OFS Santo António à Sé

OFS Santo António à Sé Página dedicada à Fraternidade da Ordem Franciscana de Santo António à Sé. Colabora e divulga esta página pelos teus amigos.

Jesus, no Evangelho de hoje, não condena a oração pública nem os atos de piedade feitos em momentos que são dedicados à ...
17/06/2026

Jesus, no Evangelho de hoje, não condena a oração pública nem os atos de piedade feitos em momentos que são dedicados à comunidade, ao grupo ou movimento de oração... O que Ele questiona é a tentação de transformar a fé num espetáculo. Por isso nos diz: «Entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo». Esse "quarto" é, antes de mais, o lugar interior onde nos encontramos a sós com Deus.
Vivemos rodeados de ruído, palavras, imagens e distrações. Muitas vezes falamos muito, mas não damos tempo e espaço à escuta. A oração silenciosa é precisamente o espaço onde deixamos de querer controlar tudo e nos dispomos a ouvir, a acolher e a responder, mesmo que em silêncio, ao chamamento que Deus continua a dirigir-nos. No silêncio, descobrimos que Deus não se impõe, mas fala ao coração com delicadeza, com ternura, com misericórdia.
Além disso, a oração silenciosa educa a autenticidade. Quando ninguém nos vê, desaparece a preocupação com as aparências. Ficamos apenas nós e Deus, que não nos julga, que não nos condena… Colocamo-nos tal como somos, com as nossas alegrias, feridas, dúvidas e esperanças. É aí que a nossa relação com Deus se torna verdadeira.
É por este motivo que o convite de Jesus continua atual. Ele convida-nos reservar todos os dias alguns minutos para fechar a porta ao ruído exterior e abrir o coração ao Pai. Talvez não sintamos nada de extraordinário, mas a fidelidade a esse encontro silencioso transforma-nos pouco a pouco. Quem aprende a estar em silêncio diante de Deus acaba por reconhecer a Sua presença também no meio da vida quotidiana.

Quarta-feira, 17 de junho de 2026
XI Semana do Tempo Comum

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 6,1-6.16-18Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:"Ficai...
17/06/2026

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 6,1-6.16-18

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
"Ficai atentos
para não praticar a vossa justiça na frente dos homens,
só para serdes vistos por eles.
Caso contrário, não recebereis a recompensa
do vosso Pai que está nos céus.
Por isso, quando deres esmola,
não toques a trombeta diante de ti,
como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas,
para serem elogiados pelos homens.
Em verdade vos digo:
eles já receberam a sua recompensa.
Ao contrário, quando deres esmola,
que a tua mão esquerda não saiba
o que faz a tua mão direita,
de modo que, a tua esmola fique oculta.
E o teu Pai, que vê o que está oculto,
te dará a recompensa.
Quando orardes,
não sejais como os hipócritas,
que gostam de rezar em pé,
nas sinagogas e nas esquinas das praças,
para serem vistos pelos homens.
Em verdade vos digo,
eles já receberam a sua recompensa.
Ao contrário, quando tu orares,
entra no teu quarto, fecha a porta,
e reza ao teu Pai que está oculto.
E o teu Pai, que vê o que está escondido,
te dará a recompensa.
Quando jejuardes,
não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas.
Eles desfiguram o rosto,
para que os homens vejam que estão jejuando.
Em verdade vos digo,
eles já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando jejuares,
perfuma a cabeça e lava o rosto,
para que os homens não vejam
que tu estás jejuando,
mas somente teu Pai, que está oculto.
E o teu Pai, que vê o que está escondido,
te dará a recompensa".

As palavras que o Senhor nos dirige hoje são desafiantes, mas interpelam-nos a uma mudança de paradigma, para a humanida...
16/06/2026

As palavras que o Senhor nos dirige hoje são desafiantes, mas interpelam-nos a uma mudança de paradigma, para a humanidade robotizada que estamos a criar. Não raras vezes, esquecemo-nos que somos nós que estamos a transformar constantemente o mundo. No entanto, acontece com grande frequência, que esta transformação não é, de todo, benéfica.
As palavras do trecho de hoje, parecem quase impossíveis. Amar quem nos ama é natural; amar quem nos magoa, nos critica ou nos faz sofrer exige algo maior do que as nossas forças.
Mas Jesus não nos pede que sintamos simpatia pelos nossos inimigos. Pede-nos que não respondamos ao mal com mais mal. Pede-nos que rezemos por eles, porque a oração transforma primeiro o nosso coração. Quando rezamos por alguém que nos fez sofrer, deixamos que Deus cure a ferida da vingança e do ressentimento.
A razão do mandamento a que o Senhor nos convoca, está no próprio Deus que faz brilhar o sol para todos do mesmo modo. Ele faz cair a chuva sobre os justos e sobre os injustos, exatamente da mesma maneira.
Deus não nos ama pelo nosso mérito ou pelas medalhas de bom comportamento que vamos acumulando ao longo da vida. Deus ama-nos porque é Pai e em Cristo, assume a nossa humanidade para nos mostrar o valor do amor, tão necessário ao nosso tempo.
Os inimigos dos homens não são as máquinas ou aquilo que é criado pelo homem. Tudo o que nos é dado, tudo aquilo que conseguimos construir deve ser utilizado em prol do Homem e da comunhão que ao longo da vida este deve estabelecer com Deus.
A perfeição de que fala o Evangelho não é a de quem nunca erra, mas a de quem aprende a amar sem excluir ninguém. Cada vez que perdoamos, que rezamos por quem nos ofendeu, que respondemos com bondade em vez de violência, tornamo-nos um pouco mais parecidos com Cristo.

