Secretariado Nacional do Rosário

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Mensagem do MO para este dia:“São Domingos é venerado como _Lumen Ecclesiae_ porque o seu olhar nunca se desviou de Cris...
08/08/2026

Mensagem do MO para este dia:
“São Domingos é venerado como _Lumen Ecclesiae_ porque o seu olhar nunca se desviou de Cristo, o _Lumen Gentium_. Permanecendo na contemplação, encheu-se da Luz de Cristo e, através da sua pregação, tornou-se sua testemunha radiante perante o mundo. Que nós, inspirados pelo seu exemplo, caminhemos nessa mesma Luz e a partilhemos fielmente com os outros. Um abençoado dia da festa do nosso Santo Pai, São Domingos!”
Frater Gerard Francisco Timoner III, OP
Magister Ordinis
Colombo Sri Lanka, die VIII Augusti MMXXVI

07/08/2026
07/08/2026

8 de agosto
Pistas para a homilia
Domingos, um homem cativante

Domingos é um homem que emerge da seca e árida Castela. Conhecer Caleruega é esperar encontrar em Domingos o lavrador curtido, ou o guerreiro aguerrido, de princípios claros, de honestidade a qualquer preço, de olhar límpido e franqueza no falar. É um retrato típico do que há de melhor num castelhano.

Por isso, surpreende-nos o retrato que dele faz a Beata Cecília. Fisicamente, «a cor avermelhada dos seus cabelos e a barba suavemente loira» não corresponde à descrição que se poderia esperar de um homem da meseta castelhana. Mas é a sua psicologia que apresenta os traços mais peculiares: o seu carácter jovial e sorridente; a sua capacidade de cativar, que levava os outros não tanto a aderirem às suas ideias, mas antes a amá-lo e a respeitá-lo.

Não podemos esquecer que a Irmã Cecília conhece Domingos quando este tinha cinquenta anos, no final da sua vida, depois de ter realizado grandes empreendimentos, quando chegava o tempo de integrar tudo aquilo que a vida lhe fora ensinando.

Também o Beato Jordão fala do seu poder de atração. Ele próprio o experimentou. Um poder de atração que atribui, em grande parte, à alegria que dele brotava, ao seu rosto sorridente.

A alegria de Domingos

Diz assim o Beato Jordão:

«E, como a alegria brilhasse sempre no seu rosto, fiel testemunho da sua boa consciência... com ela atraía facilmente o afeto de todos; quantos o olhavam f**avam cativados por ele.»

Esta alegria é sublinhada tanto pelo Beato Jordão como pela Irmã Cecília: alegria do próprio semblante, expressão, como diz o Beato Jordão, do seu mundo interior; algo que a Irmã Cecília também salienta:

«E, como o coração alegre alegra o semblante, a jovialidade e a benignidade do seu rosto deixavam transparecer a serenidade e o equilíbrio do homem interior.»

Certamente, não faltaram na vida de São Domingos motivos capazes de perturbar essa alegria. Não se pode dizer que a sua pregação tivesse sido sempre coroada de êxito, nem que os seus frades e monjas não lhe dessem motivos de preocupação, ou que a sua Ordem não tivesse sido rejeitada em diversos lugares.

Até a sua própria sensibilidade o levava a reconhecer-se pecador e a sofrer interiormente pelo seu próprio pecado. Por isso, verif**ar que mantinha uma alegria tão manifesta — e, por isso mesmo, tão destacada por aqueles que o conheceram — constitui uma característica particularmente relevante do seu carácter.

A equanimidade

O Beato Jordão da Saxónia destaca em Domingos a equanimidade, o equilíbrio, que brotavam de uma profunda vida interior. O seu centro de gravidade encontrava-se no interior do seu ser.

Não era uma pessoa que se deixasse perturbar pelos acontecimentos de cada momento, como acontece quando se vive num equilíbrio instável. Pelo contrário, aquilo que o seu semblante transmitia era serenidade.

Homem compassivo

Mas essa equanimidade, diz Jordão, perturbava-se diante do sofrimento dos outros. A compaixão e a misericórdia apoderavam-se dele. Poderíamos dizer que a angústia perante o sofrimento dos outros conseguia vencê-lo.

