Amigos do Grupo de Jovens Objectivo

Amigos do Grupo de Jovens Objectivo “OBJECTIVO” foi o nome adoptado para o Grupo de Jovens que surgia constituído em 31 de Outubro de 1971, por um alargado número de jovens de ambos os s**os,

"O Grupo de Jovens Objectivo constituiu-se assim em 31 de Outubro de 1971. Foi lá que Carlos conheceu Rui Aço, artista plástico, e a que viria mais tarde a tornar-se mulher deste, Zélia, dois amigos que haviam de ficar para o resto da vida. Rui Aço era, na altura, desenhador das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento (OGFE), em Santa Clara e Zélia, educadora de infância e catequista. Os trê

s lideravam o "OBJECTIVO» e tinham a difícil tarefa de desviar os jovens de caminhos perigosos. «Nós eramos conhecidos pelo tripé, a nossa função, dar testemunho da nossas vidas», conta Rui Aço o mais velho do grupo, que via em Carlos «um grande companheiro de percurso e no "OBJECTIVO» um espaço fundamental para trazer de volta muitos jovens que estavam dispersos e perdidos. Sob o olhar atento, mas por vezes distanciado do Padre Correia da Cunha, dadas as múltiplas tarefas paroquiais a que tinha de dar resposta, outro sacerdote – O Padre Ismael Sanchez foi por isso incumbido de acompanhar o Grupo mais de perto. O Grupo reunia-se numa sala da Paróquia em São Vicente de Fora. Com uma energia contagiante de quem acreditava que poderia mudar o mundo. Carlos, Rui e Zélia dinamizaram um grupo de cerca de 30 jovens, organizaram actividades de estudo, criaram um jornal de parede, promoveram cursos de alfabetização e festas de solidariedade para os mais carenciados. Rodeados de alguns cuidados, os três líderes discutiam, em colectivo com os outros jovens, questões sobre as quais se entendia serem necessários alguns esclarecimentos nomeadamente de ordem politica, tal como recorda Carlos: O "OBJECTIVO" é muito marcado por isto. Havia um conjunto de informações que passava de forma não oficial a que tínhamos acesso e que utilizávamos para formar os jovens. No fundo, mostrávamos um ponto de vista político distinto do que eles absorviam em casa. E, aos poucos, o grupo ia contribuindo para o alargamento da consciência cívica e politica daqueles jovens. O Concilio Vaticano II, que decorreu entre Outubro de 1962 e 1965, reconheceu aos leigos da Igreja Católica novas responsabilidades no que diz respeito à vida da Igreja pela Paz. Este tema tornou-se um aspecto central nas actividades de católicos progressistas. As estruturas e movimentos de oposição ao Estado Novo acolhiam cada vez mais estes católicos que punham em causa a actuação hierárquica episcopal e a sua relação intimista com o regime. A par das juventudes católicas – operária, universitária e estudantil (JOC, JUC e JEC), surgiram outros movimentos menores, todos contra a ideologia do regime. Muitos destes chegaram a denunciar os crimes do regime salazarista, organizaram acções de protesto, através de encontros e publicações clandestinas, assim como cartas abertas e abaixo-assinados públicos. Mais uma vez, a questão colonial estava no centro de todas as tensões. Apesar de ser a conta gotas por causa do crivo da censura, os ecos das tomadas de posição de alguns bispos e missionários do Ultramar que se revoltavam contra aquela guerra, chegavam a Portugal e clarificavam ainda mais o espírito dos católicos progressistas. A Igreja estava desarticulada da sociedade civil, limitando-se a ser um espaço de práticas litúrgicas e respeito pela ordem estabelecida. A reflexão sobre fé, politica ou cidadania era inexistente. O debate teológico era um vazio, não havia lugar para a participação individual e consciente e o pluralismo partidário estava proibido. O «OBJECTIVO» teve uma importância tal a nível nacional que na comemoração do primeiro aniversário os jovens receberam a visita do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro. A existência do grupo permitia uma aprendizagem a todos os níveis, fora das instituições de ensino religioso, tal como recorda Carlos: «Uma das razões que eu acho que contribuiu para o afastamento das pessoas da Igreja é a incapacidade que esta tem de dar resposta social às necessidades das pessoas, limitando-se muitas vezes à banalização de rituais de significado reduzido para a vida comum. O "OBJECTIVO" tentava dar essa componente de resposta social que as pessoas procuravam». A crueldade da polícia politica que chegava a exercer domínio sobre as direcções de todo o tipo de grupos de caracter associativo e a censura totalitária que abrangia todo o tipo de publicações e acções culturais exigiam cuidados redobrados. Por isso o Carlos empenhava-se na transformação das palavras nos textos que escrevia para que a mensagem não fosse interpretada e considerada subversiva por agentes informadores da PIDE. É disso exemplo, o texto que escreveu sobre Palma Inácio, utilizando o anagrama “Uma Palma para Ocinai”. Revelando uma personalidade de grande maturidade, os seus escritos desta altura são mordazes, irónicos e lúcidos, com uma componente politica muito vincada. O jovem universitário observava e registava com clareza de espirito o isolamento de Portugal e a opressão a que os portugueses estavam sujeitos, como descreve em « A Porta Vigiada». O ambiente que se vivia em Portugal era fértil e serviu também para dar vida aos filmes de animação produzidos e realizados pelo Grupo Objectivo. A Banda animado com botões pintados com cores da bandeira de Portugal, retractava uma banda filarmónica que ordeiramente desfilava e tocava até chegar a um coreto, onde eram cercados por outros botões, os espectadores. No fundo, o filme de animação pretendia caricaturar a derrota do regime perante a população. A acção dos católicos na luta contra a ditadura ia-se alastrando, construindo pontes com muitos outros sectores da sociedade portuguesa – trabalhadores, intelectuais, estudantes – independentemente das suas crenças religiosas. O impacto foi muito maior do que os números de pessoas directamente envolvidas. As actividades culturais e formativas do O "OBJECTIVO» perduram até 1975, ano em que o grupo se desfez.”
Livro Carlos Pereira

