Unidade Pastoral Senhora das Graças Bragança

Unidade Pastoral Senhora das Graças Bragança Unidade Pastoral Senhora das Graças_Bragança O Decreto n.º 15/2012, do Sr. D.

José Manuel Cordeiro, Bispo da Diocese de Bragança-Miranda, constituiu a Unidade Pastoral 1 do Arciprestado de Bragança, composta pelas seguintes Paróquias:
Alfaião, Escolar, Samil com a anexa Cabeça Boa, Santa Maria e S. Vicente,
Santo Condestável, Santos Mártires, São Bento e São Francisco, com as anexas Quinta
das Carvas e Quintas da Seara, São Pedro dos Sarracenos, São Tiago e Sé. Párocos “in

solidum”: Padres José Carlos Ambrósio Assunção Martins, José Manuel
Bento Soares e Octávio Augusto Sobrinho Alves (Moderador). Os Párocos "in solidum" tomaram posse na Eucaristia da Padroeira de Bragança,
em 22 de Agosto de 2012:

S. João Paulo IIO Papa que mais visitou Fátima.Nota HistóricaCarlos José Wojtyła nasceu em 1920 no lugar de Wadowice na ...
22/10/2018

S. João Paulo II
O Papa que mais visitou Fátima.

Nota Histórica
Carlos José Wojtyła nasceu em 1920 no lugar de Wadowice na Polónia. Ordenado sacerdote, continuou os seus estudos teológicos em Roma, depois dos quais regressou ao seu paíz onde exerceu diversos cargos pastorais e universitários. Foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia, e em 1964 Arcebispo do mesmo lugar. Tomou parte no Concílio Ecuménico Vaticano II. Eleito Papa a 16 de Outubro de 1978, com o nome de João Paulo II, distinguiu-se pela extraordinária solicitude apostólica, em particular para com as famílias, os jovens e os doentes, o que o levou a realizar numerosas visitas pastorais a todo o mundo. Entre os muitos frutos mais significativos deixados em herança à Igreja, destaca-se o seu riquíssimo Magistério e a promulgação do Catecismo da Igreja Católica e do Código de Direito Canónico para a Igreja latina e oriental. Morreu piedosamente, em Roma, a 2 de Abril de 2005, na Vigilia do II Domingo de Páscoa ou da Divina Misericórdia.

Mensagem do Santo PadreDia Mundial Missões 2018
21/10/2018

Mensagem do Santo Padre
Dia Mundial Missões 2018

DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM21 de Outubro de 2018 | Ano B
21/10/2018

DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM
21 de Outubro de 2018 | Ano B

S. TERESA DE JESUS, virgem e doutora da Igreja Nota HistóricaNasceu em Ávila (Espanha) no ano 1515. Tendo entrado na Ord...
15/10/2018

S. TERESA DE JESUS, virgem e doutora da Igreja
Nota Histórica
Nasceu em Ávila (Espanha) no ano 1515. Tendo entrado na Ordem das Carmelitas, fez grandes progressos no caminho da perfeição e teve revelações místicas. Ao empreender a reforma da sua Ordem teve de sofrer muitas tribulações, mas tudo suportou com coragem invencível. A doutrina profunda que escreveu nos seus livros é fruto das suas experiências místicas. Morreu em Alba de Tormes (Salamanca) no ano 1582.

Memória de Santa Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja que, agregada à Ordem das Carmelitas em Ávila, na Espanha, foi mãe e mestra de uma observância mais estrita e concebeu em seu coração um caminho de perfeição espiritual sob a forma de ascensão por degraus da alma até Deus; ao empreender a reforma da sua Ordem, teve de sofrer muitas tribulações, mas tudo suportou com fortaleza invencível; também escreveu livros, em que expõe uma doutrina profunda e o fruto das suas experiências.

