08/05/2026
CONFLITOS COM FILHOS
Nós, sacerdotes, abrimos as portas do terreiro para os mais diversos tipos de pessoas, cada uma com sua individualidade.
Trata-se de indivíduos com formações educacionais e culturais distintas, que, por vezes, podem divergir da liderança da casa espiritual.
Considerando que somos servos dos Orixás, não nos é permitido fechar as portas a quem busca acolhimento.
Contudo, isso não implica adotar uma postura passiva ou condescendente diante de comportamentos inadequados.
Ao Baba ou Iyá que enfrenta tais dificuldades, recomenda-se assumir a condução da situação com firmeza.
A casa pertence ao Orixá, porém, se lhe foi confiado o sacerdócio, isso reflete a confiança em sua capacidade de gestão.
Caso algum membro esteja causando conflitos, é essencial estabelecer o diálogo.
Persistindo a situação, deve-se, de forma respeitosa, orientar o afastamento, a fim de preservar a ordem e o equilíbrio do ambiente.
Não se deve alimentar inimizades veladas, falsidades ou desarmonias.
A casa do Orixá deve ser um espaço de paz e harmonia.
Além disso, não é a quantidade de membros que determina a força da casa, mas sim a presença e o amparo do Orixá.