O S**O É UM DOM DE DEUS e por conseguinte um bem.O tempo é bom conselheiro, diz-se, traz calma,reflexão e dá lucidez às ...
22/01/2026

O S**O É UM DOM DE DEUS e por conseguinte um bem.O tempo é bom conselheiro, diz-se, traz calma,reflexão e dá lucidez às ideias.Hoje, que os anos me embranquecem os cabelos e me amortecem o ardor dos sentidos, a minha imaginação mais calma, fez-me pensar nos velhos tempos que o Padre Correia da Cunha tão bem conhecia o coração humano e tudo fazia para falar de temas tabus na comunidade paroquial. Falava abertamente sobre s**o o que encantava os jovens verdadeiramente. Era uma pessoa tão sensível, para nos surpreender com as sua inolvidáveis sessões de educação sexual. Muitos dos Jovens do Grupo Objectivo foram seus fieis seguidores. Este escrito que hoje publico saiu da minha pena há mais de uma dezena de anos, tive a prudencia de nunca o expor mas O Criador com a sua sabedoria e no dizer de Santo Agostinho, não se entregaria ao trabalho da criação se não lhe achasse prazer e irresistível atracção.Nada pode ser mais querido ao ser pensante que a vida; apesar disso, a vida sexual para ser bem vivida na juventude deve ser educada sem grandes erros. Penso que o meu favorito Horácio se enganava quando dizia a Florus:’’ Não recearei o julgamento do meu herdeiro ao descobrir que lhe deixo pouco.’’. O homem mais feliz é aquele que sabe arranjar a maior quantidade de felicidade sem nunca faltar aos seus deveres de educador. O bom sacerdote também tinha a peculiar missão de contribuir para o desenvolvimento espiritual e físico dos seu rebanho. O Padre Correia da Cunha tinha a perfeita consciência da necessidade de trabalhar com os jovens da Paróquia de São Vicente de Fora nestas áreas. Abraçou a imensa tarefa de adquirir imenso material didáctico (desde vídeos e diaporamas, livros…) para todos os sábados proceder a sessões educacionais sobre a sexualidade humana.
Para trabalhar com os jovens que são emocionalmente muito vivos e mentalmente ignorantes em matérias de sexualidade, era necessário educá-los e falar-lhes claramente. O saber nunca faz mal a ninguém, desde que seja administrado de maneira correcta e em tempo certo. A ignorância sobre a temática da sexualidade é muito perigosa. O Padre Correia da Cunha considerava imaginável que os adolescentes e jovens não fossem instruídos na área da sexualidade.
Há época, os pais da paróquia de São Vicente de Fora, na maioria, não tinham o mínimo de noções sobre este assunto. Os pontos de vista eram tão deformados nas questões da sexualidade que não era possível convencê-los dos erros em que estavam. Era importante que os filhos fossem ajudados de fora, pois também não encontravam encorajamento em casa. Os jovens eram ávidos de conhecimentos e prontos para aprenderem. O Padre Correia da Cunha nestas conferências sobre educação sexual nas instalações da sala do conselho, sita nos claustros da paróquia, sempre contava com grande frequência de adolescentes e jovens de ambos os s**os. Estes colóquios eram muito úteis pois que, a despeito da sua vivacidade, o clérigo possuía imensos conhecimentos para lidar com a mais variedade de perguntas que surgiam por parte dos participantes. Algumas bem 'picantes'!

