Convento de Balsamão

Convento de Balsamão Página Oficial do Convento de Balsamão, Casa de Retiro e Repouso e Centro de Espiritualidade e Acolhimento. Local onde se ouve o silêncio.

EVANGELHO DE HOJE, FESTA DA NATIVIDADE DA VIRGEM SANTA MARIA (Mt 1, 1-16.18-23)“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo s...
07/09/2026

EVANGELHO DE HOJE, FESTA DA NATIVIDADE DA VIRGEM SANTA MARIA (Mt 1, 1-16.18-23)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Genealogia de Jesus Cristo,
Filho de David, Filho de Abraão:
Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob;
Jacob gerou Judá e seus irmãos.
Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara;
Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão;
Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon; Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé;
Jessé gerou o rei David.
David, da mulher de Urias, gerou Salomão;
Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias;
Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat;
Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias;
Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz;
Acaz gerou Ezequias; Ezequias gerou Manassés;
Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias;
Josias gerou Jeconias e seus irmãos,
ao tempo do desterro de Babilónia.
Depois do desterro de Babilónia,
Jeconias gerou Salatiel;
Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel gerou Abiud;
Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor;
Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim;
Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar;
Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob;
Jacob gerou José, esposo de Maria,
da qual nasceu Jesus, chamado Cristo.
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo:
Maria, sua Mãe, noiva de José,
antes de terem vivido em comum,
encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo.
Mas José, seu esposo,
que era justo e não queria difamá-la,
resolveu repudiá-la em segredo.
Tinha ele assim pensado,
quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor,
que lhe disse:
«José, filho de David,
não temas receber Maria, tua esposa,
pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho
e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus,
porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do profeta, que diz:
«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho,
que será chamado ‘Emanuel’,
que quer dizer ‘Deus connosco’».
Palavra da salvação”.

Celebramos, hoje, com alegria, o Nascimento da Virgem santa Maria, esposa de José, que foi escolhida para ser a Mãe virginal de Jesus.
O Evangelho de hoje apresenta-nos a genealogia de Jesus. Com a genealogia de Jesus, Mateus quis mostrar que Jesus é da descendência de David. Por isso, começa assim: “Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David”. Depois apresenta a genealogia em três grupos, cada um com 14 gerações (de abraão a David, de David ao desterro da Babilónia e do desterro da Babilónia a Cristo). O número 14 (a soma das letras da palavra David), múltiplo de 7, é um número perfeito. Quer dizer que, com Cristo, a história chegou à sua plenitude.
Por outro lado, aquilo que Mateus quis demonstrar, de Cristo ser da descendência de David, não o conseguiu, pois José, da descendência de David, não gerou nada. Dele apenas de diz: “José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo”. Isto quer dizer que Cristo, o Salvador, é um dom absolutamente gratuito de Deus que é oferecido aos homens. Quer dizer-se que o caminhar da história dos homens ao encontro da salvação, embora necessário, não basta. É preciso que Deus venha ao encontro dos homens, oferecendo-lhes ao dom da salvação.

De seguida, S. Mateus, explica o modo como se deu o nascimento de Jesus: antes de Maria e José “terem vivido em comum”, Maria “encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo”.
Surpreendido pelo facto, José, seu esposo, “que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo”, fazendo, assim, recair sobre ele a culpa daquela estranha situação. Mas eis “quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor,
que lhe disse: ‘José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados’”. José acolheu na fé o desígnio misterioso de Deus, já anunciado pelo profeta Isaías, e torna-se pai de Jesus, nascido da Virgem Maria, dando-lhe o nome, missão confiada ao pai. Neste “dar o nome”, vemos também o “bom nome” que José deu a Jesus, inserindo-O normalmente na sociedade, através de uma família. E é assim que S. Mateus insere Jesus na descendência de David.

