03/08/2026
XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO A)
1 Rs 19, 9a. 11-13a; Sal 84; Rm 9, 1-5; Mt 14, 22-33
COMENTÁRIO
Com Cristo para caminhar de novo sobre o mar
Seguindo Jesus na Sua missão, segundo o que nos conta o evangelista S. Mateus, chegámos, com o Evangelho de hoje, a um episódio peculiar: Jesus caminha sobre as águas do mar revolto. Para além do carácter miraculoso do acontecimento em si, a narrativa evangélica parece querer transmitir-nos algumas mensagens importantes para a vida dos discípulos missionários de Cristo hoje. Para uma reflexão aprofundada, é preciso ter em conta pelo menos três pormenores significativos.
1. O contexto temporal na perspectiva pascal: o passeio no mar depois da multiplicação dos pães
Antes de mais, é preciso recordar o contexto temporal do episódio evangélico de hoje, indicado no Leccionário pela frase: «Depois de ter saciado a fome à multidão». O que é narrado imediatamente a seguir é, portanto, posterior à multiplicação dos pães. Note-se que esta sucessão de eventos é relatada não só nos evangelhos sinópticos (Mateus e Marcos), mas também no de João (que segue uma tradição diferente). E é precisamente este último que sublinha a perspectiva pascal da multiplicação dos pães, explicitando o contexto temporal do acontecimento: «Estava próxima a Páscoa» (Jo 6, 4). Deste modo, somos convidados a mergulhar no clima da Páscoa que celebra a saída do Povo de Deus do Egipto, através de grandes e terríveis sinais e prodígios, como o dom do maná no deserto e, naturalmente, a memorável travessia do Mar Vermelho, mais tarde cantada pelo Salmista com as inspiradas palavras indicativas: «Viram-Te as águas, ó Deus;/ viram-Te as águas e tremeram / e até os abismos do mar se agitaram./ Pelo mar foi o Teu caminho, / e o Teu percurso, pelas águas caudalosas...» (Sal 77, 17. 20). Acrescente-se que, segundo a tradição bíblico-judaica, só Deus é que domina o mar e caminha sobre as ondas (cf. Jb 9, 8).
Nesta perspectiva, o facto de Jesus caminhar sobre o lago de Genesaré (habitualmente também chamado mar [da Galileia] devido à sua grande dimensão, como no Evangelho de hoje [cf. Mt 4, 18; 15, 29]), deve ser contemplado precisamente como a actualização da manifestação de Deus omnipotente sobre as águas do mar durante o Êxodo do antigo povo eleito. Tanto assim é que Jesus tranquiliza os discípulos assustados com a frase «Tende confiança. Sou Eu. Não temais!», na qual a afirmação literal “Eu sou” (ego eimi, no original grego) parece não só afirmar a identidade de quem fala, mas também ecoar deliberadamente o próprio nome do Deus do Êxodo (cf. Ex 3, 14). A própria sequência das acções de Jesus parece indicar um movimento divino descendente (de cima para baixo): primeiro, Ele estava no monte, sozinho, para rezar (ou seja, estava com Deus) e depois, de lá, dirige-Se para junto dos discípulos no mar agitado. Tudo isto para sublinhar que agora, com Jesus, o Filho de Deus, e na Sua pessoa, se realiza para o Povo de Deus o novo caminho do Êxodo sobre o mar.
2. «Jesus obrigou...». A acção significativa de Jesus para os discípulos
O contexto temporal apenas mencionado do episódio, com a sua perspectiva pascal global da missão de Jesus, ajuda-nos a compreender em profundidade uma acção aparentemente estranha de Jesus para com os discípulos, no início do relato, após a multiplicação dos pães: «Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão.» A partir do verbo “obrigar”, utilizado para definir este acto de Jesus, podemos imaginar que os discípulos quiseram permanecer no lugar “glorioso” da multiplicação dos pães, quando, segundo o relato do Evangelho de João, no final do milagre o povo queria proclamar Jesus como seu rei (Jo 6, 14-15). O comportamento de Jesus é, por isso, muito significativo naquele momento e altamente parenético para os discípulos chamados à mesma missão do Mestre. Por um lado, Jesus parece querer ensinar os Seus discípulos a ter bem claro o objectivo da missão, a Sua e a deles, que não é receber a glória terrena dos homens, mas cumprir simples e fielmente o plano divino para a salvação do mundo. Com efeito, o próprio Jesus, mais tarde, retira-se sozinho para o monte para rezar, ou seja, para louvar a Deus e voltar a consultá-l’O a Ele que é fonte e origem da Sua missão. Por outro lado, os discípulos tinham sido obrigados a subir de novo para o barco «e a esperá-l’O na outra margem». Assim, podemos vislumbrar uma importante mensagem espiritual numa perspectiva missionária: aos discípulos de Jesus é pedido que nunca se detenham nos vários “sucessos” missionários, mas que sigam sempre em frente, isto é, que continuem sempre a missão com coragem até à realização final da salvação de toda a humanidade nos mistérios pascais do Senhor. Não a glória terrena, mas o projecto divino. Nunca parar para regozijar-se com o que se conseguiu fazer, mas remar sempre em frente na missão, mesmo com o vento contrário, para realizar ainda mais o projecto de Deus em Cristo. E neste caminho dos discípulos, mesmo que por vezes, como neste caso no Mar da Galileia, o Senhor os deixe fisicamente sozinhos para “subir ao monte” e estar com Deus, Ele permanece misticamente junto deles com a mente e com o coração para os socorrer sempre atempadamente nas suas necessidades.