A educação sexual estava inteiramente ausente nas famílias e nas escolas, por isso, o Padre Correia da Cunha considerava que seria obrigação da paróquia o local onde se deveria apresentar à juventude as concepções positivas do s**o, que pudessem servir para reconciliar uma visão mais construtiva da vida. O instinto sexual, se usado legitimamente, torna-se na base da forma mais elevada do amor. Se as relações se***is advirem da harmonia, aperfeiçoamento, felicidade e paz de espírito, elas são boas. No caso de serem praticadas para mera satisfação física não serão aceitáveis. O s**o é um dom de Deus e por conseguinte um bem. Não existe no Cristianismo nenhum fundamento para considerar o s**o como motivo de vergonha. Era claro para o sacerdote que além de cuidar da vida espiritual dos seus paroquianos não poderia ignorar a vida física. Ninguém como ele conseguia lidar tão acertadamente com as questões se***is, não só pela sua experiência, profundos conhecimentos, mas sobretudo pelo imenso respeito que estas questões lhe mereciam. Era indispensável uma perfeita união entre a ciência e a religião para poder-se assentar em alicerces sólidos na vida familiar e social.

Nunca esqueço estas suas palavras: «Jesus Cristo ensinava que Deus como Pai amoroso, somente deseja o bem para os seus filhos.». Nunca falava do s**o como uma coisa imunda, antes pelo contrário, pelo s**o a nossa personalidade se podia desenvolver em toda a plenitude da vida, tornando-a mais harmoniosa e repleta de felicidade.

O Padre Correia da Cunha era tão cheio de compreensão que, embora estes problemas do s**o não parecessem preocupá-lo, tudo fazia para ajudar os rapazes a não verem nas raparigas uns belos brinquedos ou objectos de mero prazer. A felicidade só pode ser gerada pelo autodomínio e no respeito mútuo, e não pelo egoísmo. O amor é muito mais do que o simples desejo sensual; é a completa identificação de dois seres. Se recolhermos a encontrar tal amor – uma tal compreensão – haveis de criar entre os dois um poder, uma força, que vos tornará capazes de fazer obra de Deus no Mundo.

O princípio básico da doutrina cristã é: «Amai-vos uns aos outros…» e a sua aplicação às nossas vidas afectivas resolverá muitas das nossas dificuldades, pelo que o Padre Correia da Cunha sempre concluía: que tudo o que era feito com amor não era pecado.

NATAL 2025 – Vésperas de Natal! Estamos todos convocados. Nesta noite abençoada há milhões de lares em festa, traduzindo...
24/12/2025

NATAL 2025 – Vésperas de Natal! Estamos todos convocados. Nesta noite abençoada há milhões de lares em festa, traduzindo pensamentos de solidariedade e sentimentos de fraternidade. Celebramos a efeméride do nascimento de um menino, naquele humilde local de Belém. Envoltos em sonhos miríficos, sublime riqueza dos harmoniosos cânticos natalícios preenche-nos de emoções, com brilhos de alegria e felicidade. Nos dias actuais há uma sensação de medo, mas também de esperança de total compreensão entre os que brigam pela paz e os procuram a paz fazendo a guerra. Noite de Natal. Reflexo do brilho das estrelas iluminando o menino que veio para irradiar luz nos caminhos da verdadeira paz mostrando-nos a Verdade. Nas noites de Natal a gente sempre espera sentimentos ocultos nas aparências humanas…. Os amigos do Grupo de Jovens OBJECTIVO desejam a todos um Santo e Feliz Natal. Em cada lar, por certo resplandecerá um pensamento de fraternidade nesta noite de Natal... E um desejo de paz e harmonia brilhará nos corações dos amigos do Menino Jesus... Paz na Terra neste Natal...

CARTA ABERTA PARA A QUERIDA FAMILIA OBJECTIVO – O Rui Aço pela sua magnanimidade, pela sua generosidade, pelo seu optimi...
01/12/2025

CARTA ABERTA PARA A QUERIDA FAMILIA OBJECTIVO – O Rui Aço pela sua magnanimidade, pela sua generosidade, pelo seu optimismo e prudência…com os seus oitenta anos de saber acumulado faz que ao seu lado nos sintamos jovens. Mas ele, no fundo de si mesmo também se sente um jovem. Na data do almoço natalício do Grupo de Jovens da sua juventude redigiu para a sua querida Família do Objectivo, esta extremosa missiva que nos deixou a todos muito sensibilizados. O Rui Aço recorda e enaltece os prodigiosos valores e qualidades do Grupo Objectivo que continuam ainda hoje cúmplices na renovação perene desses ideais. Um Homem extraordinário cujo o retrato gostaria de pintar com a arte das suas pinceladas. Mas para tal falta-me o talento e engenho. Nesta arte da pintura o Rui é magistral e sempre muito empenhado na formação e sucesso dos seus alunos. É um «jovem» singular que projecta neste escrito a sua verdadeira grandeza a imagem viva e colorida da sua personalidade. Termino expressando que nos sentimos muito honrados pelas suas palavras, porque delas apenas poderá resultar algo de positivo: uma ideia, uma sugestão, uma conclusão inteligente, por vezes inédita. Do coração de todos os jovens do Objectivo e amigos, as palavras de Rui Aço ecoarão indeléveis. Um fraterno abraço com os votos de um Santo Natal.

