Capelania dos Combonianos Maia

Capelania dos Combonianos Maia Pagina das actividades desenvolvidas na capela dos Missionários Combonianos na Maia - Centro Vocacional Juvenil Comboniano

19/10/2025
Festa Missionária Maia
26/09/2025

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27/06/2025

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Próximo Domingo: Tarde Missionária! Todos bem-vindos!
21/05/2025

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09/05/2025

O Olhar que Abraça o Mundo

No sopro manso da manhã da Igreja, quando o coração do mundo esperava em silêncio, ergueste-te como quem chega de mãos abertas e olhar cheio de céu.

Chamaste-te Leão — nome de coragem — e falaste como Francisco — nome de ternura. E nesse gesto, entre o passado e o agora, entre a firmeza e a delicadeza, foste abraço.

“A Paz de Cristo esteja convosco” — disseste, e os teus olhos disseram mais. Falaram como quem escuta. Como quem olha o mundo não de cima, mas de dentro. Olhos que atravessam a multidão e, em cada rosto, descobrem uma história, uma dor, uma esperança. Olhos que não têm pressa e, por isso, acolhem.

Tu que vieste da América, que aprendeste o rosto da fé nas terras do Peru, chegaste com o sol da missão nos ombros e o barro dos pobres na pele.

És filho de emigrantes, irmão dos esquecidos, homem de ciência e de alma profundamente humana. Os teus gestos, os teus silêncios, a lágrima que quase caiu — tudo em ti fala de proximidade.

E como Francisco, pareces querer caminhar devagar entre nós, pousando os pés no chão que dói, ouvindo antes de dizer, amando antes de julgar.

Tu disseste “paz” — muitas vezes — e essa repetição soou como um cântico antigo, como se quisesses embalar o mundo ao colo. Disseste “diálogo”, “encontro”, “justiça” — e a Igreja reconheceu-te como ponte, como lar, como promessa.

No meio da multidão, os sorrisos acenderam-se. Não só pelo que disseste, mas por como olhaste. Um olhar que quer abraçar o mundo inteiro. Que diz, sem palavras, “estou convosco”, como quem se ajoelha junto às feridas do tempo.

E neste Jubileu da Esperança, não poderias ter chegado de outra forma: leve, firme, cheio de alma.

Que bela missão te espera, Santo Padre! E nós, como filhos em redor da luz, rezamos por ti com um nó doce na garganta e o coração cheio de confiança.

Que Maria te guarde sob o seu manto, que o Espírito te leve onde fores preciso, e que contigo possamos seguir adiante — mais irmãos, mais próximos, mais verdadeiros.

07/05/2025

Na travessia da escolha

Na praça onde os sinos soam mais fundo que o bronze, a Igreja respira em silêncio. Aguarda. Como quem suspira entre a dor do passado e a esperança do porvir. Aguarda um pastor — não de púrpura e poder, mas de coração aberto, mãos marcadas pelo serviço e pés que conhecem o pó das ruas.

A Igreja de Jesus, feita de gestos simples, não cabe nos grilhões do poder — nem da perseguição, nem dos privilégios. A sua verdadeira grandeza não mora nas cúpulas douradas, mas nos gestos simples do dia-a-dia: no olhar que acolhe sem julgar, nas mãos que se estendem para levantar quem caiu, na palavra sussurrada que consola mais do que mil sermões. Porque é aí, no chão da vida, que o Evangelho ganha corpo.

A escolha do futuro Papa não se fará entre continentes ou sotaques. Não importa se for africano, asiático, europeu ou americano, o que importa é que tenha coração. Coração que pulse pela paz entre os povos, que creia na fraternidade como ponte entre as religiões, que ouça os gritos calados das vítimas de abusos e que tenha coragem para dizer: “Basta”.

Que seja um homem de Deus, mas também dos homens. Que veja a mulher como pilar e não adorno. Que reconheça em cada ser humano — crente ou não, santo ou ferido — uma dignidade que ninguém tem o direito de negar.

O Papa há de pertencer à categoria dos simples seguidores que vivem com o coração aberto. Ele não teme as periferias, antes faz delas caminho. Que saiba escutar os pobres, os sem-abrigo, os doentes, os presos, os órfãos, as prostitutas, os esquecidos da vida — porque ali, mais do que nas assembleias, Cristo espera.

Que o novo Papa venha sem armadura, mas com o Evangelho no peito, para ajudar a construir uma Igreja sem muros, sem portas, onde caibam todos — todos. Que caminhe ao lado da humanidade, com os pés no chão da vida e os olhos voltados para Deus. Que saiba escutar o silêncio dos que sofrem e chorar com os que já não têm lágrimas. Que perdoe com verdade, sem esconder feridas, e corrija com firmeza, mas sem excluir ninguém. Que ame sem medida, sem cálculo, como quem conhece o coração partido de Cristo e o transforma em abrigo para todos.

22/04/2025

“Livres Para …”

• A pastoral Juvenil da Maia convida-te a participar em mais evento “Livres Para…”

• Decorrerá no Salão Paroquial de São Pedro de Avioso, pelas 21h30.

• Contamos com a presença do P. Nuno Tovar Lemos, SJ.

• Estará connosco também os “Follow Him”.

• Vem participar connosco. Contamos contigo.

21/04/2025

Francisco, o Papa que nos ensinou a descer

Morreu o Papa Francisco.
E no entanto, parece que nasceu agora —
no silêncio que deixou, na saudade que acendeu, na esperança que semeou.
Partiu o homem que nos ensinou que Deus se encontra na simplicidade,
no toque de uma mão gasta, no cheiro a sopa servida a quem tem fome,
no abraço que atravessa o dogma.

Francisco não quis ser príncipe, quis ser servo.
Desceu do trono, tirou a púrpura, calçou sapatos velhos
e pôs-se a caminho — com os outros, para os outros, entre os outros.
Recusou a grandeza, escolheu a simplicidade.
Trocou os aposentos dourados pelo tecto modesto partilhado com trabalhadores.
Trocou a cruz de ouro por uma de ferro.
Trocou o poder pela proximidade.

Obrigado, Francisco,
por nos mostrares que a santidade é feita de gestos concretos.
Por confessares os teus pecados diante dos fiéis.
Por instalares chuveiros para os sem-abrigo na Praça de São Pedro.
Por dares um palácio a quem nada tem.

Por chorares os mortos de Lampedusa,
por beijares os pés de inimigos,
por gritares que a guerra é sempre derrota,
por chorarmos contigo os mortos de todas as guerras...

Por não encobrires escândalos.
Por quereres ouvir os esquecidos.
Por deixares entrar os recasados.
Por defenderes a Casa Comum, e os que vivem com tão pouco.

Rezaste sozinho à chuva, e todos nos sentimos menos sós.
Lavaste os pés aos esquecidos, e lavaste também o rosto endurecido da Igreja.
Foste humano até ao fim — e por isso, tão divino.

Hoje, do Céu, sorrirás com a ternura dos justos.
E quem crê no Deus da Vida saberá:
a tua morte não é um fim, mas o sopro manso de quem volta ao coração de Deus.

Papa Francisco… gosto tanto de ti.
Com a tua vida, ensinaste-me a amar Jesus com outro encanto.
Obrigado. Por tudo o que fizeste.
Mas mais ainda… por tudo o que foste.

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Rua Augusto Simões, 108
Leça Do Balio
4470-147

Telefone

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