13/06/2026
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XI DOMINGO DO TEMPO COMUM
SÃO MATEUS 9,36-10,8
Estão aí todos os dias à nossa frente, diante dos nossos olhos, na primeira página dos jornais, na televisão, essas multidões, por quem Jesus sentiu compaixão, “fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor”, no Irão, em vários países do médio oriente, vários países da Africa… os deslocados… os imigrantes… E nós também nos compadecemos, um pouco “Coitados! Que horror!”, um pouco e por pouco tempo: “Muda lá isso! Até faz impressão! Eu nem posso ver essas coisas, tira-me logo a vontade de comer!” E pronto muda-se o canal, fecha-se a televisão, dobra-se o jornal. E fazemos por esquecer – se a nossa vida já nos dá tantos trabalhos e preocupações! E além disso que podemos fazer? Isso é lá com os políticos, com os que mandam…
Israel era um pequeno povo, ignorado, e foi escolhido para celebrar a Aliança com Deus em nome da humanidade.
Os doze apóstolos, rudes, ignorantes, eram galileus (e da galileia poderia vir alguma coisa boa? – dizia-se então) mas é a eles que Jesus confia a missão de anunciar por toda a terra a Boa Nova do Reino de Deus.
Hoje não podemos pensar que a missão confiada aos Doze se refere a bispos sacerdotes e diáconos, que os problemas da humanidade só poderão ser resolvidos pelos organismos internacionais. Não! Cada um de nós é chamado. Cada um de nós é responsável.
Nas nossas casas, nas nossas famílias, nos nossos locais de trabalho e de convívio, por palavras, mas ainda mais por atitudes, anunciemos o Reino de Deus está próximo, que Deus nos ama.
Procuremos espalhar essa alegria de sabermos que recebemos o Amor de Deus – e o que “recebemos de graça, dêmo-lo gratuitamente” – isto é, sem exigir nada em troca. Recompensados só pela alegria de sermos uns dos operários da messe do Senhor.
Conscientes de que também nós somos chamados a trabalhar na messe do Senhor, procuremos modificar-nos e melhorar aquilo que está ao nosso alcance. O mundo ficará um pouco melhor.
Feliz domingo e boa semana.
Diácono Joaquim Rocha