A sua equanimidade era inalterável, a não ser quando se perturbava pela compaixão e pela misericórdia para com o próximo.

A delicadeza

Poderíamos falar também da humanidade de Domingos, que se deduz daquilo que acabámos de dizer acerca do seu espírito compassivo.

Jordão da Saxónia fala da afabilidade no trato:

«Durante o dia, ninguém era mais acessível e afável do que ele no trato com os frades e com os seus companheiros.»

Essa proximidade brotava, segundo o testemunho do próprio Jordão, da sua simplicidade. Era algo que fazia com que fosse amado por todos.

Domingos percorria o dormitório dos seus frades, cobrindo aqueles que se tinham destapado durante a noite, segundo contam as primeiras lendas da Ordem. Vinha de Espanha trazendo consigo colheres de cipreste para as oferecer às suas monjas do convento romano de São Sisto.

Por vezes tinha de admoestar os frades e até aplicar-lhes alguma das p***s então previstas para as diferentes infrações às Constituições. «No entanto, impunha-lhes as p***s com tanta amabilidade e doçura nas palavras, que os frades as suportavam com paciência», afirma uma das testemunhas do processo de canonização.

Decidido

Domingos passou à história como homem empreendedor, pregador incansável, fundador e organizador de uma Ordem que rapidamente se estendeu pelo mundo.

E foi, de facto, um homem decidido: rompeu com a digna vida de cónego em Osma para se lançar em território adverso e integrar a «santa pregação». Retirou aos cátaros as jovens que estes tinham sob o seu domínio e encarregou-se de cuidar delas; interveio decididamente junto do Papa para que a sua Ordem fosse aprovada, apesar da proibição de fundar novas ordens estabelecida pelo recente IV Concílio de Latrão.

Contra a opinião de pessoas como o bispo de Toulouse e o arcebispo de Narbona, dissolveu a primeira comunidade de frades, dispersando-os pelos grandes centros universitários da época.

Jordão afirma:

«Mostrava tal constância naquelas coisas que entendia serem do agrado de Deus que, uma vez tomada a decisão e dada a ordem, dificilmente se encontrará um caso em que tenha voltado atrás.»

Conclusão: um homem de profundos afetos

Domingos revela-se como uma pessoa de enorme riqueza afetiva. Isso transparece de tudo o que foi dito e dos traços que aqui procurei destacar.

Como síntese e para concluir, recolho dois textos do Beato Jordão:

«Considerava seu dever alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram e, movido pela sua piedade, dedicava-se ao cuidado dos pobres e dos desgraçados.»

«Todos os homens cabiam na imensa caridade do seu coração e, amando a todos, por todos era amado.»

[trd ia]

07/08/2026

PAPA BENTO XVI
AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010





São Domingos de Gusmão

Caros irmãos e irmãs

Na semana passada apresentei a figura luminosa de Francisco de Assis, e hoje gostaria de vos falar de outro santo que, na mesma época, ofereceu uma contribuição fundamental para a renovação da Igreja do seu tempo. Trata-se de São Domingos, fundador da Ordem dos Pregadores, também conhecidos como Padres Pregadores.

O seu sucessor na orientação da Ordem, Beato Jordão da Saxónia, oferece um retrato completo de São Domingos no texto de uma oração famosa: "Inflamado de zelo por Deus e de ardor sobrenatural, pela tua caridade sem confins e o fervor do espírito veemente, consagraste-te inteiramente com o voto da pobreza perpétua à observância apostólica e à pregação evangélica". É ressaltada precisamente esta característica fundamental do testemunho de Domingos: ele falava sempre com Deus e de Deus. Na vida dos santos, o amor pelo Senhor e pelo próximo, a busca da glória de Deus e da salvação das almas caminham sempre juntos.

Domingos nasceu em Caleruega, na Espanha, por volta de 1170. Pertencia a uma nobre família da Velha Castilha e, ajudado por um tio sacerdote, formou-se numa célebre escola de Palência. Distinguiu-se imediatamente pelo interesse no estudo da Sagrada Escritura e pelo amor aos pobres, a tal ponto que chegou a vender os livros, que na sua época constituíam um bem de grande valor, para socorrer com o lucro as vítimas de uma carestia.

