Igreja Baptista de Chaves - Missão da Primeira Igreja Baptista de Vila Real

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Somos uma igreja que proclama a salvação através de Jesus Cristo, ao morrer na cruz! “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16

03/06/2026

A Ilha

Um homem viveu toda a sua vida sozinho numa ilha perdida no meio do oceano.

Nunca ouviu falar de religiões. Nunca entrou numa igreja. Nunca escutou sermões, tradições ou doutrinas humanas.

Não sabia quem era Moisés, Abraão, Pedro ou Paulo. Nunca ouviu a palavra “cristianismo”. Nunca viu uma cruz.
Apenas o mar, o vento e o silêncio.

Os anos passaram até que, numa noite de tempestade violenta, algo apareceu preso entre as rochas da praia, uma caixa antiga de madeira, marcada pelo tempo e pelas ondas.

Lá dentro estava apenas um livro. Sem título na capa. Sem explicações. Sem ninguém para o ensinar.
O homem abriu aquele livro e logo começou a ler.

Nas primeiras páginas descobriu que o universo não surgiu do acaso, havia um Criador. Depois leu sobre homens imperfeitos, quedas, juízo, destruição e misericórdia.
Leu histórias de escravos libertos, de mares abertos, de homens escolhidos e de povos rebeldes.

Nos relatos dos juízes viu como o ser humano se destrói quando vive longe de Deus. Nos reis encontrou orgulho, corrupção e pecado. Nos profetas leu avisos severos contra a idolatria e os falsos caminhos.
Aquele livro parecia conhecer profundamente o coração humano.

Depois encontrou poemas sobre dor, arrependimento, esperança e perdão.

E então chegou a uma parte diferente.

O livro começou a falar sobre um Homem perfeito. Um Homem que curava cegos, levantava caídos, alimentava multidões, confrontava hipócritas e falava com autoridade como ninguém jamais falou.

Leu ainda que esse Homem foi rejeitado, torturado e morto numa cruz. Mas também leu que três dias depois ressuscitou.

O homem da ilha ficou em silêncio. E com lágrimas no seu rosto continuou a ler.
Nesse livro, ele descobriu quem é Deus, quem é o homem, o que é o pecado, quem é Cristo, e como ser salvo.

Descobre que todos pecaram, inclusive ele. Descobriu também que
ninguém se salva pelas obras.
Descobriu que há um só Mediador entre Deus e os homens. Descobriu que a salvação é pela graça, mediante a fé.

E sem religião, sem tradição, sem magistério, sem concílios e sem qualquer homem para lhe explicar aquele livro, ele compreendeu a verdade.

Naquela praia isolada do mundo, caiu de joelhos e clamou: “Jesus Cristo, salva-me.”

Só no fim percebeu o nome do livro que tinha nas mãos. A Bíblia.

E naquele instante entendeu algo que muitos recusam aceitar mesmo cercados de religião.

A Palavra de Deus é suficiente.
Suficiente para revelar quem é Deus.
Suficiente para mostrar o pecado.
Suficiente para apresentar Cristo.
E suficiente para conduzir um homem à salvação.

“As Sagradas Escrituras podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” 2 Timóteo 3:15

Deus connosco!
Pr. Fernando Silva

04/04/2026

O Silêncio de Deus

O Sábado de Páscoa foi e é o dia mais desconcertante da fé cristã. Não há milagres visíveis, não há palavras de co***lo registadas, não há manifestações de poder.

É Há apenas um sepulcro fechado, um corpo envolto em lençóis João 19:40, e um silêncio que parece gritar abandono.

Depois do grito triunfante “Está consumado” João 19:30, instala-se uma pausa que testa tudo aquilo em que dizemos crer.

A pedra está selada Mateus 27:66. A guarda está posicionada. Aos olhos humanos, Deus foi vencido pela morte.
E é aqui que a nossa fé é confrontada de forma mais profunda do que na cruz ou na ressurreição.

Porque na cruz vemos o amor de Deus exposto Romanos 5:8. Na ressurreição vemos o poder de Deus revelado Romanos 1:4.

Mas no sábado…
No sábado vemos o silêncio de Deus experimentado.

Os discípulos estão mergulhados numa noite interior. O medo paralisa-os João 20:19, a tristeza consome-os, e a esperança parece ter sido sepultada juntamente com o Mestre.

