Convento de Balsamão

Convento de Balsamão Página Oficial do Convento de Balsamão, Casa de Retiro e Repouso e Centro de Espiritualidade e Acolhimento. Local onde se ouve o silêncio.

EVANGELHO DE HOJE, X DOMINGO DO TC, ANO A (Mt 9, 9-13)“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Naquele...
06/06/2026

EVANGELHO DE HOJE, X DOMINGO DO TC, ANO A (Mt 9, 9-13)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Jesus ia a passar,
quando viu um homem chamado Mateus,
sentado no posto de cobrança dos impostos,
e disse-lhe: «Segue-Me».
Ele levantou-se e seguiu Jesus.
Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores
vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos.
Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos:
«Por que motivo é que o vosso Mestre
come com os publicanos e os pecadores?»
Jesus ouviu-os e respondeu:
«Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas sim os doentes.
Ide aprender o que signif**a:
‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’.
Porque Eu não vim chamar os justos,
mas os pecadores».
Palavra da salvação”.

No Evangelho de hoje, S. Mateus narra-nos como Jesus o chamou e a festa que fez, para celebrar esse facto, convidando Jesus e os seus amigos.

Mateus era cobrador de impostos, e foi aí que Jesus o foi chamar, dizendo-lhe: “Segue-Me”. E “ele levantou-se e seguiu Jesus”. Tão simples! Renunciando aos seus bens, seguiu “Aquele que via totalmente desprovido de riquezas. É que o Senhor chamava-o exteriormente com a sua palavra, mas iluminava-o de um modo interior para que O seguisse, infundindo na sua mente a luz da graça espiritual, para que pudesse compreender que Aquele que na terra o afastava dos negócios temporais, lhe podia dar no Céu tesouros incorruptíveis”, diz S. Beda Venerável.
Logo de seguida, Mateus conta-nos: “Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos”.
Comenta S. Beda Venerável: “A conversão de um publicano deu a muitos publicanos e pecadores um exemplo de penitência e perdão. Foi, na verdade, um belo e feliz precedente: aquele que havia de ser apóstolo e doutor das gentes, atraiu consigo ao caminho da salvação, logo no primeiro momento da sua conversão, um grupo de pecadores. Deste modo, já desde os primeiros indícios da sua fé, começou o ministério da evangelização que mais tarde havia de desempenhar, quando chegasse á perfeição das suas virtudes”.

De facto, é esta a força do encontro com Cristo: quem O encontra f**a tão feliz que não pode guardá-lo só par si! Mateus, que pela sua profissão era odiado pelo povo, encontra Jesus que o ama como é! Haverá maior alegria!

Os “fiscais” do tempo, os fariseus, que desprezavam os publicanos e pecadores, comentam, imediatamente, a atitude, para eles escandalosa, de Jesus para com os publicanos e pecadores: “Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?”. Esta é a murmuração contante dos fariseus e dos escribas contra Jesus: “Este acolhe os pecadores e come com eles” (Lc 15, 2).
Jesus, que ouviu, respondeu-lhes: “Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas sim os doentes. Ide aprender o que signif**a: ‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”. Jesus retoma o que diz a primeira leitura deste domingo, do profeta Oseias, o profeta da misericórdia: “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício, o conhecimento de Deus, mais que os holocaustos” (Os 6, 6). O “sacrifício”, os “holocaustos” são os ritos religiosos realizados no templo, a prática religiosa, desligada do amor a Deus e aos irmãos.

Os fariseus vivem uma prática religiosa (“sacrifício”) de fachada, desprovida de misericórdia para com as pessoas. Jesus, porém, prefere a misericórdia para com os pecadores, qual reflexo da misericórdia do Pai. Ele veio chamar os pecadores (e quem não é pecador? Somos todos) ao arrependimento e não os justos, como os fariseus, “que consideravam justos e desprezavam os outros” (Lc 18, 9). São os doentes (pecadores) que precisam de médico e não os que têm saúde. Mateus era um destes doentes, um destes pecadores, mas foi tocado pelo olhar misericordioso de Jesus, como bem o exprime o quadro de Caravaggio.