Tendo sido ordenado sacerdote, foi eleito cónego do cabido da Catedral na sua Diocese de origem, Osma. Embora esta nomeação pudesse representar para ele algum motivo de prestígio na Igreja e na sociedade, ele não a interpretou como um privilégio pessoal, nem como o início de uma carreira eclesiástica brilhante, mas como um serviço a prestar com dedicação e humildade. Não é porventura uma tentação, a da carreira, do poder, uma tentação da qual não estão imunes nem sequer aqueles que desempenham um papel de animação e de governo na Igreja? Recordei-o há alguns meses, durante a consagração de alguns Bispos: "Não procuremos o poder, o prestígio e a estima para nós mesmos... Sabemos como as coisas na sociedade civil e, com frequência, também na Igreja sofrem pelo facto de que muitos deles, aos quais foi conferida uma responsabilidade, trabalham para si mesmos e não para a comunidade" (Homilia durante a Capela Papal para a Ordenação episcopal de cinco Excelentíssimos Prelados, 12 de Setembro de 2009).

O Bispo de Osma, que se chamava Diogo, um pastor verdadeiro e zeloso, observou depressa as qualidades espirituais de Domingos, e quis valer-se da sua colaboração. Juntos, partiram para o Norte da Europa a fim de realizar missões diplomáticas que lhes eram confiadas pelo rei de Castilha. Viajando, Domingos descobriu dois desafios enormes para a Igreja do seu tempo: a existência de povos ainda não evangelizados, nas extremidades setentrionais do continente europeu, e a laceração religiosa que debilitava a vida cristã no Sul da França, onde a acção de alguns grupos heréticos criava confusão e o afastamento da verdade da fé. A acção missionária a favor daqueles que não conheciam a luz do Evangelho e a obra de reevangelização das comunidades cristãs tornaram-se assim as metas apostólicas que Domingos se propôs alcançar. O Papa, que o Bispo Diogo e Domingos visitaram para pedir conselho, pediu a este último que se dedicasse à pregação aos Albigenses, um grupo herético que defendia uma concepção dualista da realidade, ou seja, com dois princípios criadores igualmente poderosos, o Bem e o Mal. Por conseguinte, este grupo desprezava a matéria como proveniente do princípio do mal, rejeitando até o matrimónio, chegando mesmo a negar a encarnação de Cristo, os sacramentos em que o Senhor nos "toca" através da matéria, e a ressurreição dos corpos. Os Albigenses apreciavam a vida pobre e austera – neste sentido, eram também exemplares – e criticavam a riqueza do Clero daquela época. Domingos aceitou com entusiasmo esta missão, que realizou precisamente com o exemplo da sua existência pobre e austera, com a pregação do Evangelho e com debates públicos. A esta missão de pregar a Boa Nova ele dedicou o resto da sua vida. Os seus filhos teriam realizado inclusive os outros sonhos de São Domingos: a missão ad gentes, ou seja, àqueles que ainda não conheciam Jesus, e a missão àqueles que viviam nas cidades, sobretudo nas universitárias, onde as novas tendências intelectuais eram um desafio para a fé dos cultos.

Este grande santo recorda-nos que no coração da Igreja deve sempre arder um fogo missionário, que impele incessantemente a fazer o primeiro anúncio do Evangelho e, onde for necessário, a uma nova evangelização: com efeito, Cristo é o bem mais precioso que os homens e as mulheres de todos os tempos e lugares têm o direito de conhecer e de amar! E é consolador ver que até na Igreja de hoje são muitos – pastores e fiéis leigos, membros de antigas ordens religiosas e de novos movimentos eclesiais – que com alegria despendem a sua vida por este ideal supremo: anunciar e testemunhar o Evangelho!

