Igreja da Lapa

Igreja da Lapa A Segunda Igreja Baptista de Lisboa é uma comunidade que tem em Cristo a sua origem e finalidade, vida e razão, alegria e desejo.

A Igreja da Lapa é uma comunidade que tem em Cristo a sua origem e finalidade, vida e razão, alegria e desejo. Participa numa aventura eterna que dá sentido a todas as coisas: Deus chama os seus filhos à salvação através de Jesus, revelado pelo Espírito Santo na fé. Reconhece-se no texto da Bíblia, confiando nas mesmas verdades expressas em documentos históricos como o Credo do Apóstolos e o Credo

Niceno, e bebe da Confissão Baptista de 1689 e da Declaração de Chicago Sobre a Inerrância da Bíblia de 1978 para confirmar no tempo humano os propósitos divinos.

A Bíblia está cheia de encontros com Jesus que terminam em adoração. Uns veem-no a curar, outros a multiplicar pães e pe...
19/06/2026

A Bíblia está cheia de encontros com Jesus que terminam em adoração. Uns veem-no a curar, outros a multiplicar pães e peixes, outros ainda a libertar pessoas oprimidas por demónios. De uma forma ou de outra, Jesus é visto e, ao ser visto, é reconhecido como Salvador. E quem se encontra com Jesus não f**a igual.

Dos encontros transformadores que Jesus tem, um dos meus preferidos é o encontro com Simeão. Nesse encontro, Jesus não curou, não expulsou demónios, nem sequer falou, já que não tinha a habilidade para isso. Simeão está diante do Deus encarnado num bebé. O pouco que sabemos de Simeão chega para o respeitarmos: era justo, temente a Deus e vivia agarrado a uma promessa: não morreria antes de ver o Cristo. “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; Pois já os meus olhos viram a tua salvação” foram as suas palavras ao segurar o bebé Jesus nos seus braços.

A nossa expectativa, ao lermos o relato do cumprimento desta promessa, seria que Simeão pedisse a Deus muitos mais anos de vida para poder ver o Filho de Deus em ação. Assim, teria a oportunidade de testemunhar as curas, os milagres e as maravilhas que Jesus viria a realizar. Contrariando aquilo que naturalmente esperaríamos, Simeão declara que, tendo encontrado Cristo, já pode partir em paz. Pelo Espírito Santo, Simeão consegue reconhecer naquele bebé o Salvador do mundo. Para Simeão, nada nesta terra possui um valor que ultrapasse aquilo que já encontrou naquele pequeno bebé. Para Simeão, Cristo é tudo.

A fé de Simeão desafia-nos. Se os nossos olhos querem ver os milagres, maravilhas e grandes transformações na nossa vida, para Simeão bastou ver Jesus. O alerta que nos f**a é para não vivermos uma fé guiada pelos olhos, mas uma fé guiada pela pessoa de Cristo. Não precisamos de uma visão mais aguçada capaz de encontrar acontecimentos extraordinários, precisamos de mais fé, e para termos mais fé, precisamos de mais Jesus. O meu pedido é que Jesus encha o meu coração e que um dia, ao vê-lo, eu me veja tão satisfeito quanto Simeão.

[Texto de João Silva, imagem de Angelika Kauffmann]

O que o Céu não éHá várias semanas que temos estado a ouvir pregações no livro de Apocalipse e, à boleia disso, tenho li...
16/06/2026

O que o Céu não é

Há várias semanas que temos estado a ouvir pregações no livro de Apocalipse e, à boleia disso, tenho lido e meditado mais neste livro.

Tem sido bom esmiuçar este livro tão cheio de alegorias e revelações sobre coisas que já sucederam, outras que estão a suceder e ainda outras que irão acontecer. É como uma mina, onde escavamos e retiramos sempre algo novo, como uma pedra preciosa para a alma.

Uma das coisas que tenho observado é a forma como o Céu é descrito. Algumas são apresentadas pelo que ele não é. E entendo a razão. Não existem palavras que possam definir plenamente o que o Céu é. O próprio Jesus falou pouco sobre o Céu. Falou mais sobre o inferno.