Homilia do Papa Francisco na canonização de sete novos santosNa homilia da eucaristia de canonização dos beatos Paulo VI...
14/10/2018

Homilia do Papa Francisco na canonização de sete novos santos

Na homilia da eucaristia de canonização dos beatos Paulo VI, Óscar Romero, Francesco Spinelli, Vincenzo Romano, Maria Kasper, Nazaria Mesa e Nunzio Sulprizio, o papa Francisco lembrou a radicalidade de jesus que "tudo dá e tudo pede".

A segunda Leitura disse-nos que «a palavra de Deus é viva, eficaz e cortante» (cf. Heb 4, 12). É mesmo assim: a Palavra de Deus não é apenas um conjunto de verdades ou uma história espiritual edificante. Não! É Palavra viva que toca a vida, que a transforma. Nela, Jesus pessoalmente – Ele que é a Palavra viva de Deus – fala aos nossos corações.

Particularmente o Evangelho convida-nos a ir ao encontro do Senhor, a exemplo daquele «alguém» que «correu para Ele» (cf. Mc10, 17). Podemo-nos identificar com aquele homem, de quem o texto não diz o nome parecendo sugerir-nos que pode representar cada um de nós. Ele pergunta a Jesus como deve fazer para «ter em herança a vida eterna» (10, 17). Pede vida para sempre, vida em plenitude; e qual de nós não a quereria? Mas pede-a – notemos bem – como uma herança a possuir, como um bem a alcançar, a conquistar com as suas forças. De facto, para possuir este bem, observou os mandamentos desde a infância e, para alcançar tal objetivo, está disposto a observar ainda outros; por isso, pergunta: «Que devo fazer para ter…?»

A resposta de Jesus mexe com ele. O Senhor fixa nele o olhar e ama-o (cf. 10, 21). Jesus muda-lhe a perspetiva: passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor gratuito e total. Aquele homem falava em termos de procura e oferta; Jesus propõe-lhe uma história de amor. Pede-lhe para passar da observância das leis ao dom de si mesmo, do trabalhar para si ao estar com Ele. E faz-lhe uma proposta «cortante» de vida: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres (…), vem e segue-Me» (10, 21). E Jesus diz também a ti: «Vem e segue-Me». Vem: não fiques parado, porque não basta não fazer nada de mal para ser de Jesus. Segue-Me: não vás atrás de Jesus só quando te apetece, mas procura-O todos os dias; não te contentes com observar preceitos, dar esmolas e recitar algumas orações: encontra n’Ele o Deus que sempre te ama, o sentido da tua vida, a força para te entregares.

E Jesus diz mais: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres». O Senhor não faz teorias sobre pobreza e riqueza, mas vai direto à vida. Pede-te para deixar aquilo que torna pesado o coração, esvaziar-te de bens para dar lugar a Ele, único bem. Não se pode seguir verdadeiramente a Jesus, quando se está estivado de coisas. Pois, se o coração estiver repleto de bens, não haverá espaço para o Senhor, que Se tornará uma coisa mais entre as outras. Por isso, a riqueza é perigosa e – di-lo Jesus – torna difícil até mesmo salvar-se. Não, porque Deus seja severo; não! O problema está do nosso lado: o muito que temos e o muito que ambicionamos sufocam-nos; sufocam-nos o coração e tornam-nos incapazes de amar. Neste sentido, São Paulo recorda-nos que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tim 6, 10). Quando se coloca no centro o dinheiro, vemos que não há lugar para Deus; e não há lugar sequer para o homem.

Jesus é radical. Dá tudo e pede tudo: dá um amor total e pede um coração indiviso. Também hoje Se nos dá como Pão vivo; poderemos nós, em troca, dar-Lhe as migalhas? A Ele, que Se fez nosso servo até ao ponto de Se deixar crucificar por nós, não Lhe podemos responder apenas com a observância de alguns preceitos. A Ele, que nos oferece a vida eterna, não podemos dar qualquer bocado de tempo. Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada.

