04/04/2026
Foi em 1913, quando morava em Alvion, Michigan, que, ao fazer um estudo especial sobre a cruz no plano de Deus, o Rev. Bennard sentiu-se impelido a escrever um hino sobre ela. Precisou interromper o trabalho algumas vezes por motivo de suas actuações evangelísticas, o que lhe proporcionou uma nova visão da cruz e do seu profundo significado.
Ao hino, já quase pronto, só faltava a demão final quando mais uma vez se dirigiu à paróquia de um colega, o Rev. Bostwick, para uma série de cultos de reavivamento. Foi nessa oportunidade que conseguiu concluir a contento o cântico tão cuidadosamente elaborado.
Satisfeito, procurou o colega e depois a sua esposa para contar-lhes a nova produção.
Encontrou-a atarefada, na cozinha, preparando o jantar. Comunicou-lhe o facto e, apesar da dona de casa estar mais preocupada com os alimentos do que com o novo hino, cantou-o mansa e expressivamente. À medida que a sua bem timbrada voz se elevava para enunciar o cântico, nota por nota, parece que as verdades entoadas se tornavam mais nítidas e convincentes. O jantar foi esquecido. Quando a última nota se extinguiu, o silêncio comovido revelava que uma nova experiência da cruz, mais profunda, alcançara os seus corações. E foi com emoção que a Senhora Bostwick pediu ao Rev. Bennard lhe concedesse o privilégio de custear as despesas da primeira impressão de "The Old Rugged Cross".
Hoje, traduzido para várias línguas, continua este hino a sua abençoada trajetória despertando almas para o sublime amor de Deus tão maravilhosamente manifestado no sacrifício de Cristo na cruz do Calvário.
Letra e música foram escritas no mesmo ano de 1913 pelo Rev. George Bennard.
(Do livro "Contando e Cantando" de Henriqueta Rosa Braga)
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