Capela de Nossa Senhora da Assunção e Santo António do Vale

Capela de Nossa Senhora da Assunção e Santo António do Vale Está página é dinamizada pela Irmandade de Nossa Senhora da Assunção e Santo António do Vale

Celebração da Eucaristia todos os domingos e dias de guarda
Recitação diária do rosário durante todas as noites do mês de Maio

24/09/2026
24/09/2026

DIA MUNDIAL DO TURISMO | MENSAGEM DO DIRETOR DA PASTORAL DO TURISMO – PORTUGAL

«Dia Mundial do Turismo 2026 | Uma igreja não é um cenário

Évora, uma manhã de agosto. À porta da Capela dos Ossos há fila para a fotografia. Quase ninguém repara na frase gravada à entrada, que lembra ao visitante que os ossos ali guardados esperam pelos seus. Não é uma curiosidade macabra. É uma meditação sobre a vida e a morte, deixada por frades há quatro séculos. Mas não cabe em quinze segundos de vídeo.
A 27 de setembro, a ONU Turismo propõe-nos pensar a «Agenda Digital e Inteligência Artificial para redesenhar o turismo». Em Portugal esse redesenho já começou, e nem sempre para melhor. O mesmo algoritmo que empurra milhares de pessoas para a mesma rua de Alfama, para o mesmo miradouro do Porto ou para a mesma hora na Cova da Iria deixa na sombra a capela de uma aldeia da Beira. A chave dessa capela está em casa de uma vizinha de oitenta anos que não tem smartphone. O que não aparece no ecrã deixa de existir. O Dicastério para a Evangelização avisa que a experiência turística «corre o risco de se reduzir ao que o algoritmo prevê como agradável, impedindo a descoberta da maravilha do encontro pessoal».
Cada pesquisa e cada passo registado por uma aplicação dizem muito sobre quem viaja. A Santa Sé pede regras claras e vinculativas para que esses dados não se tornem instrumento de controlo. Lembra também que uma digitalização injusta agrava as desigualdades: quem vive num território sem rede f**a duas vezes de fora.
A resposta não é desligar. É aprender. Chamamos-lhe educomunicação e literacia turística: saber ler o que se publica e saber contar o que se tem. Uma Sé transformada em pano de fundo para o pôr do sol, um santuário vendido como «atração imperdível», um roteiro escrito por uma máquina que troca séculos e santos. Nada disto é mentira grosseira, mas tudo isto esvazia. F**a a pedra e perde-se a comunidade que ali reza, casa os filhos e chora os mortos.
A tecnologia pode ajudar, e muito. Pode descrever em áudio um retábulo a quem não vê, distribuir os visitantes ao longo do dia e dar voz a uma romaria esquecida. A mensagem vaticana reconhece que a inteligência artificial «pode tornar-se uma aliada preciosa do turismo sustentável e acessível, desde que permaneça um instrumento ao serviço da pessoa». A condição é essa, e cumpre-se com formação, não com mais aplicações.
Por isso deixamos alguns pedidos concretos. Aos párocos e reitores de santuários: não entreguem a outros a história dos vossos lugares. Às câmaras municipais e às entidades regionais de turismo: quando publicarem uma igreja, digam para que serve. Às escolas de hotelaria e turismo: formem intérpretes, não apenas promotores. Aos criadores de conteúdos: antes de filmar, perguntem. E a cada visitante: baixe o telemóvel durante um minuto. Há coisas que só se veem assim.»

23/09/2026
23/09/2026
Bom dia! a capela está aberta hoje de manhã !
22/09/2026

Bom dia! a capela está aberta hoje de manhã !

Regresso às atividades saudáveis! Vem experimentar!
21/09/2026

Regresso às atividades saudáveis! Vem experimentar!

19/09/2026

DIA 1 – 18 DE SETEMBRO
CRISTO ENVIA-NOS A EVANGELIZAR OS POBRES
«A nossa vocação é uma continuação da sua»

Sinal: Um pequeno espelho colocado junto do Evangelho aberto. Ao olharmo-nos nele, recordamos que Cristo deseja continuar hoje a sua missão através da nossa vida.

Cântico:

Iluminação bíblica
Lc 4,16-21
Jesus foi a Nazaré, onde tinha sido criado, e, ao sábado, entrou na sinagoga, como era seu costume. Levantou-Se para fazer a leitura e entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías. Abriu-o e encontrou a passagem onde estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres. Enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e a vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos e a proclamar um ano de graça do Senhor». Depois, fechou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-Se. Todos na sinagoga tinham os olhos fixos n'Ele. Então começou a dizer-lhes: «Hoje cumpriu-se esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».