Queridos irmãos e irmãs, o nosso coração é como um íman: deixa-se atrair pelo amor, mas só se pode apegar a um lado e tem de escolher: amar a Deus ou as riquezas do mundo (cf. Mt 6, 24); viver para amar ou viver para si mesmo (cf. Mc 8, 35). Perguntemo-nos de que lado estamos nós... Perguntemo-nos a que ponto nos encontramos na nossa história de amor com Deus... Contentamo-nos com alguns preceitos ou seguimos Jesus como enamorados, prontos verdadeiramente a deixar tudo por Ele? Jesus pergunta a cada um e a todos nós como Igreja em caminho: somos uma Igreja que se limita a pregar bons preceitos ou uma Igreja-esposa, que pelo seu Senhor se lança no amor? Seguimo-Lo verdadeiramente ou voltamos aos passos do mundo, como aquele homem? Em suma, basta-nos Jesus ou procuramos as seguranças do mundo? Peçamos a graça de saber deixar por amor do Senhor: deixar riquezas, deixar sonhos de funções e poderes, deixar estruturas já inadequadas para o anúncio do Evangelho, os pesos que travam a missão, os laços que nos ligam ao mundo. Sem um salto em frente no amor, a nossa vida e a nossa Igreja adoecem de «autocomplacência egocêntrica» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 95): procura-se a alegria em qualquer prazer passageiro, fechamo-nos numa tagarelice estéril, acomodamo-nos na monotonia duma vida cristã sem ardor, onde um pouco de narcisismo cobre a tristeza de permanecermos inacabados.

Aconteceu assim com aquele homem que – diz o Evangelho – «retirou-se pesaroso» (10, 22). Ancorara-se aos preceitos e aos seus muitos bens, não oferecera o coração. E, embora tivesse encontrado Jesus e recebido o seu olhar amoroso, foi-se embora triste. A tristeza é a prova do amor inacabado. É o sinal dum coração tíbio. Pelo contrário, um coração aliviado dos bens, que ama livremente o Senhor, espalha sempre a alegria, aquela alegria de que hoje temos tanta necessidade. O Santo Papa Paulo VI escreveu: «É no meio das suas desgraças que os nossos contemporâneos precisam de conhecer a alegria e de ouvir o seu canto» (Exort. ap. Gaudete in Domino, I). Hoje, Jesus convida-nos a voltar às fontes da alegria, que são o encontro com Ele, a opção corajosa de arriscar para O seguir, o gosto de deixar tudo para abraçar o seu caminho. Os Santos percorreram este caminho.

Fê-lo Paulo VI, seguindo o exemplo do Apóstolo cujo nome assumira. Como ele, consumiu a vida pelo Evangelho de Cristo, cruzando novas fronteiras e fazendo-se testemunha d’Ele no anúncio e no diálogo, profeta duma Igreja extroversa que olha para os distantes e cuida dos pobres. Mesmo nas fadigas e no meio das incompreensões, Paulo VI testemunhou de forma apaixonada a beleza e a alegria de seguir totalmente Jesus. Hoje continua a exortar-nos, juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade. É significativo que, juntamente com ele e demais Santos e Santas hodiernos, tenhamos D. Óscar Romero, que deixou as seguranças do mundo, incluindo a própria incolumidade, para consumir a vida – como pede o Evangelho – junto dos pobres e do seu povo, com o coração fascinado por Jesus e pelos irmãos. E o mesmo podemos dizer de Francisco Spinelli, Vincente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus e também do nosso jovem abruzo-napolitano, Núncio Sulprizio: o santo jovem, corajoso, humilde que soube encontrar Jesus no sofrimento, no silêncio e no dom de si mesmo. Todos estes Santos, em diferentes contextos, traduziram na vida a Palavra de hoje: sem tibieza, nem cálculos, com o ardor de arriscar e deixar tudo. Irmãos e irmãs, que o Senhor nos ajude a imitar os seus exemplos!

in Educris a partir do original em italiano

DOMINGO XXVIII DO TEMPO COMUM14 de Outubro de 2018 | Ano BEvangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos 10,1...
13/10/2018