ALMOÇO DO GRUPO DE JOVENS OBJECTIVO – NATAL 2025 – O grupo Objectivo fundado no ano de 1971, pelos reverendos Correia da...
29/11/2025

ALMOÇO DO GRUPO DE JOVENS OBJECTIVO – NATAL 2025 – O grupo Objectivo fundado no ano de 1971, pelos reverendos Correia da Cunha, Ismael Sanches e José Diogo; revive ainda hoje nos corações de muitos dos seus «jovens», que souberam interpretar a profundidade da sua história, dimensão cultural, espiritual e humana. Foi na paróquia de São Vicente de Fora o local, numa conjuntura em que as ideias de liberdade e democracia na construção de um mundo mais fraterno e humano. Os jovens inseridos em contextos familiares de tradição católica, ferverosamente assumiam a fé como a atitude transformadora de um mundo mais justo… O almoço de Natal que hoje realizamos pretende perpectuar as emoções cívicas e religiosas da mocidade de outrora; relembramos momentos de grande felicidade e de vivências que se infiltraram em nossas almas até aos dias de hoje. É preciso celebrar esses remotos tempos da nossa juventude que carregamos com tantas boas emoções e lembranças. Quero lembrar aqui o Carlos Pereira, o Rui Aço e a Zélia (sempre presentes nos eventos do Objectivo) chamado de tripé que souberam ‘dirigir’ com grande sabedoria a pastoral juvenil, alicerçada pelos próprios jovens. Este grupo conserva hoje com saudade o que já passou, esperando perpetuar-se na tecnologia, na arte, na educação, na voz da poesia do sonho da utopia. Amamos aquele grupo criando nele limites do seu passado, e num presente dúbio e no futuro desconhecido, resta a palavra SAUDADE!
PS. O próximo post será sobre a carta aberta dirigida pelo Rui Aço a sua querida família OBJECTIVO.

O GRUPO OBJECTIVO VAI REALIZAR O ALMOÇO DE NATAL -2025.É já no próximo dia 29 de Novembro (sábado), que nos vamos encont...
18/11/2025

O GRUPO OBJECTIVO VAI REALIZAR O ALMOÇO DE NATAL -2025.
É já no próximo dia 29 de Novembro (sábado), que nos vamos encontrar com todo o nosso entusiamo e gáudio, no almoço de Natal 2025.(Foi a pedido de muitos participantes no último jantar que se tomou a iniciativa de passar este encontro natalício para almoço) É sempre um momento de fraterna e sã amizade. Que felicidade podermos reunirmo-nos neste encontro de espírito natalício, recordando tempos que partilhamos juntos. Todos fizemos do Objectivo um grupo inesquecível da Paróquia de São Vicente de Fora. O local selecionado para o evento será o Restaurante a Valenciana -: Endereço:
Rua Marquês de Fronteira 157 163A, 1070-294 Lisboa
Convencidos e movidos pela força da fraterna amizade, convidamos todos a honrarem-nos com a vossa presença e famílias. Há semelhança de anos anteriores queremos que este almoço de confraternização seja extensível a todas as gerações de jovens que frequentaram a Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora e que nutrem os mesmos sentimentos. Até lá um abraço. Agradeço a presença de todos quantos quiserem associar-se a este almoço de confraternização de procederem à inscrição para o Isidro Marques – Telemóvel: 96708832. A VOSSA PRESENÇA CONTRIBUIRÁ PARA O SIGNIFICADO E ALCANCE DESTES INEQUECÍVEIS MOMENTOS! ATÉ LÁ UM FRATERNO ABRAÇO.

CRONICA DE FERNANDO BASTOS SILVA  - II PARTE - Com o seu olhar de lince o cronista escreve sobre a sua fantasmagoria em ...
26/03/2025