3. Um “primeiro plano” interessante de Jesus e Pedro no mar e uma lição de fé no meio das tempestades
Neste contexto teológico-espiritual insere-se o “primeiro plano” (close-up) de Jesus e Pedro, para usar uma expressão cinematográfica. É uma inserção original do evangelista Mateus, que quer assim deixar aos leitores/ouvintes de todos os tempos uma lição de fé no meio das tempestades. Pedro podia andar sobre as ondas, por vontade de Jesus, mas, curiosamente, «sentindo a violência do vento» começou a afundar-se. Enquanto Pedro não se importou com o vento que fazia e manteve o seu olhar fixo apenas em Jesus, para quem Pedro se dirigia, não houve problema. Pedro começou a afundar-se no momento em que prestou demasiada atenção ao vento que o rodeava e deixou de olhar para o seu Mestre. Esta é a lição de fé para todo o discípulo-missionário de Cristo no meio das tempestades: basta fixar o olhar em Jesus, para continuar a caminhar com Ele sobre as ondas revoltas que nos rodeiam. A recomendação do autor sagrado da Carta aos Hebreus aos primeiros cristãos, que estavam a viver um momento de crise, parece ir nesta linha:
Por conseguinte, também nós, que estamos envolvidos por uma tal nuvem de testemunhas, pondo de parte tudo o que nos estorva e o pecado que facilmente nos assedia, corramos com perseverança na prova que temos diante de nós, tendo os olhos postos em Jesus, que é a origem da nossa fé e quem leva à perfeição. Ele, renunciando à alegria que tinha ao Seu alcance, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus. Tende, pois, no vosso pensamento, Aquele que, por parte dos pecadores, tanta oposição suportou em relação a Si, a fim de que as vossas almas não se deixem abater pelo desânimo (Heb 12, 1-3).
O final deste “primeiro plano” do episódio evangélico sublinha mais uma vez a necessidade de olhar sempre para Jesus, sobretudo para aqueles que correm perigo de vida. Pedro, que começava a afundar-se, grita «Salva-me, Senhor!» e volta o olhar para o Seu Mestre e Salvador. Então, como diz o evangelista, «Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o.» Assim, a acção de Jesus reflecte o gesto poderoso de Deus que estende a Sua mão para salvar os necessitados que a Ele recorrem em situações desesperadas. E a repreensão de Jesus a Pedro, nesse momento, confirma a perspectiva de fé em que o evangelista insiste: «[Jesus] disse-lhe: “Homem de pouca fé, porque duvidaste?”»
Rezemos para que estas palavras de Jesus, bem como todo o relato evangélico, hoje, sejam uma constante recordação e uma lição para todos nós, actuais discípulos de Cristo, na vida de fé e no caminho da missão no mundo contemporâneo, onde os ventos contrários parecem intensificar-se cada vez mais. Tenhamos presente o que o Papa Francisco afirmou com fé na sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2023:
Hoje como então, o Senhor ressuscitado está próximo dos Seus discípulos missionários e caminha a par deles, sobretudo quando se sentem frustrados, desanimados, temerosos perante o mistério da iniquidade que os rodeia e quer sufocá-los. Por isso, «não deixemos que nos roubem a esperança!» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 86). O Senhor é maior do que os nossos problemas, sobretudo quando os encontramos ao anunciar o Evangelho ao mundo, porque esta missão, afinal, é d’Ele e nós somos simplesmente os Seus humildes colaboradores, «servos inúteis» (cf. Lc 17, 10).
Citações úteis:
PAPA LEÃO XIV, Viagem apostólica à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial (13-23 de abril de 2026), Homilia, Aeroporto de Yaoundé-Ville, Sábado, 18 de abril de 2026
[…] Para a tradição judaica, as “águas”, com a sua profundidade e o seu mistério, evocam frequentemente o mundo dos infernos, o caos, o perigo, a morte. Evocam, a par das trevas, as forças do mal, que o homem, por si só, não pode dominar. Ao mesmo tempo, porém, na memória dos prodígios do Êxodo, são também percebidas como um lugar de passagem, uma travessia através da qual Deus, com poder, liberta o seu povo da escravidão.