Descrever o Céu, para a limitação da mente humana, é quase impossível. Paulo, na carta aos Coríntios, diz que viu coisas no terceiro céu que são indescritíveis, que não é lícito ao homem expressar. Creio que não por serem proibidas, mas porque não há como descrever aquilo que viu.

Apocalipse, escrito por João, recorre frequentemente a imagens que, muitas vezes, nos parecem absurdas. Por isso, creio que o livro de Apocalipse, ao usar imagens do que o Céu não é, ajuda-nos a compreender melhor o que o Céu é.

Quando Deus nos diz que no Céu não há choro, lágrimas, dor, cansaço, sede, tristeza e, o melhor de tudo, não há morte, é porque estas são realidades que nós experimentamos aqui na Terra e cujos efeitos conhecemos. Uns mais do que outros, mas todos sabemos o que são estas coisas e como nos fazem sofrer: consequências do pecado sobre a humanidade.

Por isso, saber que no Céu nenhuma delas existirá é como uma brisa fresca num dia quente ou uma manta aconchegante num dia frio. É saber que, como o nosso pastor Tiago afirmou no primeiro sermão: “Quando sabemos como o filme acaba, aprendemos que o apocalíptico revela o agora — e não deve ser susto, deve ser sustento.”

Podemos não saber plenamente como o Céu é. Mas a Bíblia diz-nos como ele não é. Mas há algo que sei que o Céu é, e que anseio com toda a minha alma e coração: ver finalmente o rosto do meu amado Jesus, face a face!

E que alegria imensa experimento neste momento só de poder antever tudo isso!

[Texto de Vilma Correia]

15/06/2026

"Quando tudo o resto muda" O sermão de Domingo já pode ser ouvido no nosso site (e no nosso canal de Youtube).

https://sermao.igrejadalapa.pt

O sermão de amanhã lembra-nos que, mesmo "quando tudo o resto muda", o nosso Deus permanece o mesmo. A nossa esperança, ...
13/06/2026

O sermão de amanhã lembra-nos que, mesmo "quando tudo o resto muda", o nosso Deus permanece o mesmo. A nossa esperança, enquanto crentes e enquanto igreja, assenta em Deus, que sempre foi fiel e que será fiel para sempre.

Serviços de culto às 9h e às 11h. Escola bíblica às 10h. Poderão assistir à transmissão do serviço de culto das 11h no site da igreja ou no nosso canal de YouTube.

O livro do Génesis começa e termina de modo muito semelhante. No início, “Deus viu tudo quanto fizera, e era muito bom” ...
12/06/2026

O livro do Génesis começa e termina de modo muito semelhante. No início, “Deus viu tudo quanto fizera, e era muito bom” (1:31). No final, sobre o mal planeado contra si, José diz que “Deus o transformou em bem” (50:20). De uma ponta a outra, Génesis é acerca do Deus que faz tudo bem e sustenta toda a vida. No estrago que o pecado causou, é o facto de Deus ser bom que permite a coisa simples de a humanidade continuar a existir.

Lembramo-nos de histórias infames como a bebedeira de Noé, as mentiras de Abraão e Isaque ou os esquemas de Jacob. Deus escolheu esta gente para si, e nem o pior que eles fazem impede que a bondade divina leve a melhor e acabe a transformar as suas vidas. De capa a capa, Génesis lembra-nos que Deus é bom em todo o tempo, em qualquer circunstância.

Ao dar o arranque na história, Génesis dá-nos também a lente para lermos toda a Bíblia. Se tudo começa bem no Génesis com uma criação perfeita, o final no Apocalipse é ainda melhor com uma nova criação. Deus está investido em tornar a sua bondade conhecida em toda a terra, ao chamar um povo para si e ao restaurar todas as coisas. E no centro de tudo isto está a bondade de Deus feita carne—Jesus.

