Paróquia de Campolide

Paróquia de Campolide Comunidade paroquial de Santo António de Campolide

Evangelho de São Mateus 21, 28-32Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos...
27/09/2026

Evangelho de São Mateus 21, 28-32

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?». Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Batistaveio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».

Meditação

Se o teu coração não é um coração arrependido, se tu não escutas o Senhor, não aceitas a correção e não confias n’Ele, tu tens um coração não arrependido. Mas esses hipócritas que se escandalizam com isto que Jesus diz sobre os publicanos e as prostitutas, mas depois às escondidas iam até eles, ou para desabafar suas paixões ou para fazer negócios – mas tudo às escondidas –, eram puros! E a estes o Senhor não quer. Esses não podem receber a Salvação. Eles estão fechados à Salvação. ‘Deixarei no meio de ti um povo humilde e pobre; confiará no nome do Senhor’, por toda a vida. E isso até hoje, não é? Quando vemos o santo povo de Deus que é humilde, que tem as suas riquezas na fé no Senhor, na confiança no Senhor – o povo humilde, pobre, que confia no Senhor: e estes são os salvos e este é o caminho da Igreja, não é? Deve ir por este caminho, não pelo outro caminho que não escuta a voz, que não aceita a correção e não confia no Senhor. Quando formos capazes de dizer ao Senhor: ‘Senhor, estes são os meus pecados – não são daquele ou daquele outro, são os meus… São os meus. Toma-os tu e assim eu serei salvo’ – quando nós formos capazes de fazer isso, seremos aquele belo povo, ‘povo humilde e pobre’, que confia no nome do Senhor. Que o Senhor nos conceda esta graça. (Papa Francisco)

Evangelho de São Lucas  9, 43b-45Naquele tempo, estavam todos admirados com tudo o que Jesus fazia. Então Ele disse aos ...
26/09/2026

Evangelho de São Lucas 9, 43b-45

Naquele tempo, estavam todos admirados com tudo o que Jesus fazia. Então Ele disse aos discípulos: «Escutai bem o que vou dizer-vos. O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens». Eles, porém, não compreendiam aquelas palavras; eram misteriosas para eles e não as entendiam. Mas tinham medo de O interrogar sobre tal assunto.

Meditação

Eles tinham medo da cruz. O próprio Pedro, após aquela solene confissão na região de Cesareia de Filipe, quando Jesus diz isso outra vez, repreende o Senhor, dizendo-lhe: “Não, jamais, Senhor! Isso não!” Ele tinha medo da cruz. Mas não apenas os discípulos, não apenas Pedro: o próprio Jesus tinha medo da cruz. Ele não podia enganar a si mesmo, Ele sabia. E tão grande era o seu medo que, na noite daquela quinta-feira, suou sangue. Tão grande era o medo de Jesus que disse quase as mesmas palavras de Pedro. Quase. “Pai, afasta de mim este cálice”; mas acrescentou: “seja feita a tua vontade”. Esta é a diferença. Devemos pedir a graça de não fugir da cruz quando ela vier. Com medo, é verdade, ela nos dá medo. Muito próxima de Jesus na cruz está a sua mãe, a sua mamãe. Nós rezamos a ela e será bom pedir-lhe que nos conceda a graça não de tirar o temor – é natural ter medo da cruz –, mas de não nos apavorarmos e fugirmos da cruz. Ela estava lá e sabe como se deve estar perto da cruz. (Papa Francisco)

Evangelho de São Lucas 9, 18-22Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: ...
25/09/2026

Evangelho de São Lucas 9, 18-22

Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Eles responderam: «Uns, João Batista; outros, que és Elias; e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou». Disse-lhes Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «És o Messias de Deus». Ele, porém, proibiu-lhes severamente de o dizerem fosse a quem fosse e acrescentou: «O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia».