No seu navegar ao longo dos séculos, a Igreja enfrentou, tantas vezes, tempestades e “ventos contrários”; e também nós podemos identificar-nos com os sentimentos de medo e dúvida que os discípulos experimentaram durante a travessia do lago de Tiberíades. É o que sentimos nos momentos em que, oprimidos por forças adversas, nos parece que estamos a submergir, quando tudo parece ser sombrio e nos sentimos sozinhos e fracos. Mas não é assim. Jesus está sempre connosco, mais forte do que qualquer poder do mal; em cada tormenta, Ele chega até nós e repete: “Eu estou aqui contigo: não tenhas medo”. Por isso, levantamo-nos após cada queda e não nos deixamos deter por nenhuma tempestade, mas seguimos em frente, com coragem e confiança, sempre. E é graças a Ele que, como dizia o Papa Francisco, tantos «homens e mulheres […] honram o nosso povo, honram a nossa Igreja […]: fortes ao levar em frente a própria vida, a própria família, o seu trabalho, a sua fé» (Catequese, 14 de maio de 2014, 2). […].
PAPA FRANCISCO, Viagem Apostólica a Portugal por ocasião da ###VII Jornada Mundial da Juventude, Vésperas com os Bispos, os Sacerdotes, os Diáconos, os Consagrados, as Consagradas, os Seminaristas e os Agentes da Pastoral, Homilia, Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa, Quarta-feira, 2 de Agosto de 2023
[…] Como os jovens que aqui vêm de todo o mundo para desafiar as ondas gigantes, façamo-nos ao largo também nós sem medo. Sim! Não temamos enfrentar o mar alto, porque no meio da tempestade e dos ventos contrários, Jesus vem ao nosso encontro e diz: «Coragem, sou Eu, não temais!» (Mt 14, 27). Quantas vezes já tivemos esta experiência? Cada qual se interpele dentro de si mesmo. E se não a tivemos é porque algo falhou durante a tempestade. […]
Queridos irmãos e irmãs, digo a todos, leigos, religiosos, religiosas, sacerdotes, bispos, a todos, a todos: não tenhais medo, lançai as redes. Não vivais acusando «isto é pecado, isso aí não é pecado». Vinde todos… depois falamos. Mas, primeiro, devem sentir o convite de Jesus, depois virá o arrependimento e enfim a proximidade com Jesus. Por favor, não transformeis a Igreja numa alfândega: aqui entram os justos, os que cumprem as regras, os que estão bem casados… todos os outros ficam de fora. Não. A Igreja não é isto. Justos e pecadores, bons e maus, todos, todos, todos (têm lugar nela). O Senhor ajudar-nos-á depois a resolver este assunto. Mas (a Igreja é para) todos.
PAPA FRANCISCO, Mensagem para o 57° Dia Mundial de Oração pelas Vocações, (3 de Maio de 2020)
«As palavras da vocação»
Então escolhi quatro palavras-chave – tribulação, gratidão, coragem e louvor – para agradecer aos sacerdotes e apoiar o seu ministério. […]
Assim, a primeira palavra da vocação é gratidão. Navegar pela rota certa não é uma tarefa confiada só aos nossos esforços, nem depende apenas dos percursos que escolhemos fazer. […] pelo contrário, trata-se, antes de mais nada, da resposta a uma chamada que nos chega do Alto. É o Senhor que nos indica a margem para onde ir e, ainda antes disso, dá-nos a coragem de subir para o barco; e Ele, ao mesmo tempo que nos chama, faz-Se também nosso timoneiro para nos acompanhar, mostrar a direcção, impedir de encalhar nas rochas da indecisão e tornar-nos capazes até de caminhar sobre as águas tumultuosas. […]
Quando os discípulos vêem aproximar-Se Jesus caminhando sobre as águas, começam por pensar que se trata dum fantasma e assustam-se. Mas, Jesus imediatamente os tranquiliza com uma palavra que deve acompanhar sempre a nossa vida e o nosso caminho vocacional: «Coragem! Sou Eu! Não temais!» (Mt 14, 27). Esta é precisamente a segunda palavra que gostaria de vos deixar: coragem.
Frequentemente aquilo que nos impede de caminhar, crescer, escolher a estrada que o Senhor traça para nós são os fantasmas que pululam nos nossos corações. […]
O Senhor sabe que uma opção fundamental de vida – como casar-se ou consagrar-se de forma especial ao Seu serviço – exige coragem. Ele conhece as interrogações, as dúvidas e as dificuldades que agitam o barco do nosso coração e, por isso, nos tranquiliza: «Não tenhas medo! Eu estou contigo». […]
[…] Falei também da tribulação, que aqui gostaria de especificar concretamente como fadiga. Toda a vocação requer empenhamento. O Senhor chama-nos, porque nos quer tornar, como Pedro, capazes de «caminhar sobre as águas», isto é, pegar na nossa vida para a colocar ao serviço do Evangelho, nas formas concretas que Ele nos indica cada dia e, de modo especial, nas diferentes formas de vocação laical, presbiteral e de vida consagrada. À semelhança do Apóstolo, porém, sentimos desejo e ardor e, ao mesmo tempo, vemo-nos assinalados por fragilidades e temores.