Depois, a Domingos de Gusmão uniram-se outros homens, atraídos pela mesma aspiração. Deste modo, progressivamente, da primeira fundação de Toulouse teve origem a Ordem dos Pregadores. Com efeito, Domingos em plena sintonia com as directrizes dos Papas do seu tempo, Inocêncio III, Honório III, adoptou a antiga Regra de Santo Agostinho, adaptando-a às exigências de vida apostólica que o levaram, bem como os seus companheiros, a pregar passando de um lugar para outro, mas depois voltando aos próprios conventos, lugares de estudo, oração e vida comunitária. De modo particular, Domingos quis dar relevo a dois valores considerados indispensáveis para o bom êxito da missão evangelizadora: a vida comunitária na pobreza e o estudo.

Antes de tudo, Domingos e os Padres Pregadores apresentavam-se como mendicantes, isto é, sem vastas propriedades de terrenos para administrar. Este elemento tornava-os mais disponíveis ao estudo e à pregação itinerante, e constituía um testemunho concreto para as pessoas. O governo interno dos conventos e das províncias dominicanas estruturou-se segundo o sistema de cabidos, que elegiam os seus próprios Superiores, sucessivamente confirmados pelos Superiores maiores; portanto, uma organização que estimulava a vida fraterna e a responsabilidade de todos os membros da comunidade, exigindo fortes convicções pessoais. A escolha deste sistema nascia precisamente do facto que os Dominicanos, como pregadores da verdade de Deus, tinham que ser coerentes com quanto anunciavam. A verdade estudada e compartilhada na caridade com os irmãos constitui o fundamento mais profundo da alegria. O Beato Jordão da Saxónia diz de São Domingos: "Ele acolhia cada homem no grande seio da caridade e, dado que amava todos, todos o amavam. Fez para si uma lei pessoal de se alegrar com as pessoas felizes e de chorar com aqueles que choravam" (Libellus de principiis Ordinis Praedicatorum autore Iordano de Saxonia, ed. H. C. Scheeben [Monumenta Historica Sancti Patris Nostri Dominici, Romae, 1935]).

Em segundo lugar, com um gesto intrépido, Domingos quis que os seus seguidores adquirissem uma formação teológica sólida e não hesitou em enviá-los às Universidades dessa época, embora não poucos eclesiásticos vissem com desconfiança estas instituições culturais. As Constituições da Ordem dos Pregadores atribuem muita importância ao estudo como preparação para o apostolado. Domingos queria que os seus Padres se dedicassem a isto sem poupar esforços, com diligência e piedade; um estudo fundado na alma de todo o saber teológico, ou seja, na Sagrada Escritura, e respeitador das interrogações formuladas pela razão. O desenvolvimento da cultura impõe àqueles que desempenham o ministério da Palavra, a vários níveis, que sejam bem preparados. Portanto exorto todos, pastores e leigos, a cultivar esta "dimensão cultural" da fé, a fim de que a beleza da verdade cristã possa ser melhor compreendida e a fé seja verdadeiramente alimentada, fortalecida e também defendida. Neste Ano sacerdotal, convido os seminaristas e os sacerdotes e estimar o valor espiritual do estudo. A qualidade do ministério sacerdotal depende também da generosidade com que se aplica ao estuo das verdades reveladas.

Domingos, que quis fundar uma Ordem religiosa de pregadores-teólogos, lembra-nos que a teologia tem uma dimensão espiritual e pastoral, que enriquece a alma e a vida. Os presbíteros, os consagrados e também todos os fiéis podem encontrar uma profunda "alegria interior" na contemplação da beleza da verdade que vem de Deus, verdade sempre actual e viva. O lema dos Padres Pregadores – contemplata aliis tradere – ajuda-nos a descobrir, além disso, um anseio pastoral no estudo contemplativo de tal verdade, pela exigência de comunicar aos outros o fruto da própria contemplação.