Meditação

É uma pergunta que também podemos fazer a nós próprios: o que dizem as pessoas de Jesus? Geralmente coisas positivas: muitos veem-no como um grande mestre, como uma pessoa especial: boa, justa, coerente, corajosa... Mas será isto suficiente para compreender quem é e, sobretudo, será suficiente para Jesus? Parece que não. Se Ele fosse apenas uma figura do passado seria apenas uma bela recordação de um tempo passado. E isso não agrada a Jesus. Portanto, logo a seguir, o Senhor faz aos discípulos a pergunta decisiva: «Mas vós - vós! - quem dizeis que eu sou?». Quem sou eu para vós agora? Jesus não quer ser um protagonista da história, mas quer ser protagonista do teu hoje, do meu hoje; não um profeta distante: Jesus quer ser o Deus próximo! Cristo, irmãos e irmãs, não é uma memória do passado, mas o Deus do presente. Se fosse apenas uma figura histórica, imitá-lo hoje seria impossível: encontrar-nos-íamos perante a grande vala do tempo e, sobretudo, perante o seu modelo, que é como uma montanha muito alta e inalcançável. Em vez disso, Jesus está vivo: recordemo-lo, Jesus está vivo, Jesus vive na Igreja, vive no mundo, Jesus acompanha-nos, Jesus está ao nosso lado, oferece-nos a sua Palavra, oferece-nos a sua graça, que iluminam e restabelecem no caminho. (Papa Francisco)

Evangelho de São Lucas 9,7-9Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que Jesus fazia e andava perplexo, porq...
24/09/2026

Evangelho de São Lucas 9,7-9

Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que Jesus fazia e andava perplexo, porque alguns diziam: «É João Batistaque ressuscitou dos mortos». Outros diziam: «E Elias que reapareceu». E outros diziam ainda: «É um dos antigos profetas que ressuscitou». Mas Herodes disse: «A João mandei-o eu decapitar. Mas quem é este homem, de quem oiço dizer tais coisas?». E procurava ver Jesus.

Meditação

O Evangelho conta muitas procuras de Jesus. Homens e mulheres saem dos seus circuitos habituais, na expectativa desse encontro. Zaqueu, por exemplo, sobe a uma árvore, porque procurava ver Jesus. A mulher hemorroíssa tenta furar a barreira da multidão, para Lhe tocar. A pecadora atreve-se a entrar na casa de um fariseu, para chorar sobre os seus pés. O cego de Jericó grita alto o nome de Jesus, na esperança de que fosse escutado. O melhor motivo para procurar ver Jesus é porque estamos verdadeiramente dispostos a deixarmo-nos ver, visitar, tocar, transformar, salvar por Ele. Nesse sentido, a curiosidade de Herodes não o conduz a Jesus, porque é refém da desconfiança e do medo. (CTM)

||S. Pio de Pietrelcina, presbítero – MO||Evangelho de São Lucas 9, 1-6Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e d...
23/09/2026

||S. Pio de Pietrelcina, presbítero – MO||
Evangelho de São Lucas 9, 1-6

Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem todas as doenças. Depois enviou-os a proclamar o reino de Deus e a curar os enfermos. E disse-lhes: «Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, e não leveis duas túnicas. Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. Se alguns não vos receberem, ao sair dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles». Os Apóstolos partiram e foram de terra em terra a anunciar a boa nova e a realizar curas por toda a parte.

Meditação

Este episódio evangélico refere-se também a nós, e não só aos sacerdotes, mas a todos os batizados, chamados a testemunhar, nos vários ambientes de vida. Cristão algum anuncia o Evangelho «por conta própria», mas unicamente enviado pela Igreja que recebeu o mandato do próprio Cristo. É precisamente o Batismo que nos torna missionários. Um batizado que não sentir a necessidade de anunciar o Evangelho, de anunciar Jesus, não é um bom cristão. A segunda característica do estilo do missionário é, por assim dizer, um rosto, que consiste na pobreza dos meios. O seu equipamento responde a um critério de sobriedade. O Mestre quis que eles fossem livres e ligeiros, sem apoios nem favores, com a única certeza do amor d’Aquele que os envia, fortalecidos unicamente pela sua palavra que vão anunciar. Não eram funcionários nem empresários, mas trabalhadores humildes do Reino. Tinham este rosto. E a este “rosto” pertence também a maneira como a mensagem é acolhida: com efeito, pode que acontecer não sejamos acolhidos nem ouvidos. Também isto é pobreza: a experiência da falência. A vicissitude de Jesus, que foi rejeitado e crucificado, antecipa o destino do seu mensageiro. E só se estivermos unidos a Ele, morto e ressuscitado, conseguiremos encontrar a coragem da evangelização. (Papa Francisco)