No Evangelho de Lucas, neste mesmo episódio, a pergunta dos fariseus e dos escribas insere os discípulos na mesma atitude de Jesus: “Porque comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” (Lc 5, 30). Segundo Lucas, os discípulos já tinham aprendido com Jesus a misericórdia para com os pecadores. Com seria bom que também nos acusassem disso!
Jesus, Nosso Senhor, amou-nos (e ama-nos) e deu (e dá) a vida pelos pecadores, que somos todos nós, e ressuscitou para nos perdoar, como nos lembra, hoje a segunda leitura: “foi entregue à morte por causa das nossas faltas e ressuscitou para nossa justif**ação” (Rm 4, 25). Se Jesus nos amou assim, “quando éramos ainda pecadores” (Rm 5, 8) – e quando ainda somos! – amemos também os nossos irmãos pecadores. Só assim seremos discípulos de Jesus, cristãos!

Concluímos com a oração pós-comunhão da Eucaristia de hoje: “Senhor, que nos fizestes participar na alegria de São Mateus ao receber à sua mesa o Salvador, alimentai-nos sempre com o pão de Cristo, que veio chamar à salvação não os justos, mas os pecadores”.

Bom domingo, na alegria de Jesus nos ter vindo chamar a nós, pecadores, e na alegria de, como Jesus, amar os pecadores!

EVANGELHO DE HOJE, Sábado da IX Semana do TC (Mc 12, 38-44)“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos Na...
05/06/2026

EVANGELHO DE HOJE, Sábado da IX Semana do TC (Mc 12, 38-44)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
Jesus ensinava a multidão, dizendo:
«Acautelai-vos dos escribas,
que gostam de exibir longas vestes,
de receber cumprimentos nas praças,
de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas
e os primeiros lugares nos banquetes.
Devoram as casas das viúvas
com pretexto de fazerem longas rezas.
Estes receberão uma sentença mais severa».
Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro
a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas.
Veio uma pobre viúva
e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante.
Jesus chamou os discípulos e disse-lhes:
«Em verdade vos digo:
Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava,
mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha,
tudo o que possuía para viver».
Palavra da salvação”.

Hoje, Jesus faz um duro ataque aos escribas: “Acautelai-vos dos escribas!”. Os escribas eram doutores da lei, especialistas na Sagrada Escritura, mas procuravam o reconhecimento público, exibindo, pela maneira de vestir, um estatuto elevado, ocupando os primeiros lugares nos encontros sociais, para serem vistos, saudados e louvados. Claro que esse estatuto de fachada requeria dinheiro! Por isso, Jesus acrescenta: “Devoram as casas das viúvas com pretexto de fazerem longas rezas”.

“Acautelai-vos”, diz Jesus, porque esta gente é perigosa! Tem-se por gente de bem, mas não é! São hipocritas!
E Jesus conclui: “Estes receberão uma sentença mais severa”.

O Papa Francisco denunciou várias vezes esta atitude hipócrita no carreirismo de alguns membros da Hierarquia da Igreja (bispos e padres). Mas este “acautelai-vos” de Jesus é também para todos!
Vejamos se, à nossa medida, não somos assim. Procuramos esse reconhecimento social? E o que fazemos para o alcançar? Hoje, nos casamentos, baptizados, nas festas de aniversário, nos encontros sociais, políticos e de Igreja, não procuramos a ocasião para nos exibir?
Cuidado, pois, connosco e com os outros! Gente assim é perigosa! A sentença severa de que Jesus fala é a infelicidade de quem assim procura viver. Quem vive para si mesmo não pode ser feliz.

Como que mudando de página, Jesus apresenta-nos outra cena, mas os personagens parecem ser os mesmos (os ricos e cheios de si mesmo e que exploram os pobres, e as viúvas, vazias de si mesmo e cheias de confiança em Deus).

Jesus, sentado em frente da arca do tesouro, observa como, nas ofertas para o templo, muitos ricos deitam quantias avultadas. Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas. E Jesus comentou para os discípulos:
“Em verdade vos digo:
Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha,
tudo o que possuía para viver”.

Esta viúva, na sua pobreza, punha a sua confiança em Deus.
E eu? Dou do que me sobra (em bens e/ou em tempo) ou do que preciso para mim? Em quem ponho a minha confiança? Dou e dou-me generosamente, totalmente, sem reservas?