CRONICA DE FERNANDO BASTOS SILVA - II PARTE - Com o seu olhar de lince o cronista escreve sobre a sua fantasmagoria em relação a um grupo de jovens da comunidade paroquial de São vicente de Fora, dos inícios dos anos setenta, do passado século. Estas crónicas são um poderoso instrumento para o despertar acerca da existência do OBJECTIVO. Assim, continuo a publicar a segunda parte da crónica sobre o ultimo jantar natalício, ocorrido a 14 de Dezembro passado, no Restaurante Corsega de Benfica. Momentos que não são cercados pela nostalgia mas um acontecimento que aspira em procurar-se activamente a sobrevivência de um Grupo que considero possuir alguma mistificação.
II - PARTE
ESTA É A CRÓNICA QUE FAÇO DO ENCONTRO DO
INCOMPARÁVEL GRUPO DE AMIGOS
Enfim, vale a pena lembrar este Pátrio Torrão onde, naqueles tempos do sec. XVI, cousas raras se iam passando...nomeadamente o desembarque e invasão de nativos/cativos. Estes exibiam a tez queimada...e isto graças ao erro da rota Rota do carro dc Faetonte.
E estas almas tantas preocupações de segurança causavam a ponte de serem encostados à parede, sentindo a aguda lança dos soldados a arranhar-lhes as costas-Vide Zurara e Diogo de Couto.
E por falar em questões de segurança e sua ancestral herança, ainda hoje é visível o confinamento das claques de futebol que, “encarceradas em gaiolas” lhes é permitida, debaixo de vigilância, toda a espécie de urros.
Enfim, coisas de Lisboa medieval onde os acontecimentos que traduziam acirrada luta pelo poder por parte do Imperadores, reis, duques, condes, biscondes, papas, bispos e cónegos.
Prosseguimos o nosso caminho, pelas serpenteadas ruas de Benfica, à medida que Hermes (deus mensageiro) nos guiava. Abriu-se, pois, sob os nossos olhos o local do desejado encontro. E foi um circunstante que nos indicou a “estalagem”, ou seja , o referido “Córccga” onde a mesa ornada com as deliciosas vitualhas se nos iria apresentar...Ia ser, quem sabe, como na representação do Auto da Alma de Gil Vicente.
Arrumada que foi a “Charrete” tivemos ocasião de sondar a atmosfera em homenagem ao sr. D. Miguel a lambuzar-se à ceia em molho de escabeche, para esquecer ao agravos que contra ele a Pátria cometia.
Rezam as crónicas que enquanto da sua real barba hirsuta a gordura escorria, mas não deixava de pôr o braço de fora da janela para se deliciar com a leve brisa que se fazia sentir- Vide A Brasileira de Prazins de Camilo Castelo Branco.
E assim foi...e a “Alma Minha Gentil” e eu ingressamos .
E ocorreu o que de algum modo adivinhávamos e, sobretudo, desejávamos: Um caloroso acolhimento!...E surge o Jovem Ismael com o seu rosto que se abre no sorriso jovial que o brilho do seu olhar transmite.
-Que bom querido amigo: você é um “monumento” à eterna juventude.
-Não digam isso, não falem assim, olhem que já cá pesam uma razoáveis décadas.
- Pois sim ….mas olhe que, no que me diz respeito, o cavername das minhas costelas range por todos os lados e até faz lembrar uma nau na tempestade de Os Lusíadas .
Depois o Rui Aço de largo e acolhedor gesto e com o sorriso que nos transporta à Gioconda, embora a gente aprecie nas suas obras uma certa relação com Chagal ou Klimt...ou, melhor dito, com ele próprio, nos seus conquistados traço e estilo.
Acolhedores foram o Carlos Pereira e a Maria cujo enlenvo de comunicação é por demais evidente e com quem se conta para criteriosa selecção dos âmbares.
Quem pode deixar de referir, o João Paulo e Isidro, os homem dos contacto e do expediente e que acabam por ser o emissáriom a que atrás se faz referência e que se desdobram em contactos par que tudo isto seja possível.
Estávamos nós entregues a estes devaneios preliminares, enquanto o grupo se ia compondo, eis que deu sinal o arquitriclínico anunciando que a ágape ia ter início.
E o convívio prossegue com visível vivacidade...E como são recordados os antigos tempos, os tempos em que “jovens” sonhavam e imprimiam à sua vivência do Grupo, o quadro humano e ao mesmo tempo estético que faz com que hoje seja incontornável a sua congregação…Afinal a realização, por via do afeto, é sem dúvida a dimensão mais fulgurante que nos faz olhar para o nossos filhos e netos e também para os amigos repetir com Stephen Hawking : We have this one life to appreciate the grand design of the universe, an for that I am extremely grateful.
Já nos entregávamos a soboreara a nossa refeição quando o “meu anjo protetor” me disperta para a oportunidade de tomar os medicamentos da praxe ...mas sem esquecer a “água suficiente”...Mas...mas a água faltava...Porém, à minha frente sentava-se a jovem Maria de Jesus...Foi providencial: eu pedi-lhe um pouco da sua água…água esta que ao interagir com os medicamentos a tomar, me iria fortalecer quase regenerar .
Ora, veio-me à mente, o que se passou junto ao poço de Jacob e que resta escrito: Jesus pediu à mulher de Samaria: “Dá-me de beber”. Ora, diz ela, “como é que tu sendo judeu me pede de beber a mim que sou Samaritana?
Ou seja: como é que sendo eu um alienígena do “grupo de Jovens” me atrevia a um gesto destes? E foi cousa boa de ver!
E o convívio mantinha-se animado e a comunicação era densa e intensa, porque motivado por um acentuado e partilhado sentimento de amizade. E não deixamos de comentar a atualidade nacional e mundial, mesmo correndo o risco de contrairmos alguma entorse mental ao debruçarmo-nos sobre as coisa da política...A mundial e a outra.
Ora é verdade que dada a minha condição de alienígena do Grupo não tenho nos meus ADN gravados os nomes de todos os participantes. Mas o sentimento de bem-estar e acolhimentos eram totais e com que simpatia e contagiante afeto revivo este pequena comunidade de calorosa amizade de que acabo por fazer parte.
E nosso convívio atinge o seu termo com as juras de que haveremos de voltar a encontra-nos.
Este o meu testemunho do acolhimento caloroso que no Grupo de Jovens tem a sua particular e apreciável expressão, sendo que é quase impossível não sair sem uma atitude de simpatia quase estética por parte destes Amigos