A vinda do Filho de Deus à terra, foi preparada, pouco a pouco, ao longo dos séculos, através de pessoas e acontecimentos. Entre as pessoas escolhidas por Deus para colaborarem no Seu projecto de salvação, houve uma, à qual foi confiada uma missão única: Maria, chamada a ser a Mãe do Salvador e cumulada, por isso, de todas as graças necessárias ao cumprimento dessa missão, do modo especial, através do mistério da Imaculada Conceição.
O nascimento de Maria foi, portanto, motivo de esperança para o mundo inteiro: anunciava já o de Jesus. Era a aurora da salvação a despontar.

Celebremos, com alegria, o Nascimento da Virgem santa Maria! Felicitando a Mãe virginal do Salvador e nossa mãe espiritual, no dia do Seu aniversário natalício, peçamos a graça de, à Sua semelhança, colaborarmos, generosamente, na salvação do mundo.

Bom dia, com Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe!

06/09/2026
EVANGELHO DE HOJE, Segunda-feira da Semana XXIII do TC (Lc 6, 6-11) “Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São ...
06/09/2026

EVANGELHO DE HOJE, Segunda-feira da Semana XXIII do TC (Lc 6, 6-11)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
Jesus entrou numa sinagoga a um sábado
e começou a ensinar.
Estava lá um homem com a mão direita paralítica. Os escribas e fariseus observavam Jesus,
para verem se Ele ia curar ao sábado
e encontrarem assim um pretexto para O acusarem. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos,
disse ao homem que tinha a mão paralítica: «Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio».
O homem levantou-se e ficou de pé.
Depois Jesus disse-lhes:
«Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado
fazer bem ou fazer mal,
salvar a vida ou tirá-la».
Então olhou para todos à sua volta
e disse ao homem:
«Estende a mão».
Ele assim fez e a mão ficou curada.
Os escribas e fariseus f**aram furiosos
e começaram a falar entre si
do que haviam de fazer a Jesus.
Palavra da salvação”.

Continuamos, no Evangelho de hoje, a ver o confronto entre Jesus e os escribas e os fariseus por causa da lei do sábado, o terceiro mandamento da lei de Deus. Este mandamento (cf Ex 20, 8-10 e Dt 5, 12-14) diz para santif**ar o dia de sábado, o dia do Senhor, não trabalhando, para exprimir a sua identidade de povo livre, não escravizado pelo trabalho, evocando os duros trabalhos por que tive de passar no Egipto. Os escribas e os fariseus fizeram uma interpretação tão distorcida desta lei, nada conforme com a Bíblia, que até era proibido fazer o bem. Era um contrassenso. Era o dia da liberdade e eles transformavam-no em dia da escravidão. Como vemos, “observavam Jesus” para verem se Ele ia curar ao sábado aquele homem que tinha a mão paralítica, e “encontrarem assim um pretexto para O acusarem”.

Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, não foge do assunto. Pelo contrário, centra a atenção de todos ali presentes no homem que tinha a mão paralítica, dizendo-lhe: “Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio”. E o homem obedeceu a Jesus: “levantou-se e ficou de pé”.

Jesus prosseguiu, indo directo ao assunto: “Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la”. A resposta era óbvia, e Jesus faz, de imediato, o que era necessário fazer: fazer o bem, salvar a vida daquele homem, enfrentando-os com coragem, olhos nos olhos: “Então olhou para todos à sua volta e disse ao homem: ‘Estende a mão’. Ele assim fez e a mão ficou curada”.

Noutras ocasiões aconteceu algo de semelhante: na cura de “uma mulher que andava curvada havia dezoito anos, que Jesus curou num sábado, perante a crítica do chefe da sinagoga, em que Jesus lhes faz ver a hipocrisia da proibição de fazer curas ao sábado: “Hipócritas! Não solta cada um de vós do estábulo o seu boi ou o seu jumento ao sábado, para o levar a beber para o levar a beber?” (Lc 13, 10-17); na cura de um hidrópico (acumulação excessiva de líquidos), em que Jesus os questiona: “Se um filho vosso ou um boi cair num poço, qual de vós não irá logo retirá-lo em dia de sábado?” (Lc 14, 1-6).