Evangelho de São Lucas 8,19-21Naquele tempo, vieram ter com Jesus sua Mãe e seus irmãos, mas não podiam chegar junto d’E...
22/09/2026

Evangelho de São Lucas 8,19-21

Naquele tempo, vieram ter com Jesus sua Mãe e seus irmãos, mas não podiam chegar junto d’Ele por causa da multidão. Então disseram-Lhe: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-Te». Mas Jesus respondeu-lhes: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

Meditação

Com esta resposta que Jesus dá, Ele não quer, certamente, desautorizar a Sua mãe ou os Seus parentes. Ele explica-nos, sim, a qualidade do vínculo que Ele constroi com quantos escutam a palavra de Deus e a põem em pratica. E extraordinário pensarmos que Jesus eleva a relação que um discípulo pode viver, colocando-a ao nível da relação de sangue. Isso diz muito do que para Jesus significa a comunidade dos discípulos e revela o modo próximo, intenso e profundo, como Ele nos vê. Jesus toma a sério a abertura do nosso coração à Sua mensagem. Ele olha-nos não como simpatizantes ou seguidores, mas como irmãos. (CTM)

||São Mateus, Apóstolo, Evanglista - Festa||Evangelho de São Mateus 9,9-13Naquele tempo, Jesus ia a passar, vi quando vi...
21/09/2026

||São Mateus, Apóstolo, Evanglista - Festa||

Evangelho de São Mateus 9,9-13

Naquele tempo, Jesus ia a passar, vi quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e seguiu Jesus. Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos. Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos: «Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?» Jesus ouviu-os e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas sim os doentes. Ide aprender o que significa: ‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores».

Meditação

Poucos viam Mateus como era: conheciam-no como aquele que estava «sentado no banco dos impostos». Com efeito, era cobrador de impostos: ou seja, alguém que cobrava os tributos em nome do império romano, que ocupava a Palestina. Em síntese, era um colaboracionista, um traidor do povo. Podemos imaginar o desprezo que o povo sentia por ele: era um “publicano”, assim se chamava. Mas, aos olhos de Jesus, Mateus é um homem, com as suas misérias e a sua grandeza. Estai atentos a isto: Jesus não se detém nos adjetivos, Jesus procura sempre o substantivo. “Este é um pecador, este é um tal pelo qual…” são adjetivos: Jesus vai à pessoa, ao coração, esta é uma pessoa, este é um homem, esta é uma mulher. Este olhar de Jesus que é belíssimo, que vê o outro, quem quer que seja, como destinatário de amor, é o início da paixão evangelizadora. Tudo começa a partir deste olhar, que aprendemos com Jesus. Podemos perguntar-nos: como é o nosso olhar para com os outros? (Papa Francisco)

Evangelho de São MateusNaquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode compar...
20/09/2026

Evangelho de São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um pro­prie­tário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. Saiu a meia-manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’. E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’. Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: «Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’. Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizen­do: ‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’. Assim, os últimos serão os primei­ros e os primeiros serão os últimos».