Uma coisa é certa: só os que têm um coração pobre, como esta viúva, é que são felizes! É a primeira bem-aventurança! Aprendamos a ser felizes.

Bom dia, na alegria dos pobres que o são no seu íntimo!

EVANGELHO DE HOJE, Sexta-feira da IX Semana do TC (Mc 12, 35-37) “Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mar...
04/06/2026

EVANGELHO DE HOJE, Sexta-feira da IX Semana do TC (Mc 12, 35-37)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
Jesus ensinava no templo, dizendo:
«Como podem os escribas dizer
que o Messias é filho de David?
O próprio David afirmou,
sob a ação do Espírito Santo:
‘Disse o Senhor ao meu Senhor:
Senta-Te à minha direita,
até que Eu faça dos teus inimigos
escabelo dos meus pés’.
O próprio David Lhe chama ‘Senhor’.
Como pode ser seu filho?».
E a numerosa multidão escutava com prazer o que Jesus dizia.
Palavra da salvação”.


Jesus já se tinha manifestado bom conhecedor das Sagradas Escrituras, seja na resposta que deu aos saduceus acerca da ressurreição dos mortos (Mc 12,18-27) seja na resposta que deu ao escriba sobre o primeiro de todos os mandamentos (Mc 12, 28b-34). Hoje, a luz das Sagradas Escritura, diz que O Messias não pode ser filho de David, como dizem os escribas, eles que se julgam conhecedores das Sagradas Escrituras, porque “o próprio David Lhe chama ‘Senhor’. Como pode ser seu filho?”.

De facto, era dado comum de que o Messias viria da descendência de David. Seria, por isso, filho de David. O próprio evangelista S. Mateus, que escreve para cristãos vindos do Judaísmo, no início do seu Evangelho, apresenta a genealogia de Jesus, começando: “Genealogia de Jesus Cristo, filho de David” (Mt 1, 1). O objectivo de Mateus era esse mesmo: provar que Jesus era da descendência de David. Até José, houve uma cadeia de gerações, em que se diz que este gerou aquele, e aquele gerou o seguinte. Porém, chegado a José, este não gerou nada. Apenas se diz que ele era “esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo” (Mt 1, 16). Com a genealogia, poderíamos dizer que Mateus não conseguiu provar que Jesus era filho de David (a não ser indirectamente) mas afirma, sim, a concepção virginal de Maria. Essa mesma ideia vem reforçada explicitamente na anunciação do Anjo a José, em que lhe é dito: “José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que Ele concebeu é obra do Espírito Santo” (Mt 1, 20b). Anuncia-se, deste modo, a filiação divina de Jesus, o Messias. A José é confiada a missão de pai adoptivo, cuja função será a de dar o nome a Jesus, um bom nome, inserindo-o na sociedade e na genealogia davídica.

Será que Jesus, na passagem do Evangelho de hoje tinha em vista esta problemática e quis, através do Salmo 110, que fala do Messias, apontar a sua origem divina? É provável. Pelo menos, a argumentação de Jesus, questionando a afirmação dos fariseus, agradou aos ouvintes: “E a numerosa multidão escutava com prazer o que Jesus dizia”.

Para nós hoje, não há dúvidas: Jesus, o Messias, é o Filho de Deus!
Ouçamo-Lo com agrado, e sigamo-Lo com alegria!
Quem melhor que Jesus nos pode explicar as Sagradas Escrituras? Elas falam d’Ele e n’Ele se cumprem plenamente! Aos discípulos de Emaús, Jesus ressuscitado “explicou-lhes em todas as Escrituras tudo o que Lhe dizia respeito” (Lc 24, 27b).
E diziam: “Não estava o nosso coração a arder cá dentro quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” Lc 24, 32).
Bom dia, com Jesus, que nos explica o sentido das Escrituras e nos aquece o coração!