Terça-feira, 16 de junho de 2026
XI Semana do Tempo Comum

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,43-48Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:"Vós ouvis...
16/06/2026

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,43-48

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
"Vós ouvistes o que foi dito:
'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!'
Eu, porém, vos digo:
Amai os vossos inimigos
e rezai por aqueles que vos perseguem!
Assim, vos tornareis filhos
do vosso Pai que está nos céus,
porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons,
e faz cair a chuva sobre justos e injustos.
Porque, se amais somente aqueles que vos amam,
que recompensa tereis?
Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa?
E se saudais somente os vossos irmãos,
o que fazeis de extraordinário?
Os pagãos não fazem a mesma coisa?
Portanto, sede perfeitos
como o vosso Pai celeste é perfeito".

O Evangelho de hoje apresenta-nos Jesus olhando para a multidão com compaixão. Ele vê pessoas cansadas, desorientadas, n...
14/06/2026

O Evangelho de hoje apresenta-nos Jesus olhando para a multidão com compaixão. Ele vê pessoas cansadas, desorientadas, necessitadas de esperança e de sentido. Então pronuncia aquelas palavras que continuam atuais: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.»
À primeira vista, poderíamos pensar que Jesus fala apenas dos sacerdotes, religiosos ou missionários. Mas a Sua palavra dirige-se a toda a Igreja e a todos os membros que a compõem. Não nos podemos esquecer que pelo Batismo, cada cristão recebeu uma missão: ser presença de Cristo no mundo, testemunhar o Evangelho com a vida, preservar acesa a luz da fé nas coisas simples de cada dia.
À primeira vista, poderíamos pensar que Jesus fala apenas dos sacerdotes, religiosos ou missionários. Mas a sua palavra dirige-se a todos nós. Pelo Batismo, cada cristão recebeu uma missão: ser presença de Cristo no mundo, testemunhar o Evangelho com a vida, levar a luz da fé aos ambientes onde vive.
Depois da oração vem o envio. Jesus não envia apenas os Doze; continua a enviar-nos hoje, na família, no trabalho, na escola, entre os amigos, somos chamados a anunciar, não tanto com grandes discursos, mas com gestos de bondade, de serviço, de perdão e de esperança.
A seara continua grande. Quase que podemos afirmar que o mundo continua a crescer. Este mesmo mundo continua a precisar de testemunhas. Que ninguém pense que é demasiado pequeno ou que tem pouco para oferecer. Quando nos colocamos nas mãos de Deus, Ele faz de cada um de nós um trabalhador da sua seara.

Domingo, 14 de junho de 2026
XI Semana do Tempo Comum

XI Domingo do Tempo ComumProclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,36-10,8Naquele tempo,Vendo Jesus as m...
14/06/2026

XI Domingo do Tempo Comum

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,36-10,8

Naquele tempo,
Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas,
porque estavam cansadas e abatidas,
como ovelhas que não têm pastor.
Então disse a seus discípulos:
"A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Pedi pois ao dono da messe
que envie trabalhadores para a sua colheita!"
Jesus chamou os doze discípulos
e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus
e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.
Estes são os nomes dos doze apóstolos:
primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão;
Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João;
Filipe e Bartolomeu;
Tomé e Mateus, o cobrador de impostos;
Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes,
que foi o traidor de Jesus.
Jesus enviou estes Doze,
com as seguintes recomendações:
"Não deveis ir aonde moram os pagãos,
nem entrar nas cidades dos samaritanos!
Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel!
Em vosso caminho, anunciai:
'O Reino dos Céus está próximo'.
Curai os doentes, ressuscitai os mortos,
purificai os leprosos, expulsai os demônios.
De graça recebestes, de graça deveis dar!"