DOMINGO XXVIII DO TEMPO COMUM
14 de Outubro de 2018 | Ano B

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos 10,17-30
Naquele tempo,
ia Jesus pôr-Se a caminho,
quando um homem se aproximou correndo,
ajoelhou diante d’Ele e Lhe perguntou:
«Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?»
Jesus respondeu:
«Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus.
Tu sabes os mandamentos:
‘Não mates; não cometas adultério;
não roubes; não levantes falso testemunho;
não cometas fraudes; honra pai e mãe’».
O homem disse a Jesus:
«Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude».
Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu:
«Falta-te uma coisa: vai vender o que tens,
dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no Céu.
Depois, vem e segue-Me».
Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante
e retirou-se pesaroso,
porque era muito rico.
Então Jesus, olhando à volta, disse aos discípulos:
«Como será difícil para os que têm riquezas
entrar no reino de Deus!»
Os discípulos ficaram admirados com estas palavras.
Mas Jesus afirmou-lhes de novo:
«Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus!
É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha
do que um rico entrar no reino de Deus».
Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros:
«Quem pode então salvar-se?»
Fitando neles os olhos, Jesus respondeu:
«Aos homens é impossível, mas não a Deus,
porque a Deus tudo é possível».
Pedro começou a dizer-Lhe:
«Vê como nós deixámos tudo para Te seguir».
Jesus respondeu:
«Em verdade vos digo:
Todo aquele que tenha deixado casa,
irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras,
por minha causa e por causa do Evangelho,
receberá cem vezes mais, já neste mundo,
em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras,
juntamente com perseguições,
e, no mundo futuro, a vida eterna».

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIOA 13 de outubro de 1917, a 6.ª aparição apresentou-se-lhes como sendo "a Senhora do Rosário".O b...
13/10/2018

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
A 13 de outubro de 1917, a 6.ª aparição apresentou-se-lhes como sendo "a Senhora do Rosário".
O bispo de Hiroxima presidiu hoje à Missa internacional do 13 de outubro, no recinto de oração, em Fátima, e afirmou que “o maior inimigo” do mundo atual é “a arrogância do homem”.

“O Homem consegue destruir o mundo inteiro e a natureza com a sua arrogância. Acredito que a arrogância do homem é o maior inimigo no mundo de hoje. Como podemos cortar a cabeça deste inimigo?”, questionou D. Alexis Shirahama.

O prelado recordou ainda a visita de São João Paulo II a Hiroxima, a 25 de fevereiro de 1981, onde disse que “duas cidades japonesas, Hiroxima e Nagasáqui, são as únicas cidades do mundo que tiveram a desventura de ser um memorial de como o homem é capaz de uma destruição incrível”.

Dois acontecimentos trágicos que não pouparam vidas de muitos inocentes e que D. Alexis recordou, neste dia em que se celebra o Coração Imaculado de Maria e naquele santuário onde Nossa Senhora pediu pela paz.

No fim da sua homilia, e recorrendo ao evangelho deste dia, o bispo de Hiroxima apresentou Jesus como “um bom modelo de esperança em Deus”.

“O Imaculado Coração de Maria ensina-nos, também, hoje, a esperar em Deus, esperar em Jesus Cristo, Filho unigénito de Deus, para cortar a cabeça do nosso inimigo que é a arrogância do Homem”, concluiu.

A Peregrinação Internacional Aniversária de outubro evoca a última Aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos, a 13 de outubro de 1917, na Cova da Iria, na qual a Virgem pediu que ali se fizesse uma capela em sua honra, e que se continuasse a “rezar o Terço todos os dias”, segundo o relato da vidente Lúcia de Jesus, nas suas memórias.
in Ecclesia

“Ave Maria” é o novo livro do papa FranciscoO novo livro do papa Francisco, “Ave Maria” (160 páginas, 16 €, edição Rizzo...
12/10/2018

“Ave Maria” é o novo livro do papa Francisco
O novo livro do papa Francisco, “Ave Maria” (160 páginas, 16 €, edição Rizzoli – Libreria Editrice Vaticana”, cuja edição italiana estará disponível a partir desta terça-feira, 9 de outubro, percorre «as palavras da oração mais amada», num diálogo com o capelão da prisão de Pádua, P. Marco Pozza. Apresentamos alguns excertos revelados antecipadamente na imprensa.