Também as nossas vidas devem ser lidas a partir deste princípio. Não há um instante em que a bondade de Deus não esteja presente a sustentar-nos. Mas, temos de admitir, todos já passámos por momentos em que é fácil desconfiar de Deus quando tudo f**a mais complicado. O problema está na nossa visão desfocada. Deus não deixa de ser bom quando nos deixa às escuras para desimpedir a nossa fé e assim vermos melhor a sua luz. Pelo contrário: é aí que somos transformados para apreciar melhor uma bondade que não varia ao sabor das nossas emoções.

Se em momentos difíceis a bondade de Deus parece um conceito vago, lembra-te que foi essa bondade que se revelou no momento mais difícil e concreto de todos—a cruz. É essa mensagem de salvação que dá sentido a todas as coisas e que nos faz adorar Jesus, “porque ele é bom; porque a sua benignidade é para sempre.”

[Texto de Filipe Sousa
Imagem de Peter von Cornelius, "The recognition of Joseph by his brother"]

97 anos da nossa igreja. Até aqui nos ajudou o Senhor!
10/06/2026

97 anos da nossa igreja. Até aqui nos ajudou o Senhor!

Na série sobre o livro de Apocalipse que tem sido apresentada na Igreja da Lapa, uma frase inesperada marcou-me:“Vocês e...
09/06/2026

Na série sobre o livro de Apocalipse que tem sido apresentada na Igreja da Lapa, uma frase inesperada marcou-me:

“Vocês estão a ser enganados. Pensavam que iam compreender o livro de Apocalipse, mas todos os domingos o que vos dizemos é simplesmente isto: ‘Adorem Jesus.’ ”

Talvez, uns anos atrás, isso me desapontasse, mas, depois de tanto trabalho do Senhor, o que fez foi maravilhar-me.

Sim, queremos estudar a Palavra, queremos ouvir e perceber a voz de Deus, mas também queremos vê-la viva na prática, na segunda-feira, refletida em nosso amor por Jesus hoje.

O anseio por compreender o livro de Apocalipse pode vir de uma ansiedade por ter o futuro esclarecido. Mas, mais do que uma compreensão minuciosa de tempos e símbolos, nossa segurança está em confiar que o Cordeiro, que venceu e voltará em sua glória, já é Senhor sobre todas as coisas e nunca deixou de estar connosco.

A verdade é que, mesmo sabendo como será o fim, não sabemos o que nos espera no próximo ano, mês ou mesmo nas próximas horas. Imprevistos, dificuldades e sofrimentos virão, e nem com nossos maiores esforços podemos tornar nosso futuro inabalável. Mas inabaláveis somos nós, quando somos edif**ados sobre a Rocha. Podem vir as chuvas e os ventos, mas continuaremos firmes — não por nós mesmos, mas por causa da Rocha.

Além de tudo o que foi revelado no livro de Apocalipse, o que Deus diz sobre o futuro? “Eu é que sei os planos que tenho a vosso respeito”. “Eis que estou convosco até à consumação dos séculos”. “Lancem sobre ele toda a ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. “Basta a cada dia o seu próprio mal”.

Posso não perceber exatamente o que ou quando virá o fim dos tempos, mas tenho tudo de que preciso hoje: Cristo ao meu lado e todas as suas promessas. O que farei senão adorá-lo, agora mesmo?

[Texto de Giulia Moreira]

Hoje orámos juntos na Igreja a partir do Salmo 33.
07/06/2026

Hoje orámos juntos na Igreja a partir do Salmo 33.

O sermão de amanhã chama-se “Está amarrado!” Somos facilmente dominados pelo medo quando pensamos pouco no poder de Deus...
06/06/2026

O sermão de amanhã chama-se “Está amarrado!” Somos facilmente dominados pelo medo quando pensamos pouco no poder de Deus. Mas com Jesus, que domina as forças malignas, somos libertados para a fé que vence o mundo.

Serviços de culto às 9h e às 11h. Escola bíblica às 10h. Poderão assistir à transmissão do serviço de culto das 11h no site da igreja ou no nosso canal de YouTube.

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