para não induzir ninguém em erro sobre a verdade do mesmo Messias.

O que é que esta cena da transfiguração nos diz, hoje, a nós? Como os apóstolos, também nós precisamos de experiências marcantes de encontro com Deus (um retiro espiritual, tempo forte de oração, escutando o Evangelho, encontro pessoal com Cristo ressuscitado), que nos animem e fortaleçam na fé, para seguirmos Jesus no caminho da cruz, no caminho do amor! Escutemo-lO e façamos o que Ele nos diz! Podemos confiar n’Ele!

Bom dia, na alegria da transfiguração e no compromisso de escutar e seguir Jesus!

EVANGELHO DE HOJE, Quarta-feira da XVIII Semana do TC (Mt 15, 21-28) “Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São...
04/08/2026

EVANGELHO DE HOJE, Quarta-feira da XVIII Semana do TC (Mt 15, 21-28)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia.
Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores, começou a gritar:
«Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim.
Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio». Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra.
Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe:
«Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós».
Jesus respondeu:
«Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel».
Mas a mulher veio prostrar-se diante d’Ele, dizendo: «Socorre-me, Senhor».
Ele respondeu:
«Não é justo que se tome o pão dos filhos
para o lançar aos cachorrinhos».
Mas ela insistiu:
«É verdade, Senhor;
mas também os cachorrinhos
comem das migalhas que caem da mesa de seus donos».
Então Jesus respondeu-lhe:
«Mulher, é grande a tua fé.
Faça-se como desejas».
E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada.
Palavra da salvação”.

Tiro e Sidónia, na costa do mar Mediterâneo, eram antigas cidades fenícias e eram pagãs. Jesus diz que, se em Tiro e Sidónia se tivessem realizado os milagres que se realizaram em Corozaim e Betsaida, ter-se-iam convertido (cf Mt 11, 21).
O Evangelho de hoje apresenta-nos uma mulher cananeia, pagã, desta região, que começa a gritar, suplicando a Jesus: “Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim.
Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio”. Jesus não lhe responde palavra. Os discípulos pedem a Jesus para a atender, porque vinha a gritar atrás deles. Jesus retorquiu que só foi enviado “às ovelhas perdidas da casa de Israel” e não aos pagãos.

Mas a mulher não desiste! “Veio prostrar-se diante d’Ele, dizendo: ‘Socorre-me, Senhor’”. O grito daquela mulher era um grito de socorro! Por isso, não desiste!
E o diálogo estabelece-se agora entre Jesus esta mulher. Diz-lhe Jesus: “Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos”. Os filhos são os do povo de Israel, os cachorrinhos são os pagãos. Os judeus chamavam cães aos pagãos. “Não deis as coisas santas aos cães”, diz Jesus, pois não as apreciam (Mt 7, 6).
Mas a mulher insistiu, não se melindrando com o que Jesus lhe dizia, aceitando a verdade da sua condição de pagã, cachorrinha. É nessa atitude de humildade que vence Jesus:
“É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos”.
Afinal, esta pagã, “cachorrinha”, aprecia, e de que maneira as coisas santas! Até as migalhas não se podem perder!

Então, Jesus respondeu-lhe: “Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas”. “E, a partir daquele momento, conclui o Evangelho, a sua filha ficou curada”. A oração de súplica desta mulher, o seu grito de socorro foi atendido, por causa da sua “grande fé”, perseverante, confiante e humilde. Esta fé alcança tudo de Jesus!

É o momento para nos interrogarmos: Temos nós esta fé, esta fé “grande”, caracterizada pela perseverança, confiança e humildade? Como é a nossa oração de súplica? É um grito de socorro a quem sabemos que só Ele nos pode socorrer, só Ele tem compaixão de nós? Desistimos perante o silêncio de Jesus ou o primeiro “não”? Temos em grande apreço pelas “coisas santas” que pedimos a Jesus, nós que somos filhos que Ele quer saciar à sua mesa?

Aprendamos, com esta mulher pagã, a ser cristãos!

Bom dia, na alegria da fé perseverante, humilde e confiante!

EVANGELHO DE HOJE, terça-feira da XVIII Semana TC, aia de S. João Maria Vianney (Mt 15, 1-2.10-14)“Evangelho de Nosso Se...
03/08/2026

EVANGELHO DE HOJE, terça-feira da XVIII Semana TC, aia de S. João Maria Vianney (Mt 15, 1-2.10-14)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
aproximaram-se de Jesus alguns fariseus e escribas,
vindos de Jerusalém,
e perguntaram-Lhe:
«Porque desobedecem os teus discípulos à tradição dos antigos e não lavam as mãos antes de comer?».
Jesus chamou a multidão para junto de Si e disse-lhes: «Ouvi-Me e procurai compreender:
Não é o que entra na boca que torna o homem impuro. O que sai da boca é que o torna impuro».
Então os discípulos aproximaram-se e disseram-Lhe: «Sabes que os fariseus ficaram ofendidos ao ouvirem as tuas palavras?».
Mas Jesus respondeu-lhes:
«Toda a planta que não foi plantada por meu Pai será arrancada.
Deixai-os. São cegos a guiarem cegos.
E se um cego guia outro cego,
acabam por cair ambos numa cova».
Palavra da salvação”.