Aqueles que ouviram Jesus dizer “Eu sou a ressurreição e a vida” João 11:25, agora encaram um túmulo fechado. Aqueles que ouviram: “Ao terceiro dia ressuscitarei” Mateus 16:21, não conseguem ainda ligar a promessa à realidade.

E não somos nós muitas vezes assim?

Conhecemos as promessas, mas vacilamos na espera. Sabemos o que Deus disse, mas trememos diante do que vemos. Vivemos entre o “está consumado” e o “Ele ressuscitou”, presos num sábado que parece não terminar.

Mas é precisamente neste dia que uma verdade se impõe, Deus está a trabalhar, mesmo quando tudo parece parado.

O sepulcro não é um sinal de derrota, é um palco de preparação. O silêncio não é ausência, é estratégia divina.

A Escritura revela-nos que Cristo, mesmo na morte, não estava inativo, “mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão” 1 Pedro 3:18-19.

Aquilo que os homens viam como fim, Deus usava como cumprimento.
Porque Deus nunca perde o controlo da história.

O Sábado de Páscoa ensina-nos uma fé mais madura, não a fé que celebra apenas quando vê, mas a fé que permanece quando não sente.

“Porque andamos por fé, e não por vista” 2 Coríntios 5:7.

É fácil louvar no domingo da vitória, mas Deus forma-nos no sábado da espera.

É neste silêncio que morre a nossa autossuficiência. É aqui que as nossas certezas humanas são quebradas. É aqui que aprendemos que a nossa esperança não está nas circunstâncias, mas no carácter imutável de Deus.

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” Hebreus 13:8.

Talvez estejas a viver o teu sábado. Um tempo em que Deus parece distante, em que as respostas não chegam, em que o céu parece fechado.

Talvez haja um “túmulo” na tua vida, algo que já deste por perdido, selado, irreversível.

Mas o Sábado de Páscoa confronta-te com isto: o que tu chamas fim, Deus chama intervalo.

A pedra não foi colocada para impedir Jesus de sair, foi colocada para que, quando fosse removida, ninguém tivesse dúvidas do milagre.

O silêncio não é o capítulo final, é a pausa antes da revelação da glória.
“Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu” Hebreus 10:23.

Deus não se esqueceu. Deus não se atrasou. Deus não perdeu o controlo.
O sábado é o campo onde a fé é provada e purificada. E há uma certeza que ecoa através deste silêncio, “Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará” Hebreus 10:37.

O domingo vem!

A ressurreição não falha. A morte não vence. E o silêncio, nunca teve a última palavra. Porque no Reino de Deus, até o túmulo é apenas o começo da vitória.

Deus connosco!
Pr. Fernando Silva

08/03/2026

Neste Dia Internacional da Mulher, como igreja queremos parar um momento para agradecer a Deus pela vida de todas as mulheres da Primeira Igreja Baptista de Vila Real, das Missões Chaves, Bragança e Mirandela.

Cada uma de vós é uma bênção que o Senhor colocou no meio da Sua igreja.

Desde o princípio, a Palavra de Deus mostra-nos o valor da mulher:“Criou Deus o homem à sua imagem… macho e fêmea os criou” Génesis 1:27.

A mulher não foi criada como algo secundário, mas como parte essencial do plano perfeito de Deus. O Senhor disse: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idónea para ele” Génesis 2:18.

Isto revela alguém que caminha lado a lado, que apoia, que fortalece e que participa activamente na obra de Deus.

Ao longo das Escrituras, vemos mulheres cuja fé marcou gerações: Débora que liderou com coragem Juízes 4:4
Rute que demonstrou uma fidelidade extraordinária Rute 1:16, A mulher virtuosa descrita em Provérbios 31:10-31, cuja vida é exemplo de sabedoria, trabalho e temor do Senhor.

No Novo Testamento também encontramos mulheres que serviram fielmente a Cristo:
Maria Madalena foi das primeiras a testemunhar a ressurreição João 20:16-18, e muitas outras mulheres serviam ao Senhor com os seus dons e recursos Lucas 8:1-3.

Isto lembra-nos que Deus sempre usou mulheres na Sua obra e continua a fazê-lo hoje.

Queridas irmãs, damos graças a Deus por cada uma de vós. Pelas mães que ensinam a fé aos seus filhos, como vemos em 2 Timóteo 1:5; pelas irmãs que servem com dedicação, muitas vezes de forma discreta, mas com grande impacto; pelas mulheres que oram, aconselham, encorajam e sustentam a igreja com amor e fidelidade.