EVANGELHO DE HOJE, SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, ANO A (Jo 6, 51-58)“Evangelho d...
03/06/2026

EVANGELHO DE HOJE, SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, ANO A (Jo 6, 51-58)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
«Eu sou o pão vivo descido do Céu.
Quem comer deste pão viverá eternamente.
E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne,
que Eu darei pela vida do mundo».
Os judeus discutiam entre si:
«Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?».
Jesus disse-lhes:
«Em verdade, em verdade vos digo:
Se não comerdes a carne do Filho do homem
e não beberdes o seu Sangue,
não tereis a vida em vós.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
tem a vida eterna;
e Eu o ressuscitarei no último dia.
A minha carne é verdadeira comida
e o meu sangue é verdadeira bebida.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
permanece em mim e Eu nele.
Assim como o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim.
Este é o pão que desceu do Céu;
não é como aquele que os vossos pais comeram, e morreram; quem comer deste pão viverá eternamente».
Palavra da salvação”.

Hoje, celebramos a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, mais conhecida como o Dia do Corpo de Deus (Corpus Christi). A festa do Corpo de Deus foi oficialmente instituída pelo Papa Urbano IV, em 1264, para ser celebrada na quinta-feira depois da oitava de Pentecostes.

O Evangelho de hoje faz parte do discurso de Jesus sobre o Pão da Vida. Não é tanto um discurso de Jesus antes da sua morte (embora Jesus se situe antes dela, anunciando-a), mas um discurso de Jesus ressuscitado, presente na sua Igreja. É uma catequese sobre o sacramento da Eucaristia! Jesus diz-nos: “Eu sou o pão vivo”, “o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo”.

Na Eucaristia, celebramos o dom que Jesus fez de Si mesmo para dar a vida ao mundo, como Ele disse na última Ceia, instituindo a Eucaristia: “Tomai e comei todos. Isto é o meu Corpo que será entregue por vós”; “Tomai e bebei todos: este é cálice do meu Sangue que será derramado por vós”. De facto, o Corpo de Jesus, entregue por nós, “é verdadeira comida” e o seu Sangue, derramado por nós, “é verdadeira bebida”. É uma comida e uma bebida que nos alimenta, dá-nos a vida! Comungar o Corpo e sangue de Cristo é comungar Cristo vivo, ressuscitado! É acreditar que Jesus morreu pelos meus pecados e ressuscitou para me perdoar, para me dar a vida, que é comunhão com Ele e com os irmãos!

“Como o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim!” A Eucaristia torna presente este dom de amor de Jesus por mim. Por isso posso dizer, actualizando a palavra de S. Paulo: na Eucaristia “Cristo ama-me e entrega-se por mim”!
A Eucaristia é o sacramento do grande amor de Jesus por mim, que me salva, que me dá vida, e vida em abundância!

Esta Festa quer acentuar que Jesus está realmente presente no pão e vinho consagrados. É realmente Cristo Ressuscitado, no seu Corpo e Sangue! Não é uma coisa, mas a pessoa viva de Cristo, que se esconde sob as espécies eucarísticas!
Diz-nos o Catecismo da Igreja Católica (CIC 1376):
“O modo da presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz dela «como que a perfeição da vida espiritual e o fim para que tendem todos os sacramentos» (S. Tomás de Aquino). No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão «contidos, verdadeira, real e substancialmente, o corpo e o sangue, conjuntamente com a alma e a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, Cristo completo» (Concílio de Trento). “«Esta presença chama-se "real", não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem "reais", mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem» (Misterium fidei)”.

Celebremos, então, com muita gratidão e alegria este grande sacramento do Amor de Cristo por nós, comunguemo-Lo, adoremo-Lo e vivamo-Lo, reconhecendo-O no Santíssimo Sacramento do altar e no sacramento dos irmãos, com os quais Jesus se identif**a (Mt 25, 40.45). Nós não podemos viver sem a Eucaristia! Permanecer em Jesus e Ele em nós, viver n’ Ele e Ele em nós, é dar a vida como Ele a deu por nós, é amarmos uns outros como Ele nos amou e ama. Cristo está vivo, ressuscitado, em mim, se amo os irmãos: “quem não ama permanece na morte” (1 Jo 3, 14).

O Evangelho de hoje é um convite a alimentar-nos de Cristo, pão vivo, que nos ama e se entrega por nós na Eucaristia, no Seu Corpo e no seu Sangue, alimento de vida eterna, donde brota a exigência e a alegria de amar como Jesus.

Bom dia do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo, nosso Senhor, na gratidão e na alegria do amor de Cristo, entregue por nós, donde brota a exigência e a alegria de amar como Jesus nos ama!