Temos, hoje, novamente um frente a frente entre os fariseus e escribas e Jesus.
Os fariseus e os escribas, responsáveis por uma enormidade de preceitos, que seguem por tradição e impõem ao povo, questionam Jesus: “Porque desobedecem os teus discípulos à tradição dos antigos e não lavam as mãos antes de comer?” O lavar as mãos antes de comer não é por motivo de higiene, mas uma em tantas práticas de pureza ritual.
Então, Jesus chama a multidão para junto de Si e diz-lhes: “Ouvi-Me e procurai compreender: Não é o que entra na boca que torna o homem impuro. O que sai da boca é que o torna impuro”. E mais à frente, a pedido dos discípulos, explica: “Não sabeis que tudo aquilo que entra pela boca passa para o ventre e é expelido em lugar próprio? Mas o que sai da boca provém do coração; e é isso que torna o homem impuro. Do coração procedem as más intenções, os assassínios, os adultérios, as prostituições, os roubos, os falsos testemunhos e as blasfémias. É isto que torna o homem impuro. Mas comer com as mãos por lavar não torna o homem impuro.” Mt 15, 17-20).
“Então os discípulos aproximaram-se e disseram-Lhe: «Sabes que os fariseus ficaram ofendidos ao ouvirem as tuas palavras?». Esta discordância clara de Jesus acerca da prática farisaica, manifestada perante a multidão, com autoridade (liberdade, coerência e coragem), ofendeu os escribas, que se sentiram desautorizados.
Mas Jesus respondeu-lhes: “Toda a planta que não foi plantada por meu Pai será arrancada”. A que planta Jesus se refere? À luz dos versículos omitidos no Evangelho de hoje, compreendemos que esta “planta” é “a tradição dos antigos”, que não foi “plantada” por Deus, mas pelos homens. Diz-lhes Jesus: “Anulais a palavra de Deus em nome da vossa tradição” (MT 15, 6). E continua: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me presta, ensinando doutrinas que são preceitos humanos” (Mt 15, 8-9). O Pai, através de Jesus, que lhe custará a vida, arrancará esta planta da tradição elaborada pelos homens (escribas e fariseus), que anula a palavra de Deus.
Assim acontece, hoje, na Igreja: há muitas tradições que anulam o Evangelho, sob o pretexto que “foi sempre assim”. E ai de quem questiona essas tradições! Querem tirar a fé ao povo! Temos de ter a coragem de Jesus, para lhe fazer frente com coragem! Na Igreja, distinguimos entre Tradição e tradições. Tradição é a fé revelada, vivida e amadurecida criticamente pela Igreja ao longo dos séculos (que, com a Sagrada Escritura, e a única fonte da revelação), e que chegou até nós. As tradições são práticas humanas que se prendem a um determinado tempo e que, tantas vezes, são contrárias ao Evangelho.
E Jesus conclui, com palavras duras, referidas aos fariseus: “Deixai-os. São cegos a guiarem cegos. E se um cego guia outro cego, acabam por cair ambos numa cova”. O legalismo e o orgulho cegam os fariseus, não lhes deixando ver os irmãos e o Deus amor.

Hoje, celebramos a memória de S. João Maria Vianney, Cura de Ars, padroeiro dos párocos, um padre inteiramente dedicados aos irmãos que o Senhor lhe confiou.
"Se soubéssemos bem o que é um padre na terra, morreríamos: não de medo, mas de amor". A vida de São João Maria Vianney pode ser resumida neste pensamento.

Nasceu em 8 de maio de 1786, em Dardilly, próximo de Lyon.
Aos 17 anos, João sentiu-se chamado ao sacerdócio. "Se eu fosse padre, queria conquistar muitas almas", disse ele. Mas, não era fácil atingir esta meta! Foi ordenado em 13 de agosto de 1815, com a idade de 29 anos.
Três anos depois da sua ordenação, em 1818, João foi enviado para Ars, uma pequena aldeia no sudeste da França, que contava 230 habitantes. Ali, dedicou todas as suas energias ao cuidado pastoral dos fiéis.
O Santo Cura d’Ars destacou-se, particularmente, na sua missão de administrar o sacramento da Confissão: sempre pronto a ouvir e oferecer o perdão aos fiéis, passava até 16 horas por dia no confessionário. Diariamente, uma multidão de penitentes de todas as partes da França vinha confessar-se com ele, tanto que a cidadezinha de Ars ficou conhecida como o "grande hospital das almas". O próprio João Maria Vianney vigiava e jejuava para ajudar os fiéis a expiarem os pecados.
Certo dia, disse a um seu coirmão, padre: "Vou dizer-lhe qual é a minha receita: dou aos pecadores uma pequena penitência e o resto eu faço no lugar deles".
Após ter-se dedicado totalmente a Deus e aos seus paroquianos, João Maria Vianney faleceu no dia 4 de agosto de 1859, com 73 anos de idade. Foi beatificado em 1905, pelo Papa Pio X, e canonizado em 1925, pelo Papa Pio XI, que o proclamou, em 1929, "padroeiro dos párocos do mundo".
Rezemos pelos párocos, para que, a seu exemplo, sejam padres e só padres!