Quando Domingos faleceu, em 1221 em Bolonha, a cidade que o declarou padroeiro, a sua obra já tinha alcançado grande sucesso. A Ordem dos Pregadores, com o apoio da Santa Sé, difundiu-se em muitos países da Europa, em benefício da Igreja inteira. Domingos foi canonizado em 1234, e é ele mesmo que, com a sua santidade, nos indica dois meios indispensáveis a fim de que acção apostólica seja incisiva. Em primeiro lugar, a devoção mariana, que ele cultivou com ternura e deixou como herança preciosa aos seus filhos espirituais, que na história da Igreja tiveram o grande mérito de difundir a recitação do santo Rosário, tão querida ao povo cristão e tão rica de valores evangélicos, uma autêntica escola de fé e de piedade. Em segundo lugar Domingos, que assumiu o cuidado de alguns mosteiros femininos na França e em Roma, acreditou até ao fundo no valor da oração de intercessão pelo bom êxito do afã apostólico. Só no Paraíso compreenderemos quão ef**azmente a oração das irmãs claustrais acompanham a obra apostólica! A cada uma delas dirijo o meu pensamento grato e carinhoso.

Estimados irmãos e irmãs, a vida de Domingos de Gusmão estimule todos nós a sermos fervorosos na oração, corajosos na vivência da fé e profundamente apaixonados por Jesus Cristo. Por sua intercessão, peçamos a Deus que enriqueça sempre a Igreja com autênticos pregadores do Evangelho.

Saudação

Amados peregrinos de língua portuguesa, uma cordial saudação de boas-vindas para todos, com votos de que a vossa visita ao lugar da Confissão de Pedro seja rica de graças e luzes do Alto, que vos ajude a ser sempre autênticas e incansáveis testemunhas de Cristo. Em seu Nome, dou-vos a minha Bênção, extensiva aos vossos familiares e comunidades cristãs.



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https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2010/documents/hf_ben-xvi_aud_20100203.html

07/08/2026

DIA 8 DE AGOSTO
S. DOMINGOS DE GUSMÃO, presbítero
(1172/3 - 1221)
SOLENIDADE

Nascido em Caleruega, Espanha, por volta de 1172/73, estudou teologia em Palência e aí se distinguiu na sua compaixão pelos pobres.
Cónego de Osma, progrediu na oração e na prudência do governo como subprior (1201).
Tornou¬ se um zeloso pregador (1206) na região de Toulouse, perturbada pela heresia. Com a aprovação de Inocêncio III, instituiu uma nova maneira de propor a fé, através do exemplo de uma pobreza evangélica e do diálogo fraterno sobre a doutrina. Dando grande importância à participação das mulheres na obra da evangelização, fundou um mosteiro para elas em Prouille (1206), para que aí se aperfeiçoassem e, para os pregadores fosse um auxílio, e até um refúgio, se necessário.
Recebendo nas suas mãos a promessa de alguns companheiros «para a pregação de Jesus Cristo», constituiu a primeira fraternidade conventual em Toulouse (1215), lançando, assim, os fundamentos de uma nova Ordem.
Acrescentando a característica apostólica à vida canonical sob a Regra de Santo Agostinho (1216), tomou para si e para a Ordem o ministério da Palavra, que era, então, reservado aos bispos. Honório III aprovou¬ a, em 22 de Dezembro de 1216. Certif**ado depois (18 de Janeiro de 1217), em Roma, da missão universal da sua Ordem, confiado na graça divina e apoiado no patrocínio da Virgem Maria, o fundador da Ordem dispersou os irmãos por toda a Europa (15 de Agosto de 1217), sobretudo por Paris e Bolonha, então os principais centros de estudo, reservando para si a custosa missão na região norte de Itália, contaminada pela heresia cátara.
«Falava sempre com Deus» para assim poder falar mais ef**azmente «de Deus», enquanto, com uma calorosa pregação, entregava os homens a Deus, com a força da oração, conduzia¬ os a Ele. «Apresentava¬ se em toda a parte como um homem evangélico por palavras e por obras. Ninguém mais sociável com os irmãos e os companheiros, e mais alegre e notável consolador.»
Morreu a 6 de Agosto de 1221, em Bolonha. Foi canonizado a 3 de Julho de 1234, por Gregório IX, que convivera fraternalmente com ele quando era cardeal de Óstia.