A vossa presença, serviço e testemunho fazem parte daquilo que Deus está a construir entre nós.

Cremos que todos somos chamados a viver para a glória de Deus e que, em Cristo, encontramos a nossa verdadeira identidade: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus… não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” Gálatas 3:26-28.

Por isso hoje celebramos e agradecemos a Deus pela vossa vida.

Que o Senhor continue a fortalecer-vos, a encher-vos da Sua graça e a usar cada uma de vós poderosamente para a Sua glória.

Com carinho pastoral, a nossa oração é que Deus continue a levantar entre nós mulheres com um coração segundo Ele, como diz 1 Pedro 3:4: “o incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.”

Obrigado, queridas irmãs, por tudo aquilo que são e por tudo aquilo que fazem na obra do Senhor.
Que Deus vos abençoe ricamente.

Deus connosco!
Pr. Fernando Silva

31/01/2026

O PERIGO DE NÃO CONGREGAR

Há um perigo silencioso a infiltrar-se na vida de muitos cristãos, não através de heresias evidentes ou perseguição aberta, mas por algo muito mais subtil, a ausência constante da vida activa na Igreja, da congregação.

O problema não começa quando alguém falta uma vez. O problema, começa quando faltar deixa de incomodar a consciência. Quando a ausência já não gera temor, nem arrependimento, nem sequer reflexão.
Torna-se normal. E aquilo que se torna normal, rapidamente se torna indiferente.

A Palavra de Deus adverte-nos com clareza, “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes admoestando-nos uns aos outros…” Hebreus 10:25

Repara bem: “como é costume de alguns”. A Escritura não fala de um caso isolado, mas de um padrão repetido. O afastamento espiritual raramente é repentino. Ele é progressivo, silencioso e enganador.

O processo do declínio espiritual dá-se desta forma.

A falta torna-se habitual. O habitual torna-se indiferente. A indiferença leva ao abandono. O abandono conduz ao esfriamento. O esfriamento abre a porta ao pecado

Jesus advertiu-nos, “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” Mateus 24:12

Ninguém esfria espiritualmente de um dia para o outro. O amor por Cristo esfria quando o cristão se distancia dos meios que Deus instituiu para o alimentar, a Palavra, a oração e a comunhão com os santos.

A igreja não é um acessório da vida cristã. Não é um clube para frequentar uma vez ao mês.

É o contexto onde a fé é vivida, provada, corrigida e fortalecida, “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” Actos 2:42

Repara bem na palavra “perseveravam”.
A igreja primitiva não congregava quando era conveniente, mas porque compreendia que sem comunhão não há crescimento espiritual saudável.

Um cristão isolado é um cristão vulnerável. “Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros… assim é Cristo também.” 1 Coríntios 12:12

Um membro desligado do corpo não sobrevive. Da mesma forma, um crente desligado da igreja local enfraquece, perde discernimento e torna-se presa fácil do inimigo.

Quando deixamos de andar com o povo de Deus, começamos consciente ou inconscientemente, a ser moldados pelo mundo. “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há.” 1 João 2:15

A ausência da igreja nunca cria um vazio neutro. Ou somos formados por Cristo e pelo Seu corpo, ou somos moldados pelo espírito deste século.

Precisamos lembrar que congregar não é opcional. Congregar não é uma tradição humana. Não é um costume religioso. Não é um mero hábito social.

É uma ordem bíblica, um meio de graça, uma expressão visível da fé verdadeira. “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.” Hebreus 3:15

Se a ausência já não pesa no teu coração, isso é um sinal de alarme.
Se a comunhão já não faz falta, algo está errado. Se a igreja já não é prioridade, o esfriamento já começou.

Quem se afasta da congregação, cedo ou tarde afastar-se-á do Senhor.

Que Deus nos conceda temor, arrependimento e um regresso sincero à comunhão dos santos, enquanto ainda se chama hoje.

Deus connosco!
Pr. Fernando Silva

19/01/2026

SOMOS UM SOB A SUPREMACIA DE CRISTO
Colossenses 1:15–23

Endereço

Travessa Da Raposeira, Edifício Barreiro Loja 2
Chaves
5400-483

Horário de Funcionamento

Quinta-feira 16:00 - 21:30
Domingo 16:00 - 19:30

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