22/09/2026
Ao meditarmos este texto, percebemos algo belo, mas ao mesmo tempo muito exigente nas palavras de Jesus: Ele não fala apenas de uma proximidade física com Ele. Fala de uma nova familiaridade. Quem escuta a Palavra de Deus e a põe em prática entra numa relação nova com Jesus: torna-se Sua mãe, Seu irmão, Sua irmã.
Jesus quer, por assim dizer, alargar a Sua família. Quer estabelecer com cada ser humano um vínculo de intimidade, de vida e de comunhão. E é precisamente através da Palavra acolhida e vivida que essa nova humanidade começa a nascer. A Palavra torna-se como que um ADN dos que decidem abraçar a fé em Deus.
Maria é, neste sentido, a primeira e mais perfeita realização destas palavras de Jesus. Antes de O gerar no seu seio, Maria acolheu-O na fé. À Palavra de Deus que lhe foi dirigida, através do Anjo enviado por Deus, ela respondeu com disponibilidade: «Faça-se em mim segundo a tua palavra.» Ela ouviu, acolheu e pôs em prática. E a Palavra, acolhida por ela, tornou-se carne e foi oferecida ao mundo.
É este também o caminho proposto a cada um de nós. A Palavra não nos é dada simplesmente para ser escutada, admirada ou conhecida. É dada para ser acolhida, para nos deixarmos transformar por ela e para que esta se torne vida em nós.
Diante deste trecho podemos interrogar-nos: a Palavra que escuto, que leio, que medito está realmente a gerar alguma coisa nova em mim?
Maria mostra-nos que é possível. Ela não fez coisas extraordinárias aos olhos do mundo. Simplesmente foi dócil. Escutou. Acreditou. Disponibilizou-se. E Deus pôde realizar nela maravilhas. Do mesmo modo, o Senhor mostra-nos que quer continuar a Sua obra.
Terça-feira, 22 de setembro de 2026
XXV Semana do Tempo Comum