Elogio
Em Bolonha, Itália, São Domingos de Caleruega, Cónego de Osma e humilde ministro da pregação, tudo deixou pela pobreza voluntária. Seguidor da regra apostólica, renovou a Igreja e, em Toulouse, foi Fundador e Mestre da Ordem dos Pregadores. Falava sempre de Deus ou com Deus e ordenava aos seus frades que fossem fervorosos na oração, no estudo e no ministério da Palavra, para que pudessem ser próximos e úteis às almas.

Oração
Venha, Senhor, em auxílio da vossa Igreja São Domingos, nosso Pai, ilustre pregador da verdade, para que sejamos sempre iluminados pela sua doutrina e protegidos pela sua intercessão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

ou:

Deus eterno e omnipotente, que quisestes iluminar a vossa Igreja com os méritos e ensinamentos de São Domingos, nosso pai, concedei, por sua intercessão, que nunca nos faltem os auxílios temporais e alcancemos os bens eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

__________

SEQUÊNCIA

1. No meio do coro dos santos

eleva‑se

uma melodia nova

ressoa um cântico novo.

2. Respondamos‑lhe

da terra

através do canto da nossa assembleia:

partilhemos a alegria do irmão Domingos.

3. Confiando‑se

totalmente à pobreza

chama‑o

o Senhor, mestre em História

como servidor dos seus desígnios.

4. Transportando a luz da verdade

assim como o fogo da caridade

ele aumenta a fé do povo.

5. Ainda em vida

levanta da morte

um filho que entrega a sua mãe.

6. Faz parar a chuva com um sinal da cruz,

assegura aos seus irmãos o pão

pela intervenção da Providência.

7. Ele é feliz verdadeiramente,

porque enobrece toda a Igreja

pela alegria que lhe causa.

8. Como o grão escondido na terra,

como a estrela velada pela bruma,

esquecido f**a o seu corpo longos anos.

9. Até ao dia em que o Criador ordena

que o grão lançado à terra dê muito fruto

e que brilhe esta estrela para a salvação das nações.

10. Então um perfume se evola do seu túmulo,

que ultrapassa todos os perfumes:

penetrante testemunho da pureza da sua vida!

11. Acorrem os doentes e são curados,

cegos e coxos recobram a vista e o andar,

os milagres multiplicam‑se.

12. Verdadeiramente, a plena voz

podemos proclamar as proezas

do incomparável Domingos.

13. Elevemos a voz, povo de mendicantes,

procuremos o socorro das suas preces

e sigamos os seus passos.

14. E tu, Pai santíssimo, Pai de bondade,

pastor e protector do teu rebanho:

que a tua oração infatigável,

15. Ao longo dos séculos recomende

junto da corte do Rei celeste

o futuro do rebanho que deixaste.

Capela de São Domingos de Ferreira celebra 301 anos com Missa Solene a 8 de agostoA histórica Capela de São Domingos, na...
30/07/2026

Capela de São Domingos de Ferreira celebra 301 anos com Missa Solene a 8 de agosto

A histórica Capela de São Domingos, na paróquia de São Pedro de Ferreira, em Paços de Ferreira, assinala no próximo dia 8 de agosto os seus 301 anos de existência com a celebração de uma Missa Solene, marcada para as 18h00.

A celebração terá lugar na capela dedicada a São Domingos, situada no monte com o mesmo nome, um espaço de grande signif**ado religioso e patrimonial para a comunidade de Ferreira. Erguida em 1725, a capela constitui um dos mais antigos locais de culto da freguesia, preservando há mais de três séculos a devoção ao fundador da Ordem dos Pregadores (Dominicanos).

Os fiéis são convidados a participar e a agradecer mais de três séculos de história, fé e tradição, renovando a devoção a São Domingos e valorizando um património que continua a marcar a identidade religiosa da paróquia de São Pedro de Ferreira.

A celebração integra a tradição anual da memória litúrgica de São Domingos, reunindo a comunidade em torno de um dos seus mais emblemáticos espaços de culto, que no ano passado assinalou solenemente o tricentenário da sua construção.

©️ Sérgio Carvalho

Endereço

Rua De São Domingos, 5
Fátima
2495-431FÁTIMA

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 12:30
14:30 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 12:30
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Quarta-feira 09:00 - 12:30
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Quinta-feira 09:00 - 12:30
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