Escutemos São Vicente de Paulo
«A segunda coisa que a regra indica que devemos fazer é instruir as populações do campo; foi para isso que fomos chamados. Sim, Nosso Senhor pede-nos que evangelizemos os pobres: foi o que Ele fez e o que quer continuar a fazer por nosso intermédio. Temos muitos motivos para nos humilharmos neste ponto, ao vermos que o Pai eterno nos destina ao mesmo a que destinou o seu Filho, que veio evangelizar os pobres e o indicou como sinal de que era o Filho de Deus e de que tinha vindo o Messias que o povo esperava. Contraímos, pois, uma grave obrigação para com a sua bondade infinita, por nos ter associado a Ele nesta tarefa divina e por nos ter escolhido entre tantos e tantos outros, mais dignos desta honra e mais capazes de lhe corresponder do que nós.
É verdade, mas não há na Igreja de Deus uma companhia que tenha os pobres como a sua porção própria e que se entregue inteiramente aos pobres, de modo a nunca pregar nas grandes cidades; é disto que fazem profissão os missionários; o que lhes é próprio é dedicarem-se, como Jesus Cristo, aos pobres. Portanto, a nossa vocação é uma continuação da sua ou, pelo menos, pode relacionar-se com ela nas suas circunstâncias. Que felicidade, meus irmãos! E também quanta obrigação de nos afeiçoarmos a ela!
Por isso, um grande motivo que temos é a grandeza da tarefa: dar a conhecer Deus aos pobres, anunciar-lhes Jesus Cristo, dizer-lhes que o Reino dos Céus está próximo e que esse Reino é para os pobres. Como isto é grandioso! E termos sido chamados a ser companheiros e a participar nos desígnios do Filho de Deus é algo que ultrapassa o nosso entendimento. Quê! Tornarmo-nos…, não me atrevo a dizê-lo… sim: evangelizar os pobres é uma missão tão elevada que é, por excelência, a missão do Filho de Deus! E a ela somos destinados como instrumentos pelos quais o Filho de Deus continua a fazer, do Céu, o que fez na terra. Que grande motivo para louvar a Deus, meus irmãos, e Lhe agradecer incessantemente esta graça!»
Fonte: São Vicente de Paulo, Obras completas, tomo XI/3, pp. 386-387.

Reflexão
A novena começa onde começa toda a vocação cristã: em Jesus Cristo. Antes de ser uma obra, uma instituição ou uma tradição, a missão é participação na vida do Filho enviado pelo Pai. Na sinagoga de Nazaré, Jesus não apresenta um programa acessório; revela quem é e para que veio: o Espírito ungiu-O para anunciar a Boa Nova aos pobres. Quando São Vicente afirma que a nossa vocação continua a missão de Cristo, não oferece uma frase decorativa. Coloca-nos perante uma graça imensa e uma responsabilidade concreta.
Evangelizar os pobres não consiste apenas em falar-lhes de Deus. Signif**a aproximar-se de tal modo que a Boa Nova possa ser escutada também no respeito, no alimento partilhado, na defesa da dignidade, na companhia paciente e na procura de soluções duradouras. A palavra cristã perde credibilidade quando não toca a vida. Do mesmo modo, uma ajuda que nunca reconhece a sede espiritual da pessoa corre o risco de a reduzir a uma necessidade. Vicente une o que tantas vezes separamos: corpo e alma, anúncio e serviço, fé e justiça.
Em 2026, a missão encontra pobrezas antigas que continuam a doer e outras que mudaram de rosto. Há quem não tenha teto ou alimento, mas também quem viva só no meio de cidades cheias; os migrantes que deixaram para trás a sua história; os jovens que não encontram horizonte; as famílias desfeitas; os doentes sem acesso a cuidados dignos; quem sofre de ansiedade, depressão ou abandono; e quem é invisível num mundo que mede o valor pela produtividade. Nenhuma destas realidades é alheia ao Evangelho.
Existe também uma periferia digital. Há pessoas permanentemente ligadas à rede e profundamente sós, expostas a mensagens que alimentam o medo, a comparação, a agressividade e a desesperança. A evangelização nestes espaços não pode limitar-se a publicar conteúdos religiosos. Exige presença, escuta, verdade, beleza e responsabilidade. Uma rede social pode tornar-se caminho de encontro quando, por detrás de cada ecrã, reconhecemos uma vida concreta e quando as nossas palavras não procuram apenas alcance, mas comunhão.
Este primeiro dia convida-nos a rever o centro do que fazemos. É possível trabalhar muito e, no entanto, nos termos afastado interiormente de Jesus. É possível falar dos pobres sem conhecer os seus nomes, organizar projetos sem escutar as comunidades ou defender uma causa sem amar as pessoas. A missão renova-se quando voltamos ao Evangelho, deixamos que Cristo nos olhe e Lhe perguntamos com honestidade: a quem me envias hoje? Que dor não estou a ver? Que segurança devo deixar para poder aproximar-me?
São Vicente contempla a eleição de Deus com humildade. Não se julga dono da missão nem indispensável para ela. Sabe-se associado, por pura graça, à obra do Filho. Esta consciência liberta do orgulho e também do desânimo: a missão não depende apenas das nossas capacidades. Cristo continua a agir; nós somos instrumentos frágeis, chamados a oferecer-Lhe inteligência, tempo, mãos e coração.
Ao iniciar esta novena, peçamos a graça de não admirar São Vicente de longe. Que a sua vida nos conduza à fonte de onde ele bebeu: Jesus Cristo, evangelizador dos pobres. A pergunta decisiva não será quanto sabemos sobre o santo, mas quanto permitimos que o mesmo Espírito que o moveu encontre disponibilidade em nós.