No início do Evangelho de hoje diz-se que “Jesus entrou numa sinagoga a um sábado
e começou a ensinar”. O ensino de hoje foi bem prático!
Jesus não desiste do fazer bem. O bem não pode ser adiado!
Os escribas e fariseus, vendo que Jesus tinha razão, e não tendo qualquer hipótese de ripostar, “f**aram furiosos e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus”.
Sigamos Jesus no fazer bem. Sempre. Perante a perseguição dos Judeus, por realizar curas ao sábado, Jesus dizia-lhes: “O meu Pai trabalha sempre e eu também!” (Jo 5, 17). “Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos”, diz-nos Paulo (Gl 6, 10). Coragem, irmãos e irmãs!

Bom dia, na alegria de fazer o bem, sempre, sem desistir!

PRIMEIRA LEITURA DE HOJE, DOMINGO XXIII TC ANO A (Ez 33, 7-9) “Leitura da Profecia de Ezequiel Eis o que diz o Senhor:«F...
05/09/2026

PRIMEIRA LEITURA DE HOJE, DOMINGO XXIII TC ANO A (Ez 33, 7-9)

“Leitura da Profecia de Ezequiel

Eis o que diz o Senhor:
«Filho do homem,
coloquei-te como sentinela na casa de Israel.
Quando ouvires a palavra da minha boca,
deves avisá-los da minha parte.
Sempre que Eu disser ao ímpio: ‘Ímpio, hás-de morrer’, e tu não falares ao ímpio para o afastar do seu caminho, o ímpio morrerá por causa da sua iniquidade,
mas Eu pedir-te-ei contas da sua morte.
Se tu, porém, avisares o ímpio,
para que se converta do seu caminho,
e ele não se converter,
morrerá nos seus pecados,
mas tu salvarás a tua vida».
Palavra do Senhor”.

O Evangelho deste domingo (Mt 18, 15-20) ainda há pouco tempo que o comentei (na quarta-feira, XIX semana, anos pares). Por isso, convido-vos a meditar na primeira leitura, que encontra complementaridade no Evangelho.
O profeta Ezequiel foi colocado como sentinela na casa de Israel, isto é, atento para ouvir a palavra do Senhor, a fim de avisar o povo em nome de Deus. Diz-lhe o Senhor: “Sempre que Eu disser ao ímpio: ‘Ímpio, hás-de morrer’, e tu não falares ao ímpio para o afastar do seu caminho, o ímpio morrerá por causa da sua iniquidade,
mas Eu pedir-te-ei contas da sua morte.
Se tu, porém, avisares o ímpio, para que se converta do seu caminho, e ele não se converter, morrerá nos seus pecados, mas tu salvarás a tua vida”.

É de grande responsabilidade da missão do profeta Ezequiel: Chamar o ímpio (o pecador, aquele se afasta do caminho do bem) à conversão, a afastar-se do mau caminho que conduz à morte! Se não o fizer, o pecador morrerá por causa da sua iniquidade, mas Deus pedir-lhe-á contas da sua morte. Se o fizer, e o pecador não se converter, este morrerá nos seus pecados, mas o profeta salvará a sua vida.

O Senhor confia, hoje, a nós esta missão. Não diz a terceira obra de misericórdia espiritual para corrigir os que erram? É aquilo que o Evangelho de hoje nos pede: “Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão. Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.” (Mt 18, 15-18).

O objectivo da correção fraterna é “ganhar o irmão”, isto é, que Ele reconheça o seu pecado, se arrependa e, uma vez perdoado, seja inserido na comunhão da Igreja, que ele quebrou com o pecado (que se supõe grave).
Vemos como ser Igreja é uma coisa séria! E tudo o que a Igreja fizer para ser fiel à sua identidade é querido e aprovado por Deus: “Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu”. Às vezes, ouve-se dizer: “Eu, com Deus, lá me entendo!”, e, com os irmãos, f**a tudo na mesma. Não é assim! É com os irmãos que é preciso entender-se, quando está em jogo a vivência do amor fraterno!