CRONICA DE FERNANDO BASTOS SILVA – I PARTE - Publico hoje a primeira parte da crónica do Fernando Bastos Silva. Consider...
24/03/2025

CRONICA DE FERNANDO BASTOS SILVA – I PARTE - Publico hoje a primeira parte da crónica do Fernando Bastos Silva. Considero interessante que da pena deste alienígena adoptado, com distanciamento consiga perceber o processo de um grupo de jovens cristãos munido de ideias abertas que iluminavam o pensamento em tempos de francas transformações… A leitura atenta, destas suas crónicas descritas com uma pitada de deleite e alegria auxiliam-nos a pensar na própria história do Grupo OBJECTIVO.
PRIMEIRA PARTE
ESTA É A CRÓNICA QUE FAÇO DO ENCONTRO DO
INCOMPARÁVEL GRUPO DE AMIGOS
O sentimento de complexidade reclama, naturalmente, vários pressupostos de natureza causal, sem deixara de levar em conta a perspectiva finalística.
Não nos move a conceptualização inerente às celebradas Cinco Vias de S.Tomás de Aquino, nem vamos inserir a situação ou as situações num quadro mental de teorização da Evolução Quântica que nos iria permitir especular sobre a razão de a ndarmos a divagar meio perdidos por Mundo. Todavia, grato será refletir sobre os dois movimentos inerentes à nossa realidade que nos determinou a congregarmo-nos no local
que o nome tem, de Restaurante Córcega, em Lisboa, lá para as bandas de Benfica, paredes meias com a densa mata do mesmo nome. Estamos, pois, perante o acontecimento ocorrido na memorável data de 14 de Dezembro de 2024.
-E não havemos nós de recriar os passos previamente dados para a suaconcretização?...
Não nos custa muito imaginar:-Vamos então supor que inspirados ou “instados” pela afabilidade do querido Amigo Ismael, terão alguns ouvido a sua Mensagem:-”Marchai, caminhai por Lisboa, pelas suas sinuosas vias, até encontrardes um Cenáculo adequado”. E direis ao estalajadeiro que o Grupo dos Jovens Objectivo, dos anos sessenta do século passado, ou seja aqueles que tomaram o “elixir da eterna Juventude”, querem, no 14 de Dezembro vir aqui celebrar a sua “Ceia”, a “Ceia” que sela o indestrutível laço de Amizade que os enleia. Tal Grupo é composto por vários “Discípulos” que se compreendem nos originais e nos outros e outras que, entretanto, foram
sendo acolhidos.
E tivemos a Notícia difundida Urbi et Orbi que nos deu conta da referida data e do elenco da vitualhas…De tudo se encarregaram, com subido esmero e competência os “jovens “Isidro e João Paulo.
E lembramos o que está escrito e que sublima a refeição: Cantados os hinos, o Mestre cingiu os rins, fez as rituais abluções e proclamou a sublimidade do Amor Fraterno.
Ora, naquela tarde, “juntos nos partimos” da nossa casa que no Altos dos Moinhos está assentada...”
Lembramos o Glorioso Poema que de Lusíadas tem o título que nos situa no Espaço Europeu, descrito o canto III. Ali se diz que “Entre a zona que o Cancro senhoreia/…..Jaz soberba a Europa, a quem rodeia,/...Pela Austral, oMar Mediterrâneo.…
E continua:
Eis aqui, quase cume da cabeça/De Europa toda, o Reino Lusitano/onde a
Terra se acaba e o mar começa ...esta a ditosa pátria minha amada….”
Tínhamos deambulado entretanto, num quadro de reconstituição, à
“posteriori” por uma certa Lisboa, na na sua configuração medieval e vale a pena citar o sábio que diz: we have stone age emotions, medieval institutions…
-Vá lá ver, diz-me a “alma minha gentil”...não te ponhas para aí com erudições que ainda acabas por ficar cá na Terra descontente….
-Mas diz-me lá: que não gostarias de integrar uma procissão desde S.Domingos até à Sé e sentir a limpeza que se opera na alma, na Abertura da Porta Santa, no Ano Jubilar?