Se nos deixarmos arrastar pelo pensamento das responsabilidades que nos esperam […] ou das adversidades que surgirão, bem depressa desviaremos o olhar de Jesus e, como Pedro, arriscamo-nos a afundar. Pelo contrário a fé permite-nos, apesar das nossas fragilidades e limitações, caminhar ao encontro do Senhor Ressuscitado e vencer as próprias tempestades. […]
Por fim, quando Jesus sobe para o barco, cessa o vento e aplacam-se as ondas. É uma bela imagem daquilo que o Senhor realiza na nossa vida e nos tumultos da história, especialmente quando estamos a braços com a tempestade: Ele ordena aos ventos contrários que se calem, e então as forças do mal, do medo, da resignação deixam de ter poder sobre nós. […]
E então a nossa vida, mesmo no meio das ondas, abre-se ao louvor. Esta é a última palavra da vocação, e pretende ser também o convite a cultivar a atitude interior de Maria Santíssima: agradecida pelo olhar que Deus pousou sobre Ela, superando na fé medos e perturbações, abraçando com coragem a vocação, Ela fez da sua vida um cântico eterno de louvor ao Senhor.
PAPA FRANCISCO, Angelus, Praça de São Pedro, Domingo, 13 de Agosto de 2017
[…] Esta narração do Evangelho contém um simbolismo rico e faz-nos reflectir sobre a nossa fé, quer como indivíduos quer como comunidade eclesial […] A barca é a vida de cada um de nós, mas é também a vida da Igreja; o vento contrário representa as dificuldades e as provações. A invocação de Pedro: «Senhor, manda-me ir ter contigo!» e o seu grito: «Salva-me, Senhor!» assemelham-se ao nosso desejo de sentir a proximidade do Senhor, mas também o medo e a angústia que acompanham os momentos mais difíceis da nossa vida e das nossas comunidades, marcadas por fragilidades internas e dificuldades externas.
Naquele momento a Pedro não foi suficiente a palavra segura de Jesus, que era como uma corda estendida na qual segurar-se para enfrentar as águas hostis e turbulentas. Isto pode acontecer também a nós. Quando não nos agarramos à palavra do Senhor […]. Significa que a fé não é tão firme. O Evangelho de hoje recorda-nos que a fé no Senhor e na sua palavra não nos abre um caminho onde tudo é fácil e tranquilo; não nos livra das tempestades da vida. A fé oferece-nos a segurança de uma Presença, a presença de Jesus, que nos impele a superar os temporais existenciais, a certeza de uma mão que nos segura a fim de nos ajudar a enfrentar as dificuldades, indicando-nos a estrada inclusive quando está escuro. A fé não é um subterfúgio para os problemas da vida, mas apoia no caminho, dando-lhe sentido. […]
PAPA FRANCISCO, Angelus, Praça de São Pedro, Domingo, 10 de Agosto de 2014
[…] Também a cena final é muito importante. «Assim que entraram no barco, o vento cessou. Então, aqueles que estavam no barco prostraram-se diante d’Ele e disseram: “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus!”» (vv. 32-33). No barco encontram-se todos os discípulos, irmanados pela experiência da debilidade, da dúvida, do medo e da «pouca fé». No entanto, quando Jesus volta àquele barco, o clima muda imediatamente: todos se sentem unidos na fé que têm n’Ele. Todos, pequenos e medrosos, tornam-se grandes no momento em que se põem de joelhos, reconhecendo no Seu Mestre o Filho de Deus. Quantas vezes também connosco acontece a mesma coisa! Sem Jesus, longe de Jesus, sentimo-nos amedrontados e inadequados, e chegamos a pensar que não aguentaremos. Falta a fé! Mas Jesus está sempre ao nosso lado, talvez escondido, mas sempre presente e pronto para nos segurar.
Eis uma imagem eficaz da Igreja: um barco que deve enfrentar as tempestades e às vezes parece que está prestes a sucumbir. Aquilo que a salva não são as qualidades nem a coragem dos seus homens, mas a fé, que permite caminhar até no meio da escuridão, entre as dificuldades. A fé confere-nos a segurança da presença de Jesus sempre ao nosso lado, da sua mão que nos segura para nos proteger do perigo. Todos nós estamos neste barco, e aqui sentimo-nos seguros, não obstante os nossos limites e as nossas debilidades. […]