A correção fraterna é uma obra de misericórdia, que requer muita coragem, que se faz não para condenar, mas para salvar. Requer-se daquele que recebe essa correção muita humildade. “É certo que toda a correcção, diz-nos a carta aos Hebreus, no momento em que é aplicada, não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; mais tarde, porém, produz um fruto de paz e de justiça nos que foram exercitados por ela”. (He 12, 11).

Tenhamos misericórdia para com os irmãos e a coragem para os corrigir. Tenhamos a humildade necessária para aceitar a correção fraterna que nos fizerem. Somos uma comunidade de irmãos, responsáveis uns pelos outros: aceitemos e demos ajuda!

Bom dia, bom domingo, na alegria de ganhar o irmão, pois “aquele que converte um pecador do seu erro salvará da morte a sua alma e obterá o perdão de muitos pecados” (Tg 5, 20).

O CENTRO CULTURAL DE BALSAMÃO ESTÁ A ORGANIZAR UMA PEREGRINAÇÃO A ROMA, ASSIS, SENA, FLORENÇA E MILÃO, DE 24 A 30 DE ABR...
04/09/2026

O CENTRO CULTURAL DE BALSAMÃO ESTÁ A ORGANIZAR UMA PEREGRINAÇÃO A ROMA, ASSIS, SENA, FLORENÇA E MILÃO, DE 24 A 30 DE ABRIL DE 2027.
Venha peregrinar connosco!

EVANGELHO DE HOJE, Sábado Semana XXII do TC (Lc 6, 1-5)“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas Passava...
04/09/2026

EVANGELHO DE HOJE, Sábado Semana XXII do TC (Lc 6, 1-5)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos apanhavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos.
Alguns fariseus disseram:
«Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?». Respondeu-lhes Jesus:
«Não lestes o que fez David,
quando ele e os seus companheiros sentiram fome? Entrou na casa de Deus,
tomou e comeu os pães da proposição,
que só aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos companheiros».
E acrescentou:
«O Filho do homem é senhor do sábado».
Palavra da salvação”.

Estamos na polémica entre os fariseus e Jesus sobre o sábado. Jesus não estava contra o mandamento da Lei de Deus sobre o sábado, como o dia de descanso, mas contra a interpretação fanática e legalista do sábado que os fariseus faziam.
O episódio que nos refere o Evangelho de hoje é exemplo disso. Os discípulos, passando pelas searas, debulhavam as espigas com as mãos para comer os grãos. Assim era costume fazer para matar a fome. Não era um trabalho de colheita que quebrasse o descanso do sábado. Esse trabalho de colheita é que não era permitido fazer ao sábado. Mas a mentalidade legista dos fariseus não conseguia ver essa diferença. Por isso, disseram: “Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?”.

Jesus argumenta com um episódio da Bíblia, em que David e os seus companheiros fizeram algo de semelhante quando sentiram fome: “Entrou na casa de Deus, tomou e comeu os pães da proposição, que só aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos companheiros”.
E Jesus acrescentou: “O Filho do homem é senhor do sábado”. O que isto quer dizer?

A denominação “O Filho do homem” que Jesus atribuiu à sua pessoa, aparece no profeta Daniel com prerrogativas divinas: “Contemplando sempre a visão nocturna, vi aproximar-se, sobre as nuvens do céu, um ser semelhante a um filho de homem. Avançou até ao Ancião, diante do qual o conduziram. Foram-lhe dadas as soberanias, a glória e a realeza. Todos os povos, todas as nações e as gentes de todas as línguas o serviram. O seu império é um império eterno que não passará jamais, e o seu reino nunca será destruído.” (Dn 7, 13-14).