Bom dia, na liberdade, na coragem e na alegria de seguir Jesus!

EVANGELHO DE HOJE, Segunda-feira da XVIII Semana do TC (Mt 14, 22-36)Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo são ...
02/08/2026

EVANGELHO DE HOJE, Segunda-feira da XVIII Semana do TC (Mt 14, 22-36)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo são Mateus

Depois de ter saciado a fome à multidão,
Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco
e a esperá-l’O na outra margem,
enquanto Ele despedia a multidão.
Logo que a despediu,
subiu a um monte, para orar a sós.
Ao cair da tarde, estava ali sozinho.
O barco ia já no meio do mar,
açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário.
Na quarta vigília da noite,
Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar.
Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar,
assustaram-se, pensando que fosse um fantasma.
E gritaram cheios de medo.
Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo:
«Tende confiança. Sou Eu. Não temais».
Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor,
manda-me ir ter contigo sobre as águas».
«Vem!» – disse Jesus.
Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas,
para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se,
gritou: «Salva-me, Senhor!».
Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o.
Depois disse-lhe:
«Homem de pouca fé, porque duvidaste?».
Logo que subiram para o barco, o vento amainou.
Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus
e disseram-Lhe:
«Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».
Depois fizeram a travessia
e vieram para terra em Genesaré.
Os homens do lugar reconheceram Jesus
e mandaram avisar toda aquela região.
Trouxeram-Lhe todos os doentes
e pediam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto.
E quantos lhe tocaram foram completamente curados.
Palavra da salvação.

“Jesus obrigou os discípulos a subirem para o barco e a esperá-l’O na outra margem”. Com este “obrigar”, Jesus conduz os discípulos a uma nova situação, onde Ele se vai continuar a revelar como Aquele está sempre presente nas dificuldades, no mar da travessia desta vida, até chegar à outra margem.

Entretanto, Jesus “subiu a um monte, para orar a sós”. “O barco ia já no meio do mar,
açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite,
Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma.
E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais».

Até parece que Jesus lhes quis pregar uma partida para os assustar! Não, quis dar-lhes uma catequese prática sobre o que é a fé: a passagem do medo à confiança em Jesus. Jesus logo lhes falou para que percebessem a verdade da sua presença nas dificuldades e que confiassem n’Ele: “tende confiança. Sou Eu, não temais”. Que a lição nos sirva também para nós!

Mas Pedro quis a prova de que era Jesus quem vinha a caminhar sobre as águas: “Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». ‘Vem!’ – disse Jesus.
Pedro começou bem: “caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus”
Porem, “sentindo a violência do vento e começando a afundar-se,
gritou: ‘Salva-me, Senhor!’.
Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o”.
E disse-lhe o motivo porque se começou a afundar:
«Homem de pouca fé, porque duvidaste?».

A fé é a experiência de ser salvo por Jesus.
Caminhar sobre o mar já aponta para a fé pascal, de Cristo vitorioso sobre a morte, que o mar simboliza. A presença de Jesus no barco (símbolo da Igreja), no barco da nossa vida, e o amainar do vento leva os discípulos a professar a fé em Jesus: “os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus e disseram-Lhe: ‘Tu és verdadeiramente o Filho de Deus’”. Precisamos de professar a nossa fé em Igreja, testemunhando a alegria de sermos slavos!

Depois de professarem a sua fé em Jesus, puderem fazer seguramente a travessia do mar da vida
Segue-se também o testemunho dos homens de Genesaré, que reconhecem Jesus e lhe trazem todos os doentes. “E quantos lhe tocaram foram completamente curados”.

Bom dia, na alegria da fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus! Fé que nos liberta do medo e nos leva à plena confiança em Jesus. Ele conhece as nossas dificuldades e, embora pensemos que está ausente, está sempre presente! Confiemos n’Ele!