E la fomos.
Ora a verdade é que a Sé abarrotava e a multidão que se apinhava à porta principal era grande…
E descortinando ao “redol”, vimos o exterior da Sé com a sua estrutura de
sólidas paredes, fendidas com estreitas ”seteiras” que, em caso de assalto por parte dos infiéis, os “increos”, deixavam passar uma furiosa chuva de envenenadas flechas com que estes eram trespassados, o “que haveria deser boa cousa de veer”
Mas não só isso, porque alí próximo, inscrito em negra ardósia” pregada na esquina de grosso muro “medievalesco” se identificava o “Beco do Quebra Costas”. Ora tal Beco desenvolvia-se em escadaria de pedras, de vivas
frestas...E assim, uma vez filado, o increo/malfeitor e inimigo de Cristo, atado de pés e mãos era arrastado escada abaixo e além dos osso esmigalhados e dos “focinhos lavados em sangue”, dali era retirado, esperando, na fermentação de negro entulho, o estridente soar daTrombeta a anunciar a ressurreição dos mortos.
- Ó mulher da minha alma olha...vê...lê o que naquela placa de pedra circundada de marmóreos e rosados floreados se inscreve: O SS PIO VI A
INSTâNCIA DA RAINHA D. MARIA I N. S. CONCEDEO
INDULGENCIA PLENARIA TODA A PESSOA QVE CONFESSADA E
COMVNGADA VIZITAR ESTA REAL CAZA E IGREJA DO
GLORIOSO S. ANTONIO EM QVALQVER DIA DO ANNO….
E vemos ainda o que está escrito em incrustações de rija e matizada pedra onde se lê que o mui alto e poderozo Rey D João II deste nome mandou em seu testamento passar esta capela para santo António…..dando cvmprimento ao desígnio do poderoso Rey D. Manuel 1º deste nome;elle mandou fazer… etc.
-O senhora minha, dona do meu afecto, olha e medita na génese desta igreja de Santo António, onde o Papa seajoelhou...
E continuando o nosso percurso fomos vendo umas fracções da grossa da muralha Fernandina (El rey D. Fernando deste nome a mandou fazer…)
E ainda espreitamos, de relance, as ruínas do Teatro Romano, sobranceiroao Castelo.
Deste Castelo, por onde deambulou o grande Damião de Góis, “escorrem “umas vielas e outras estruturas de “segurança” que o autor de A History of Water de seu nome Edward Wilson-Lee relata com grande vivacidade referindo-se à agitada vida de Camões e que recorda o célebre episódio do dia da festa do Corpo de Deus a 16 de Junho de 1522 que propiciou ao
nosso Épico um encontro pouco amistoso com o cortesão de nome Borges, o que lhe valeu o cárcere num local onde a Saudade imperava, pois que“erros meus, má fortuna amor ardente/ em minha perdição seconjuraram…”
Uma colina a Nascente...uma colina a Poente e eis que se nos esboça a delimitação do Pátio do Tronco que ainda hoje arrepia visitar...E Camões sonhava, aconchegado na Eneida que trazia no coração...pois sabia-a todade cor...ação.
E foi-lhe propiciada clemência, mas na condição de partir… de embarcar. E assim aconteceu e pode percorrer, navegando, aqueles mundos cujo caminho se abre logo no canto. Primeiro onde se diz “já no largo Oceano navegavam/As inquietas ondas apartando para no Canto VII proclamar: E, se mais mundos houvera lá chegara”.
Pode ainda, roto e faminto, mas sobraçando o manuscrito do seu (nosso, depois) Poema, apanhar boleia a partir de Moçambique regressar Pátria. E é bom recordar a desgraça consequente aos descobrimentos, superiormente
configurada em jeito de Profecia postecipada do Velho do Restelo…Ó glória de mandar, ó vã cobiça/desta vaidade a quem chamamos Fama...
Veio depois o Templo dos Jerónimos e mai-lo CCB que testemunham o grande ou talvez os “grandes “ (a títulos diversos) de Portugal…
continua…