No tempo de Jesus esta denominação remetia para o Messias com as prerrogativas apresentadas pela profecia de Daniel, como se pode verif**ar no julgamento de Jesus, em que à pergunta do Sumo Sacerdote – “És Tu o Messias, o Filho do Deus Bendito? – Jesus respondeu, citando Daniel: “Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poder e vir sobre as nuvens do céu”(Dn 7, 13). O Sumo Sacerdote viu nesta resposta uma blasfémia, o que quer dizer que a expressão “O Filho do Homem” signif**ava “Filho de Deus”: “O Sumo Sacerdote rasgou, então, as suas vestes e disse: «Que necessidade temos ainda de testemunhas? Ouvistes a blasfémia! Que vos parece?» E todos sentenciavam que Ele era réu de morte.” (Mc 14, 61-64). Jesus foi, de facto, condenado à morte por blasfémia.

Portanto a expressão “o Filho do homem” que Jesus refere à sua pessoa em várias passagens do Evangelho, afirma que Jesus é o Messias, o Filho de Deus.

Assim podemos compreender a afirmação de Jesus: “O Filho do homem é senhor do sábado”.
Jesus, O filho do Homem, o Filho Deus, foi Ele quem criou o sábado e sabe bem que este mandamento sobre o sábado foi dado para bem do homem e não para o escravizar, como faziam os fariseus. Por isso, Ele mesmo nos diz: “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. O Filho do Homem até do sábado é Senhor.” (Mc 2, 27-28).

Para nós, os cristãos, o dia a guardar é o domingo e não o sábado, como diz o 3º mandamento da lei de Deus: “Guardar domingos e festa de guarda”. O domingo é o dia da ressurreição de Jesus, e, por isso, o dia de festa por excelência. “Guardar” signif**a reservar esse dia para celebrar, festivamente e em comunidade, a ressurreição de Cristo, participando na Eucaristia. É também o dia de descanso, quanto as condições laborais de hoje o permitam. Para quem não o possa celebrar, participando na Eucaristia desse dia, poderá fazer “domingo” noutro dia da semana, porque o cristão não pode viver sem o domingo (sem celebrar o triunfo de Cristo sobre a morte, com a Eucaristia), como diziam os primeiros cristãos. É este o espírito do mandamento. Por isso, para não cairmos em legalismo farisaicos, também podemos dizer, com Jesus: “O domingo foi feito para o homem e não o homem para o domingo”.

Bom dia, na alegria de celebrarmos o domingo, o dia de festa por excelência para os cristãos!

TENHO A ALEGRIA DE VOS ANUNCIAR AS XXIX JORNADAS CULTURAIS DE BALSAMÃO, QUE SE REALIZAM DE 1 A 4 DE OUTUBRO PRÓXIMO.Sede...
03/09/2026

TENHO A ALEGRIA DE VOS ANUNCIAR AS XXIX JORNADAS CULTURAIS DE BALSAMÃO, QUE SE REALIZAM DE 1 A 4 DE OUTUBRO PRÓXIMO.
Sede bem-vindos!
Inscrevam-se!

EVANGELHO DE HOJE, Sexta-feira da Semana XXII do TC (Lc 5, 33-39) “Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lu...
03/09/2026

EVANGELHO DE HOJE, Sexta-feira da Semana XXII do TC (Lc 5, 33-39)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
os fariseus e os escribas disseram a Jesus:
«Os discípulos de João Batista e os fariseus
jejuam muitas vezes e recitam orações.
Mas os teus discípulos comem e bebem».
Jesus respondeu-lhes:
«Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo, enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado;
nesses dias jejuarão».
Disse-lhes também esta parábola:
«Ninguém corta um remendo de um vestido novo,
para o deitar num vestido velho,
porque não só rasga o vestido novo,
como também o remendo não se ajustará ao velho.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos,
porque o vinho novo acaba por romper os odres, derramar-se-á e os odres f**arão perdidos.
Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos.
Quem beber do vinho velho não quer do novo,
pois diz: ‘O velho é que é bom’».
Palavra da salvação”.