Jovem normal

«Desde que nasceu até à Anunciação, no momento do encontro com o anjo de Deus, imagino-a como uma jovem normal, uma jovem de hoje, uma jovem que não posso dizer de uma cidade, porque ela é de uma vila, mas normal, normal, educada normalmente, aberto a casar-se, a fazer uma família.

Uma coisa que imagino é que amasse as Escrituras: conhecia as Escrituras, tinha feito a catequese mas familiar, do coração. Depois, após a conceção de Jesus, era ainda uma mulher normal: Maria é a normalidade, é uma mulher que qualquer mulher deste mundo pode dizer que pode imitar. Nada de estranho na vida, uma mãe normal: mesmo no seu matrimónio virginal, casto naquele quadro de virgindade, Maria foi normal. Trabalhava, fazia as compras, ajudava o Filho, ajudava o marido: normal.»



Uma mulher só

«A re-criação começa com Maria, com uma mulher só. Podemos pensar nas mulheres solitárias que administram a casa, que sozinhas educam seus filhos. Aí está, Maria está ainda mais sozinha. Sozinha começa esta história, que prossegue com José e a família; mas no começo a recriação é o diálogo entre Deus e uma mulher só (...). Sozinha no momento do anúncio e sozinha no momento da morte do Filho.»



Uma mulher que está

«Os Evangelhos são lacónicos e extremamente discretos. Registam com um simples verno a presença da Mãe: ela "estava". Esta estava. Nada dizem da sua reação: se chorava, se não chorava... Nada; nem sequer uma pincelada para descrever a sua dor: sobre esses detalhes aventou-se depois a imaginação de poetas e pintores, oferecendo-nos imagens que entraram na história da arte e da literatura. Mas os Evangelhos apenas dizem: ela "estava". Estava ali, no momento mais terrível, no momento mais cruel, e sofria com o Filho. "Estava." Maria "estava", simplesmente estava ali.

Ei-la novamente, a jovem mulher de Nazaré, agora grisalha nos cabelos pela passagem dos anos, ainda às voltas com um Deus que devia ser só abraçado, e com uma vida que chegou ao umbral do escuro mais negro. Maria "estva" no escuro mais negro, mas "estava". Não se foi embora. (...)

Reencontramo-la no primeiro dia da Igreja. Ela, mãe de esperança, no meio daquela comunidade de discípulos tão frágeis: um tinha renegado, muitos tinham fugido, todos tinham tido medo. Mas ela simplesmente estava ali, na mais normal das maneiras, como se fosse uma coisa totalmente natural: na primeira Igreja envolvida pela luz da ressurreição, mas também pelos tremores dos primeiros passos que tinha de dar no mundo.»



Deus mãe

«Dizendo que Deus é pai e mãe, o papa João Paulo I não disse nada de estranho. Disse-o Deus de si mesmo, através de Isaías e dos outros profetas: apresentou-se como uma mãe, "Eu protejo-te como uma mãe, uma mãe não pode esquecer-se do seu filho, e mesmo se o fizesse, Eu nunca poderia fazê-lo” (Isaías 49,15).»



Maria, mãe

«Nos Evangelhos Maria aparece como mulher de poucas palavras, sem grandes discursos nem protagonismos, mas com um olhar atento que sabe proteger a vida e a missão do seu Filho e, por isso, de todo aquele que Ele ama. Soube proteger os alvores da primeira comunidade cristã, e assim aprendeu a ser mãe de uma multidão. Aproximou-se das situações mais diversas para semear esperança. Acompanhou as cruzes carregadas no silêncio pelo coração dos seus filhos. Tantas devoções, tantos santuários e capelas nos lugares mais recônditos, tantas imagens espalhadas pelas casas recordam-nos esta grande verdade.