CRONICA DE FERNANDO BASTOS SILVA – Através dos seus escritos o nosso cronista contribuiu, mesmo de forma inconsciente, p...
12/03/2025

CRONICA DE FERNANDO BASTOS SILVA – Através dos seus escritos o nosso cronista contribuiu, mesmo de forma inconsciente, para a consubstanciação dos ideais nitidamente presentes no Grupo de Jovens «OBJECTIVO» da comunidade paroquial de São Vicente de Fora, nos inícios dos anos setenta do passado século. Esta tradição do jantar de natal ganha força, pois temos desde há dois anos contado com um cronista da 'corte' que expõe em magnificos escritos os sentimentos dos ‘’jovens’’ que persistem trazer à memória, tempos do oásis das suas juventudes. Hoje transcrevo partes (escolhidas) da Crónica referente ao último jantar de Natal realizado a 14 de Dezembro de 2024 no restaurante Corsega.
ESTA É A CRÓNICA QUE FAÇO DO ENCONTRO DO
INCOMPARÁVEL GRUPO DE AMIGOS DO OBJECTIVO.
''O sentimento de complexidade reclama, naturalmente, vários pressupostos de natureza causal, sem deixara de levar em conta a perspectiva finalística.
Não nos move a conceptualização inerente às celebradas Cinco Vias de S.Tomás de Aquino, nem vamos inserir a situação ou as situações num quadro mental de teorização da Evolução Quântica que nos iria permitir especular sobre a razão de andarmos a divagar meio perdidos por este nosso Mundo. Todavia, grato será refletir sobre os dois movimentos inerentes à nossa realidade que nos determinou a congregarmo-nos no local que o nome tem, de Restaurante Córcega, em Lisboa, lá para as bandas de Benfica, paredes meias com a densa mata do mesmo nome.
Estamos, pois, perante o acontecimento ocorrido na memorável data de 14 de Dezembro de 2024.
-E não havemos nós de recriar os passos previamente dados para a sua concretização?...
Não nos custa muito imaginar:-Vamos então supor que inspirados ou instados” pela afabilidade do querido Amigo Ismael, terão alguns ouvido a sua Mensagem:-”Marchai, caminhai por Lisboa, pelas suas sinuosas vias,até encontrardes um Cenáculo adequado”. E direis ao estalajadeiro que o
Grupo dos Jovens, dos anos sessenta do século passado, ou seja aqueles que tomaram o “elixir da eterna Juventude”, querem, no 14 de Dezembro vir aqui celebrar a sua “Ceia”, a “Ceia” que sela o indestrutível laço de Amizade que os enleia. Tal Grupo é composto por vários “Discípulos” que se compreendem nos originais e nos outros e outras que, entretanto, foram
sendo acolhidos.
E tivemos a Notícia difundida Urbi et Orbi que nos deu conta da referida data e do elenco da vitualhas…De tudo se encarregaram, com subido esmero e competência os “jovens “ Isidro e João Paulo.
E lembramos o que está escrito e que sublima a refeição: Cantados os hinos, o Mestre cingiu os rins, fez as rituais abluções e proclamou a sublimidade do Amor Fraterno.
Um caloroso acolhimento!...E surge o Jovem Ismael com o seu rosto que se abre no sorriso jovial que o brilho do seu olhar transmite.
-Que bom querido amigo: você é um “monumento” à eterna juventude.
-Não digam isso, não falem assim, olhem que já cá pesam uma razoáveis décadas.
Depois o Rui Aço de largo e acolhedor gesto e com o sorriso que nos transporta à Gioconda, embora a gente aprecie nas suas obras uma certa relação com Chagal ou Klimt...ou, melhor dito, com ele próprio, nos seus conquistados traço e estilo.
A colhedores foram o Carlos Pereira e a Maria cujo enlenvo de
comunicação é por demais evidente e com quem se conta para criteriosa selecção dos âmbares.
Quem pode deixar de referir, o João Paulo e Isidro, os homem dos contacto e do expediente e que acabam por ser o emissáriom a que atrás se faz referência e que se desdobram em contactos par que tudo isto seja possível.
Estávamos nós entregues a estes devaneios preliminares, enquanto o grupo se ia compondo, eis que deu sinal o arquitriclínico anunciando que a ágape ia ter início.
E o convívio prossegue com visível vivacidade...E como são recordados os antigos tempos, os tempos em que “jovens” sonhavam e imprimiam à sua vivência do Grupo, o quadro humano e ao mesmo tempo estético que faz com que hoje seja incontornável a sua congregação…Afinal a realização,
por via do afeto, é sem dúvida a dimensão mais fulgurante que nos faz olhar para o nossos filhos e netos e também para os amigos repetir com Stephen Hawking : We have this one life to appreciate the grand design of the universe, an for that I am extremely grateful.
Já nos entregávamos a soboreara a nossa refeição quando o “meu anjo protetor” me disperta para a oportunidade de tomar os medicamentos da praxe ...mas sem esquecer a “água suficiente”...Mas...mas a água faltava...Porém, à minha frente sentava-se a jovem Maria de Jesus...Foi providencial: eu pedi-lhe um pouco da sua água…água esta que ao interagir
com os medicamentos a tomar, me iria fortalecer quase regenerar .
Ora, veio-me à mente, o que se passou junto ao poço de Jacob e que resta escrito: Jesus pediu à mulher de Samaria: “Dá-me de beber”. Ora, diz ela,“como é que tu sendo judeu me pede de beber a mim que sou Samaritana?
Ou seja: como é que sendo eu um alienígena do “grupo de Jovens” me atrevia a um gesto destes? E foi cousa boa de ver!
E o convívio mantinha-se animado e a comunicação era densa e intensa, porque motivado por um acentuado e partilhado sentimento de amizade. E não deixamos de comentar a atualidade nacional e mundial, mesmo correndo o risco de contrairmos alguma entorse mental ao debruçarmo-nos
sobre as coisa da política...A mundial e a outra.
Ora é verdade que dada a minha condição de alienígena do Grupo não tenho nos meus ADN gravados os nomes de todos os participantes. Mas o sentimento de bem-estar e acolhimentos eram totais e com que simpatia e
contagiante afeto revivo este pequena comunidade de calorosa amizade de que acabo por fazer parte.
E nosso convívio atinge o seu termo com as juras de que haveremos de voltar a encontra-nos.
Este o meu testemunho do acolhimento caloroso que no Grupo de Jovens tem a sua particular e apreciável expressão, sendo que é quase impossível não sair sem uma atitude de simpatia quase estética por parte destes
Amigos''
A TRANSCRIÇÃO TOTAL DA CRÓNICA SERÁ PUBLICADA POR CAPÍTULOS NO FACE.

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