Os mesmos fariseus e escribas que antes, no mesmo Evangelho de Lucas, murmuravam, dizendo aos discípulos: “Porque comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” (Lc 5, 30), são mesmos que no Evangelho de hoje dizem a Jesus, em tom acusatório: “Os discípulos de João Batista e os fariseus jejuam muitas vezes e recitam orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. Em ambas as situações há a classif**ação dos discípulos como aqueles que “comem e bebem”, aqueles que levam uma vida folgazã, não muito recomendável, em oposição aos discípulos de João Baptista e aos fariseus (que jejuam), na mesma opinião dos fariseus e escribas. Para os escribas e fariseus, tanto é uma novidade escandalosa os discípulos de Jesus comerem e beberem com os cobradores de impostos e com os pecadores, como comerem e beberem e não jejuarem!

Jesus, como veio em defesa dos discípulos no primeiro caso, vem, agora, em defesa dos discípulos: “Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo, enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão”. Eles são os companheiros do noivo, e, enquanto o noivo está com eles, não podem jejuam!

Jesus é o noivo que veio realizar as núpcias definitivas com o seu povo, o que é motivo de grande alegria. Estão a decorrer estas bodas! Por isso, os amigos do noivo, a noiva, não pode jejuar. Estas núpcias de Cristo com a sua noiva/esposa, a Igreja, acontecerão até á morte de Jesus, inclusive. Jesus desposou-nos na Cruz, expressão máxima do seu amor por nós. Os discípulos de Jesus, que são esta noiva/esposa, Jejuarão quando o esposo lhe será tirado.
Sobre quando isso acontecerá, há divergências: uns afirmam que isso acontecerá entre a morte e a ressurreição, apontando para o jejum pascal, 1º e 2º dia do Tríduo Pascal; outros afirmam que esse “quando” é agora, o tempo da Igreja, após o Pentecostes, pois, como testemunham os Actos dos Apóstolos, os primeiros cristãos jejuavam. Esta é a opinião que prevalece na prática da Igreja, embora, ao longo do ano litúrgico, só haja dois dias de jejum “obrigatório”: quarta-feira de cinzas e sexta-feira santa, deixando aos fiéis a recomendação de o fazerem por livre iniciativa, especialmente durante a Quaresma.
Mas o mais importante é o motivo do Jejum dos discípulos de Jesus. Jejuamos por amor ao noivo/esposo, por amor a Jesus. Abstemo-nos de algum alimento corporal para dizer a nós mesmos que não vivemos só de pão, mas do amor de Jesus, do qual nos alimentamos na escuta da Sua palavra, na comunhão eucarística e na oração pessoal.
Este amor a Jesus traduz-se também em socorrê-Lo nos irmãos necessitados, na prática das obras de misericórdia.
A recomendação do jejum é sobretudo um convite à temperança (dominando a gula), para que o nosso espírito (e o nosso corpo) não se torne pesado. Renunciando ou moderando a um apetite legítimo, treinamo-nos a renunciar a outros apetites ilícitos da nossa natureza humana, isto é, ao pecado. É esse o jejum que nos interessa: renunciar a certas palavras, gestos, atitudes, comportamentos agressivos, egoístas, que ofendem os irmãos. E fazemo-lo com alegria, por amor a Jesus, por amor aos irmãos!
De facto, nosso alimento é fazer a vontade do Pai do Céu, como disse Jesus (Jo 4, 34). O jejum será expressão desta fidelidade a Jesus e ao Pai.
A seguir, Jesus refere, através de duas imagens – o vestido novo e o vinho novo –, que o cristão é um homem novo. Nós que estamos em Cristo somos “nova criatura” (2 Cor 5, 17) Por isso, o jejum cristão é nesta novidade de vida que se insere; não pode ser vivido segundo o espírito do Antigo Testamento, com um remendo novo em pano velho ou um vinho novo em odres velhos.
O Evangelho de S. Lucas termina com esta observação sobre o vinho:
“Quem beber do vinho velho não quer do novo, pois diz: ‘O velho é que é bom’”. Parece fazer alusão aos fariseus e aos escribas que estão fechados ao vinho novo trazido por Jesus, à nova aliança, ao Novo Testamento. Nas bodas de Caná, Jesus é o noivo que guardou o melhor vinho até agora! (cf Jo 2, 10). E quanto ao vestido novo, o livro do Apocalipse, diz que Jesus ofereceu à sua esposa, a Igreja, “um vestido de linho resplandecente e puro” (Ap 19, 8). Esta é a veste branca do baptismo.