Maria deu-nos o calor materno, aquele que nos envolve no meio das dificuldades; o calor materno que permite que nada nem ninguém extinga no seio da Igreja a revolução da ternura inaugurada pelo seu Filho. Onde há uma mãe, há ternura. E Maria, com a sua maternidade, mostra-nos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, ensina-nos que não é preciso maltratar os outros para sentir-se importante. E desde sempre o santo povo fiel de Deus reconheceu-a e saudou-a como a Santa Mãe de Deus. (...)»

Recordo que a minha mãe, falando de nós, cinco filhos, dizia: "Os meus filhos são como os dedos da mão, cada um diferente do outro; mas se me pico num dedo, sinto a mesma dor que sentiria se picasse outro". Maria acompanha o caminho nosso, de pecadores, cada um com os seus pecados. "Rogai por nós, pecadores" significa dizer: "Sou pecador mas tu proteges-me". Maria é aquela que nos protege.»



Mães-ternura, mães-fortaleza

«As mães são o antídoto mais forte contra as nossas tendências individualistas e egoístas, contra os nossos fechamentos e apatias. Uma sociedade sem mães seria não apenas uma sociedade fria, mas uma sociedade que teria perdido o coração, que teria perdido o “sabor de família”. Uma sociedade sem mães seria uma sociedade sem piedade, que deixaria o lugar apenas ao cálculo e à especulação. Porque as mães, até nos momentos piores, sabem testemunhar a ternura, a dedicação incondicional.

Aprendi muito daquelas mães que, tendo os filhos na prisão ou prostrados numa cama de hospital ou subjugados pela escravidão da droga, com frio e com calor, com chuva e a seca, não se rendem e continuam a lutar para dar-lhes o melhor. Ou aquelas mães que, nos campos de refugiados, ou até no meio da guerra, conseguem abraçar e apoiar sem vacilar o sofrimento dos seus filhos. Mães que dão literalmente a vida para que nenhum dos seus filhos se perca. Onde está a mãe, há unidade, há pertença, pertença de filhos.»



Na prisão

«Passei muitas vezes de autocarro em frente à prisão de Villa Devoto, em Buenos Aires. Havia a fila das mães e viam-se todas, aquelas mulheres na fila para entrar, para visitar um filho. Não é difícil imaginar as humilhações que uma mulher tem de sofrer, as buscas... Mas não importa, é para um filho. Deixam-se pisar, o que importa é o filho. A Maria importava o Filho. Não os comentários dos outros.»



Plaza de Mayo [Buenos Aires, Argentina]

«A uma mãe que sofreu o que as mães da Plaza de Mayo sofreram, eu permito tudo. Pode dizer tudo, porque é impossível compreender a dor de uma mãe. Uma disse-me: “Gostaria de ver pelo menos o corpo, os ossos da minha filha, saber onde foi sepultada” (...).

Há uma memória que chamo de "memória materna", alguma coisa de físico, uma memória de carne e osso. Até essa lembrança pode explicar a angústia. Muitas vezes dizem: "Mas onde estava a Igreja naquele momento, por que não nos defendeu?". Eu fico quieto e acompanho-as. O desespero das mães da Plaza de Mayo é terrível. Não podemos deixar de acompanhá-las e respeitar a sua dor, tomá-las pela mão, mas é difícil.»



A beleza

«O anjo não diz a Maria: És cheia de intelecto, és inteligente, estás cheia de virtude, és uma mulher ultra-boa". Não: "És cheia de graça", isto é, de gratuidade, de beleza. A Virgem é a bela por excelência. A beleza é uma das dimensões humanas que demasiadas vezes descuramos. Falamos da verdade, da bondade e deixamos de parte a beleza. Em vez disso, é tão importante quanto as outras. É importante encontrar Deus na beleza.»



