18/03/2026
Pode a nossa caminhada espiritual começar bem e, com o tempo, desviar-se?
Certamente. Em Juízes 8, deparamo-nos com uma Israel que durante 7 anos vivia em opressão e vinha sendo vítima dos ataques dos Midianitas. É assim que surge a ascensão de Gideão que, escolhido por Deus para liderar Israel, “feriu” os Midianitas.
O triunfo de Deus por meio de Gideão leva a que o povo atribua os méritos ao seu líder terreno e comece a afastar-se de Deus. Com o tempo, o próprio Gideão começa a enveredar pela idolatria e a afastar-se de Deus, começa a sentir-se confortável enquanto líder adorado pelo povo e, simultaneamente, começa a tentar agradar esse mesmo povo e não a Deus.
Este é um dos primeiros sinais de desvio: quando começamos a temer aos homens. Gideão começou a medir as palavras para agradar às pessoas. Passou a ser o Deus da sua vida. Vale a pena refletir: o que aconteceu com Gideão, acontece também connosco? Damos mais valor à ideia de proteger a nossa imagem do que agradar a Deus? Será que ainda sabemos quem somos?
Gideão deixou que o foco em Deus caísse para procurar a sua própria glória e isto não é algo a que possamos simplesmente apontar o dedo. É algo que pode perfeitamente acontecer na nossa vida se alterarmos as prioridades. Podemos perder a noção de quem Deus é e, consequentemente, de quem nós somos.
Qual é o teu desejos: dar de ti, como fez Jesus, ou viver para ti?
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