Bom dia, na alegria das bodas de Jesus, o noivo/esposo, com cada um de nós, seus discípulos, com a sua Igreja, e na alegria de amar a Jesus noivo/esposo e os irmãos com quem Ele se identif**a!

EVANGELHO DE HOJE, Quinta-feira Semana XXII do TC (Lc 5, 1-11)“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas ...
02/09/2026

EVANGELHO DE HOJE, Quinta-feira Semana XXII do TC (Lc 5, 1-11)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus.
Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago.
Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes.
Jesus subiu para um barco, que era de Simão,
e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra.
Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão.
Quando acabou de falar, disse a Simão:
«Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca».
Respondeu-Lhe Simão:
«Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada.
Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
Eles assim fizeram
e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se.
Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar;
eles vieram e encheram ambos os barcos
de tal modo que quase se afundavam.
Ao ver o sucedido,
Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele
e de todos os seus companheiros,
por causa da pesca realizada.
Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão.
Jesus disse a Simão:
«Não temas.
Daqui em diante serás pescador de homens».
Tendo conduzido os barcos para terra,
eles deixaram tudo e seguiram Jesus.
Palavra da salvação”.

Hoje, Jesus está na margem do lago de Genesaré, e do barco, que era de Simão, “pôs-Se a ensinar a multidão”.
Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão:
“Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca”.
Respondeu-Lhe Simão: “Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes”.
A pesca foi tão abundante que encheu o barco de Pedro e dos companheiros, “de tal modo que quase se afundavam”.

Afinal, valeu a pena ter emprestado o barco a Jesus! Jesus não é só Mestre no ensino, mas também Mestre na pesca! Abençoada noite em que “não apanhamos”, que nos permite lançar as redes confiados na palavra do Mestre: “Já que o dizes, lançarei as redes”! Esta pesca deve-se a Jesus: é uma pesca milagrosa!
“Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: ‘Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador’. Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada.
Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão”.

A reação de Pedro – ‘Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador’ – é a reação de quem se sente na presença de Deus Santo, que nos faz sentir que somos imensamente pecadores, e que, por isso, não podemos permanecer deste modo na sua presença. Foi o que sucedeu ao profeta Isaías que, sentindo-se envolvido pela presença do Deus três vezes santo, disse: “Ai de mim, estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros, que habita no meio de um povo de lábios impuros,
e vi com os meus olhos o Rei, Senhor do universo!” (Is 6, 2.5). Também os habitantes de Bet-Chémes diziam: “Quem poderá estar na presença do SENHOR, deste Deus santo? E para quem poderá Ele ir, para que se afaste de nós?” (1 Sm 6, 20).
Jesus, porém, não se afastou de Pedro, e disse-lhe: “Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens”.

Jesus diz a Pedro para não ter medo, nem da sua natureza pecadora, nem das suas fraquezas, nem dos seus fracassos, nem dos seus pecados. Jesus chama-o tal como ele é, e confia-lhe uma missão: “Daqui em diante serás pescador de homens”.

E o Evangelho conclui: “Eles deixaram tudo e seguiram Jesus”.

Tal como a Pedro, Jesus também nos diz para não ter medo das nossas fraquezas. Ele ama-nos, não como gostaríamos de ser, mas como somos de facto. E tem uma missão para cada um de nós! Quando nos encontramos com este Jesus, anunciamo-lO aos outros, levando-os a Jesus. Tornámos, também nós, pescadores de homens.