Hoje, dia 3 de junho, celebramos a memória dos Santos Carlos Lwanga e companheiros, mártires. Entre os anos 1885 e 1887,...
02/06/2026

Hoje, dia 3 de junho, celebramos a memória dos Santos Carlos Lwanga e companheiros, mártires. Entre os anos 1885 e 1887, foram condenados à morte muitos cristãos no Uganda, por ordem do rei Mwanda em ódio da religião. Alguns deles eram funcionários da corte real ou até adjuntos do próprio rei. Entre eles distinguem-se Carlos Lwanga e seus vinte e um companheiros, pela sua inquebrantável adesão à fé católica. Foram uns decapitados e outros queimados vivos, por não terem cedido às impuras ordens do rei.
S. Carlos e companheiros, mártires, do Uganda, rogai por nós!

EVANGELHO DE HOJE, Quarta-feira da IX Semana do TC (Mc 12, 18-27)“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mar...
02/06/2026

EVANGELHO DE HOJE, Quarta-feira da IX Semana do TC (Mc 12, 18-27)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
foram ter com Jesus alguns saduceus
__ que afirmam não haver ressurreição __
e perguntaram-lhe:
«Mestre, Moisés deixou-nos escrito:
‘Se morrer a alguém um irmão,
que deixe esposa sem filhos,
esse homem deve casar-se com a viúva,
para dar descendência a seu irmão’.
Ora havia sete irmãos.
O primeiro casou-se e morreu sem deixar descendência.
O segundo casou com a viúva
e também morreu sem deixar descendência.
O mesmo sucedeu ao terceiro.
E nenhum dos sete deixou descendência.
Por fim morreu também a mulher.
Na ressurreição, quando voltarem à vida,
de qual deles será ela esposa?
Porque todos os sete se casaram com ela».
Disse-lhes Jesus: «Não andareis vós enganados,
ignorando as Escrituras e o poder de Deus?
Na verdade, quando ressuscitarem dos mortos,
nem eles se casam, nem elas são dadas em casamento;
mas serão como os Anjos nos Céus.
Quanto à ressurreição dos mortos,
não lestes no Livro de Moisés,
no episódio da sarça ardente,
como Deus disse:
‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos.
Vós andais muito enganados».
Palavra da salvação”.

Tal como no tempo de Jesus, também hoje muitos que se dizem cristãos afirmam não haver ressurreição. “Com a morte, acaba tudo”, dizem. Para aqueles que assim pensam é esta palavra de Jesus: “vós andais muito enganados”. O nosso Deus “não é Deus de mortos, mas de vivos”, como nos diz a Sagrada Escritura.

De facto, o núcleo central da fé dos cristãos é acreditar que Cristo morreu pelos nossos pecados, e ressuscitou para nos perdoar (O Evangelho é Isto!). Se não acreditamos na ressurreição também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé: ainda estamos nos nossos pecados, ensina-nos S. Paulo (Cf 1 Cor 15, 12-18). “E se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Cor 15, 19).

Mas vamos à pergunta que fizeram a Jesus, estes que não acreditam na ressurreição, sobre aquela mulher que na terra foi esposa de sete maridos:
“Na ressurreição, quando voltarem à vida,
de qual deles será ela esposa?
Porque todos os sete se casaram com ela”.

A resposta de Jesus, sempre fundamentada na Sagrada Escritura, é clara:
“Não andareis vós enganados,
ignorando as Escrituras e o poder de Deus?
Na verdade, quando ressuscitarem dos mortos,
nem eles se casam, nem elas são dadas em casamento;
mas serão como os Anjos nos Céus”.
Por outras palavras, o casamento é para o tempo em que vivemos neste mundo. No mundo futuro da ressurreição, não haverá casamento! Por isso, digo eu, quem quiser casar que case agora!

Aqui ganha sentido a vocação dos que não casam “por causa do Reino dos Céus” e pelo “poder de Deus”, usando a expressão do Evangelho de hoje, anunciando, deste modo, o mundo futuro da ressurreição. É o caso dos consagrados, na Igreja, que fazem voto de castidade, como resposta ao dom que lhe foi concedido.
O casamento é bom, mas é só para este mundo. A muitos é difícil entender a vocação dos celibatários, e acham que todos deveriam casar. Jesus, que também não casou por causa do Reino dos Céus, não deu outra explicação senão esta: “quem quiser entender que entenda”. É um dom precioso do Senhor à sua Igreja e ao mundo, em benefício da Igreja e do mundo, apontando para o mundo futuro, relativizando as coisas deste mundo presente. Estas vocações são testemunhas do absoluto de Deus, e anunciam já o mundo futuro, o mundo definitivo.