Ao celebrarmos Santo António, o Evangelho recorda-nos que a fé não é um tesouro para guardar escondido, mas uma luz para...
13/06/2026

Ao celebrarmos Santo António, o Evangelho recorda-nos que a fé não é um tesouro para guardar escondido, mas uma luz para deixar brilhar, não para que nos admirem, mas para que, através das nossas obras, os outros possam reconhecer a bondade de Deus.
Celebramos hoje Santo António qual insigne pregador do Evangelho. A tradição conta que, quando os homens não quiseram escutá-lo, António pregou aos peixes. Mas a verdadeira pergunta para nós é: seremos nós capazes de escutar? Porque os peixes de hoje somos nós. Somos nós os destinatários daquela palavra que inflamava o coração de António e que este anunciava com a vida e com a voz.
Santo António compreendeu que a luz do Evangelho não se reduz a palavras bonitas. A sua pregação era credível porque nascia de uma vida iluminada por Cristo.
Num tempo em que tantas vozes disputam a nossa atenção, Santo António convida-nos a voltar a escutar a única Palavra que salva. E o Evangelho desafia-nos a não sermos apenas ouvintes, mas também testemunhas: homens e mulheres cuja vida fala de Deus mesmo antes das palavras.
Hoje, mais do que celebrar António pela fé numa piedade mais popular, ou reduzir António ao casamenteiro, somos convidados a celebrar António, «O Santo» como reconhecem-nos os paduanos, pela santidade de vida que testemunhou.
De António, recebemos o legado do anúncio firme e fiel do Evangelho, qual martelo dos hereges para o tempo presente, qual língua bendita que pregou a Boa-nova de Cristo.

Sábado, 13 de junho de 2026
X Semana do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São MateusNaquele tempo,disse Jesus aos seus discípulos:«Vós sois o sal d...
13/06/2026

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Vós sois o sal da terra.
Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se?
Não serve para nada,
senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo.
Não se pode esconder uma cidade
situada sobre um monte;
nem se acende uma lâmpada
para a colocar debaixo do alqueire,
mas sobre o candelabro,
onde brilha para todos os que estão em casa.
Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens,
para que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus.
Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas;
não vim revogar, mas completar.
Em verdade vos digo:
Antes que passem o céu e a terra,
não passará da Lei a mais pequena letra
ou o mais pequeno sinal,
sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos,
por mais pequenos que sejam,
e ensinar assim aos homens,
será o menor no reino dos Céus.
Mas aquele que os praticar e ensinar
será grande no reino dos Céus».

Palavra da salvação.

Hoje, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, somos convidados a contemplar não apenas um símbolo, mas o próprio mist...
12/06/2026

Hoje, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, somos convidados a contemplar não apenas um símbolo, mas o próprio mistério do amor de Deus revelado na pessoa de Cristo. O Coração trespassado de Jesus é a porta aberta através da qual podemos entrar no conhecimento da misericórdia divina.
As palavras que o Evangelho de hoje nos dirige, tocam o coração humano porque falam da nossa condição real. Quem de nós não conhece o cansaço? O cansaço do trabalho, das preocupações familiares, das doenças, das desilusões, dos pecados que carregamos, das lutas interiores que atravessamos em silêncio. Muitas vezes procuramos descanso em tantas coisas, mas continuamos inquietos. O coração humano tem sede de um repouso que o mundo não consegue dar.
É de grande significado que Jesus apresente o Seu coração como manso e humilde. Vivemos num mundo que exalta a força, o sucesso e a afirmação de si mesmo. Deus, porém, revela-se na humildade. O Coração de Cristo não domina, não humilha, não condena. Vem ao nosso encontro no silêncio, nas noites escuras, no fracasso. Ele aproxima-se, escuta, cura.
O instrumento de cura utilizado é o do amor. Ao contemplarmos o Coração trespassado na cruz, percebemos até onde chega esta mansidão.
Falar do Coração de Jesus é falar do próprio Cristo que nos ama com um amor humano e divino, um amor que nunca se cansa de nos procurar. O Sagrado Coração recorda-nos ainda uma verdade essencial: somos amados pessoalmente. Não de forma abstrata, mas de uma forma concreta.

Sexta-feira, 12 de junho de 2026
X Semana do Tempo Comum

Imagem - Obra da Escultora Maria Amélia Carvalheira em Colecção particular

Sagrado Coração de Jesus - SolenidadeProclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 11,25-30Naquele tempo, Jesu...
12/06/2026

Sagrado Coração de Jesus - Solenidade

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 11,25-30

Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer:
"Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos
e as revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai,
e ninguém conhece o Filho, senão o Pai,
e ninguém conhece o Pai, senão o Filho
e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Vinde a mim todos vós que estais cansados
e fatigados sob o peso dos vossos fardos,
e eu vos darei descanso.
Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim,
porque sou manso e humilde de coração,
e vós encontrareis descanso.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".

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