Para rezar e partilhar
• Que rosto concreto de pobreza coloca hoje o Senhor diante de mim?
• A minha maneira de evangelizar une a Palavra, a proximidade e o serviço efetivo?
• Que comodismo ou medo me impede de sair ao encontro dos outros?

Compromisso do dia
Identif**arei uma periferia próxima e realizarei, esta semana, um primeiro gesto concreto de aproximação.

Gesto comunitário
Cada participante olha brevemente para o espelho e diz em silêncio: «Jesus, continua a tua missão em mim». Depois, todos orientam o espelho para o Evangelho, reconhecendo que só Cristo é o centro.

Oração do dia
Senhor Jesus, enviado do Pai para anunciar a Boa Nova aos pobres, faz de nós discípulos disponíveis. Livra-nos de uma fé fechada e de um serviço sem alma. Dá-nos os teus olhos para reconhecer quem o mundo não olha, a tua compaixão para nos aproximarmos e a tua coragem para anunciar com a vida que o Reino de Deus está próximo. Ámen.

Pai Nosso – Ave Maria – Glória

ORAÇÃO FINAL
Ó Coração de São Vicente, que foste buscar ao Sagrado Coração de Jesus a caridade que derramaste sobre todas as misérias morais e físicas do teu tempo, alcança-nos a graça de nunca deixar passar junto de nós miséria alguma sem a socorrer.
Faz que a nossa caridade seja respeitosa, delicada, compreensiva e efetiva, como foi a tua. Coloca nos nossos corações uma fé viva que nos faça descobrir Cristo sofredor nos nossos irmãos desventurados.
Enche-nos de um zelo ardente, luminoso e generoso, que nunca encontre dificuldade alguma em servi-los. Nós To pedimos, ó Coração de Jesus, pela intercessão daquele cujo coração não batia nem agia senão por impulso do teu. Ámen.

17/09/2026

LA FESTA DELLE STIMMATE DEL NOSTRO SANTO PADRE FRANCESCO

IT
Oggi celebriamo la festa delle Stimmate del nostro Santo Padre Francesco.
“Perciò l'uomo angelico Francesco discese dal monte: e portava in sé l'effigie del Crocifisso, raffigurata non su tavole di pietra o di legno dalla mano di un artefice, ma disegnata nella sua carne dal dito del Dio vivente.” (Bonaventura, Leggenda Maggiore, XIII, 5)

EN
Today we celebrate the Feast of the Stigmata of our Holy Father Francis.
“...St. Francis came down from the mountain. With him he bore a representation of Christ crucified which was not the work of an artist in wood or stone but had been reproduced in the members of his body by the hand of the living God.” (Bonaventure, LM, XIII, 5)

FR
Aujourd’hui, nous célébrons la fête des stigmates de notre Saint Père François.
« …saint François descendit de la montagne. Il portait avec lui une représentation du Christ crucifié qui n'était pas l'œuvre d'un artiste en bois ou en pierre mais qui avait été reproduite dans les membres de son corps par la main du Dieu vivant. » (Bonaventure, XIII, 5)

ES
Hoy celebramos la fiesta de los Estigmas de nuestro Santo Padre Francisco.
“…bajó del monte el angélico varón Francisco llevando consigo la efigie del Crucif**ado, no esculpida por mano de algún artífice en tablas de piedra o de madera, sino impresa por el dedo de Dios vivo en los miembros de su carne.” (Buenaventura, Leyenda mayor, XIII, 5)

Endereço

Rua Do Vale De Santo António 84
Lisbon
1170-381

Horário de Funcionamento

09:00 - 11:00

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