02/08/2026
EVANGELHO DE HOJE, XVIII DOMINGO TC ANO A (Mt 14, 13-21)“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Naque...
01/08/2026

EVANGELHO DE HOJE, XVIII DOMINGO TC ANO A (Mt 14, 13-21)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado.
Mas logo que as multidões o souberam,
deixando as suas cidades, seguiram-n’O por terra.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão
e, cheio de compaixão, curou os seus doentes.
Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe:
«Este local é deserto e a hora avançada.
Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento».
Mas Jesus respondeu-lhes:
«Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». Disseram-Lhe eles:
«Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes».
Disse Jesus: «Trazei-mos cá».
Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes,
ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção.
Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos,
e os discípulos deram-nos à multidão.
Todos comeram e ficaram saciados.
E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Palavra da salvação”.
O evangelho deste domingo mostra-nos Jesus esquecido de si mesmo e sempre atento os outros. Embora com vontade de estar a sós, num local deserto e afastado, para meditar sobre a notícia que lhe deram da morte de S. Baptista e a relação desse facto com a sua missão, ao ver uma grande multidão que o procura, esquecido de si mesmo, não constrangido, mas de boa vontade, encheu-se de compaixão por ela e curou os seus doentes. Este “encheu-se de compaixão” podemos traduzi-lo por “movido por entranhas de misericórdia”. Trata-se de um amor visceral característico duma mãe para como o seu filho. A mãe, esquecida de si mesma, põe em primeiro lugar o seu filho, aquele que nasceu das suas entranhas. Assim nos ama Jesus, com entranhas de misericórdia! Somos dele e cuida de nós! Ele veio para nos curar! Jesus, Certamente, passou todo o dia, a curar dos doentes, com a ternura e carinho de uma mãe.
A cena que se segue manifesta que assim foi:
“Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe:
«Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento».
Mas Jesus respondeu-lhes:
«Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer».
Os discípulos não tinham ainda este amor visceral, cuidador, de uma mãe para com os seus filhos, como Jesus. Pedem a Jesus que mande embora aquela gente, para que vá às aldeias comprar alimento. A resposta de Jesus é um mandamento muito claro para os seus discípulos de todos os tempos, especialmente para nós, hoje: “Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer”.
Perante a necessidade de alimentar tantos dos nossos irmãos, Jesus diz-nos claramente: Dai-lhes vós de comer! E não só cinco mil, como a multidão que Jesus alimentou! O Organismo da Nações Unidas, a alimentação e a agricultura (a FAO), diz-nos que em 2025, passavam fome cerca de 645 milhões de pessoas, sendo que quase metade se encontravam em África. Não podemos esquivar-nos à nossa responsabilidade: “dai-lhes vós de comer”, repete Jesus.
Mas “só temos cinco pães e dois peixes”, responderam os discípulos e nós também. O que posso fazer: o que tenho mal chega para mim!
A resposta de Jesus também é clara: “Trazei-mos cá”. Dai-me o pouco que tendes. Jesus só nos pede para partilhar do “pouco” que temos. A partilha nas mãos de Jesus faz milagres!
A oração que Jesus faz com os cinco pães de dois peixes evoca a celebração da Eucaristia: “Tomou os cinco pães e os dois peixes,
ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção.
Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos”.
Antes de tudo, a oração lembra-nos que o alimento é dom de Deus. A Igreja diz-nos que os bens deste mundo se destinam a todos, porque são de Deus. Nós somos apenas administradores.
Em segundo lugar, esta oração, lembrando a eucaristia, diz-nos que quem participa na celebração da Eucaristia não pode não partilhar os seus bens com os necessitados. O ofertório que fazemos nasceu com essa intenção: oferecer alimentos para partilhar com os necessitados da comunidade. Como seria bom que não perdêssemos isso sentido da partilha! Cada comunidade paroquial tem de cuidar dos seus pobres, para que possa ser considerada Comunidade cristã, pois o serviço da caridade – com o serviço da palavra e da liturgia – é um dos elementos que definem a identidade da Igreja. Esse serviço organizado da caridade, na comunidade local, permite também partilhar com os de fora, com a Igreja universal.

Todos comeram e ficaram saciados. Lembra-nos que os dons de Deus são para todos e não para serem açambarcados só por alguns e os outros (maioria) passam fome! É por isso que rezamos: “pão nosso de cada dia nos dai hoje”!
E o Evangelho termina com este pormenor, que é importante: “dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos”. Quando partilhamos, sobra sempre e ficamos saciados! Todos temos a experiência de que quando recebemos alguém em nossa casa e achamos que o pouco que temos disponível não chega para todos, mas mesmo assim não deixamos de partilhar, ainda sobra e ficamos saciados. Porque? Porque o amor sacia e já não precisamos de comer tanto!

“Há maior alegria em dar do que em receber”, como nos diz Jesus e nos referem os Actos dos Apóstolos (20, 35)

Bom dia, na alegria da partilha!

Endereço

Chacim
Macedo De Cavaleiros
5340-091

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