Diabo e elites

«A normalidade é viver no povo e como o povo. É anormal viver sem raízes num povo, sem ligação com um povo histórico. Nessas condições, nasce um pecado que agrada muito a Satanás, o nosso inimigo: o pecado da elite. A elite não sabe o que significa viver no povo, e quando falo de elite não me refiro a uma classe social: falo de uma atitude da alma. Pode pertencer-se a uma Igreja de elite. No entanto, como diz o concílio na “Lumen gentium”, a Igreja é o santo povo fiel de Deus. A Igreja é povo, o povo de Deus. E ao diabo agradam as elites.»



Os corruptos

«Maria não pode ser a mãe dos corruptos, porque os corruptos vendem a mãe, vendem a pertença a uma família, a um povo. Procuram apenas o seu lucro, quer seja económico, intelectual, político, de qualquer tipo. Fazem uma escolha egoísta, diria satânico: trancam a porta por dentro. E Maria não consegue entrar. Por isso a única oração pelos corruptos é que um terramoto os apiede de tal maneira que os convença de que o mundo não começou e não terminará com eles (...). Maria é a mãe de todos nós, pecadores, do mais ao menos santo.»



Um papa pecador

«É a realidade. Se dissesse de mim que não sou um pecador, seria o maior dos corruptos.»

in SNPC
Fontes: Corriere della Sera, L'Osservatore Romano
Imagem: Capa | D.R.

08/10/2018
S. FRANCISCO DE ASSIS Memória de São Francisco, que, depois de uma vida despreocupada, se converteu à vida evangélica em...
04/10/2018

S. FRANCISCO DE ASSIS

Memória de São Francisco, que, depois de uma vida despreocupada, se converteu à vida evangélica em Assis, na Úmbria, região da Itália, encontrando Jesus Cristo especialmente nos pobres e tornando-se ele mesmo pobre ao serviço dos necessitados. Reuniu em comunidade consigo os Frades Menores, pregou o amor de Deus a todos nas suas caminhadas, inclusivamente na peregrinação à Terra Santa, mostrando com as suas palavras e atitudes o desejo de seguir a Cristo, e quis morrer deitado sobre a terra nua. († 1226)

Nota Histórica
Nasceu em Assis, no ano 1182. Depois de uma juventude leviana, converteu se a Cristo, renunciou a todos os bens paternos e entregou se inteiramente a Deus. Abraçou a pobreza para seguir mais perfeitamente o exemplo de Cristo e pregava a todos o amor de Deus. Formou os seus companheiros com normas excelentes, inspiradas no Evangelho, que foram aprovadas pela Sé Apostólica. Fundou também uma Ordem de religiosas e uma Ordem Terceira para seculares; e promoveu a pregação da fé entre os infiéis. Morreu em 1226.

Liturgia das Horas
Da Carta de São Francisco de Assis a todos os fiéis
(Opuscula, ed. Quaracchi, 1949, 87-94) (Sec. XIII)

