22/05/2026
22 de maio, memória:
Santa Rita de Cássia, mãe, viúva e religiosa.
Margherita Ferri Lotti nasceu em 1381, em Roccaporena, próximo a Cascia, na Itália, recebendo o nome de Margarida. Filha única de Antonio Lotti e Amata Ferri, cresceu em uma família cristã conhecida pela busca da paz em meio aos conflitos políticos da época. Desde jovem desejava consagrar-se a Deus, mas, conforme os costumes do tempo, casou-se aos 16 anos com Paulo Ferdinando Mancini.
Seu marido tinha um temperamento difícil e vingativo, mas Rita, com paciência, oração e testemunho de vida, ajudou-o a se transformar e a viver de forma mais honesta. O casal teve dois filhos, educados na fé cristã. Porém, sua vida foi marcada pelo sofrimento quando o marido foi assassinado em consequência das rivalidades entre famílias.
Mesmo diante da dor, Rita escolheu o caminho do perdão, permanecendo fiel ao Evangelho. Seus filhos, influenciados pelo desejo de vingança, corriam o risco de repetir o ciclo de violência. Com profundo amor por eles, Rita pediu a Deus que os preservasse do pecado grave, e ambos faleceram ainda jovens por causas naturais.
Viúva e sem os filhos, dedicou-se à oração, penitência e caridade. Desejando realizar seu antigo sonho religioso, tentou entrar no convento agostiniano de Cascia, mas inicialmente foi recusada. Perseverando na oração e confiando na intercessão de seus santos protetores — São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino — conseguiu ser admitida milagrosamente no convento por volta de 1441.
Na vida religiosa, destacou-se pela humildade, oração e união com Cristo crucificado. Recebeu um estigma na testa, semelhante a um espinho da coroa de Jesus, sofrimento que carregou com grande fé.
Faleceu em 1457, após anos de enfermidade, sendo venerada pelo povo imediatamente após sua morte. É conhecida até hoje como a “Santa das Causas Impossíveis”, exemplo de confiança em Deus mesmo nas maiores provações.
Santa Rita de Cássia, rogai por nós!