Meditação

Os trabalhadores que permaneceram na praça do mercado provavelmente tinham perdido toda a esperança. Aquele dia tinha sido em vão. E, no entanto, alguém ainda acreditou neles. Que sentido tem chamar operários só para a última hora do dia de trabalho? Que sentido tem ir trabalhar apenas uma hora? Contudo, até quando nos parece que podemos fazer pouco na vida, vale sempre a pena. Há sempre a possibilidade de encontrar um sentido, pois Deus ama a nossa vida! Eis que a originalidade deste dono se vê também no fim do dia, na hora do pagamento. Para o dono da vinha, isto é, para Deus, é justo que cada um tenha o necessário para viver. Ele chamou pessoalmente os trabalhadores, conhece a sua dignidade e quer pagar-lhes com base nela. E dá a todos um denário. A história diz que os trabalhadores da primeira hora ficam desiludidos: não conseguem ver a beleza do gesto do dono, que não foi injusto, mas simplesmente generoso, não considerou apenas o mérito, mas também a necessidade. Deus quer dar a todos o seu Reino, ou seja, a vida plena, eterna e feliz. E é o que Jesus faz em relação a nós: não faz classificações, dá tudo de Si mesmo a quantos lhe abrem o coração! (Papa Leão XIV)

Evangelho de São Lucas  8,4-15Naquele tempo, reuniu-se uma grande multidão, que vinha ter com Jesus de todas as cidades,...
19/09/2026

Evangelho de São Lucas 8,4-15

Naquele tempo, reuniu-se uma grande multidão, que vinha ter com Jesus de todas as cidades, e Ele falou-lhes por meio da seguinte parábola: «O semeador saiu para semear a sua semente. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho: foi calcada e as aves do céu comeram-na. Outra parte caiu em terreno pedregoso: depois de ter nascido, secou por falta de humidade. Outra parte caiu entre espinhos: os espinhos cresceram com ela e sufocaram-na. Outra parte caiu em boa terra: nasceu e deu fruto cem por um». Dito isto, exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça». Os discípulos perguntaram a Jesus o que significava aquela parábola e Ele respondeu: «A vós foi concedido conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros serão apresentados só em parábolas, para que, ao olharem, não vejam, e, ao ouvirem, não entendam. É este o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas depois vem o diabo tirar-lhes a palavra do coração, para que não acreditem e se salvem. Os que estão em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria, mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se quando chega a provação. A semente que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida, sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer. A semente que caiu em boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração nobre e generoso, a conservam e dão fruto pela sua perseverança».

Meditação

Grande e misterioso é o caminho da Palavra de Deus em nos! Isso obriga-nos a estar atentos a importancia do escutar. A fidelidade ao Evangelho pede de nós um enraizamento na escuta. É isso que a palavra obediência significa. Em latim, o termo ab-audire quer dizer «dar ouvidos», «ouvir bem», «permanecer em escuta». A obediência, que à imitação de Jesus se torna oferta radical da própria vida, brota desse estado amoroso de relação que é a escuta. O segredo de um homem não é tanto o que ele diz, quanto o que ele escuta. Há um refrão que Jesus repete muitas vezes, no final de uma parábola ou de um ensinamento, a ponto de tornar-se uma expressão típica do seu discurso: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!». (CTM)

Evangelho de São Lucas 8,1-3Naquele tempo, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova d...
18/09/2026

Evangelho de São Lucas 8,1-3

Naquele tempo, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova do reino de Deus. Acompanhavam-n’O os Doze, bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios, Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus e os discípulos com os seus bens.

Meditação

O evangelho de Lucas conserva a memória de tantas mulheres. Conta a história de Isabel, de Maria, de Ana, a da viúva de Naim, de Maria Madalena, de Joana, Susana e as outras mulheres que seguiam Jesus, de Marta e Maria, da mulher encurvada, da mulher que procura a moeda perdida, da viúva insistente e das mulheres de Jerusalém que choram atrás da cruz (23:27-31). Nessas mulheres, tão diferentes em idades, condições existenciais, económicas e até morais, podemos colher um estilo singular de procura de jesus e de discipulado genuíno. O Papa Francisco recordava muitas vezes que a Igreja é feminina. O mundo e o modo de atuar das mulheres são maravilhosas formas de evangelização. (CTM)

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