Paróquia São Francisco de Assis

Paróquia São Francisco de Assis Horário das Eucaristias:
4f e 6f às 18h00
Sábado às 16h30
Domingo às 10h00
Horário de funcionamento; terça a sábado, das 16h às 19h.

Quartas-feiras confissões, com o Padre Lúcio e às sextas- feiras com o Padre Bartolomeu.

07/08/2026
07/08/2026

As palavras de Jesus que servem hoje de mote para a nossa reflexão, nunca foram um convite a procurar o sofrimento, mas um chamamento a viver cada circunstância com amor, confiança e fidelidade a Deus.
São João Paulo II, na carta apostólica Salvifici Doloris, recorda-nos que o sofrimento, unido à Cruz de Cristo, deixa de ser um absurdo. Em Jesus, Deus não elimina a dor por um gesto de poder. Ele não nos isenta de participar no Seu mistério redentor, como filhos amados, através do próprio sofrimento. Ele entra na nossa dor, assume-a e transforma-a em caminho de salvação. Por isso, a Cruz não é o ponto final da história. É a passagem para a vida nova, iluminada pela esperança da Ressurreição.
A Cruz é luz que nos indica o caminho que nos leva à eternidade prometida. Contudo, não podemos esquecer que somos chamados a uma participação direta, diária, através da aceitação de cada dor, de cada perda, de cada insucesso.
Aceitar os desígnios de Deus com humildade não significa resignação passiva, mas abandono confiante nas mãos do Pai. É, pois, acreditar que, mesmo quando não compreendemos os acontecimentos da nossa vida, Deus continua a conduzir-nos com amor. A cruz que carregamos, vivida em união com Cristo, torna-se oportunidade de crescimento, de purificação e de testemunho.
Peçamos ao Senhor a graça de não fugirmos da cruz, mas de a carregarmos unidos a Ele, certos de que, depois da Sexta-Feira Santa, chega sempre a manhã da Páscoa. Quem segue Cristo na entrega e na fidelidade participa também da alegria da Sua vitória sobre a morte.

Sexta-feira, 7 de agosto de 2026
XVIII Semana do Tempo Comum

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07/08/2026

07.08.26

07/08/2026

07 de Agosto.
São Sisto II - Papa
+258

Sisto II foi o vigésimo quarto sumo pontífice de Roma. Era grego, nasceu em Atenas e assumiu a direção da Igreja em 30 de agosto de 257. O seu governo durou apenas onze meses, tempo em que não poderia ter feito muitas obras.

Mas fez uma das mais importantes para a Igreja. Com seu caráter reto e bondoso, conseguiu solucionar as discórdias que haviam atormentado a Santa Sé desde o governo de Vítor I. A questão polêmica era a seguinte: se um herege quisesse retornar à Igreja, após ter renegado a fé, deveria ser batizado de novo ou seria suficiente o batismo que havia recebido a primeira vez? Isso dividia a Igreja. De um lado, a de Roma, que aceitava o retorno apenas com a confirmação por meio do crisma. De outro, a do Oriente, em especial a da Antioquia e da Alexandria, que exigia um novo batismo. A discórdia aumentou quando o papa Vitor I impôs o procedimento romano a ser seguido por todos, sob pena de excomunhão.

Moderado e pacifista, Sisto II neutralizou a excomunhão. Dizendo que não estava em jogo a fé comum, nem a união com o sucessor de Pedro, cada Igreja ou grupo de igrejas devia resolver a questão com independência e de acordo com as circunstâncias dos fatos, resolvendo o antigo problema. Assim, trouxe de volta à Igreja os cristãos de Antioquia e da Alexandria que se haviam distanciado, e a harmonia estabeleceu-se.

Em meados de 258, o imperador Valeriano, por meio de um segundo decreto, obrigou que os cristãos renegassem a própria religião publicamente, sob pena de terem os bens confiscados e sofrerem morte por decapitação. Para os sacerdotes e integrantes da Igreja, seriam confiscados até mesmo os cemitérios.

Sisto II fez o traslado das relíquias de São Pedro e São Paulo para um local seguro após esse decreto. Depois, surpreendido pelos soldados enquanto celebrava a santa missa, no cemitério, foi preso com outros sete religiosos. Durante as perseguições, os cristãos encontravam-se nos cemitérios subterrâneos para receberem a eucaristia, era lá que escondiam os livros sagrados e os objetos litúrgicos. Foram condenados, pelo imperador, à decapitação e houve o confisco dos bens. O papa Sisto II morreu junto com seis diáconos - Agapito, Estêvão, Feliz, Januário, Magno e Vicente -, no dia 6 de agosto de 258. O sétimo, Lourenço, foi morto quatro dias depois.