Devemos ser simples, humildes e puros

O Pai altíssimo, pelo seu arcanjo São Gabriel, anunciou à santa e gloriosa Virgem Maria que o seu Verbo, tão santo, digno e glorioso, ia descer do Céu. Do seio de Maria tomou Ele a carne verdadeira da nossa humanidade e fragilidade. Sendo Ele mais rico que tudo, quis no entanto escolher a pobreza com sua Mãe bem aventurada. E ao aproximar se a sua paixão celebrou a Páscoa com os discípulos. Depois rezou ao Pai, dizendo: Pai, se é possível, afaste se de mim este cálice.
Submeteu todavia a sua vontade à vontade do Pai. Ora, a vontade do Pai foi esta: que seu Filho bendito e glorioso, que Ele nos tinha dado e que por nós nascera, Se oferecesse pelo seu próprio sangue como sacrifício e hóstia no altar da cruz, não por Si mesmo – Ele tinha criado todas as coisas – mas pelos nossos pecados, deixando nos o exemplo para seguirmos os seus passos. E quer que todos sejamos salvos por Ele e que O recebamos de coração puro e corpo casto.
Como são felizes e abençoados os que amam o Senhor e praticam o que o mesmo Senhor diz no Evangelho: Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma, e ao teu próximo como a ti mesmo. Amemos portanto a Deus e adoremo l’O de coração puro e alma simples, porque é isso o que Ele deseja acima de tudo, quando afirma: Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Por conseguinte, todos os que O adoram devem adorá l’O em espírito e verdade. Dia e noite elevemos para Ele os nossos louvores e preces, dizendo: Pai nosso, que estais no Céu, porque é preciso orar sempre e não desfalecer.
Além disso, façamos frutos dignos de penitência. Amemos o próximo como a nós mesmos. Sejamos caridosos e humildes e dêmos esmola, porque a esmola lava as almas da imundície do pecado. Na verdade, os homens perdem tudo o que deixam neste mundo, mas levam consigo o preço da sua caridade e das esmolas que fizeram, e por elas receberão do Senhor recompensa e digna remuneração.
Não devemos ser sábios e prudentes segundo a carne, mas procuremos antes ser simples, humildes e puros. Nunca devemos desejar estar acima dos outros, mas devemos antes ser servos e súbditos de toda a criatura humana por amor de Deus. E sobre todos aqueles que assim procederem e perseverarem até ao fim, repousará o Espírito do Senhor, que neles fará sua habitação e morada, e serão filhos do Pai celeste, cujas obras imitam; eles são esposos, irmãos e mães de Nosso Senhor Jesus Cristo.

DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM30 de Setembro de 2018 | Ano BEVANGELHO – Mc 9,38-43.45-47-48Evangelho de Nosso Senhor Jesus ...
30/09/2018

DOMINGO XXVI DO TEMPO COMUM
30 de Setembro de 2018 | Ano B

EVANGELHO – Mc 9,38-43.45-47-48
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
João disse a Jesus:
«Mestre,
nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome
e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco».
Jesus respondeu:
«Não o proibais;
porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome
e depois dizer mal de Mim.
Quem não é contra nós é por nós.
Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo,
em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa.
Se alguém escandalizar algum destes pequeninos
que crêem em Mim,
melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço
uma dessas mós movidas pró um jumento
e o lançassem ao mar.
Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a;
porque é melhor entrar mutilado na vida
do que ter as duas mãos e ir para a Geena,
para esse fogo que não se apaga.
E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o;
porque é melhor entrar coxo na vida
do que ter os dois pés e ser lançado na Geena.
E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo,
deita-o fora;
porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos
do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena,
onde o verme não morre e o fogo não se apaga».

DOMINGO XXIV DO TEMPO COMUM16 de Setembro de 2018 | Ano BEVANGELHO – Mc 8,27-35Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo se...
15/09/2018

DOMINGO XXIV DO TEMPO COMUM
16 de Setembro de 2018 | Ano B

EVANGELHO – Mc 8,27-35

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
Jesus partiu com os seus discípulos
para as povoações de Cesareia de Filipe.
No caminho, fez-lhes esta pergunta:
«Quem dizem os homens que Eu sou?»
Eles responderam:
«Uns dizem João Baptista; outros, Elias;
e outros, um dos profetas».
Jesus então perguntou-lhes:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Pedro tomou a palavra e respondeu: «Tu és o Messias».
Ordenou-lhes então severamente
que não falassem d’Ele a ninguém.
Depois, começou a ensinar-lhes
que o Filho do homem tinha de sofrer muito,
de ser rejeitado pelos anciãos,
pelos sumos sacerdotes e pelos escribas;
de ser morto e ressuscitar três dias depois.
E Jesus dizia-lhes claramente estas coisas.
Então, Pedro tomou-O à parte e começou a contestá-l’O.
Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os discípulos,
repreendeu Pedro, dizendo: «Vai-te, Satanás,
porque não compreendes as coisas de Deus,
mas só as dos homens».
E, chamando a multidão com os seus discípulos, disse-lhes:
«Se alguém quiser seguir-Me,
renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á;
mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho,
salvá-la-á».

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Bragança
5300-265

Telefone

+351273322671

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