Bom dia, na alegria do encontro com Jesus, que nos ama como somos, e na alegria de O anunciar a todos!

EVANGELHO DE HOJE, Quarta-feira da Semana XXII do TC (Lc 4, 38-44)“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lu...
01/09/2026

EVANGELHO DE HOJE, Quarta-feira da Semana XXII do TC (Lc 4, 38-44)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
Jesus saiu da sinagoga e entrou em casa de Simão.
A sogra de Simão estava com febre muito alta
e pediram a Jesus que fizesse alguma coisa por ela.
Jesus, aproximando-Se da sua cabeceira,
falou imperiosamente à febre,
e a febre deixou-a.
Ela levantou-se e começou logo a servi-los.
Ao pôr do sol,
todos os que tinham doentes com diversas enfermidades traziam-nos a Jesus
e Jesus, impondo as mãos sobre cada um deles, curava-os. De muitos deles saíam demónios, que diziam em altos gritos: «Tu és o Filho de Deus».
Mas Jesus, em tom severo, impedia-os de falar,
porque sabiam que Ele era o Messias.
Ao romper do dia,
Jesus dirigiu-Se a um lugar deserto.
A multidão foi à procura d’Ele
e, tendo-O encontrado, queria retê-l’O,
para que não os deixasse.
Mas Jesus disse-lhes:
«Tenho de ir também às outras cidades
anunciar a boa nova do reino de Deus,
porque para isto fui enviado».
E pregava pelas sinagogas da Judeia.
Palavra da salvação”.

A paixão de Jesus é o anúncio do Reino, pela pregação e pela cura dos doentes. Hoje, em primeiro lugar, o Evangelho refere a cura da sogra de Simão Pedro que “estava com febre muito alta e pediram a Jesus que fizesse alguma coisa por ela”. Jesus “falou imperiosamente à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se e começou logo a servi-los”. Ontem, vimos como Jesus “falava com autoridade”. Hoje, vemos como Ele tem autoridade sobre a febre. Livre da febre, a sogra de Pedro “levantou-se e começou logo a servi-los”. Sublinho “logo”. Jesus liberta-nos de múltiplas “febres” que nos paralisam, para, com prontidão, servirmos os irmãos. É uma prova de que fomos curados. Livres para servir!
E “todos os que tinham doentes com diversas enfermidades traziam-nos a Jesus
e Jesus, impondo as mãos sobre cada um deles, curava-os”. Todos sabiam que Jesus curava. Por isso, lhe traziam os doentes “com diversas enfermidades”. E Jesus curava-vos, dando atenção a cada um deles: “impondo as mãos sobre cada um deles”. Aprendamos com Jesus a cuidar dos doentes!

Vemos, depois, como os demónios que saiam dalguns deles, reconheciam Jesus como o Messias, o Filho de Deus, mas Jesus impedia-os de o dizer. Estamos perante o segredo messiânico, para evitar equívocos sobre a verdadeira identidade do Messias.

Deste dia da actividade messiânica de Jesus consta também (e é muito importante!) um tempo de oração, de encontro com o Pai: “Jesus dirigiu-Se a um lugar deserto”.

A multidão foi à procura d’Ele, e tendo-o encontrado, pediram-lhe que não os deixasse. Porém, Jesus não se deixa “prender” pois tem de continuar fiel à missão para a qual foi enviado pelo Pai, de anunciar a feliz notícia do Reino de Deus a todos: “Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do reino de Deus, porque para isto fui enviado”.
Esta é também a nossa missão, como discípulos de Jesus que queremos ser! Vivamos este dia com e como o de Jesus, fiéis à nossa missão, anunciando o Evangelho e cuidando dos doentes.

Bom dia, na alegria da missão!

Endereço

Chacim
Macedo De Cavaleiros
5340-091

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