18/09/2026
Não se associe a quem vive de mau humor. Provérbios 22.24
“Há pessoas que parecem ter vindo ao mundo com um defeito de fábrica: a necessidade permanente de criticar, diminuir e estragar a alegria dos outros. Não importa o que façam. Se alguém está feliz, encontram um defeito. Se alguém tem sucesso, dizem que teve sorte. Se alguém sorri, acham que está a fingir. Se alguém brilha, fazem questão de tentar apagar a luz.
E já estou cansado da ladainha do “eu sou assim porque a vida me fez assim”. “Foi o que me fizeram.” “Fui humilhado.” “A minha infância foi difícil.” “A minha mãe sofreu.” Desculpem, mas sofrer não é uma licença para tornar os outros miseráveis. Tive um amigo que dizia: "Eu sou assim, duro e se calhar estúpido, porque a minha mãe andava a limpar casas e era muitas vezes humilhada."
Eu percebo a dor. Percebo a revolta. Mas uma coisa é explicar um comportamento. Outra é usá-lo como desculpa para nunca o mudar. A vida pode explicar as nossas feridas. Não tem de determinar o nosso carácter. E sabem o que seria fantástico? Um planeta só para estas pessoas. Um planeta enorme, perfeitamente isolado, onde os críticos profissionais pudessem criticar uns aos outros.
Onde os amargos pudessem reclamar da amargura dos outros. Onde os que adoram deitar abaixo pudessem passar o dia inteiro a deitar abaixo quem está ao lado. E nós ficávamos por cá. Com os que sabem celebrar a vitória dos outros. Com quem dá abraços sem pedir nada em troca. Com quem elogia sem inveja. Com quem consegue ver alguém feliz e pensar: “Que bom.
Fico genuinamente feliz por ti.” Porque, no fim, há uma diferença enorme entre ter sofrido e escolher fazer os outros sofrer. Todos carregamos coisas. Todos temos histórias. Todos temos feridas. Mas chega uma altura em que temos de parar de apontar para aquilo que nos fizeram e perguntar: “E agora? O que é que eu estou a fazer aos outros?” É aí que começa a responsabilidade. E sinceramente?
Já há gente suficiente no mundo a tentar apagar a luz dos outros. Eu prefiro ficar ao lado de quem acende a sua própria luz e ainda ajuda os outros a acender a deles. Os outros que continuem a viver no planeta da amargura. Nós temos coisas melhores para fazer. A nossa própria luz ainda tem a generosidade de ajudar os outros a acender a deles.”
Autor: Bruno Fernandes