Bom dia, na alegria da fé em Cristo ressuscitado e da esperança na felicidade eterna!

EVANGELHO DE HOJE, Terça-feira da IX Semana TC (Mc 12, 13-17) “Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos...
01/06/2026

EVANGELHO DE HOJE, Terça-feira da IX Semana TC (Mc 12, 13-17)

“Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
foram enviados a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes para O surpreenderem no que dissesse.
Aproximaram-se e disseram:
«Mestre, sabemos que és sincero
e não Te deixas influenciar por ninguém,
pois não fazes acepção de pessoas,
mas ensinas com sinceridade o caminho de Deus.
É lícito ou não pagar o tributo a César?
Devemos pagar ou não?».
Mas Jesus, conhecendo a sua hipocrisia, respondeu-lhes: «Porque Me armais esse laço?
Trazei-Me um denário para Eu ver».
Eles trouxeram-no e Jesus perguntou-lhes:
«De quem é esta imagem e esta inscrição?».
Eles responderam: «De César».
Então Jesus disse-lhes:
«Dai a César o que é de César
e a Deus o que é de Deus».
E eles f**aram muito admirados com Jesus.
Palavra da salvação”.

O Evangelho de hoje mostra com Jesus é inteligente: “f**aram muito admirados com Jesus!“. Não se deixou enlevar e prender pelo elogio, mas percebe a hipocrisia daqueles que o questionam para lhe armar um laço. A pergunta era, de facto, um laço! Qualquer resposta de Jesus deixa-Lo-ia em situação desfavorável: se respondesse “sim”, o povo f**aria contra Ele e perderia a aceitação do mesmo (seria inimigo do povo); se dissesse “não” era acusado de ser contra o Imperador, é seria preso como revolucionário político. Jesus, inteligentemente, não caiu no laço. A sua missão está acima da política. A resposta de Jesus distingue e define bem estes dois âmbitos, o da política e da religião: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. A moeda tinha a inscrição e a imagem de César; cada pessoa tem em si, mais ainda, é a imagem de Deus e pertence a Deus!
A resposta é uma denúncia da religião do estado, que prestava culto ao Imperador, como se fosse deus. A política é da ordem temporal, e é legítima e necessária, da qual fazem parte os impostos justos que lhe são devidos. Nada de idolatria do poder político!
Mas o homem é mais que isso: é imagem de Deus e pertence-Lhe! Só a Ele deve prestar culto! É na doação alegre, livre e generosa a Ele que exprime a sua identidade profunda a que não pode renunciar, e que nenhum poder político pode substituir.
Obrigado, Jesus, pela tua liberdade e pelo teu ensinamento! Dá-nos liberdade e inteligência para não cairmos nos laços da hipocrisia! Queremos ser cristãos autênticos e bons cidadãos, na liberdade dos Filhos de Deus, denunciando todas as idolatrias e intromissões indevidas da política na esfera que não lhe diz respeito.
Bom dia a todos, na alegria e na liberdade dos filhos de Deus!

01/06/2026

O novo presidente do Conselho Regional do Norte e da Câmara de Lamego direciona, na Entrevista TSF/JN, críticas a um Estado que desconfia das instituições que estão no território, incluindo as câmaras, e que converteu Lisboa num "íman" capaz de absorver a maioria dos recursos. Mesmo sem a regionalização, Francisco Lopes aponta à redução, ou até isenção fiscal do IRC e do IRS para empresas e famílias que escolham o Interior do país e projeta a necessidade de uma nova Lei das Finanças Locais, capaz de dar aos municípios uma fatia maior das receitas públicas e a autonomia para criar impostos municipais. Em relação aos fundos europeus, entende que devem ser as regiões a decidir onde gastar o dinheiro.

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📷 Pedro Correia

“ em  1996, Edgar Morin. O cientista social revelou ter descansado e meditado «neste local privilegiado». Que Deus lhe d...
01/06/2026

“ em 1996, Edgar Morin. O cientista social revelou ter descansado e meditado «neste local privilegiado».

