27/07/2026
👏🇸🇹 𝗜𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗥𝗼𝗰̧𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗦𝗮̃𝗼 𝗧𝗼𝗺𝗲́ 𝗲 𝗣𝗿𝗶́𝗻𝗰𝗶𝗽𝗲 𝗻𝗮 𝗟𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼 𝗣𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺𝗼́𝗻𝗶𝗼 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗨𝗡𝗘𝗦𝗖𝗢
A Comissão Nacional da UNESCO saúda a Delegação de São Tomé e Príncipe, chefiada pela Dra. Isabel Viegas de Abreu, Ministra Ministério da Educação Cultura, Ciência e Ensino Superior - STP pela 𝗶𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮𝘀 “𝗥𝗼𝗰̧𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗦𝗮̃𝗼 𝗧𝗼𝗺𝗲́ 𝗲 𝗣𝗿𝗶́𝗻𝗰𝗶𝗽𝗲: 𝗦𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮 𝗖𝗼𝗹𝗼𝗻𝗶𝗮𝗹 𝗔𝗴𝗿𝗶́𝗰𝗼𝗹𝗮 𝗲 𝗠𝗶𝗴𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗙𝗼𝗿𝗰̧𝗮𝗱𝗮” 𝗻𝗮 𝗟𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼 𝗣𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺𝗼́𝗻𝗶𝗼 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗨𝗡𝗘𝗦𝗖𝗢, decisão adotada pelo Comité do Património Mundial reunido em Busan, República da Coreia. Esta distinção reconhece o valor universal excecional de um conjunto de seis roças históricas — 𝑨́𝒈𝒖𝒂 𝑰𝒛𝒆́, 𝑫𝒊𝒐𝒈𝒐 𝑽𝒂𝒛, 𝑴𝒐𝒏𝒕𝒆 𝑪𝒂𝒇𝒆́, 𝑺𝒂̃𝒐 𝑱𝒐𝒂̃𝒐, 𝑩𝒆𝒍𝒐 𝑴𝒐𝒏𝒕𝒆 e 𝑺𝒖𝒏𝒅𝒚 — testemunhos singulares de um sistema agroindustrial que marcou profundamente a história económica, social e cultural do arquipélago.
A inscrição constitui um marco histórico para São Tomé e Príncipe, que vê reconhecido à escala mundial um património cultural associado à produção do café e do cacau entre os séculos XIX e XX, bem como às complexas realidades da migração forçada e das transformações sociais que moldaram a identidade do país. A UNESCO salientou que estas roças ilustram o funcionamento de um sistema agroindustrial colonial de grande escala, integrando áreas agrícolas, infraestruturas industriais, espaços residenciais e equipamentos sociais. A Comissão Nacional da UNESCO felicita calorosamente o Estado de São Tomé e Príncipe, as autoridades responsáveis, os especialistas, as comunidades locais e todos os que contribuíram para este longo processo de candidatura, constituindo esta inscrição não apenas para um reconhecimento do passado, mas também uma oportunidade para reforçar a conservação do património, promover um turismo cultural sustentável e aprofundar o conhecimento e a reflexão sobre a história das roças e das comunidades que nelas viveram e trabalharam.
Esta inscrição vem reforçar o lugar de São Tomé e Príncipe no conjunto dos programas internacionais da UNESCO, uma vez o extraordinário valor do seu património natural foi já reconhecido mediante a designação como Reserva da Biosfera, um programa da UNESCO que classifica territórios onde a conservação da biodiversidade é articulada com o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, operando como verdadeiros laboratórios de sustentabilidade, promovendo a coexistência equilibrada entre a proteção dos ecossistemas e as atividades humanas. A distinção agora alcançada demonstra, uma vez mais, a complementaridade entre os diferentes instrumentos da UNESCO na promoção de um desenvolvimento sustentável assente na valorização do património cultural e natural em benefício das gerações presentes e futuras.