A festa de São Sisto II e seus companheiros, com a reforma do calendário da Igreja, passou a ser celebrada no dia 7 de agosto. No livro dos papas, sua morte foi definida como "sólido pontifício", pois estava em exercício da santa missa. As suas relíquias estão na cripta dos papas de São Calisto, em Roma.

06/08/2026

A exclamação de Pedro, escolhida para a nossa reflexão de hoje, nasce da experiência da beleza de Deus. É tempo de experimentarmos o bom e o belo original. Diante de Jesus transfigurado, tudo parece ganhar sentido. Pedro, na sua exclamação, manifesta que gostaria de permanecer naquele momento, construir tendas e deter o tempo. Mas a Transfiguração não foi dada para fugir da realidade; foi dada para iluminar o caminho da Cruz.
Também nós procuramos momentos de luz, de paz e de consolação. Na verdade, estes são importantes, porque fortalecem a nossa fé, orientam o nosso caminho, a nossa busca da santidade. No entanto, Jesus não nos convida a ficar no monte. Convida-nos a descer com Ele, levando no coração a certeza de que a Sua glória está presente mesmo quando a vida passa pela provação.
O mais importante da cena que nos é relatada, não é aquilo que os discípulos veem, mas aquilo que ouvem: "Este é o meu Filho muito amado... escutai-O." A verdadeira transfiguração acontece quando deixamos que a Palavra de Cristo transforme o nosso olhar, os nossos critérios e as nossas escolhas.
A festa de hoje recorda-nos que Deus não muda apenas o rosto de Jesus diante dos discípulos. A Sua verdadeira intenção, é mudar também a nossa forma de ver a vida. Onde vemos apenas dificuldades, Ele revela esperança; onde vemos fracasso, Ele faz nascer um caminho novo; onde vemos a Cruz, Ele anuncia a Ressurreição.
Hoje é o tempo favorável para nos deixarmos transfigurar por Cristo, escutando a Sua Palavra, acolhendo a Sua vontade e seguindo os Seus passos, deixando que o Seu testemunho nos sirva de farol e força. Só assim, depois de cada encontro com o Senhor, poderemos descer do monte diferentes, levando aos outros a luz que contemplámos n'Ele.

Quinta-feira, 6 de agosto de 2026
XVIII Semana do Tempo Comum

06/08/2026

06.08.26

06/08/2026

06 de Agosto.
Festa da Transfiguração
de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A festa da "Transfiguração do Senhor" acontece no mundo cristão desde o século V. Ela nos convida a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus, como fizeram os apóstolos Pedro, Tiago e João, que viram a Sua transfiguração no alto do monte Tabor, localizado no coração da Galiléia. O episódio bíblico é relatado distintamente pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas.

Assim, segundo São Mateus 9,2-10, temos: "Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia fazer assim tão brancas. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. Pedro tomou a palavra: "Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: "Este é o meu Filho muito amado; ouvi-O". E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos".

A intenção de Jesus era a de fortalecer a fé destes três apóstolos, para que suportassem o terrível desfecho de Sua paixão, antecipando-lhes o esplendor e glória da vida eterna. Também foi Pedro, que depois, recordando com emoção o evento, nos afirmou: "Fomos testemunhas oculares da Sua majestade" (2 Pd 1, 16).

O significado dessa festa é, e sempre será, o mesmo que Jesus pretendeu, naquele tempo, ao se transfigurar para os apóstolos no monte, ou seja, preparar os cristãos para que, em qualquer circunstância, permaneçam firmes na fé em Cristo. Melhor explicação, só através das inspiradas palavras do Papa João Paulo II, quando nesta solenidade em 2002, nos lembrou que: "O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade, que continua a resplandecer sobre nós (cf. Sl 67, 3)".

Somente em 1457, esta celebração se estendeu para toda a cristandade, por determinação do Papa Calisto III, que quis enaltecer a vitória, do ano anterior, das tropas cristãs sobre os turcos muçulmanos que ameaçavam a liberdade na Europa.

05/08/2026

05.08.26

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