Que Deus lhe dê agora o descanso eterno.

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EVANGELHO DE HOJE, segunda-feira da IX semana do TC (Mc 12, 1-12)Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo são Marc...
31/05/2026

EVANGELHO DE HOJE, segunda-feira da IX semana do TC (Mc 12, 1-12)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo são Marcos

Naquele tempo,
Jesus começou a falar em parábolas
aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciãos:
«Um homem plantou uma vinha.
Cercou-a com uma sebe, construiu um lagar e ergueu uma torre. Depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou o tempo,
enviou um servo aos vinhateiros
para receber deles uma parte dos frutos da vinha.
Os vinhateiros apoderaram-se do servo,
espancaram-no e mandaram-no sem nada.
Enviou-lhes de novo outro servo.
Também lhe bateram na cabeça e insultaram-no.
Enviou-lhes ainda outro, que eles mataram.
Enviou-lhes muitos mais
e eles espancaram uns e mataram outros.
O homem tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho;
e enviou-o por último, dizendo consigo:
«Respeitarão o meu filho».
Mas aqueles vinhateiros disseram entre si:
«Este é o herdeiro.
Vamos matá-lo e a herança será nossa».
Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha. Que fará então o dono da vinha?
Virá ele próprio para exterminar os vinhateiros
e entregará a outros a sua vinha.
Não lestes esta passagem da Escritura:
‘A pedra rejeitada pelos construtores
tornou-se pedra angular.
Isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’?». Procuraram então prender Jesus,
pois compreenderam que tinha dito para eles a parábola.
Mas tiveram receio da multidão
e por isso deixaram-n’O e foram-se embora.
Palavra da salvação.

O Evangelho de Hoje, Jesus apresenta-nos a parábola de “um homem que plantou uma vinha”, que arrendou a uns vinhateiros. Quando chegou o tempo das colheitas, mandou um servo aos vinhateiros “para receber deles uma parte dos frutos da vinha”.

Este homem é Deus, a vinha somos nós, e os vinhateiros também somos nós (de nós próprios e dos que nos foram confiados).

No Evangelho, Jesus, que dirige a parábola “aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciãos” (os vinhateiros), a quem Deus confiou o seu povo (a vinha), acentua que esses vinhateiros (os actuais e os outros que os precederam), se negaram, repetidamente a dar uma parte dos frutos ao proprietário (a Deus), espancando alguns servos enviados para colher os frutos e matando outros, que foram os profetas que Deus enviou incansavelmente, e, agora, que lhe enviou o seu querido Filho, Jesus Cristo, para colher os frutos a que tem direito, decidem matá-Lo, para se apropriarem, indevidamente, da vinha. E o Evangelista confirma os instintos assassinos destes dirigentes do povo: “Procuraram então prender Jesus, pois compreenderam que tinha dito para eles a parábola”. Jesus é a pedra rejeitada pelos construtores que veio a tornar-se a pedra angular: “tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos”.

A parábola conclui, que o dono da vinda “entregará a outros a sua vinha”.

Como dizia, esta vinha somos nós e os vinhateiros também. Somos de Deus. Pertencemos-Lhe! Não somos os proprietários! Saibamos acolher-nos, com alegria e gratidão, como precioso dom de Deus. Como “vinhateiros” de nós próprios, trabalhando-nos com dedicação, saibamos dar fruto abundante e saboroso (de humildade, de amor, de alegria, de paz e de misericórdia), para Deus e para os irmãos. Para que isso aconteça, acolhamos os profetas que Deus envia e, sobretudo, o Seu Filho, Jesus, pois sem Ele nada podemos fazer (cf Jo 15, 5). Como “vinhateiros” daqueles dos que nos foram confiados pelo Senhor, leemo-nos que é para Ele que trabalhamos e é para Ele que são os frutos! Recebemos esta missão de Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas”. Cuidamos das ovelhas de Jesus, não das nossas!

Bom dia, na alegria de dar fruto abundante e saboroso para o Senhor e para os irmãos, a exemplo de S. Justino, mártir!

Endereço

Chacim
Macedo De Cavaleiros
5340-091

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